Gravidez na Adolescencia


Veja no vídeo abaixo o programa Bem Viver da Just TV com Regina Pastore que debate a gravidez na adolescência com Dra. Andréia Erchovitz médica, com a Claudia Siqueira pedagoga e o psicanalista Thiago Matheus.

Veja no vídeo abaixo o Serginho Groisman promovendo um debate sobre gravidez na adolescência.

Em 2009, foram mais de 400 mil partos de crianças e adolescentes em todo o país, e isto só na rede pública.

O estatística ainda é alta, mas, nos últimos cinco anos, houve uma redução de 22% nesse número.

Veja uma matéria com mais detalhes no assunto feito pelo jornal Bom Dia Brasil da Globo:

Vejam no vídeo abaixo o comentarista Alexandre Garcia do jornal Bom Dia Brasil, em que afirma que as gestações em mulheres muito jovens ou mais velhas são de alto risco, e que só as mulheres se preocupam com a gravidez de suas filhas.

E você o que acha?

Mande seus comentários.

Centro de pesquisa de São Paulo constatou que em 2008, 96 mil garotas entre 10 e 20 anos engravidaram. O lado positivo é que o número é 36% menor ao de dez anos atrás, mas ainda são preocupantes.

Vejam o vídeo abaixo com uma matéria do programa Hoje em Dia sobre gravidez na adolescência mostrando um pouco mais desta realidade, mostrando um interessante caso real, com depoimento de uma destas menina grávida.

E você já passou por isto?

Conte também seu caso aqui. Mande seu depoimento!

Aguardamos seus comentários.

Que este caso abaixo sirva de exemplo e oriente melhor sobre este polêmico tema.

A adolescente A.L.S. de apenas 15 anos, estava grávida de 3 meses, quando decidiu realizar um aborto.

O motivo teria sido ocasionado por causa de uma briga com seu namorado. Então neste final de semana a menor realizou o processo de aborto sem comunicar a família, ingerido medicamentos, porem após tomar os remédios à menor começou a sentir dores por todo o corpo, além de passar mal. O avô da menor ao perceber a situação tentou levá-la ao hospital de Rio Branco, mas no caminho a menor não resistiu e faleceu.

“Minha neta tinha comentado que discutiu com o namorado, então, dias depois percebi que ela estava passando mal, daí quando a situação piorou decidi levá-la ao hospital, mas no caminho infelizmente ela morreu”, relatou o avô da menor, visivelmente emocionando.

O corpo da menor foi encaminhado para IML para a realização da autópsia que vai apontar a causa da morte. O resultado deve sair em trinta dias.

Por isto tome bastante cuidado ao tomar este tipo de decisão. Converse com sua família. Consulte um médico de confiança. E faça a coisa certa…

Para uma adolescente grávida, o parto é um momento de expectativa e medo. Depois dos nove meses de gestação, chega a hora de enfrentar as difíceis tarefas de ser mãe.

Veja então no vídeo abaixo a reportagem abaixo da MG TV da Globo:

Estreiou na MTV um programa “Grávida Aos 16“, que aborda os dilemas e as dificuldades de uma gestação no período da adolescência, mostrando experiências reais. É apresentado as segunda-feira às 22h30 e reprises no sábado à 0h, e também no domingo às 19h15.

Trata-se de um reality, que esta fazendo o maior sucesso nos Estados Unidos na MTV de lá, e que por isto mesmo será apresentado de maneira simultânea em todos os países onde a emissora vai ao ar.

Em seis episódios com uma hora de duração cada, a série procura mostrar a trajetória de meninas que lidam com todas as transformações decorrentes de uma gravidez precoce. Para aprofundar o debate sobre o tema, haverá dois episódios especiais: um deles reúne os participantes do reality e suas famílias para uma conversa sobre a série, e o outro mostra cenas inéditas que foram cortadas dos episódios da primeira temporada.

Devido à importância do tema, a MTV optou por lançar a série simultaneamente em todas as suas emissoras espalhadas pelo mundo, menos na americana, onde a série já foi exibida com uma considerável audiência. A intenção é tratar da gravidez na adolescência próximo a realidade e distante dos comuns julgamentos morais.

Em diferentes focos, a série mostra a influência do fato nos estudos, na vizinhança, no próprio corpo, na família, no destino da criança e na vida das garotas que encaram uma gravidez tão cedo. Aliás, tratar o tema de maneira direta, sob a perspectiva das meninas envolvidas, parece ser o principal diferencial da série.

Apesar de evidenciar algumas histórias de jovens americanas, a gravidez na adolescência é uma questão complexa e de preocupação mundial. Aproveitando o tema, a MTV Brasil também apresentará uma série de vinhetas abordando a gravidez na adolescência, todas com a VJ Penélope Nova.

As vinhetas já podem ser vistas durante a programação da emissora e têm o objetivo de levantar questões relacionadas ao assunto, como medidas de prevenção à gravidez e DSTs, além de educação sexual e políticas de saúde. As peças misturam informação objetiva com a vivência pessoal de Penélope.

Veja o trailler no vídeo abaixo:

Vejam só no vídeo abaixo uma reportagem do MG TV que mostra um triste retrato sobre as jovens mães mineiras que quando ficam grávidas de traficantes, as meninas marcam posição na comunidade onde vivem. Mas algumas adolescentes das camadas mais pobres planejam a gravidez para ter uma ascensão social.

Já tivemos como modelos de catalogos passados de moda gestante fashion da Zazou diversas grávidas jovens, e por isto gostariamos de trazer esta notícia abaixo para sua informação e debate neste Blog:

A modelo de 19 anos que é a capa de novembro da “Teen Vogue” revelou no ensaio fotográfico que está grávida.

capa de novembro da Teen Vogue

Jourdan Dunn não está visivelmente grávida na capa, afirmou Amy Astley, editora-chefe da Teen Vogue. Ela ainda disse que a revista só soube da gravidez após a sessão de fotos. Os editores não consideram retirar a capa de Jourdan com a colega modelo Chanel Iman do mercado.

“A gravidez adolescente é uma difícil questão da vida real que os leitores da Teen Vogue (com uma idade média de 18) são maduros o suficiente para serem expostos” Astley disse em um comunicado. “Teen Vogue sentiu que era importante apoiar, e não punir, Jourdan Dunn, que contribuiu para uma sessão de fotos bonitas e que certamente terá uma carreira de sucesso na moda.”

A capa levantou a preocupação de alguns pais, adolescentes e jovens contra a gravidez adolescente. A capa da revista centra-se, principalmente, sobre a amizade dos duas modelos, que cresceram sob concorrência por um tempo e suas experiências como modelos negros no mundo da moda.

“Não há nenhuma mensagem de que isso não é bom”, defende Catherine Essig, uma estudante de 19 da Universidade Metodista de Dallas que se preocupa com as leitoras entre 16 e 16 anos.

Já falamos muito aqui sobre gravidez na adolescência e de gravidez de múltiplos, e agora queria contar aqui este caso das duas coisas ao mesmo tempo…

Uma adolescente de 14 anos deu à luz trigêmeas no Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR).

