Veja este caso abaixo como um alerta a respeito do preço que a vaidade pode eventualmente cobrar das mulheres que resolvem fazer uma plástica logo depois do parto…
O que estão chamando de “incidente hospitalar” aconteceu com a mulher do cantor Usher, Tameka Foster, que sofreu uma parada cardíaca durante uma cirurgia de lipoaspiração em um hospital em São Paulo na semana passada, e que estão dizendo que sim pode ter relação com o fato de ela ter dado à luz seu filho mais novo há apenas dois meses.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, José Tariki, o tempo indicado para se submeter a um procedimento desse tipo deve ser de seis a oito meses após o parto. “Após uma gravidez, a musculatura do abdome fica distendida, fica flácida, com inchaço. Desde que todos estes fatores oltem à normalidade, a paciente está apta a fazer a cirurgia. Normalmente isso requer um período que pode ser de seis meses a oito meses”, disse.
Segundo informações Tameka teria dito ao médico brasileiro Silvio Sterman, responsável pela cirurgia de lipoaspiração total do abdome, que o parto de seu filho mais novo foi há quatro meses, e não dois, como na verdade aconteceu. Nesse caso, de parto muito recente, a lipoaspiração não chega a ser proibida, mas nem sempre é recomendada.
Na página do médico na internet, uma propaganda em inglês anuncia seus serviços. Sterman tem muitos clientes estrangeiros. Entre eles, uma amiga de Tameka. Foi essa amiga que indicou o brasileiro para a mulher de Usher, que não teria se apresentado ao médico como celebridade internacional.
Uma das maiores estrelas do cinema também não esperou esse prazo. Segundo um renomado cirurgião de Nova York, Angelina Jolie fez uma lipo antes de seu casal de gêmeos completar quatro meses de vida.
Angelina fez a cirurgia sem alarde, e Tameka seguiu a mesma linha. Veio ser operada num pequeno hospital de São Paulo, o São Rafael, na Zona Sul, a 12 horas de avião da Califórnia, onde mora. Seria um procedimento rápido, simples e discreto. Seria.
A mulher de Usher estava na sala de cirurgia e tinha recebido anestesia geral. Quando a lipoaspiração já estava começando, a máquina que monitora os batimentos cardíacos, e outros sinais vitais indicou que o coração dela estava parando.
Quando a situação se complicou, os primeiros cortes já tinham sido feitos na barriga de Tameka. De acordo com especialistas, só 10% das paradas cardíacas são do tipo que ela sofreu - muito difícil de detectar, porque o eletrocardiograma parece normal.
“É mais difícil de reconhecer porque às vezes você olha o monitor, acha que o doente está batendo, mas vai ter que procurar um pulso. A contração do coração é tão fraca que praticamente ele está parado”, explica o chefe da UTI do Incor José Otávio Costa Auler.
Tameka a foi ressuscitada com massagem cardíaca. Depois que o coração voltou a bater, os médicos injetaram soro gelado nas veias da paciente, e enfaixaram os pés e as mãos com toalhas também geladas. O chefe da UTI do Instituto do Coração de São Paulo explica que o resfriamento diminui os danos ao corpo.
“O resfriamento visa dar um tempo para aquela célula recuperar sua atividade. Se você lembrar de que os animais usam isto quando eles fazem a hibernação. Cai a frequência cardíaca, cai o metabolismo”, explica o chefe da UTI do Incor José Otávio Costa Auler.
Com a desaceleração, o passo seguinte foi dar remédios para levar Tameka ao coma induzido.
“O coma induzido é feito justamente para que o cérebro tenha condições de se recuperar do trauma de uma parada. Ele é importante, ele é fundamental em casos como este”, defende Carla Franchi Pinto.
Já estabilizada, a mulher de Usher foi transferida para o Hospital Sírio-Libanês, mais bem equipado que o São Rafael. A preocupação em casos como esse é saber se o cérebro foi danificado.
“O cérebro é altamente dependente de oxigênio. Poucos minutos sem circulação e ele já entra num processo de deterioração às vezes irreversível”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia Luiz Antônio Vane.
Ao saber que a mulher enfrentava graves problemas, Usher voou para São Paulo e se hospedou em um hotel nos Jardins. Ficou no hospital a maior parte do tempo, acompanhado de um neurocirurgião, amigo da família, que também veio de Los Angeles.
Fontes próximas ao caso afirmaram que Tameka se recupera bem e que está tomando antibióticos para combater uma infecção pulmonar, comum nesses casos. Todos os médicos envolvidos estão proibidos pela família da paciente de dar entrevistas. Por causa da repercussão do caso, o Conselho Regional de Medicina abriu uma sindicância para investigar o que aconteceu.
Astro da black music, Usher já vendeu mais de 38 milhões de CDs. Uma mulher exuberante, Tameka é conhecida no meio musical por cuidar do estilo de estrelas da música negra americana.
Uma foto feita no ano novo mostra o cantor Usher ao lado da mulher, Tameka, apenas 20 dias depois do nascimento do segundo filho do casal. Ela não andava satisfeita com os efeitos da gravidez no corpo. Apenas um ano e meio antes, Tameka tinha dado à luz ao primeiro filho com Usher. Ela já tinha outras três crianças de um casamento anterior.
