Já nos primeiros dias de vida, quando mal saíram do conforto da barriga materna, os bebês já detêm a capacidade de perceber ritmos musicais.
Segundo um estudo holandês, os recém-nascidos já gesticulam e movimentam os pezinhos embalados por estímulos sonoros e podem perceber até um acorde desafinado. As informações são do jornal americano USA Today.
O estudo verificou que crianças com até dois dias de vida notam a diferença de melodias musicais. Desde perceber que o baterista de uma banda errou uma batida, os pequenos têm alta sensibilidade musical até para acompanhar músicas inteiras.
Sob o olhar atento das mães, 14 bebês foram submetidos a exames para verificar a capacidade auditiva e a percepção musical. Por meio de análises que indicavam a atividade cerebral dos bebês, os pesquisadores constataram que as crianças manifestavam padrões semelhantes à atividade apresentada pelos 14 adultos submetidos ao mesmo experimento, disse o co-autor do estudo, Henkjan Honing, da Universidade de Amsterdã, na Holanda.
A varredura cerebral feita durante os testes revelou que as crianças, a exemplo de ouvintes adultos, esperavam a continuidade da música quando ela era parada. Eles aguardavam a continuidade do ritmo e notavam se havia ou não descompasso, a exemplo do caso do baterista, aplicado durante os exames. Atentos à melodia, eles percebiam quando o músico tocava outros acordes.
A experiência pode ainda reforçar as teorias de que, mesmo dentro da barriga das mães, os bebês também poderiam ter essa aptidão sonora. “Há muito tempo já se suspeita que um feto pode processar sons até três meses antes do nascimento”, declarou Honing.
De acordo com a equipe médica envolvida no estudo, a descoberta pode ajudar no desenvolvimento das habilidades musicais infantis, acredita outro co-autor do experimento, Istvan Winkler, da Academia Húngara de Ciências de Budapeste.
A influência para a capacidade auditiva infantil, crêem estudiosos, viria da música e das vozes ouvidas durante a gestação. Escutando a voz da mãe e de quem lhe cercam durante a gravidez, acompanhando os batimentos cardíaco de dentro do útero materno e até sentindo a movimentação da mãe ao andar ou se exercitar podem ser fatores que contribuem para essa aptidão, defende Nadine Gaab, professora assistente de pediatria no Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos.
A atriz Jessica Alba foi o destaque em capa da revista Elle americana desta semana, em que ela contou, em uma entrevista para revista, qual foi o truque que usou para voltar a ter um corpo em forma após a gravidez: ela usou um modelador de corporal.
Ela recebeu a dica de uma amiga, que obteve grandes resultados com o mesmo recurso. “Ela evoluiu mais que eu, pois não fiquei com o abdômen definido”, disse a atriz.
Antes de usar o recurso, Jessica tentou fazer academia. “Eu chorei, nunca tinha feito academia antes”, contou.
Para ser rezada diariamente, durante 9 meses: de 25 de março até 25 de dezembro, ou seja, da Anunciação até o Natal do Senhor; ou então, por 9 dias consecutivos, em qualquer época.
“Ó Maria, Virgem Imaculada, Porta do Céu e Causa da Nossa Alegria, respondendo com generosidade ao Anúncio do Arcanjo São Gabriel, Vós pudestes dar curso ao plano de Deus para a minha salvação. Vós fostes, pela Providência Santíssima, desde toda a eternidade, constituída Vaso de Eleição e morada digna do verbo de Deus Encarnado. Pelo vosso “sim” e fidelidade ao Pai Celeste, o Espírito Santo teceu em vosso ventre Nosso Senhor, Javé Salvador.
Eis que desejando que o Filho de Deus que quis nascer em Vós, nasça também em meu coração e conceda-me o perdão de meus pecados, prostro-me aos vossos pés e vos imploro, Nossa Senhora da Achiropita, Aparecida e Rosa Mística, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis alcançar-me, do vosso Amadíssimo Filho, a graça que tanto necessito (colocar a graça).
Ouvi minha súplica, ó Virgem Santíssima, Nossa Senhora de Caná e de Pentecostes, Vós que, perante o Trono da Graça, sois a “Onipotência Suplicante”, enquanto vou considerando, com reverência e filial afeto, todos os momentos de dor e de alegria, de desolação e de providência, que vos acompanharam em vossa bendita, augusta e singular Gestação, na qual trouxestes em vosso ventre o Filho do Deus Altíssimo.