A mãe foi submetida a uma cesariana no sétimo mês de gestação. Os bebês nasceram com 1,220 kg, 990 gramas e 1,045 kg. Por serem prematuras, as crianças estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, mas todas passam bem. Segundo informações da maternidade, Melissa, Micaela e Mirela devem ficar internadas até completar pelo menos dois quilos cada uma. A descoberta da gravidez tripla ocorreu apenas no quarto mês de gestação.

“Fiquei tranquila, mas quem ficou chocada foi minha mãe”, contou a adolescente.

A avó das trigêmeas tem 28 anos e também engravidou aos 14 anos. A bisavó tem 47 anos e a tataravó tem 72 anos de idade.

O pai das crianças tem 16 anos e deve voltar de uma viagem para registrar as filhas. A família precisa da ajuda para o enxoval dos bebês e pede, principalmente, a doação de fraldas descartáveis.

O canal Boomerang estreia nesta semana o seriado “A Vida Secreta de Uma Adolescente Americana”, em que um dos temas centrais abordados será exatamente a gravidez precoce.

Gravidez na Adolescencia no seriado A Vida Secreta de Uma Adolescente Americana

A série é assinada por Brenda Hampton, produtora de “7th Heaven”. O seriado jovem fez bastante sucesso nos Estados Unidos, superando o seu concorrente direto “Gossip Girl” em audiência.

“A Vida Secreta de Uma Adolescente Americana” é protagonizada pela jovem Shailene Woodley (“The O.C.”) e conta com a atuação de outros rostos conhecidos da TV americana como Josie Bisset (“Melrose Place”), Steve Schirripa (“Família Soprano”) e John Schneider (“Smallville”).

Para quem ficou interessada em ver o seriado é exibido sempre as terças-feiras às 21h no canal Boomerang.

Os números são alarmantes: cerca de 500 mil adolescentes, entre 10 e 19 anos de idade, deram ficaram grávidas em 2008 no Brasil.

Em muitos casos, a gravidez foi indesejada. A situação, no entanto, já é bem melhor do que no passado. Graças a uma boa dose de informação.

Veja no vídeo abaixo uma matéria do Jornal da Gazeta sobre o assunto:

No próximo dia 26 de outubro será comemorado o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência. O objetivo é conscientizar as meninas das consequências de uma maternidade precoce.

Vejam uma matéria sobre o assunto no vídeo abaixo do programa RJ TV e da Coluna Bem Estar:

Trago desta vez um vídeo do quadro Liga das Mulheres do Fantástico da Rede Globo que aborda o tema do difícil relacionamento entre mãe e sua filha adolescente grávida.

Você já passou por isto com sua filha ou sua mãe?

Pois foi o que aconteceu com a Stephanie, que era atleta de natação, mas teve a adolescência interrompida por uma gravidez inesperada. A mãe da menina de 15 anos, Lurdes, escreveu para a Liga das Mulheres e pediu a ajuda.

Vejam o resultado e dicas no video abaixo:

Queria trazer novamente a tona o tema da gravidez na adolescência, trazendo este vídeo abaixo do programa Pensa Nisso da TV Globo mostrando um caso real:

Tudo muda na vida de um adolescente depois de uma gravidez. Alguns gostam, outros odeiam a ideia de ter responsabilidades de adulto. Será que eles vão amadurecer e se tornar bons pais?

Gostaria de abordar um tema que temos visto acontecer cada vez mais entre as clientes da Zazou, que é a gravidez precoce, e para isto trago abaixo um artigo do médico Luiz Machado escreveu e que achei oportuno, para sua informação e reflexão:

“Filhos… Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?”

Vinícius de Moraes

Acordei cedo no domingo e resolvi escrever. Comecei a meditar a respeito de um fato, um desafio para uma personagem de 15 anos.

Gosto de escrever artigos que falam da vida médica, do dia-a-dia do profissional médico. Para que todas as pessoas analisem e emita suas conclusões a respeito.

Normalmente nós, os médicos, estamos empenhados em levar uma mensagem de vida a todas aqueles que nos cercam, tanto quanto àqueles outros que estão à distância. E, não nos lembramos de atender às necessidades de nossa vida interior. Mas, algum fato deixa marca na vida da gente. O que gostaria de relatar que me trouxe muita angústia, foi o que se passou no meu plantão na Maternidade Pública.

- Era de madrugada, quando alguns funcionários se encontravam no Centro Obstétrico, já com aquele movimento de gestante em Trabalho de Parto, que é normal.

Alguns funcionários já com o semblante bastante cansado, vindo de plantão de outro hospital, sabendo que os seus filhos aguardavam em casa, precisando delas (na maioria são mulheres). Entretanto, a dedicação falava mais alto.

Logo depois:

- Veio informação que a gestante com 15 anos já estava sendo encaminhada para o Centro Obstétrico para parto normal. E assim, já avisado o Pediatra para recepcionar o novo nascimento daquela criança que vinha de um ventre de outra criança.

Os envolvidos direto já prontamente parlamentados e posicionados com o preparo habitual para um parto. Quando ouvi aquela menina tremendo e chorando:

- Ô tio, vai doer?…

Neste momento estava avisando que iria fazer uma anestesia local, para fazer episiotomia (um corte na vagina, para facilitar a saída do seu bebê).

- Aquilo me deixou bastante angustiado pela expressão daquela indagação.

Comecei a pensar:

- De que forma nós educamos nossos filhos?
- Quais os valores que achamos importantes?

Com certeza orientá-los, dar exemplos, a forma que tratamos as pessoas vai norteando a sua própria educação. Enquanto pequeninos achamos tudo engraçado, até os palavrões. Quando negligenciamos, pagamos o preço mais à frente. Os pais procuram ajudar de todas as formas, que não sabem mais o que fazer com filhos perdidos nas drogas, no álcool, até no crime. Estamos cada vez mais ausentes dos nossos filhos, somos sempre imediatistas. Tudo é automático. O pai quando fica em casa está sempre na frente da televisão ou lendo jornal.

Voltando à história:

- O que é gravidez indesejada?

Primeiramente, quero discordar do nome. Porque nenhuma gravidez pode ser indesejada. Mas, sim inoportuna.

A gravidez precoce ou importuna está se tornando cada vez mais comum na nossa sociedade, é claro que um dos motivos é a precocidade da vida sexual. O envolvimento não se refere somente aos problemas físicos, mas também emocionais, sociais e outros. Se é com certeza que jovens com 14 anos, não estão preparados para cuidar de um bebê, muito menos constituir uma família. Não assumem um compromisso sério e sempre, na maioria, os jovens abandonam a relação, não se importando com as conseqüências.

Quando há uma participação mais efetiva dos pais, da escola que consegue promover explicações, isto é, mudança de atitudes, há mais probabilidade de gravidez precoce ter um final feliz e consequentemente diminui o índice de doenças sexualmente transmissíveis.

De modo geral, o pai costuma ser dois a três anos mais velho que a mãe adolescente. Devemos lembrar que a gravidez nestas jovens se associam com mais freqüência ao abandono dos estudos, também. E a maior incidência de divórcios.

Mas por que, afinal muitas adolescentes engravidam?

Não é fácil responder. Antigamente podia-se pensar que era por falta de informação.

O problema é que, muitas vezes, os jovens pensam ou dizem saber tudo sobre sexo e na verdade não sabem.

“Nunca pensei que isso fosse acontecer comigo”.