Veja abaixo o video com a matéria completa do Fantástico deste domingo a respeito do caso:
Últimas peças na promoção somente na cor beige no tamanho P. Últimas peças na promoção somente na cor verde no tamanho P. Últimas peças na promoção somente na cor azul no tamanho P.
Segue abaixo um video de um programa Hoje em Dia com a Ticiane Pinheiro, em que ela entrevista a Neli Barboza, que é diretora de consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, e fala exatamente sobre gestantes no mercado de trabalho:
Por isto mesmo gostaria de trazer para sua informação neste Blog, o resultado de uma pesquisa recente que mostrou que as vendas de janeiro no comércio foram de modo geral 7% maiores que em 2008 (quando a economia estava num de seus melhores momentos). Mostrando claramente que o consumidor está mais atendo às oportunidades de compras, e está sabendo aproveitar melhor as liquidações.
E na Zazou não é diferente!
Aliás agora esta ainda melhor, pois entramos na fase final de liquidação e queima de estoque de verão, pois dentro de aprox. um mês entra a nova coleção de outono inverno 2009, porém com preços cheios. Daí todas as grávidas querendo aproveitar esta oportunidade final de fazer compras de peças de qualidade com preços bem atrativos, com descontos na faixa de 50% e alguns até mais…
Veja por exemplo a atriz Bianca Rinaldi na loja da Zazou escolhendo uma bermuda para grávida em promoção com 45% de desconto, que ela usou para ficr uma grávida elegante no final de semana que passou na Ilha de Caras em Angra no Rio de Janeiro:
Veja aqui fotos e respectivos preços das peças que estão em promoção:
O período de liquidação foi esticado porque, apesar do bom movimento do Natal, sobrou estoque. Nas lojas para qualquer lado que se olhe, lá está a palavra tão desejada pelo consumidor: liquidação de todo tipo e tamanho.
É a corrida pelos preços baixos!
Muita gente espera passar natal para fazer as compras mais pesadas. Comprar barato todo mundo quer, esteja a economia em crise ou não. Mas o que a pesquisa também mostra é que o consumidor brasileiro está cada vez mais atendo às melhores oportunidades para ir às compras. O consumidor vai se estruturando, ele vai racionalizando seu poder de compra, porque ele já passou por experiências anteriores e sabe como usufruir melhor de uma possibilidade de compra.
Veja abaixo a matéria do Jornal Nacional sobre o assunto:
Tá esperando o que para também comprar suas roupas de grávida?
Corra e venha logo, pois esta chegando ao final e as melhores peças estão saindo rápido e logo acabando…
Durante sua gravidez vai ter que tomar várias decisões sobre compras para o enxoval do seu bebê, algumas delas até relativamente caras, e nem sempre sobre algo que já vez ou tem alguma experiência prática, por isto mesmo vai ficar na dúvida como por exemplo qual carrinho de bebê deve comprar?
Por isto mesmo segue abaixo algumas informações e dicas genéricas que podem ser útil e ajudar nesta decisão.
Para começar quando você precisa sair, é necessário colocar seu bebê em um carrinho, por isto cada vez mais as futuras mães buscam carrinhos de bebê que apresentam mais recursos e que sejam mais resistentes e leves.
Os melhores carrinhos crescem com o seu bebê, combinando o luxo à praticidade de um carrinho com guarda-chuva. Procure um carrinho leve e fácil de dobrar com assentos almofadados removíveis e rodas grandes e duráveis. As estruturas são geralmente feitas de plástico, alumínio, aço ou uma combinação deles, lembrando de que esta composição afeta a resistência e o peso. A maioria dos assentos possui tecido lavável, e a maioria dos carrinhos contém pequenos cestos (veja as restrições de peso, algo que varia consideravelmente mesmo entre cestos de tamanhos semelhantes).
Os carrinhos equipados com guarda-chuva são baratos, extremamente úteis e muito leves. Assim chamados devido às alças semelhantes a um guarda-chuva, esses carrinhos dobram para armazenamento compacto em porta mala de carro, bagageiro de avião e até mesmo restaurantes.
Devido a toda essa praticidade, eles não apresentam o conforto de carrinhos maiores e mais fortes. A maioria dos pais busca um carrinho prático, além de resistente. A menos que possua uma opção de reclinação (a maioria não tem), um carrinho estilo “guarda-chuva” não é adequado a crianças com menos de seis meses. A maioria possui coberturas e alguns apresentam armazenamento embaixo ou atrás do assento.
Alguns possuem dispositivos de fácil manuseio em viagens e fáceis de montar/desmontar, também conhecidos como carrinhos conversíveis/bebê-conforto. Podem ser assentos infantis para uso em carros, carrinhos de bebê e carregadores, todos em um. Muitos pais gostam da facilidade em tirar o bebê do carro e colocá-lo no carrinho, sem precisar realizar tarefas de monta-e-desmonta muito complicadas. Outros acham que esse sistema é extremamente complicado e preferem comprar um modelo bebê-conforto separado e um carrinho mais leve. Os recursos incluem acessórios como barras de brinquedos, amplos cestos para objetos, porta copos etc.
Mas então como comprar um?