E se não bastassem os meus pedidos, ó Senhora dos Remédios, do Bom Parto e do Perpétuo Socorro, ainda vos peço, em virtude de vossos cuidados e suplícios para com Jesus em vosso ventre, por todas as mães grávidas, para que tenham uma boa hora e também por todas aquelas que passam por uma gestação delicada, pelas que são atormentadas pela idéia de abortar seus filhos e pelas que não podem ou não conseguem tê-los.
Ó Senhora do Carmo, das Dores e da Defesa, mão e colo que embalaram Jesus, consolai e recompensai todas as mães que geram filhos para Deus, instruindo-os na fé ou entregando-os para a vida sacerdotal e religiosa.
Nossa Senhora da Anunciação, rogai por nós.
Nossa Senhora de Belém, rogai por nós.”
Rezar 9 Ave-Marias, em honra de cada um dos 9 meses em que Jesus esteve no ventre de Nossa Senhora, acompanhadas da seguinte jaculatória:
“Benditas sejam a Santa Gravidez e a Imaculada Conceição da Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe.”
Para quem acredita, saiba que os rituais ciganos podem ajudar você a realizar seus desejos. Veja por exemplo um para que seu bebê tenha saúde:
“Enquanto estiver grávida, passe a mão na barriga logo que vir os primeiros raios de sol e de luar, mentalizando coisas boas. No sétimo dia depois do parto, coloque moedas, joias de ouro e pétalas de rosas na água do banho do seu filho, para que ele tenha prosperidade, fartura e riqueza.”
O texto abaixo foi postado originalmente no Blog byMK da Marcela, e achei interessante por isto tomei a liberdade de traze-lo para sua informação, até para dar uma visão independente de uma pessoa que gosta e trabalha com moda, a respeito de roupa para gestantes, ainda que ela mesmo não tenha tido esta experiência prática, o que convenhamos é importante e faz diferença:
Obs - Lembrando de que ela usou como refrerência a Zazou, até usando para ilustrar sua matéria algumas fotos de nossa coleção, que podem conferir baixo.
“Tenho uma amiga que está vivendo agora uma fase que é maravilhosa, mas andei pensando que em termos de vestuário deva ser um pouco complicada: a gravidez.
Eu não consigo passar minha própria experiência sobre o assunto pois ainda não vivi este momento. Mas a o que sei é que em questão de semanas suas medidas mudam, as coisas que você possui passam a não servir. Até dá para usar uma coisa ou outra, mas desde que seja largo e mesmo assim nem sempre até o final. Hora de comprar roupas novas que terão uma validade curta. Por isso tem que ser uma compra calculada, planejada e principalmente versátil, tem dar para várias propostas.
Hoje em dias existem uma série de lojas especializadas em moda gestante, dentro das tendências de moda e que permite a mulher expressar sua feminilidade em suas novas formas. Porque essa história de pegar camisa do marido, macacões, jardineiras, não têm mais nada a ver. Lembro que minha mãe usava umas coisas assim lá pelos anos 80, eram poucas as roupas disponíveis no mercado para esta fase.
Sapatos também entram como um item que pode dar um charme no visual, com a vantagem de poderem continuar sendo usados depois da gravidez. O cuidado só tem que ser com o conforto e com o salto para não incomodar.
Bolsas, lenços, óculos, jóias e acessórios em geral são a melhor pedida nessa fase dar o toque final na produção.
Para as futuras mamães acho legal mostrar um exemplo do que falei, uma mesma blusa usada de duas formas diferentes:
Portanto, não precisa se desesperar e encher o guarda roupa de coisas. Compre algumas peças bonitas, com personalidade e procure imaginar as diferentes possibilidades com ela. Convido as grávidas a entrarem na comunidade e sugerirem looks com base na própria experiência!”
Grávida de 6 meses a cantora Teresa Cristina fala ao programa GNT Fashion direto dos bastidores de um desfile do Fashion Rio, sobre o que mudou no seu guarda roupa depois que ficou grávida, e ainda dá canja exclusiva, que podem ver no Video abaixo:
Os bebês que nascem no final do verão ou início do outono são mais altos e têm os ossos maiores, segundo um estudo publicado pela Universidade de Bristol, no sul da Inglaterra, que atribui isso aos níveis de vitamina D que o sol proporcionou a eles através de suas mães ao final da gravidez.