Achamos que as coisas só ocorrem com os outros. Outro problema é que os jovens são imediatistas, valem do desejo imediato. Entretanto, nem toda gravidez inoportuna tem um fim infeliz. Mas, há exceções à regra.

Os serviços de saúde têm que ter condições de informar, orientar e prestar assistência à adolescente grávida. Os programas de educação sexual feito pelas escolas têm que cumprir um papel fundamental.
Mas, atenção: dar apenas informações técnicas aos jovens não basta. É muito importante que também sejam orientações em casa, na família.

“A superação das dificuldades de comunicação e diálogos entre os pais e os filhos é o início para que sintam mais preparados para assumir com alegrias e responsabilidades a vida sexual” (Dr. Alberto Olavo A. Reis).

Com certeza o Serviço Público de Saúde tendo conhecimento dos fatos, já tomou as providências para “policiar” a jovem mãe, orientando-a sobre a sexualidade. Do contrário, veremos novamente na maternidade no próximo ano.

A função de gerir a Saúde em qualquer esfera institucional coloca vários desafios que precisam ser enfrentados. A gravidez precoce ou inoportuna é um deles.

Do documentário abaixo você vai conhecer algumas histórias reais de gravidez na adolescência.

Como a da Evelin, que no dia em que completa 13 anos, descobre que está grávida de seu namorado, um rapaz de 22 anos que acaba de se desligar do tráfico de drogas para o qual trabalhava na Rocinha, Rio de Janeiro, onde vivem. A gravidez não a impede de continuar sendo a garota de sempre.

Já em outra história, a possibilidade de um aborto nem passou pela cabeça de Luana, 15 anos, quando ela descobriu que estava grávida. Órfã de pai, Luana vive com quatro irmãs e a mãe em uma casa onde só há mulheres. Desde cedo ajuda a mãe a criar as irmãs mais novas, e há meses vinha alimentando a idéia de ter um filho só para ela.

O caso da Edilene não é diferente, pois também não planejou nem evitou sua gravidez. Tampouco o fez sua mãe. Agora, mãe e filha estão grávidas. Edilene espera um filho de Alex, por quem é apaixonada. Alex engravidou ao mesmo tempo sua vizinha, Joice, de 15 anos. Edilene, aos 14 anos e grávida, já vai viver o drama de um triângulo amoroso.

Parte 1 de 3:

Parte 2 de 3:

Parte 3 de 3:

Os bairros que têm a maior quantidade de meninas entre 15 e 19 anos grávidas são Perus, Parelheiros, M’Boi Mirim e Brasilândia. Nesses locais, a cada mil jovens, 80 tiveram bebês.

Veja mais detalhes no vídeo abaixo:

Uma campanha contra gravidez na adolescência mostrando imagens de uma jovem com uniforme escolar dando à luz no pátio de uma escola vem causando polêmica na Grã-Bretanha.

O vídeo, feito com atores, foi publicado na semana passada no site YouTube e mostra imagens realistas, filmadas em um telefone celular, do que parece ser uma briga de escola e é, na verdade, o parto.

Ficou curiosa?

Então veja abaixo:

“O vídeo foi produzido para coincidir com o lançamento de um site voltado para jovens, para ajudar na prevenção de gravidez na adolescência“, disse a chefe do departamento de Relações Públicas do serviço público de saúde de Leicester, Emma Race.

As imagens são tão realistas, que o YouTube chegou a retirar o vídeo do ar, na dúvida se se tratava de uma adolescente realmente dando à luz.

“A ideia era chamar atenção para o problema e lançar o debate“, disse Emma. A campanha foi produzida pela Leicester Teenage Pregnancy and Parenthood Partnership, um grupo que une profissionais da saúde pública e pais na luta contra gravidez na adolescência.

O debate foi lançado prontamente, com a reprodução do vídeo e o anúncio de sua retirada temporária do ar em diversos sites de jornais, provocando comentários dos leitores, vários deles questionando de a tática de choque é a melhor forma de se chegar aos adolescentes.

“Talvez se eles tentassem conversar com eles (os adolescentes), ou discutir os problemas, poderia funcionar melhor”, diz um leitor do jornal The Sun.

Segundo o serviço público de saúde de Leicester, a campanha foi idealizada depois de uma série de consultas com grupos de jovens que disseram, basicamente, que mensagens em pôsteres ou panfletos não têm qualquer impacto.

“Os jovens disseram que, para ter algum impacto, as mensagens devem ter um tom engraçado ou chocante”, disse Emma Race. “Neste caso, optamos pelo chocante.”

A opção também foi se aproximar da linguagem e meios usados pelos jovens, por isso, o vídeo foi publicado no YouTube e no site de relacionamentos Facebook. O site que acompanha a campanha também traz linguagem jovem.

“Nós sabemos que o vídeo é chocante - mas os números de adolescentes grávidas com menos de 18 anos em Leicester também são”, disse à imprensa Tim Rideout, o chefe executivo do serviço de saúde pública da cidade.

Em 2007, uma em cada 20 adolescentes entre 15 e 17 anos de Leicester engravidou, um número mais alto do que a média nacional. A Grã-Bretanha é o país com maior índice de gravidez adolescente na Europa.

O médico psiquiatra Jairo Bouer foi o entrevistado recentemente do programa Roda Viva, e discutiu a saúde e o comportamento do jovens em relação a gravidez e sexualidade. Fando um pouco também de drogas nesta fase.

Vejam neste vídeo abaixo os melhores momentos do programa:

E você o que acha do ssunto?

Aos 33 anos, Kelly Regina Lages Cardoso teve uma gravidez inesperada. Afinal, já era mãe de menina de 14 anos e de menino de 10. Quinze dias depois, receberia notícia de outra gravidez inesperada: “Alô, mãe, tenho uma surpresa: você vai ser vovó”, disse pelo telefone Tainá Letícia. As duas estão grávidas há oito meses e darão a luz na primeira semana do mês que vem. O susto de Kelly é cada vez mais comum no País. Por ano, 32 mil meninas entre 10 e 14 anos têm filho.

Para o consultor do Ministério da Saúde, Marcos Ribeiro, a situação preocupa. Só informar os riscos da gravidez na adolescência não muda comportamento. Se informa, mas não se conscientiza. O especialista defende clareza na discussão. Os adolescentes começam a vida sexual cada vez mais cedo, com 12 ou 13 ano”. Ele aponta o resultado: a gravidez e os casos de Aids aumentam entre adolescentes.

Kelly conversa francamente com a filha, inclusive sobre métodos contraceptivos. Ela tomava anticoncepcional. Mas trocou o remédio e não me avisou. Na substituição, engravidou.

O descuido alimenta a gravidez precoce. Na adolescência, há o pensamento mágico de que isso não vai acontecer comigo.

A taxa de natalidade caiu de 6,2 filhos por mulher em 1940 para 2,3 em 2000
. O estudo “Perfil das Mães Brasileiras“, da Fundação Getúlio Vargas, mostra que nas últimas 3 décadas a faixa de mães entre 15 e 19 anos foi a única em que a fecundidade aumentou. Pulou de 0,07 filho por jovem em 1980 para 0,09 em 2000.

Ministério da Saúde, Prefeitura do Rio e governo do Estado oferecem programas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis e de controle de natalidade. Precisamos de programas mais sistemáticos. O problema tem de ser discutido em casa com clareza e fazer parte do cotidiano.