A escolha do melhor carrinho depende do seu estilo de vida. Você precisa de um espaço conveniente para guardar objetos das compras feitas durante a viagem? Procure algo luxuoso com muitos locais para guardar diversos tipos e tamanhos de volumes extras. Você é um aventureiro? Escolha um carrinho mais duro. Isso irá suportar os elementos e proteger da área rochosa. Você sobe e desce muitas vezes a escada com o carrinho? Procure um modelo mais leve e facilmente desmontável. Os carrinhos de bebê não melhoram drasticamente com o passar do tempo. Sendo assim, se você planeja ter mais de um filho, compre um carrinho de boa qualidade que dure bastante tempo. Cintos de cinco pontos são os melhores principalmente em carrinhos triciclo.
Alças ajustáveis são muito úteis para pais que são muito baixos ou muito altos (ou casais, com uma pessoa baixa e a outra alta!). Os pais nunca têm mãos livres o suficiente. O melhor é um recurso que abra e feche com um toque. Não se esqueça de testar todos s modelos antes de comprar! Conforto, capacidade de manobra e facilidade de travar podem ser preferências totalmente pessoais.
Como a conveniência é o principal ponto dos carrinhos estilo “guarda-chuva”, procure o carrinho mais leve (todos eles possuem menos de 7,5 kg) e mais compacto, que seja fácil para abrir e fechar. Um pequeno cesto de armazenamento é um diferencial, assim como o mecanismo de trava automática e qualquer forro no assento (no entanto, a maioria é feita de linho grosso em almofadado). Teste o seu filho no carrinho, se possível. Na vertical, alguns podem ser desconfortáveis. É ideal ter um recurso de reclinação.
Se você for comprar um para viagens, leia primeiro as introduções para o bebê-conforto e o carrinho para ter a certeza de que o modelo que você pretende comprar tenha todos os recursos de segurança e conforto recomendados para esses produtos. Além disso, verifique os fechos que prendem o assento ao carrinho (eles devem ser resistentes e seguros). Faça também um teste para verificar se o movimento de retirar do carro e colocar no carrinho é rápido e fácil o suficiente. Procure um cinto de cinco pontos e, de preferência um sistema de freio único, com pedal.
Por fim dê preferência por uma boa marca conhecida no mercado e compre em uma boa loja especializada com opções de escolha.
Se você pudesse, você escolheria cor dos olhos e cabelos do seu bebê?
Provavelmente muitas de vocês. Afinal que mulher grávida não tenta adivinhar quase que diariamente a cor dos olhos, o tipo de cabelo e até a estatura do futuro bebê?
Mas saiba de que com os avanços na pesquisa genética, o sonho se tornou realidade em algumas clínicas dos Estados Unidos. É o que informa a versão online do The Wall Street Journal.
Segundo a publicação, a clínica Fertility Institutes, em Los Angeles, já estaria oferecendo o procedimento Pre-implantation Genetic Diagnosis(PGD - que pode ser traduzido por Diagnóstico Pré-Implantacional) a alguns clientes.
Usado anteriormente apenas para evitar doenças congênitas graves nos recém-nascidos, a técnica foi aprimorada para que se pudesse selecionar o padrão estético das crianças. Apesar de não estar formalmente provado que a Fertility Institutes possa mesmo promover essa seleção, ela deu um salto nas pesquisas mostrando que um bebê pré-selecionado não é mais algo à la ficção científica.
“Se nós vamos produzir bebês condicionados a serem superiores geneticamente, estamos correndo o risco de criar novas formas de discriminação”, rebate Marcy Darnovsky, diretor executivo do Centro de Genética e Socidade. O que significa que a seleção de crianças com tendências a serem alta, por exemplo, pode induzir a um preconceito silencioso contra pessoas de baixa estatura.
Uma pesquisa feita com 999 pessoas que buscavam por aconselhamento genético descobriu que a maioria gostaria de eliminar os riscos de doenças hereditárias graves. O estudo aponta ainda que 56% buscavam eliminar cegueira, 75% doenças mentais, enquanto 10% gostariam de descobrir habilidades genéticas e selecionar estaturas altas. Os dados mostram ainda que 13% dos entrevistados apóiam a seleção de inteligências superiores.
Mas, o aprimoramento genético pode não ser tão simples. A maioria das características humanas, por exemplo, são controladas por múltiplos fatores, e o conhecimento sobre seu funcionamento é ainda incompleto. Apesar das habilidades atléticas e da inteligência serem determinadas pelo DNA, fatores ambientais são determinantes e não podem ser controlados por laboratório. A técnica PGD pode ainda ser usada para selecionar embriões com propensão a ter as mesmas deficiências dos pais, como a surdez.
Pesquisa encabeçada por John Hopkins descobriu que 3% das clínicas de fertilização têm oferecido o tratamento - o que, as vezes, é descrito como “aprimoramento negativo”. Os grupos que defendem a opinião argumentam, por exemplo, que uma criança surda nascida de pais surdos tem melhores chances de interagir na cultura de sua família.
Kari Stefansson, chefe executivo do deCode, salienta que os testes podem apenas promover um certo nível de probabilidade das características físicas da criança, não uma garantia absoluta. “Sou veementemente contra essas descobertas, elas diminuem a diversidade humana, isso é perigoso”, comenta.
No Video abaixo mostra um bate-papo com o obstetra Fernando Moreira de Andrade, mestre em medicina fetal pela Unifesp, que fala da gravidez tardia, tirando as principais dúvidas:
Dando continuidade a conversa das fraldas, outra dúvida comum, é quanto vai custar comprar tantas fraldas assim?