O estudo se baseou em um acompanhamento de sete mil crianças nascidas entre 1991 e 1992, e levou em conta os dados meteorológicos desses anos para determinar o grau de exposição ao sol que as mães teriam recebido no último trimestre da gravidez.
Além disso, foram repassados os dados sobre os níveis de vitamina D no sangue de 350 mães na 37ª semana de gestação.
Ficou comprovado que, aos dez anos, as crianças -hoje adolescentes - nascidas em agosto e setembro (quando é verão no hemisfério norte) eram 0,5 centímetro mais altas que as nascidas na primavera e no inverno e tinham uma área óssea 12,75 centímetros quadrados maior, ou seja, ossos maiores.
Os pesquisadores lembraram que, por norma geral, as pessoas mais altas têm ossos maiores, mas, no caso destas crianças, o volume ósseo era maior que o atribuído unicamente à estatura.
A conclusão é que estas crianças estiveram expostas a maiores níveis de vitamina D, elemento que contribui à construção dos ossos junto ao cálcio, através da exposição ao sol da pele das mães no final da gravidez nos meses mais ensolarados.
“Os ossos com mais volume costumam ser mais fortes e menos propensos a quebrar por causa da osteoporose nos estados avançados da vida”, segundo o professor de Reumatologia Jon Tobias, da Universidade de Bristol.
“Qualquer coisa que afete o desenvolvimento ósseo é significativo”, acrescentou Tobias.
Com estas conclusões, “as mulheres grávidas poderiam considerar falar com seus médicos sobre a conveniência de tomar suplementos de vitamina D, particularmente se os bebês vão nascer entre o outono e a primavera”.
Este estudo faz parte de um projeto mais amplo, conhecido como Estudo Longitudinal Avon de Pais e Filhos (ALSPAC, em inglês) ou “Crianças dos anos 1990″, no qual foram pesquisadas 14 mil grávidas do Reino Unido em 1991 e 1992, e que faz um estreito acompanhamento destas famílias desde então.
As famílias forneceram aos pesquisadores uma ampla informação sobre seus genes e seu entorno nos últimos 18 anos, em um estudo de campo sem precedentes que permite enfrentar e estudar com maiores garantias muitos problemas de saúde.
Um menino nasceu na Califórnia com 24 dedos perfeitamente formados, sendo seis em cada mão e pé.
Nascer com dedos a mais, condição conhecida como polidactilia, não é totalmente incomum, mas é raro um caso em que há dedos a mais em todas as extremidades.
O hospital de Bay Area, onde o menino nasceu, disse que os médicos não perceberam os dedos extras nos exames de ultra-sonografia durante a gravidez e nem mesmo quando Kamani Hubbard nasceu. Seu pai, Kris, foi quem percebeu a anomalia.
A polidactilia é genética e o pai explicou que havia um histórico da condição na família. Mas ele acrescentou que o caso de seu filho é único.
“Alguns membros da família tinham seis dedos, mas não completamente desenvolvidos. Mas não os dedos do pé.”
O pediatra Michael Treece, do St Luke’s Hospital, na Inglaterra, disse que “se trata meramente de uma linda e interessante variação, e não é motivo de preocupação”.
“Imagine que pianista poderia ser uma pessoa com 12 dedos. Imagine que tipo de violonista de música flamenga. Pense nas habilidades de datilógrafo”, disse o médico.
Na década de 50, as mulheres se casavam muito cedo, pelos padrões de hoje, e tinham seus filhos entre 18 e 25 anos. Há vinte anos ainda eram raras as mulheres que engravidavam depois dos 30. Nessa época, ter filhos depois dos 35 significava risco de vida: para a mãe e o bebê. Os próprios médicos desaconselhavam as mulheres a engravidar nessa faixa etária. “Há cinqüenta anos, uma mulher de 40 já era avó”, diz o Prof° Dr. Joji Ueno.
De vinte anos para cá, um número cada vez maior de mulheres procura retardar ao máximo a gravidez. As mães tardias são um fenômeno mundial. Um quarto das mulheres americanas está optando por engravidar com 35 anos ou mais. Na última década, a gravidez depois dos 35 anos cresceu 84% nos Estados Unidos. Ela é resultado de uma mudança de comportamento que está redesenhando a família no mundo inteiro e também no Brasil.