Os dois barrigões chamam atenção. “Quando vamos ao posto de saúde, o pessoal todo vem ver”, conta Kelly, que deverá ter parto natural de um menino até o dia 4, no Hospital de Acari. Já Tainá tem previsão de parto de uma menina até o dia 16. As duas fizeram o pré-natal em posto de saúde de Padre Miguel.

“Filhos são uma bênção. Mas, no momento, nossas condições não são boas”, admite a mãe e futura avó.Kelly é operadora de telemarketing e o marido, cobrador de ônibus. A renda da família é de R$ 1.200. O enxoval dos bebês se resume a seis roupinhas e cinco pacotes de fraldas. “O ‘namorido’ da Tainá tem 22 anos, dá atenção, mas está desempregado. Não há planos de eles morarem juntos”, explica.

Para Kelly, o diálogo evitou o pior: “Temia que minha filha fizesse aborto escondido e ficasse estéril, como algumas amigas”. “Vou amadurecer muito com o bebê”, diz Tainá, que volta a estudar após o resguardo.

Já trouxe aqui para este Blog muita informação sobre gravidez na adolescência, mas hoje resolvi trazer um video da novela Páginas da Vida, que foi ao ar no Cap 22, com um depoimento de uma mãe aos dezesseis anos e toda a barra que foi levar a gravidez a diante:

Veja no video abaixo a entrevista com o Dr. Marco Aurélio Galletta para o Programa Tribuna Independente da Rede Vida sobre a gravidez na adolescência:

Veja no video abaixo uma matéria falando sobre a gravidez na adolescencia:

Trago no vídeo abaixo a histíria da Rachel, que do sonho de ser mãe, formou uma grande família acolhendo adolescentes grávidas, que na maioria das vezes estão em situação de risco, desprezadas ou expulsas pela família. Raquel dá um lar e a oportunidade de se tornar uma cidadã valorizada. Bem legal e bonito!

A diretora do documentário “Meninas“, Sandra Werneck, conta para Jairo Bouer do UOL e os internautas o que aprendeu com filme sobre jovens grávidas:

Esta matéria sobre Gravidez na Adolescência realizada pela TV PUC traz surpreendentes depoimentos de especialistas e adolescentes sobre o tema e a fala também da paternidade nesta fase da vida.

Segue abaixo um video com entrevista sobre Gravidez na Adolescência no Programa Charme apresentado por Adriane Galisteu no SBT:

Dados do IBGE mostram que nos últimos dez anos, o número de mulheres que foram mães entre 15 e 17 anos passou de 6,9% para 7,6%. Aumento se deu principalmente no Nordeste. Veja a matéria no video abaixo:

Saibam de que os deputados distritais aprovaram esta semana o Projeto de Lei nº 411/2007, de autoria da deputada Jaqueline Roriz (PSDB), que institui no Distrito Federal a política de prevenção e atendimento à gravidez na adolescência.

De acordo com o projeto, a política de prevenção será desenvolvida por médicos, psicólogos, assistentes sociais e educadores.

As ações previstas incluem a orientação quanto aos métodos contraceptivos, atendimentos psicológicos e orientação psíquico-social. O projeto foi aprovado em primeiro turno e segue em tramitação na Casa.

Esperamos que este tipo de iniciativa pública possa ajudar um pouco a resolver esta situação.

Como foi que você descobriu que estava grávida?

Veja só a Maira do BBB 9 descobriu da sua garvidez em um depoimento dela no video abaixo:

Bristol Palin, que é filha da governadora do Alasca, Sarah Palin, ex-candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, criticou a gravidez na adolescência nesta terça-feira, mas disse que o conselho de sua mãe, de abstinência, é inadequado à realidade.

Gravidez na Adolescência

Lembrando de que ela engravidou aos 17 anos e deu à luz em dezembro. Sendo por isto alvo de críticas dos conservadores americanos, pela irresponsabilidade, e por outro lado recebeu também elogios, por não optar pelo aborto.

Em sua primeira entrevista depois do parto de Tripp, Bristol disse à rede de televisão Fox News que pretende se engajar na luta contra a gravidez precoce.

“Espero que as pessoas aprendam com a minha história. É muito mais fácil se você é casada, se tem uma casa e uma carreira”, afirmou.

“Gostaria de ser uma ativista para prevenir a gravidez na adolescência. As crianças devem esperar. Não é nada glamuroso”, continuou Bristol, ponderando, no entanto, que não se arrepende de ter decidido ter o bebê.

“Tripp nos dá muita alegria, eu não me arrependo de nada. Queria apenas que isso tivesse acontecido daqui a 10 anos”, disse.

Perguntada sobre métodos anticoncepcionais, a jovem preferiu não entrar em detalhes. “Todo mundo deveria se abster (de ter relações sexuais), mas isso não é nem um pouco realista”.

Sua mãe, que pertence à ala mais conservadora do partido republicado, defende a abstinência sexual como método contraceptivo durante a campanha, além de ser radicalmente contra o aborto.

A história se repete na família da cantora de Funk carioca Tati Quebra-Barraco, que engravidou pela primeira vez aos 13 anos, descobriu que a filha adolescente de 15 anos está esperando o primeiro filho. Com isto a Tati será avó aos 29, quando muitas aqui nem tiveram o primeiro filho…

Com 15 anos, Carolina, primogênita da cantora, está grávida de três meses do namorado. De acordo com uma amiga da família, Tati não vai obrigar a menina a casar. Ainda segundo a mesma fonte, Quebra-Barraco ficou brava quando soube da gravidez precoce, mas depois aceitou e agora está muito feliz com o neto.

A última enquete da home do site da Zazou é sobre a idade ideal para mulher engravidar. Mas e qual a idade ideal do homem ser pai?

Veja só abaixo o caso do menino inglês de 13 anos se transformou em um dos pais mais jovens do Reino Unido após sua namorada, de 15, dar à luz a pequena Maisie, publica hoje o jornal “The Sun”.

Pais aos 13 Anos

Alfie Patten, de 13 anos, mas com aparência muito mais infantil, e sua namorada Chatelle Steadman afirmam na entrevista concedida ao jornal que decidiram seguir adiante com a gravidez logo após saber da notícia, apesar de sentirem medo da reação de seus pais.

Os jovens, que moram em Eastbourne, no sul da Inglaterra, guardaram o segredo até as 18 semanas de gravidez, quando a mãe de Chantelle começou a suspeitar.

O pai de Alfie disse que o adolescente “ainda não assimilou” tudo o que se passou e lamentou que seu filho “não saiba a responsabilidade que é trazer um bebê ao mundo”.

A mãe da namorada -cujo marido está desempregado- disse, por sua vez, que “já temos cinco filhos para alimentar, por isso Maisie será uma grande responsabilidade econômica, mas somos uma família e seguiremos adiante todos juntos”.

O caso de Alfie e Chantelle não é o único do tipo no Reino Unido, já que, em 1998, Sean Stewart e Emma Webster foram pais com apenas 12 e 15 anos, respectivamente.