Para isto foi feito recentemente um levantamento em uma grande e tradiconal loja que vende fraldas com bons preços. Levando em consideração a média de preços das fraldas mais caras e melhores, mas também de marcas mais baratas, mas ainda legais e de qualidade, até para ver a diferença.
O resultado chega a valores gasto em fraldas em 2 anos de R$ 4,4 mil se for usar uma boa marca e de R$ 3,4 mil se for usar uma mais barata. Dando uma diferença de R$ 1 mil só nisto em dois anos.
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Tamanhos = R$ X No fraldas = Valor Total
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P (melhor) = R$ 0,59 cada X 630 fraldas = R$ 371
P (+ barata) = R$ 0,49 cada X 630 fraldas = R$ 309
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M (melhor) = R$ 0,67 cada X 540 fraldas = R$ 362
M (+ barata) = R$ 0,55 cada X 540 fraldas = R$ 297
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G (melhor) = R$ 0,81 cada X 4500 fraldas = R$ 3645
G (+ barata) = R$ 0,62 cada X 4500 fraldas = R$ 2790
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Espero que isto lhe ajude a fazer seu planejamento e orçamento, pois os gastos estão apenas começando…
“Ao optar por uma cesárea agendada, você e seu médico estabelecem uma data em que entrarão no hospital de maneira razoavelmente tranqüila e despreocupada, e ele extrairá seu bebê através de um pequeno corte acima dos seus pêlos pubianos. Existem inúmeras razões para se agendar uma cesariana – outras mulheres escolhem a cesariana porque querem manter o tônus vaginal de uma adolescente, e seus obstetras encontram uma explicação médica que convencerá a seguradora.” — VIovine, The girlfriends’ guide to pregnancy (1995)
Esta declaração de um popular livro norte-americano ilustra o nível de tolerância da sociedade para com a escolha de cesariana pela mulher e para com a fraude cometida pelos médicos contra a seguradora. Esse tipo declaração é reforçado quando o novo presidente da Academia Americana de Obstetrícia e Ginecologia (”American College of Obstetricians and Gynecologists”) refere-se a este procedimento cirúrgico abdominal de grande porte como “aprimoramento da vida”. A cesariana tem salvado as vidas de muitas mulheres e bebês em todo o mundo. Então, por que não permitir à mulher a escolha da cesárea? Infelizmente, a opção de escolher (ou exigir) não é tão simples. Cesáreas, mesmo quando eletivas, implicam sérios riscos para a mãe e o bebê.
Parece haver um movimento nos círculos médicos para promover o direito da mulher de escolher a cesariana. Em 1997, um jornal de obstetrícia publicou uma pesquisa com médicas obstetras, na qual 31% destas mulheres declararam que, se tivessem uma gravidez única, sem complicações e a termo, optariam pela cesariana.2 O BMJ3 e o NEJ Med4 se juntaram a esse movimento. Em 1999, no BMJ, uma professora de Letras feminista lamentou que “preconceitos médicos e sociais contrários à libertação da mulher de sua condenação bíblica ao parto doloroso ainda estão entre nós”, e um defensor dos consumidores declarou, “não acredito que alguém tenha o direito de exigir que a mulher tenha um parto vaginal”.5 Existe uma relação interessante entre a promoção da escolha por parte da mulher e o grau em que o procedimento é favorável aos médicos. Tentar um parto normal após uma cesárea (PNAC) é mais seguro que fazer outra cesárea, mas não existem artigos em jornais médicos promovendo o direito da mulher de escolher um PNAC. A cesariana é favorável aos médicos; o PNAC não.
Riscos
Por trás das tentativas de se justificar a escolha das mulheres pela cesárea está a afirmação: “a cesariana nunca foi tão segura”. Existe uma gradação dos riscos nas emergências obstétricas, que vai desde a cesárea planejada para evitar complicações, quer com a mãe, quer com o feto, até a cesárea escolhida pela mulher sem indicações médicas. A maioria dos dados a respeito dos riscos apenas diferencia a cesariana “de emergência” da “eletiva”, mas, considerando-se que muitos dos riscos existem independentemente do motivo pelo qual a cesárea é feita, a cesárea eletiva, como uma cirurgia abdominal de grande porte, ainda apresenta riscos maiores.
A resposta para a pergunta “Qual é o nível de segurança da cesariana?” depende de quem está respondendo. Se a cesárea é feita, a mulher e seu bebê correm riscos, enquanto que se a ela não é feita, o médico corre riscos. Isto ajuda a explicar porque riscos comprovados para a mulher e seu bebê não são amplamente discutidos e normalmente não são apresentados pelos médicos.
Os dados mais confiáveis sobre mortalidade materna vêm do “Inquérito Confidencial do Reino Unido sobre Morte Materna” (”UK Confidential Enquiries into Maternal Deaths”). Embora possa ter sido uma política obstétrica omitir o capítulo habitual sobre mortalidade materna relacionada à cesariana, dois cientistas calcularam essa taxa a partir de dados do relatório.6 Uma cesárea eletiva sem característica de emergência apresentou um risco 2,84 vezes maior de morte materna do que um parto vaginal nas mesmas condições. Dado que o controle aleatório desse tipo de pesquisa não é eticamente possível, os dados do Reino Unido acerca de 153.929 procedimentos eletivos fornecem fortes evidências do aumento do risco de morte materna com a cesárea por escolha da mulher.