O IBGE revela que o número de mães com mais de 40 anos no Brasil cresceu 27%, entre 1991 e 2000. As que tiveram filho pela primeira vez com idade entre 40 e 49 anos fazem parte de um segmento populacional com alta escolaridade. Neste universo, 59,1% completaram oito anos ou mais de estudo e são oriundas de famílias com alto poder aquisitivo. Além disso, 25,7% delas contam com rendimento mensal familiar de mais de dez salários mínimos; 58,8% já eram economicamente ativas e 79,3% eram casadas ou já haviam experimentado, no passado, a experiência de viver junto com um companheiro. Em 1991, o IBGE contabilizou 7.142 mães que tiveram o primeiro filho na meia idade, 0,67% das mães de primeira viagem no país. “Em 2000, o número de mães mais velhas chegou a 9.063, ou seja, 0,79%. Ainda que em número absolutos este grupo de mães seja pequeno, esse fenômeno é apontado pelo IBGE como uma tendência nos centros urbanos”, afirma Joji Ueno.
Uma das razões para que muitas mulheres adiem o sonho da maternidade é a carreira profissional. A formação escolar de uma pessoa com grau universitário exige pelo menos quinze anos de estudo. Isso significa que dificilmente uma mulher está formada antes dos 22 ou 23 anos. Com uma pós-graduação, somam-se mais dois ou três anos. Além de uma boa formação acadêmica, é preciso acumular algum tempo de experiência no mercado de trabalho para consolidar uma carreira profissional bem-sucedida. Tudo isso tem contribuído para empurrar os planos de maternidade para depois dos 30. Ao engravidar e ter filhos mais tarde, as mulheres têm oportunidade, além de se estabilizar profissionalmente, de aproveitar um período da juventude no qual em outros tempos estariam às voltas com fraldas e mamadeiras.
Nos últimos vinte anos, mais que dobrou a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro. Entre os trabalhadores com idade de 20 a 25 anos, a participação das mulheres saltou de 16% para 38%, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, IPEA. Na faixa entre 25 e 30 anos, o aumento foi ainda mais expressivo: de 21% para 45%. Isso significa que para cada homem trabalhando nessa idade, há uma mulher no mercado de trabalho.
Retardar a gravidez é mais comum entre famílias de maior renda e instrução. Isso significa que o planejamento dos filhos é também um indicador importante de desenvolvimento. “É impossível entender a mudança de comportamento na família resultante da gravidez na meia-idade sem observar a curva de crescimento da expectativa de vida. Esse é um dos feitos mais extraordinários na humanidade neste século. No passado, antes dos antibióticos, das vacinas e dos cuidados com saneamento e higiene, a vida era uma corrida contra o tempo. A expectativa média de vida da população até o começo da Revolução Industrial, no século XVIII, não passava dos 40 anos”, diz Joji Ueno.
Neste século, graças aos avanços da medicina na prevenção e na cura das doenças, a expectativa de vida quase dobrou. Hoje vive-se, em média, 68 anos nos países desenvolvidos. No Brasil, setenta anos. São essas mudanças que estão favorecendo a maternidade tardia. Atualmente, uma mulher pode ter um filho aos 35 ou 40. E ainda restarão outros quarenta para orientá-lo e educá-lo até bem depois de atingida a fase adulta.
As mulheres agora também querem aproveitar mais a vida. Antigamente, sua rotina era criar filhos e cuidar da casa dos 20 aos 45 anos. Hoje, entre os 20 e os 40 anos, a mulher quer firmar-se como profissional fora de casa, ganhar independência, ter tempo para o romance, as viagens, o sonho, sem as responsabilidades de uma dona de casa com uma penca de crianças. Ter filhos mais tarde pode ser também compensador do ponto de vista afetivo. “Mulheres mais maduras geralmente encaram a maternidade com mais serenidade. Uma razão é que não precisam sentir-se roubadas em anos de conquista profissional e de satisfações pessoais em decorrência da chegada prematura dos filhos. Nem todas terão esse tipo de conflito psicológico com a maternidade, mas muitas mulheres na casa dos 35, 37 anos costumam dizer que dificilmente ficariam tão em paz consigo próprias e com as crianças se tivessem dado à luz aos 22 anos”, diz a psicóloga Luciana Leis, especializada no atendimento a casais que enfrentam problemas de infertilidade.