Para continuar trazendo informações sobre o tema já levantado nas semanas anteriores neste Blog, segue abaixo a dica de um novo video com um documentário cheio de depoimentos e casos reais sobre a gravidez na adolescência:

Dando continuidade a discussão da gravidez na adolescência, desta vez gostaria de comentar sobre um filme nacional bem legal sobre o assunto, chamado Meninas, aonde as protagonistas são quatro adolescentes grávidas e de baixa renda.

Moradora da Rocinha, Evelin, de 13 anos, engravidou de um namorado de 22, que acabou de sair do tráfico de drogas. Luana, 15 anos, garante que sua gravidez “foi planejada” — para aflição de sua mãe, uma faxineira que ainda tem de criar uma outra filha de cinco anos.

O caso mais impressionante é o de Edilene, 14 anos, e Joice, 15, que engravidaram praticamente ao mesmo tempo do mesmo rapaz, Alex, um ajudante de marceneiro que agora se esforça para atender a duas famílias, além de tentar prover a própria sobrevivência.

O filme “Meninas” vai muito além de uma simples investigação sobre a gravidez precoce, um problema crucial no Brasil, onde uma em cada cinco gestantes é adolescente.

Fica muito claro nas entrevistas que, mesmo não tendo total consciência das implicações da maternidade, não faltam às garotas informações sobre sexo e concepção. Ou seja, havia a possibilidade de evitar a gravidez, mas isso não foi encarado com seriedade. Para algumas meninas, ser mãe representa afirmação e chegada à vida adulta.

Assim como neste Blog m nenhum momento durante o filme “Meninas” se propõe a fazer um julgamento de seus personagens, ou qualquer discurso moralista. Contando com depoimentos muito bons, tanto das garotas, quanto de suas mães, consegue-se identificar, porém, a falta de sonhos pessoais e profissionais dessas jovens de baixa renda.

Por isso, o filme torna-se um retrato preocupante de uma juventude pobre e sem perspectivas, que eterniza de pai para filho um assustador ciclo de pobreza. Os problemas sociais, como a baixa escolarização e profissionalização, não raro funcionam como caldo para a criminalidade, como o sempre presente tráfico de drogas nos morros cariocas.

Veja abaixo o trailler do filme:


Depois de ter trazido a visão da Diana Dadoorian sobre a gravidez na adolescência, gostaria de dar continuidade ao tema, através deste video abaixo do que anda acontecendo no Rio de Janeiro, assim como mais detalhes da campanha de conscientização realizada pelo Governo do Estado.

Trago para sua informação um interessante artigo que aborda este tema da gravidez na adolescência, escrito pela Diana Dadoorian, que é uma especialista em Psicologia Clínica e Psicopatologia pela Universidade Paris VIII, em que ela mostra uma visão bem interessante da situação. Trata-se de um tema importante que este Blog vai também abordar e dar destaque como uma forma de melhor informar e assim ajudar em alguma forma.

A gravidez na adolescência constitui tema de grande relevância na realidade social brasileira. O enfoque tradicional relaciona a gravidez como indesejada e decorrente da desinformação sexual das jovens. O presente trabalho questiona essa posição, postulando a importância do significado individual da gravidez, que corre paralelo ao desejo universal de ter ou não ter um filho, bem como a noção de uma “gravidez social” determinada por fatores culturais e psicológicos que particularizam o significado da maternidade em adolescentes de classes populares. Conclui-se pela necessidade de reformulação das políticas públicas para com essa população.

Nos últimos anos, a incidência de gravidez na adolescência vem aumentando significativamente, tanto no Brasil como no mundo. No Brasil, observa-se que, apesar do declínio das taxas de fecundidade desde o início dos anos 70, é cada vez maior a proporção de partos entre as adolescentes em comparação com o total de partos realizados no País. Segundo dados estatísticos do SUS relativo a 2000, dos 2,5 milhões de partos realizados nos hospitais públicos do país, 689 mil eram de mães adolescentes com menos de 19 anos de idade. A maioria das adolescentes grávidas pertence às classes populares.

Os elevados índices estatísticos de gravidez na adolescência provocaram um maior interesse sobre essa questão por parte dos profissionais de saúde brasileiros. A literatura existente relaciona essa situação às mudanças sociais ocorridas na esfera da sexualidade, as quais provocaram maior liberalização do sexo, sem que, simultaneamente, fossem transmitidas informações sobre métodos contraceptivos para os jovens. Segundo esses profissionais de saúde, a gravidez na adolescência é indesejada, sendo enfocada como um “problema” que deve ser solucionado através da diminuição do número de gravidezes nessa população. A fórmula encontrada para “resolver” essa questão se reduz aos programas de informação sexual.

Esse enfoque apresenta lacunas na compreensão do tema, sendo insuficiente para explicar a complexidade do fenômeno.

Ora, nos dias de hoje, em pleno século XXI, ainda é possível falar que os jovens não têm informação sexual?

Poderíamos, ao contrário, nos perguntar porque as adolescentes continuam engravidando atualmente se o acesso à informação é justamente muito mais fácil hoje em dia. Basta comprar uma revista na banca de jornal que encontramos todo o tipo de informação sobre contraceptivos, com ilustrações e tudo o mais. Isso para não falar da televisão, da internet, dos cursos de educação sexual existentes em muitos hospitais e escolas e, principalmente, da possibilidade de consultar um ginecologista, e, em muitos casos, com a consulta paga pela própria mãe.

Por que, então, as adolescentes continuam engravidando?

Na tentativa de compreender melhor essa questão, é importante focaliz o olhar sobre o que dizem essas jovens sobre a sua gravidez.

Apesar das situações dramáticas que essa situação lhes acarreta, como, por exemplo, o abandono dos estudos ou o seu adiamento, maior dependência econômica dos pais, visto que a maioria das jovens continua morando com os pais após o nascimento do filho, já que o pai da criança é, na maioria dos casos, também adolescente; mesmo com todas essas dificuldades, é bastante comum ouvirmos a adolescente dizer que está contente com a perspectiva de ser mãe e que quer ter um filho.

Portanto, ao se privilegiar a fala das adolescentes sobre o seu estado, percebe-se que essa gravidez é desejada por elas, desempenhando, assim, um determinado papel na sua vida psíquica e social, daí a importância de realizar um estudo mais sistemático dos aspectos psicossociais aí presentes. A constatação do estado de grande desamparo e desorientação em que se encontram as jovens e suas famílias frente a essa nova situação, que provoca muitas mudanças e questionamentos em toda a família, motivou-nos a estudar mais sistematicamente essa questão (Dadoorian, 1994; Dadoorian, 2000).

A gravidez em adolescentes de classes populares foi estudada a partir da investigação dos modelos familiares e da classe social e, por conseguinte, da articulação entre família - adolescente grávida - classe social.

A família passou por várias mudanças até chegar à nossa atual concepção. Esse processo de cons-trução da família está baseado na articulação entre a história da família e a história da infância, com o surgimento de um “sentimento de família” e de um “sentimento de infância” (Ariès, 1981).

A história da família brasileira nasce na família patriarcal e a família brasileira contemporânea ainda está impregnada desse modelo. Um trabalho realizado sobre a concepção de família em dois grupos sociais da cidade do Rio de Janeiro com mulheres das classes baixas e as das classes médias mostrou que existe um modelo de arranjo familiar único para ambas as classes, o modelo da família patriarcal, que determina as relações de poder na sociedade brasileira. Ele é formado por um núcleo central que abrange o casal e seus filhos e por uma periferia composta por agregados e empregados. Esse modelo, no entanto, constitui um “ideal” para as famílias de classes baixas, só sendo possível de se realizar nas famílias de classe média. Os arranjos familiares são, assim, constituídos em função de circunstâncias econômicas, sociais e históricas segundo as diferentes classes sociais (Lo Bianco,1986).