Outros riscos incluem a morbidade associada a qualquer procedimento cirúrgico abdominal de grande porte (acidentes anestésicos, danos aos vasos sanguíneos, prolongamento acidental da incisão uterina, danos à bexiga ou a outros orgãos7). 20% das mulheres desenvolvem febre após a cesariana, na maioria das vezes devido a infecções iatrogênicas.7 Existem também os riscos relacionados à existência de uma cicatriz no útero, incluindo diminuição da fertilidade, aborto, gravidez ectópica, placenta abrupta e placenta prévia.7-9 O uso indiscriminado da condenada droga misoprostol para indução do trabalho de parto criou um novo risco. Mulheres que tentam um parto vaginal após cesárea a quem se administra misoprostol apresentam uma taxa de ruptura uterina de 5,6%, comparada com uma taxa de ruptura de 0,2% em mulheres na mesma situação e que não são submetidas à droga.10 Todos estes riscos afetam gravidezes subseqüentes, mesmo que a cesárea não tenha sido emergencial.
Numa cesárea de emergência em que o bebê apresenta algum problema durante o trabalho de parto, os riscos da cirurgia para o bebê são provavelmente superados pelos riscos de não realizá-la. Nos casos em que o bebê não está com problemas, ainda existem riscos para ele, o que significa que uma mulher que escolhe a cesariana submete seu bebê a um perigo desnecessário. O fato de algumas mulheres, ainda assim, optarem pela cesariana é um forte indício de que elas não foram advertidas disso.
O primeiro risco para o bebê é a chance de 1,9% de o bisturi do cirurgião acidentalmente lacerar o feto (6% nas apresentações não-vértice, ou não-cefálicas).11 Os obstetras podem estar menos cientes deste risco – em um estudo, apenas uma das 17 lacerações fetais foi registrada pelo médico.11 Um risco muito mais sério é o de complicações respiratórias. O procedimento da cesariana por si só é um forte fator de risco para a síndrome da angústia respiratória em bebês prematuros, e para outras formas de disfunções respiratórias em bebês a termo.7 O risco de o bebê apresentar a síndrome da angústia respiratória é significativamente reduzido quando se permite à mulher entrar em trabalho de parto antes da cesárea.
Outro perigo é a prematuridade iatrogênica. Mesmo com repetidas ultrassonografias, existem erros de diagnóstico sobre quando realizar a cesariana. Cesáreas eletivas após o início do trabalho de parto reduziriam este risco. Tanto a síndrome da angústia respiratória quanto a prematuridade são causas importantes da morbidade e mortalidade neonatais.
Benefícios
Os benefícios da cesárea dependem do motivo que levou a realizá-la. Quando a cesárea é escolhida pela mulher, a característica da cesárea de emergência de salvar vidas não está presente.
A ausência de dor, como um benefício para a mulher, é uma falsa promessa. A possibilidade de marcar a cesárea antecipadamente realmente oferece conveniências para a mulher e sua família. A promessa de manter “o tônus vaginal de uma adolescente” (freqüentemente anunciada em livros populares e em hospitais latino-americanos) é real, embora provavelmente beneficie mais o parceiro sexual do que a própria mulher. Alega-se que a cesárea provoca menos danos à genitália, mas muitos dos danos apresentados atualmente no parto vaginal são causados pela prática de se apressar um segundo estágio de trabalho de parto descomplicado, pelo uso desnecessário do fórceps ou do vácuo-extrator, e pela episiotomia desnecessária.7,8 Em países como o Brasil, onde os direitos reprodutivos não estão disponíveis em sua totalidade para as mulheres, a cesárea proporciona uma oportunidade para a esterilização sem caracterizar uma contravenção aberta da lei.
Na cesárea por escolha da mulher, não há evidências científicas que sugiram qualquer benefício para o bebê. As mulheres que escolhem um parto “natural” ou domiciliar são criticadas por alguns médicos por serem egoístas, por estarem mais preocupadas com suas próprias necessidades do que com a segurança do bebê, críticas que não são baseadas em evidências. Considerando-se as evidências sobre os riscos e a ausência de benefícios para o bebê quando as mulheres escolhem a cesárea, o rótulo “egoísta” seria mais adequado para as mulheres que fazem essa escolha – não fosse pelo fato de que estaríamos assim culpando as vítimas. Muito freqüentemente a opção da mulher pela cesárea está baseada num medo profundamente enraizado e em falta de autoconfiança, resultantes da atitude daqueles médicos que temem, eles próprios, o parto vaginal e, portanto, alimentam a ansiedade de suas pacientes.
Em contraste, há muitos benefícios para o médico.
Uma razão comumente apresentada para as altas taxas de cesárea é a “obstetrícia defensiva”. Numa pesquisa recente, 82% dos médicos utilizaram essa prática para evitar processos por negligência.12 Quando um parto tem resultados negativos, os médicos são processados e criticados por não terem lançado mão de intervenções tais como a cesárea. Os médicos são raramente criticados por intervenções desnecessárias. No entanto, a obstetrícia defensiva viola o princípio fundamental da prática médica: todo e qualquer procedimento adotado pelo o médico deve ser realizado antes de tudo e principalmente para o benefício do paciente. Se um médico faz uma cesárea porque tem medo de ser processado ou porque teme os altos custos do seguro, este médico não está praticando boa medicina.