Os pais na meia-idade geralmente não estão mais naquela fase em que têm de fazer despesas básicas na vida de um casal, como juntar dinheiro para financiar a casa própria, pagar o consórcio do primeiro carro ou comprar os móveis a prestação. “Já conquistaram boa autonomia financeira para dar aos filhos melhores escolas e mais oportunidades de lazer e conforto material. É na fase madura que a conta bancária costuma estar mais folgada e a vida conjugal estabilizada”, observa a psicóloga.
Outro fator que contribui para a gravidez tardia é o segundo casamento, cada vez mais comum nas famílias brasileiras. Assim, mulheres que se separaram sem ter filhos do primeiro marido se vêem na condição de poder engravidar do novo parceiro. “É também mais freqüente que mulheres com filhos do primeiro casamento decidam ter outros com o novo marido’, diz Luciana Leis.
Tecnicamente, uma mulher de 40 anos enfrenta no parto os mesmos riscos de uma de 20. Embora os riscos de uma gravidez tardia ainda sejam grandes, nos últimos tempos melhorou muito a capacidade da medicina de monitorar o desenvolvimento do feto com exames mais modernos, eficazes e baratos. Se a mulher chegar aos 35 anos de idade sem conseguir engravidar naturalmente, ela pode contar, hoje, com diversos tratamentos que poderão auxiliá-la disponíveis nas clínicas de reprodução humana. A procura por métodos de fertilização teve um aumento significativo nos últimos anos em todo o país, por conta dos melhores resultados e da diminuição dos custos. Somados a estes fatores está também a opção das mulheres por engravidar cada vez mais tarde, o que faz com que as pessoas passem a recorrer com mais freqüência e mais rapidamente aos procedimentos científicos.
O que pode ser feito, hoje, neste campo, nem foi sonhado há 30 anos atrás. Novas técnicas, redução dos possíveis efeitos colaterais do tratamento e o aumento das chances de engravidar são a tônica da reprodução humana assistida nos dias de hoje. “Um dos desafios para a reprodução humana assistida, hoje, é a possibilidade de identificar os melhores embriões para diminuir o número de transferências para o útero e com isso reduzir a taxa de gestações gemelares, que são muito delicadas e apresentam maiores riscos para mães e bebês. É possível fazer isso hoje com melhores recursos no que se refere à obtenção dos óvulos”, afirma Joji Ueno.
Para levar à gestação de uma única criança, “a técnica para esse fim é a injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI), em que uma única célula reprodutiva masculina é introduzida no óvulo com uma finíssima agulha. A fertilização ocorre em laboratório e os embriões são transplantados depois para o útero”, informa o médico. Esta técnica foi desenvolvida no início dos anos 90 e tornou-se um dos tratamentos mais populares das clínicas de fertilidade.
“Com a evolução da ciência, concluímos que a qualidade total dos laboratórios é a melhor garantia de fertilização de um único embrião”, afirma Joji Ueno. O médico relata que pesquisas realizadas, desde 1996, na Suécia e na Finlândia, mostraram que os geneticistas utilizavam até quatro embriões em cada tentativa de fertilização: 32% das gestações resultavam em gêmeos e 7% em trigêmeos. “Hoje, a maioria das suecas que procura um centro de reprodução assistida tem a certeza de sair da maternidade nove meses depois, com um único bebê “, diz o médico.
É importante também que mulheres, principalmente a partir dos 35 anos, realizem exames diagnósticos específicos capazes de mostrar o desenvolvimento do feto. Além disso, há um procedimento chamado biópsia embrionária pré-implantação, que revela informações sobre a saúde de uma pessoa antes mesmo que ela nasça. O Diagnóstico Genético Pré-implantacional, PGD, oferece a oportunidade de se verificar se o futuro bebê tem anomalias genéticas causadoras de doenças como Síndrome de Down, hemofilia, fibrose cística, doença de Tay Sachs, dentre tantas outras. “O procedimento vem sendo utilizado para detectar alterações genéticas no feto. O exame é capaz de diagnosticar anormalidades cromossômicas no embrião antes da implantação no útero”, revela Joji Ueno.
Diversas técnicas de fertilização artificial – de baixa e alta complexidades - facilitam a concretização da gravidez e quanto mais cedo a mulher procurar ajuda, maiores serão suas chances de obter sucesso. “Não podemos mais propagar o ‘alto custo’ como uma verdade absoluta, pois a boa medicina, baseada em evidências e respaldada no avanço tecnológico, apresenta soluções personalizadas para o tratamento da infertilidade, muitas vezes, simples e acessíveis”, informa Joji Ueno.