Esse fato pode ser verificado no projeto de vida de adolescentes grávidas de classes populares. Todas as jovens entrevistadas relataram a vontade de ter a sua casa e de residir com o marido ou namorado e o filho, o que geralmente não poderia ocorrer devido à sua situação econômica (Dadoorian, 1994).

A psicanálise também traz contribuições relevantes acerca da família, que se traduz no conceito de Complexo de Édipo. O Édipo se refere à existência de um complexo universal com o qual todos nós estamos psiquicamente envolvidos, e que possibilita a formação do sujeito enquanto um ser social e um ser desejante, marcando a nossa entrada na cultura e separando-nos da nossa raiz animal.

O Édipo é um complexo familiar presente em todas as famílias humanas. Além de formador da subjetividade dos sujeitos, ele possui uma função social que se traduz pela transmissão dos valores morais, éticos e sociais, tendo como eixo norteador a posição econômica e cultural de cada família na sociedade.

Em geral, uma família pertencente às classes populares brasileiras tende a educar os filhos com vistas à obtenção de empregos para ajudar no orçamento familiar. O casamento é algo que pode ocorrer precocemente, sendo acompanhado, muitas vezes, de vários filhos. Uma família da classe média, por sua vez, já prioriza a atividade intelectual dos seus jovens. O casamento é, geralmente, adiado para após o término dos estudos.

Observamos que a reação das famílias das adolescentes diante da gravidez de suas filhas varia de acordo com a classe social. As famílias das jovens de classes populares apresenta uma melhor aceitação dessa situação, especialmente a mãe e a avó, contrariamente às famílias das adolescentes de classe média, que não desejam a gravidez das filhas adolescentes (Silva & Pinotti,1987).

A questão do feminino na teoria psicanalítica está intimamente relacionada com a maternidade. Freud (1905) mostra que é na adolescência que se dá a finalização do processo de construção da sexualidade, através da capacidade do jovem de procriar, processo esse que se inicia na mais remota infância. Esse momento é bastante importante para a espécie e fruto de muitas angústias para o jovem.
No caso específico da menina, será através do desejo de ser mãe que ela se tornará mulher. Assim, para Freud, o caminho que leva à feminilidade se dá por meio da maternidade. A maternidade se coloca, assim, como um atributo que caracteriza o feminino. Através do filho, um ser que é uma extensão do seu próprio corpo, a mulher se sente plena, nada lhe falta. O filho funciona como um objeto que completa as suas carências e os seus desejos mais íntimos. O desejo de ter um filho, isto é, o desejo de ter o falo, é algo bastante forte no inconsciente feminino (Freud, 1931).

“O que quer uma mulher?”, indaga Freud. Como nos diz Hassoun (1995), se a psicanálise foi capaz de dar conta do desejo das mulheres, ela continua impotente perante o querer feminino, que não coincide com o seu desejo. Ainda existe um caminho a ser percorrido para se explicar a feminilidade.

Mas então, o que querem as mulheres? Não existe uma resposta única para essa pergunta de Freud. Cada mulher terá a sua própria resposta. As adolescentes grávidas entrevistadas nesta pesquisa deram a sua resposta: elas querem ser mães. É importante, então, tentar localizar a origem do desejo de ter um filho na adolescência.

A importância do meio social na determinação do papel feminino nos ajuda a compreender o papel da mulher na sociedade, papel que é transmitido às adolescentes, influenciando as suas escolhas e os seus projetos de vida.

Atualmente, depois de todas as mudanças sociais por que passamos, o papel da mulher de classe média brasileira não se limita ao papel de mãe, estendendo-se também a outras atividades, como a realização profissional. Entretanto, apesar de essas mulheres exercerem outros papéis sociais, a maternidade continua sendo um atributo essencialmente feminino (Lo Bianco, 1985).

As vivências e as representações sobre a família e a inserção da mulher nesse núcleo foram estudadas em um grupo de mulheres faveladas, e observou-se que a internalização da ideologia patriarcal e a divisão de papéis sexuais reforçam a definição da identidade feminina através da família, ou seja, ser mulher nessa comunidade é sinônimo de ser filha, esposa ou mãe (Salem,1981).

Existe uma diferença de perspectiva em relação ao papel social desempenhado pela mulher, o seu nível sócio-econômico e a gravidez na adolescência. Um estudo realizado por Doering (1989) com adolescentes grávidas mostrou que as adolescentes de classe média atendidas em clínica privada rejeitavam a gravidez, afirmando que essa situação iria atrapalhar as suas perspectivas de estudo e de trabalho, visto que a maternidade não é prioridade nessa classe social. Entre as adolescentes atendidas em hospital público, 58% referem uma maior aceitação da gravidez por “gostarem de criança”. A maternidade aparece como a única perspectiva de vida para essas jovens de classes populares, onde o papel social mais importante por elas desempenhado é o de ser mãe.

A partir da pesquisa realizada, procurou-se articular o enfoque sociológico e antropológico com a teoria psicanalítica acerca da sexualidade feminina e do narcisismo. Dessa correlação, podem-se destacar dois fatores principais como os determinantes da gravidez em adolescentes: os fatores biológicos e os fatores não-biológicos, nos quais se inserem os aspectos culturais e os psicológicos.

Freud (1905) mostra que na puberdade se operam mudanças visando à maturidade sexual. A pulsão sexual se unifica em torno de um único objetivo, que é a função reprodutora. O corpo da adolescente sofre, assim, transformações e mudanças orgânicas que têm por objetivo a reprodução da espécie humana. Esse processo orgânico se expressa através de uma grande pressão hormonal, que impulsiona a adolescente a testar esse aparelho. Surge, então, o interesse pelo sexo, e desse ato decorre, freqüentemente, a gravidez. Os trabalhos de Figueiredo mostram a grande influência que o biológico exerce no psicossocial.

A essa gravidez, fruto da estreita relação entre o corpo e a pulsão sexual, denominaremos aqui de “gravidez hormonal”. A partir daí, dois desfechos se colocariam para a adolescente: o desejo negativo de ter o filho, expresso no aborto, e o desejo positivo de ter o filho, situado na maternidade. Assim, esse desejo positivo ou negativo de ter um filho na adolescência é um fenômeno universal, visto que pode ocorrer com todas as adolescentes, indistintamente. Os fatores não-biológicos, ou seja, os aspectos culturais e psicológicos, é que irão determinar o destino dessa gravidez hormonal (Dadoorian, 1994).

Foram realizadas vinte entrevistas semi - estruturadas com adolescentes grávidas de classes populares, de 14 a 17 anos de idade, no Instituto Fernandes Figueira no Rio de Janeiro. O modelo de entrevista foi elaborado a partir de sete temas que se referem a: dados pessoais, vida familiar (estrutura e dinâmica), vida escolar, atividade sexual e episódio da gravidez, dados de informação e educação sexual, projetos de vida. A análise das entrevistas se baseou no estudo dos aspectos psicossociais relacionados à gravidez nesse grupo de adolescentes, destacando-se o enfoque psicanalítico da questão e suas implicações na análise de suas motivações, desejos e fantasias.