Obstetras tendem a culpar as mulheres, os advogados e o sistema legal por tantos litígios, ao invés de analisarem o seu próprio papel. Na Irlanda houve um aumento de 450%, entre 1990 e 1998, nas ações por negligência médica, e os casos de obstetrícia e ginecologia representaram quase metade dos processos que resultaram em indenizações.12 A União de Defesa Médica (”Medical Defence Union”) propõe um procedimento mais acessível para reclamações, uma solução que pode evitar que as queixas cheguem aos tribunais, mas que não dá conta da insatisfação subjacente das mulheres. Por que há essa insatisfação geral com os serviços das maternidades na Irlanda? Nesse país há pouquíssima escolha em relação a esse tipo de serviço. Quase todos os hospitais praticam um “manejo ativo” altamente estruturado, uma abordagem que teve início em Dublin, na qual “ativo” refere-se à equipe médica, e não à mulher que está parindo, e na qual a escolha é efetivamente eliminada. Outra fonte de insatisfação deriva de uma promessa não cumprida. Para convencer as mulheres a renunciarem ao conforto e segurança de suas casas e irem parir nos hospitais, médicos e hospitais acharam necessário prometer um parto e um bebê perfeitos. No entanto, se você brinca de Deus, você torna-se culpado pelos desastres maternos. Não existe um lugar onde a mortalidade materna ou a mortalidade perinatal sejam nulas. Ao longo da história, as mulheres aceitaram essa dura realidade – até recentemente, quando os médicos começaram a prometer a perfeição. Agora, quando algo dá errado, as mulheres e famílias sentem-se enganadas e buscam respostas, mas são freqüentemente evadidas por médicos e hospitais.
Talvez o litígio seja um mal necessário, fornecendo um cenário onde mulheres e famílias podem tentar encontrar respostas para suas preocupações num fórum público, o qual nem mesmo os médicos podem sempre evadir. O litígio funciona também como um sintoma, nos alertando sobre os sérios problemas subjacentes à assistência ao parto.
De qualquer modo, a obstetrícia defensiva não funciona. Durante os anos em que a obstetrícia defensiva se expandiu, não houve qualquer decréscimo nas ações judiciais.
A cesárea eletiva é conveniente; ela permite aos médicos se aproximarem de uma “obstetrícia diurna”. Estudos do Reino Unido e dos EUA mostram não só que os nascimentos acontecem muito mais comumente de segunda a sexta-feira durante o dia, mas também, e mais surpreendentemente, que as cesáreas de emergência são realizadas em dias de semana preferenciais e no horário diurno.7 A cesárea leva 20 minutos, enquanto no parto vaginal o médico tem que permanecer no hospital por 12 horas ou mais. Em sistemas tais como os adotados nos EUA, no Canadá, na Bélgica e no Brasil, onde os obstetras são responsáveis pela atenção materna primária, incluindo as consultas pré-natais de rotina e o atendimento aos partos normais, a conveniência da cesárea é vital para sua prática.
Médicos e hospitais quase sempre são bem melhor remunerados pela cesárea do que pelo parto vaginal. Estudos dos EUA mostram que as candidatas mais prováveis à cesárea são mulheres brancas, casadas, que possuem plano de saúde privado e que dão à luz em hospitais particulares.7 Essas são as mulheres que apresentam os menores riscos de desenvolver complicações que possam exigir uma cesárea – um raro exemplo de mulheres abastadas que recebem uma assistência menos segura do que as mulheres de baixa renda. A OMS afirma: “Nos Estados Unidos o fator lucro explica as taxas de cesariana específicas dos hospitais, que foram altas mesmo para o padrão norte-americano”.13
No sistema privado de saúde, a cesárea é um dos procedimentos cirúrgicos de grande porte mais comuns, lotando leitos e salas cirúrgicas e fornecendo uma importante fonte de renda. Os hospitais particulares competem por pacientes e desencorajam partos em ambientes não hospitalares. Interesses comerciais também promovem os partos de “alta tecnologia”, que necessitam de equipamentos. As altas taxas de cesárea beneficiam os médicos, os hospitais e a indústria.
O direito à escolha
Uma mulher que consente qualquer procedimento médico deve ter acesso a informações completas e imparciais a respeito do que se sabe sobre as chances do procedimento tornar as coisas melhores (eficácia) e piores (riscos). Enquanto este princípio de escolha informada está ganhando aceitação, ainda há incrédulos, como o médico que, após a leitura de um esboço deste artigo, comentou: “Gostaria de saber se algum médico tem tempo a dispor, ou alguma paciente tem a paciência de ouvir, informações completas e imparciais a respeito do que se sabe”.
Os médicos precisam, primeiramente, ter eles mesmos essas informações. Infelizmente, eles tendem a basear seus conhecimentos e práticas em “padrões de prática” estabelecidos por outros médicos – padrões que estão freqüentemente em descompasso com a evidência científica.14
Em um estudo de 1998, 76% dos médicos pesquisados conheciam o conceito de prática baseada em evidências, mas apenas 40% acreditavam que a evidência era muito aplicável em sua própria prática, apenas 27% tinham familiaridade com os métodos de revisão crítica da literatura, e, em face a um problema, a maioria consultaria um colega ao invés das evidências”.15
O conhecimento insuficiente dos médicos sobre evidências é potencializado pelo fato de que novas informações sobre eficácia e riscos surgem continuamente. Um alvo em movimento demanda mais leitura.
