A inauguração da nova loja da Zazou no Forum de Ipanema no Rio continua rtepercutindo bem no mercado carioca, sendo comentado pelas grávidas felizes por ter uma nova opção de escolha, como pela mídia especializada.
Tá pensando que grávida só pena por carregar peso extra, não tomar coca light, beber menos que uma taça de vinho por dia? Não! A maioria das minhas amigas grávidas penam para não parecerem mega “mulambas”durante a gravidez – mas fica meio difícil.
Foi-se o tempo que engravidar era comprar tamanho GG. Hoje as grávidas querem moda, bom gosto e “causar”.
Pensando nisso tudo, e que as estações e modelitos também podem atender a este público, abriu a Zazou no Rio de Janeiro no Fórum de Ipanema.
O site é bárbaro também, e mostra grávidas famosa, traz dicas, cálculos, enfim, torna o dia e a vida da grávida mais glamorosa (sem remeter ao funk…).
No vídeo abaixo a apresentadora Luciana Ferreira, da Jovem Pan Online, entrevista a dermatologista Carla Góes Sallet, que fala dos cuidados com a beleza durante a gravidez e mesmo depois dela no período de pós-parto.
Trago abaixo para vocês um interessante texto da Mara Freire, que é uma Doula e tremenda edicadora perinatal, falando um pouco deste sentimento e vínculo entre a mãe e seu bebê, difícil de explicar, mas que todos sabemos como é forte, aonde ela também dá algumas dicas para que vocês fiquem de olho.
Muito mais que uma palavra, vinculo significa algo precioso que predetermina toda uma vida.
Alguns psicólogos acreditam que a capacidade de formação de vinculo social é resultado da maturação e que deve ocorrer algum relacionamento logo no inicio da vida da criança se quiser que esta seja capaz de, mais tarde, formar vínculos significativos.
O vínculo afetivo tem inicio na gestação. É um processo continuo através das interações que vão ocorrendo posteriormente. O contato imediato após o parto parece aprofundar a capacidade de a mãe (e talvez o pai também) responder em relação ao bebe.
Estudos sobre o vinculo entre mãe e filho ressalta a importância desta dinâmica afetiva. Eles descrevem que essa ligação faz parte de um sistema comportamental cuja serventia esta ligada à preservação da espécie. Tal relação se deve ao fato de os bebês serem indefesos e incapazes de sobreviver sozinhos. Então, o apego entre o bebê e o seu cuidador viabiliza uma garantia a esta proteção e preservação.
Através da experiência de uma criança que recebe apoio e cooperação de sua mãe e também do pai, é capaz de gerar nela a crença na utilidade dos outros. Tal fato favorece um modelo para formar relacionamentos futuros. A forma pela qual a pessoa reage aos mais variados eventos da vida, tais como as rejeições, perdas e separações, depende da forma como foi estruturada a sua personalidade.
É relevante incluir que na formação vincular faz-se necessário o ato de tocar a criança, pois tocar carrega em si numerosos benefícios em forma de estímulos que geram um melhor desenvolvimento físico, emocional e social, potencialmente gerador de uma personalidade terna e amável no adulto posteriormente.
Após estabelecer o vinculo no início da vida, na gestação e nos rituais que acontecem na hora do nascimento, do primeiro encontro entre mãe e filho… Podemos dizer que o ritual do vinculo do primeiro olhar, o primeiro abraço, os primeiros sons, cheiros, carinhos, pele com pele e boca no peito, a primeira mamada… São os mais significativos e mágicos.
É nesse exato momento, essa primeira hora depois do nascimento onde mãe e filho estão fisicamente mais aptos para construir o início de uma nova relação, a relação do leite materno, a relação do bebê agora fora da barriga e finalmente nos braços de sua mãe.
No aconchego do colo materno, o bebê conhece o rosto da sua mãe, seu olhar e seu carinho.
É nessa descoberta de sentidos…
Nessa troca de olhares, cheiros, no toque doce e suave do contato de peles, no som das batidas do coração. no sabor do beijo terno e tão ansiosamente esperado…
No colo de sua mãe, o bebê sente o cheiro da sua pele e procura instintivamente o seio onde irá receber o colostro, sua primeira imunização.
No colo e no contato pele a pele, o coração do bebê se acalma, sua temperatura se mantém, sua respiração encontra um ritmo; benefícios que nenhum berço aquecido consegue imitar. O programa mãe-canguru baseia-se no uso do colo como melhor espaço para desenvolvimento de um bebê, prematuro ou não. O colo na primeira hora é o espaço que a mãe e o bebê precisam para estabelecer uma amamentação de sucesso.Todas as rotinas com o bebê: lavar, pesar, injeções e medições devem ser evitadas até o bebê mamar ou pelo menos durante a primeira hora. (Recomendação da OMS)
O contato imediato é tudo que a gestante quer, e seguramente é vontade também do recém-nascido, nele se completa o ato de ser mãe, desfazem-se as ansiedades vividas nos últimos nove meses, bem como, o contato com o seio materno estimula a produção láctea, e a saída de ocitocina, de grande importância para estimular as contrações uterinas tão necessárias para diminuir a perca sanguínea pos parto.
Concluindo, respeitar e proporcionar o VINCULO MÃE-BEBE será o agente determinante para que esse bebe cresça se desenvolva e se torne uma pessoa saudável com condições psicológicas para enfrentar as grandes mudanças e transformações da existência. Serão crianças e adultos sem medo, com mais autonomia e segurança.
Cabem a nós mulheres, criarmos condições para que o parto seja de fato um momento nosso e de nossos filhos…
Onde esse bebê quer ser tocado, abraçado, sentir-se bem-recebido. Desses primeiros momentos ele vai extrair o alimento para a sua auto-estima futura e para o seu desenvolvimento como ser humano com uma forma mais digna de nascer e viver.
Vejam só que absurdo este caso de uma mulher grávida de 9 meses, que foi à maternidade municipal Silvério Fontes em Santos (SP), com todos os sinais para ter o bebê. Mas como Josete da Silva esqueceu seus documentos, não pode ser internada. Resultado: ela foi colocada em uma sala de espera pelos funcionários e deu a luz a criança ali mesmo. O parto foi flagrado pela câmera do celular de um parente dela.
Vejam esta matéria do Jornal Hoje no vídeo abaixo:
O pai da criança conta que a gestante tinha muita dor e dizia que a filha estava nascendo. Em seguida, ele ajudou a mulher no parte e segurou a bebê. O homem contou que a médica só apareceu depois do nascimento para cortar o cordão umbilical. Roberta Vitória passa bem e é o terceiro filho de Josete.
A prefeitura informou que irá abrir sindicância para apurar possível caso de negligência…