Esta pesquisa investigou a função do desejo da adolescente na sua gravidez.

O significado inconsciente do filho

- Sonia

“Eu sempre quis ter um filho, não sei por quê. Apesar de eu ser muito nova, né! Mas eu quis experimentar, aí eu parei de tomar o remédio”

A curiosidade em testar o seu aparelho reprodutor é desencadeada pela atividade hormonal ocorrida nesse período da vida, que leva ao ato sexual. As jovens iniciam a sua vida sexual logo após a primeira menstruação e engravidam em um curto período de tempo. A gravidez certifica para a adolescente que o seu corpo já está preparado para a concepção. A confirmação da sua capacidade reprodutiva desencadeia um sentimento de surpresa (não esperavam a gravidez), onde ela pode constatar que não é mais menina, e, sim, mulher. Pode-se dizer que essas adolescentes estabelecem uma equivalência onde exercer a sexualidade significa ter filho, o qual demarca a sua entrada na vida adulta.

Nas classes populares essa gravidez hormonal se transforma, freqüentemente, numa gravidez “simbólica”, isto é, em uma maternidade precária. Apesar das circunstâncias sociais desfavoráveis, o desejo de ter o filho era predominante entre essas jovens, sendo necessário localizar a origem desse desejo.

A ocorrência de gravidez na adolescência é um fato rotineiro e comum nessa classe social. As colegas das jovens entrevistadas, suas irmãs e, em alguns casos, a própria mãe são ou foram mães adolescentes. Constata-se uma valorização da maternidade, onde ser mãe equivale a assumir um novo status social, o de ser mulher.

Surge, assim, o trinômio: adolescente-mãe-mulher, onde a gravidez é a via de acesso à feminilidade. A afirmação social nesse meio se expressa na maternidade, o que possibilita dizer que se trata, nesse caso, de uma gravidez social, isto é, maternidade social. Através do filho, essas jovens se sentem mães e mulheres.

- Leila

“Estou me sentindo superbem com a gravidez, antes eu era uma criança, era boba, agora não, eu sei das coisas que vão acontecer, entendeu? Eu penso em trabalhar, penso no futuro, ter o meu filho, mais nada, só isso que eu penso”

Já no que concerne à adolescente de classe média, verifica-se igualmente a confluência dos fatores culturais e psicológicos na determinação do destino da gravidez hormonal. Nesse meio cultural, a maternidade é, geralmente, indesejada na adolescência. A pressão social familiar da classe média se expressa mais através do incentivo ao estudo e ao trabalho, possibilitando que essas jovens vivam de modo mais prolongado sua adolescência, contrariamente às adolescentes de classes populares, onde a maternidade interfere nesse ciclo. Logo, a faculdade e o trabalho atuam como objetos reparadores narcísicos, ou seja, eles assumem o valor de falo, e o desejo de ter um filho pode, assim, ser adiado para a vida adulta.

Juntamente com os fatores culturais, os fatores psicológicos também são determinantes nessa questão. Freud, no seu texto Sobre o narcisismo: uma introdução, nos mostra que o tipo de escolha amorosa feminina que leva ao amor objetal completo se expressa através da maternidade, onde a mulher transfere para a criança (objeto estranho e que é, ao mesmo tempo, extensão do seu corpo) o seu próprio narcisismo. O desejo de ter um filho, isto é, o desejo universal do falo, representa a possibilidade de restauração do seu próprio narcisismo infantil abandonado.

Por outro lado, pressupõe-se na pesquisa que, para essas jovens, por terem uma precária situação econômica que lhes dificulta o acesso a bens de serviço e a serviços essenciais, o falo aparece como o objeto privilegiado capaz de possibilitar essa reparação narcísica. As jovens mães entrevistadas durante a investigação relataram que o filho representa “tudo” para elas e que elas desejam o melhor para eles, que eles estudem, trabalhem e que não lhes falte nada .

- Silvia

“O filho representa uma porção de coisas, tudo de bom; a coisa que eu mais tenho no mundo é ele. Eu vou ter alguém para ficar do meu lado, se eu sofrer é uma pessoa que vai ficar perto de mim”

- Fátima

“O filho representa tudo, tudo de bom, muita felicidade. Espero que ele traga muita união da minha família comigo”

As famílias das adolescentes entrevistadas apresentam uma média de quatro filhos por família, fato esse que se articula com a noção de filho como um bem, um valor, para essa classe social. O desejo de ter o filho repararia a carência narcísica dos próprios pais, que moram na favela, são mal-remunerados no trabalho e não têm condições econômicas para terem um melhor nível de vida.

Os pais incentivam a união das filhas com os seus namorados quando elas iniciam a vida sexual, valorizando desde cedo o casamento.
A relação mais intensa se estabelece com a mãe e expressa numa ambivalência de sentimentos, de ódio e de amor. Observa-se também uma carência afetiva das jovens e a necessidade de terem um nível de diálogo mais satisfatório com a mãe, principalmente no que se refere à questão da sexualidade.

As adolescentes vivenciam uma grande solidão agravada pela “carência de afeto” de seu meio familiar, e, dessa forma, a carência afetiva as leva à maternidade. A jovem transfere para o filho essa demanda de amor. O filho é, assim, o depositário de muitas expectativas: ele terá tudo o que elas não tiveram: estudo, carinho, proteção e até uma família.

Inicialmente, a família da adolescente não reage favoravelmente à gravidez da filha, afirmando que ela é muito nova. Entretanto, após esse primeiro momento, elas aceitam esse fato posicionando-se inclusive contra o aborto. A gravidez da jovem é vivida por toda a família, sendo o filho um traço de união entre eles.

Com relação ao interesse da mãe da adolescente pelo seu neto, é um fato bastante observado que se expressa na fala das avós, dizendo que a filha é muito nova e que não sabe cuidar da criança. A maioria das adolescentes entrevistada nesta pesquisa relatou que iam deixar o filho com a mãe para poderem ir trabalhar. Essas situações revelam o falo (filho) como um presente da adolescente para a sua mãe. Por outro lado, por meio da maternidade da filha, a mãe revive, mais uma vez, o seu desejo de completude, de reparação de suas carências afetivas.

- Carmem

“Nunca me interessei em saber sobre esses métodos. Sabia que podia engravidar, não usei porque eu queria um filho mesmo. Aí casei e nem tomei remédio. Porque eu achava legal um filho para eu cuidar e as minhas colegas todas tinham, só eu que não tinha”

Todas as adolescentes entrevistadas afirmaram ter conhecimento de que exercer a atividade sexual sem o uso de contraceptivos poderia provocar uma gravidez. Entretanto, elas relataram que não fizeram uso desses métodos quando iniciaram a sua vida sexual. Esse dado questiona o fato de que a gravidez na adolescência ocorreria em função da desinformação sexual, como afirma o enfoque tradicional. Algumas adolescentes consultaram ginecologistas levadas por suas mães, mas, mesmo nesses casos, elas optaram por não utilizar anticoncepcionais.

A fala das adolescentes para explicar o não-uso de contraceptivos confirma o seu desejo de ter um filho.