Informações prontamente disponíveis aos médicos podem ser tendenciosas, produzidas por firmas comerciais com interesses lucrativos ou por organizações profissionais que têm o desejo de promover mais dados sobre procedimentos favoráveis aos médicos. Por exemplo, muitas organizações obstétricas promovem o parto hospitalar, omitindo as evidências sobre a segurança do parto domiciliar planejado. Os médicos também estão se voltando para a internet, onde as salas de bate-papos médicos estão repletas de informações errôneas sobre eficácia e riscos, sem qualquer controle de sua validade.
Alguns acreditam ser a ignorância dos médicos uma forma de negligência16. A menos que os médicos possam fornecer informações corretas, as mulheres não serão capazes de fazer escolhas verdadeiramente conscientes acerca da assistência à gravidez e ao parto.
Uma mulher que escolhe a cesariana como meio de evitar a “condenação bíblica a um parto doloroso” está extremamente mal informada. Ao escolher uma cesariana, ela troca 12 horas de dor de trabalho de parto por severas dores e debilidade pós-operatórias e um período de recuperação mais longo com semanas ou mesmo meses de dor.
Uma mulher liberada esforça-se, com toda a razão, para não ser controlada pelos homens, mas se ela aceita o dominante modelo obstétrico masculino, ela desiste de qualquer chance de controlar o seu próprio corpo e de fazer escolhas verdadeiras. Muito já foi escrito sobre como é libertadora para a mulher a experiência de dar à luz quando é ela quem controla o processo. Mulheres que exigem escolha, mas apenas obtêm informações selecionadas que favorecem os médicos, aliam-se inadvertidamente aos interesses médicos, embora chamem isso de feminismo.
Uma mulher tem o “direito” inalienável de escolher uma cesárea? Já foi claramente estabelecido na lei que um indivíduo tem o direito de recusar tratamento médico, mas isso não significa que o inverso também é verdadeiro – que um indivíduo tem o direito de exigir um tratamento médico que não tenha indicação clínica. Se uma mulher solicita uma cesárea, mas seu pedido é recusado por não haver indicações médicas, é correto dizer que ela será “forçada” a ter um parto vaginal? A gravidez não é uma doença. A maioria das mulheres não precisa de tratamentos médicos ou cirúrgicos durante a gravidez, o parto e o puerpério. O parto vaginal é a conseqüência da gravidez, um estado pelo qual a mulher e o seu parceiro sexual devem responsabilizar-se, e não a profissão médica.
Se um determinado procedimento vai contra os princípios religiosos do clínico, ele tem o direito de recusar executá-lo. Assim, um médico não pode usar a desculpa de que foi a mulher quem escolheu a cesárea, e então “eu sou obrigado a realizá-la”. Se a mulher solicita uma cesárea para a qual não exista uma indicação clínica e que, até onde o saber médico vai, traz riscos para a mulher e seu bebê que superam qualquer possível benefício, o médico tem o direito, talvez até o dever, de recusar.
Se um paciente apresenta gripe e exige antibióticos, o clínico tem o direito de negá-los, sob o argumento de que antibióticos não irão ajudar e porque seu uso excessivo levará a uma resistência a esse tipo de medicamento que poderia ameaçar a comunidade como um todo. O uso abusivo de cesáreas eletivas também ameaça a comunidade. Nem mesmo os países mais ricos podem fazer tudo. Escolhas têm que ser feitas sobre que tratamentos médicos e cirúrgicos devem ser financiados. Uma cesárea que é realizada porque a mulher optou por este procedimento requer um cirurgião, possivelmente um segundo médico para assisti-lo, um anestesista, enfermeiros, equipamentos, uma sala cirúrgica, sangue disponível para transfusão e uma internação hospitalar pós-operatória mais longa. Se uma mulher é submetida a uma cesárea eletiva simplesmente porque essa é a sua preferência, haverá menos recursos para o resto do sistema de saúde. No Brasil há hospitais com taxas de cesárea de 100%, distritos sanitários com taxas de 85%, e um Estado inteiro com uma taxa de 47,7% de cesárea17. Isto representa uma enorme evasão dos limitados recursos do país. Para piorar, as taxas de mortalidade materna cresceram nas áreas do Brasil que apresentam essas altas taxas de cesáreas18. A cesárea a pedido é um luxo caro e perigoso.
Outra questão ética é o direito à igualdade de acesso ao sistema de saúde. Em muitos países não há igual acesso para todas as mulheres à assistência materna básica, como a cesárea de emergência. Mas uma questão ética muito diferente é colocada pela pergunta: se mulheres ricas podem escolher a cesárea, todas as mulheres deveriam ter esse direito? Discussões sobre a eqüidade de acesso precisam começar com a seguinte pergunta: acesso a quê? Deveríamos insistir que já que mulheres ricas podem pagar para aumentar cirurgicamente seus seios quando os acham pequenos demais, fundos públicos do sistema de saúde, apesar de limitados em todos os países, deveriam ser usados para permitir a todas as mulheres o aumento cirúrgico dos seios?
