Hoje vamos falar da Placenta, que é o importante órgão pelo qual acontece as trocas fisiológicas entre a mãe e o feto. Através dela o feto se alimenta, respira e excreta produtos do seu organismo.

Placenta

Infelizmente acontece em aproximadamente 1% das gravidez, ou em 6,5 para cada 1.000 partos, um descolamento da plascenta.

Para isto acontecer existem logicamente causas traumáticas, como acidentes de tombos e carros por exemplo, mas existem também causas não traumáticas. Dentre estas está por exemplo a hipertensão materna como a principal.

Um dos principais sintomas é quando ocorre uma hemorragia no útero através do ponto de inserção da placenta. O sangue pode passar através do colo do útero e sair pela vagina (hemorragia externa) ou pode ficar retido atrás da placenta (hemorragia oculta). Os sintomas dependem do grau de descolamento da placenta e da quantidade de sangue perdido.

Eles incluem o sangramento vaginal, dores abdominais súbitas (contínuas ou tipo cólica) e a dor a palpação abdominal. O diagnóstico geralmente é confirmado através da ultra-sonografia. O descolamento reduz o aporte de oxigênio e de nutrientes ao feto, podendo inclusive causar a sua morte.

As complicações na gestante incluem o sangramento potencialmente perigoso, a coagulação intravascular disseminada (que se propaga no interior dos vasos sangüíneos), a insuficiência renal e o sangramento da parede uterina. Essas complicações são mais prováveis na mulher grávida com pré-eclâmpsia e podem indicar sofrimento ou morte fetal.

Assim que o diagnóstico é estabelecido, a mulher é hospitalizada. O tratamento usual é repouso ao leito, exceto quando o sangramento é potencialmente letal, quando o feto apresenta sofrimento ou quando a gestação está próxima do termo.

O repouso prolongado pode reduzir o sangramento. Quando os sintomas diminuem, a mulher é encorajada a caminhar um pouco e inclusive pode receber alta hospitalar. Quando o sangramento persiste ou piora, a melhor opção (tanto para a mãe como para o bebê) geralmente é o parto prematuro. Quando o parto vaginal não é possível, é realizada uma cesariana.
Conseqüências

Além de trazer complicações sérias à mulher, como distúrbios de coagulação e insuficiência renal, o descolamento de placenta pode provocar morte fetal em muitos casos. Em situações mais raras e extremas, a mortalidade materna também é relatada.

Quando o bebê sobrevive, seu parto acontece através de cesárea, sendo necessário que ele receba transfusão de sangue.

Existem alguns quadros crônicos de descolamento de placenta, que devem ser acompanhados com monitoração rigorosa e freqüente, o que pede repouso absoluto da paciente.

Embora possa assustar em virtude de suas conseqüências, é importante saber que o descolamento de placenta pode ser evitado com um bom pré-natal. No programa, deve-se manter um rigoroso controle da pressão arterial.

Além disso, a grávida deve priorizar uma vida saudável, garantindo uma boa nutrição e ficando longe de álcool, cigarro e drogas.