No que tange aos programas de educação sexual, as adolescentes se mostram interessadas na aquisição de informações acerca dessa questão, e relatam que em alguns colégios tiveram aulas sobre esse tema. No entanto, a maioria dessas jovens afirma que a educação sexual deveria iniciar-se em casa, com os pais, especialmente com a mãe, pois estes têm mais intimidade para falar sobre esse assunto com os filhos. Essa escolha reforça o desejo das adolescentes no estabelecimento de um maior nível de diálogo com os pais.

- Cristina

“Estou na 1a. série do ensino médio, é escola pública. Vou continuar estudando. A diretora disse que quando eu ganhasse, que era para eu levar uma declaração para ficar alguns dias em casa. Ninguém falou nada. Na minha sala também tem uma pessoa com dois meses”

Todas as adolescentes entrevistadas freqüentavam escolas públicas, no entanto, a maior parte delas não estudava e não trabalhava. O abandono dos estudos não se dava pela rejeição do colégio à situação da gravidez, mas, sim, por sentimentos ambivalentes das jovens, de vergonha, como que para negar que exercem a sua sexualidade, ou de satisfação pela gravidez, visto que algumas delas relatavam que só queriam “curtir” o filho. A esses fatores emocionais, se junta a falta de estímulo dos pais, que valorizam mais o trabalho, através do qual a jovem poderá ajudar na renda familiar, do que os estudos das filhas. O fato de não concluírem a escolarização traz dificuldades para alcançarem a independência financeira e profissional.

A atitude da escola frente a essa situação varia bastante. Em geral, as escolas públicas convivem melhor com essa situação do que as escolas privadas.

- Rita

“Tenho muito conhecimento, mas não fiz nenhum porque eu não queria abortar, já estava sentindo amor desde o primeiro mês, o feto na minha barriga, embora o meu marido não quisesse aceitar eu já sentia”

A decisão de interromper ou não a gravidez está intimamente relacionada com os aspectos psicossociais, como vimos anteriormente.

Em nossa pesquisa, praticamente todas as adolescentes entrevistadas rejeitaram o aborto, afirmando a decisão de ter o filho. As jovens relatam que querem ter o filho, pois gostam de criança, além de o filho ser percebido como alguém que não vai abandoná-las. O aborto é rejeitado por essas adolescentes que afirmam ter decidido ter o filho. Além do aspecto religioso presente nessa questão, essa atitude aponta que o feto já é percebido como o seu filho, pelo sentimento de afeição com que ele é referido pelas jovens.

Nenhuma das adolescentes entrevistadas tinha planos para o futuro. As suas perspectivas de vida se resumiam a um futuro imediato, situado logo após a gravidez, onde elas relataram que pretendiam cuidar do filho e trabalhar para poder educá-lo.

“Crescei-vos e multiplicai-vos…”
Gênesis, 1,22.

A constatação da grande incidência de gravidez levada a termo em adolescentes de classes populares e a insuficiência dos referenciais teóricos explicativos indicou a necessidade de se investigar o significado da gravidez através do discurso dessas adolescentes sobre o seu estado e da influência dos fatores culturais e psicológicos.

A partir dessa análise, pode-se dizer que as causas da gravidez na adolescência não se referem exclusivamente à desinformação sexual, mas ao desejo universal de ter um filho na adolescência, seja para a adolescente testar a sua feminilidade através da constatação da sua capacidade reprodutiva, seja pelo próprio desejo de ter um filho.

Dessa forma, a gravidez na adolescência pode surgir tanto decorrente do imperativo biológico, isto é, do impulso na direção de sua capacidade reprodutiva (espécie) como do seu próprio desejo de ter um filho (indivíduo).

Ao analisar o contexto social dessas jovens, observa-se que a função social feminina está relacionada à maternidade, ou seja, ser mulher para essas adolescentes equivale a ser mãe. O desejo de ter um filho é um rito de passagem, uma mudança substancial no status: de menina para mulher.

Evidenciou-se que a vivência de situações de carência afetiva e relacional com a família pode também provocar o desejo na adolescente de ter um filho, em que este aparece como o objeto privilegiado capaz de reparar essa carência.

Por isso, a questão que se evidencia não é a falta de informação, mas a falta de formação. Fornecer o conhecimento sobre as questões referentes à fisiologia sexual e às práticas contraceptivas é uma política insuficiente e pouco eficaz para evitar as graves conseqüências que daí advém. O canal que leva essa informação deve se abrir e se permeabilizar à complexidade do universo psicossocial dessas adolescentes, particularizando a significação da gravidez nesse segmento social.

É importante salientar que os enfoques tradicionais até aqui utilizados tratam essa questão a partir da idéia de que a gravidez na adolescência é indesejada, ou seja, através da ótica dos profissionais de saúde. Não se valoriza o discurso da adolescente sobre a sua gravidez, o que explicaria o fracasso de vários projetos de educação sexual, visto que os desejos e fantasias dessas adolescentes quanto à sua gravidez não são priorizados.

Portanto, é oportuno ressaltar que as propostas de intervenção, tanto na área médica, como na psicológica ou sócio-educativa com essas adolescentes devem igualmente priorizar o significado dessa gravidez e suas implicações subjetivas e culturais, para que sejam obtidos resultados mais eficazes, o que proporcionaria um aumento do número de gravidezes planejadas e uma diminuição do número de gravidezes “acidentais”.

Uma análise mais aprofundada dessa questão mostra que a jovem que será filha e mãe ao mesmo tempo terá características diferenciadas e dificuldades próprias na elaboração das diversas etapas evolutivas de sua sexualidade, ficando, assim, prejudicada a vivência da maternidade. O filho aparece, em muitos casos, como um presente da adolescente para a sua própria mãe. No entanto, apesar das dificuldades encontradas, essa situação não altera de forma drástica o desenvolvimento da sexualidade dessas jovens, como muitos especialistas fazem crer. Devemos, portanto, ser cuidadosos para não traçar um quadro mais trágico e pessimista do que ele é na realidade.

A ausência, nas adolescentes que optam pela gravidez, de uma visão mais abrangente sobre o seu estado gera conseqüências que repercutem em dois níveis: no individual, que se refere aos aspectos psicológicos expressos em cada uma dessas adolescentes, e no social, isto é, nos aspectos sócio-econômicos, na medida em que a gravidez em adolescentes, sobretudo em jovens provenientes de classes populares, multiplica as condições de reprodução da pobreza econômica e social .

Essas conclusões apontam para a importância dos aspectos psicossociais presentes nessa questão. Logo, se quisermos pensar em propostas preventivas, é de fundamental importância a presença do psicólogo, no dia-a-dia das adolescentes e de suas famílias: nas escolas, nos hospitais e nas associações comunitárias. Dessa forma, ele poderá acompanhar o desenvolvimento das jovens, ajudando-as e às suas famílias a elaborar os conflitos que daí possam surgir. As instâncias governamentais deveriam, assim, ampliar o número de cargos oferecidos a esses profissionais nessas instituições.

Acreditamos portanto, que o psicólogo pode contribuir de forma significativa para o estudo, a prevenção e a formulação de novas propostas de trabalho sobre temas de grande importância na realidade social brasileira, como o é a questão da gravidez na adolescência.