À luz dessas questões éticas, o Comitê para Aspectos Éticos da Reprodução Humana e da Saúde da Mulher da FIGO (a organização internacional que abriga as sociedades de obstetrícia nacionais) declara em um relatório de 1999: “Realizar cesariana por motivos não-médicos não é eticamente justificado”19.
Por que há uma promoção da escolha da mulher pela cesárea?
Depois de duas décadas de ascensão das taxas de cesárea em muitos países, esforços para reduzir esta taxa finalmente começaram a surtir efeito. A meta dos EUA de reduzir sua taxa de cesárea de 25% para 15% até este ano não foi totalmente atingida.
Entretanto, observa-se uma corrente contra este esforço para baixar as taxas de cesárea que se manifesta através de um questionamento das taxas de cesárea consideradas ótimas;1,4,5 de advertências de que uma redução desta taxa poderia ser perigosa;4 ou da alegação de que são as mulheres que querem a cesárea.1-5
Não há evidências de que uma taxa de cesárea maior do que 7% salve vidas.8 A taxa ótima mais citada é a de 10–15% da OMS.20 Este percentual foi calculado numa conferência da OMS que contou com 62 participantes de mais de 20 países.7 A partir de uma revisão minuciosa de trabalhos publicados, os participantes ficaram cientes de todos os riscos da cesárea. Eles então estudaram variações nas taxas de cesárea e descobriram que vários países com taxas de mortalidade materna e perinatal muito baixas tinham taxas de cesárea próximas a 10%. Não houve evidências de que taxas de cesárea acima deste nível reduziram as taxas de mortalidade. A recomendação consensual final foi modificada para 10-15% (10% para a população em geral, 15% para a população de alto risco). Esta recomendação não foi nem um pouco arbitrária.
Alguns acreditam que os bebês estão ficando maiores enquanto a abertura pélvica feminina, não. Não há provas de que os bebês estejam ficando maiores. Além disso, na Suécia, na Dinamarca e na Holanda a taxa de cesárea é próxima a 10%, com uma das menores taxas de mortalidade materna e perinatal do mundo – e não há evidências de que as mulheres desses países tenham bebês menores ou de que seus quadris sejam mais largos do que os das mulheres nos Estados Unidos, no Canadá ou no Brasil.
Alega-se também que avanços tecnológicos explicam porque “o nascimento se tornou muito seguro”.4 Entretanto, não há provas da existência de uma relação causal entre o resultado do parto e o uso de tecnologia ou o aumento de cesáreas. Nesses últimos 20 anos não houve melhoras significativas nas taxas de paralisia cerebral, de baixo peso ao nascer, de mortalidade materna, ou no componente fetal da mortalidade perinatal nos países industrializados. Um estudo do Centro Nacional de Estatísticas da Saúde (”National Center for Health Statistics”) dos Estados Unidos comenta: “As comparações das taxas de mortalidade perinatal com a cesariana e com o parto vaginal operatório não demonstram nenhuma correlação consistente entre países”,21 um veredicto também proferido pela Unidade Nacional de Epidemiologia Perinatal de Oxford (”Oxford National Perinatal Epidemiology Unit”), na Inglaterra.22
Uma razão para a promoção de altas taxas de cesáreas é raramente discutida. Quando a assistência materna é caracterizada pela hegemonia médica e as parteiras são marginalizadas, as taxas de cesárea são mais altas – como, por exemplo, na América do Norte e no Brasil urbano. Incumbir um cirurgião obstetra altamente treinado de um parto normal é análogo a contratar um cirurgião pediatra como babá de uma criança saudável de 2 anos. As parteiras utilizam-se de um paradigma diferente ao focar não na potencial anormalidade da gravidez, mas na sua normalidade. Para uma parteira um parto pélvico é uma variação do normal; para um médico é uma condição patológica. As taxas de cesárea são menores quando parteiras em vez de médicos atendem o partoi. A promoção da cesariana faz parte de uma campanha para manter a profissão obstétrica no controle da assistência materna.23 Os médicos tendem a preferir a tecnologia; como um renomado obstetra do Canadá disse: “A natureza é uma má obstetra”.
Foram listados, em uma matéria no site WebMD, os maiores medos e as maiores surpresas de se ter um filho.
O ranking foi feito depois de uma vasta pesquisa com especialistas no assunto e, claro, muitas mamães, e inclusive também as especialistas.
Em tradução bem livre, são eles:
10 maiores medos
1) Da dor do parto
2) Da perda de interesse do parceiro
3) De que tudo pode machucar o bebê
4) De não conseguir o parto normal e ter que fazer uma cesárea
5) De o bebê ter algum defeito
6) De perder o controle
7) De usar coisas proibidas na gravidez sem querer
8) De não ser uma boa mãe
9) De ficar gorda pra sempre
10) De não conseguir criar outro bebê no futuro
10 maiores surpresas
1) O poder de aninhar (“power of nesting”)
2) A mudança de prioridade (seu bebê é a prioridade)
3) Amar como você nunca imaginou
4) Ficar magra de novo
5) Amamentar, na verdade, é mais fácil do que você pensa
6) Nem todo mundo está feliz por causa do seu bebê
7) Você ainda tem MUITO a aprender
8) Você consegue viver com tão pouco sono
9) O desprendimento das coisas
10) O tempo passa realmente muito rápido