Parto


Veja abaixo um vídeo realizado em 2008 por estudantes do 2º período do curso de Publicidade e Propaganda com o intuito de desmistificar argumentos utilizados por vários médicos para a realização de cesarianas como também, divulgar os benefícios do parto natural e parto humanizado.

Uma das duvidas mais comuns das grávidas de primeira viagem esta relacionado ao parto.

Por isto mesmo veja no vídeo abaixo várias dicas sobre o Parto e seus riscos.

Conheça o lindo trabalho das doulas, que acompanham as futuras mamães na hora do parto, através do vídeo abaixo de uma matéria no programa Mais Você da TV Globo com a Ana Maria Braga.

Toda mulher grávida tem direito a um acompanhante durante o parto. Mas algumas maternidades estão cobrando ilegalmente a taxa para acompanhante. Algumas famílias chegam a gastar R$ 100.

Veja uma reportagem do Jornal Hoje que mostra algumas iregularidades.

Veja no vídeo abaixo do programa Happy Hour do GNT que mostra o pessoal do grupo Gama orientando as grávidas a escolher o parto normal sempre que possível:

A curetagem após aborto foi a cirurgia mais realizada no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 1995 e 2007, segundo levantamento do Instituto do Coração (InCor), da Universidade de São Paulo.

Com base em dados do Ministério da Saúde, os pesquisadores analisaram mais de 32 milhões de procedimentos nesse período. Ficaram de fora cirurgias cardíacas, partos e pequenas intervenções que não exigem a internação do paciente.

“Procuramos analisar o perfil epidemiológico das cirurgias que tinham um porte médio ou grande e, portanto, potencial maior de complicações”, diz a médica Pai Ching Yu, autora da pesquisa.

Ela explica que tanto partos como cirurgias cardíacas são habitualmente estudados separadamente por terem características muito peculiares.

Entre os 1.568 tipos de procedimentos avaliados, as curetagens ficaram na frente, com 3,1 milhões de registros. Em seguida vieram as cirurgias para correção de hérnia (1,8 milhão), retirada de vesícula (1,2 milhão), plástica de vagina e períneo (1,1 milhão) e retirada do apêndice (923 mil).

“As informações disponíveis no Datasus não permitem diferenciar a curetagem resultante do aborto espontâneo da do provocado”, explica a autora do estudo. Os dados foram publicados na revista Plos One.

Segundo estimativa do Ministério da Saúde, a maioria das curetagens realizadas é decorrente de aborto provocado. O médico Thomaz Gollop, coordenador do grupo de estudos sobre o aborto da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, concorda.

“A maior parte dos abortamentos espontâneos não exige internação. As complicações são quase absolutamente resultantes de abortos provocados”, diz.

Pela legislação brasileira, o aborto só é permitido nos casos de estupro ou quando a gravidez representa risco de vida para a mãe. Também é possível obter autorização judicial quando o feto possui anomalia incompatível com a vida, como anencefalia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma lei prevê que a gestante tem o direito de ter um acompanhante em hospitais públicos ou particulares. Mas existe muita resistência ao cumprimento da lei.

Veja no vídeo abaixo uma matéria a respeito do assunto no programa Bom Dia Brasil.

Comadronas, parteiras ou matronas, são algumas das maneiras de nomear na América Latina às mulheres que, de forma empírica e com uma sabedoria ancestral, assistem às mulheres em estado de parto.

Para muitos, com a sorte de contar com atenção médica desde o próprio início da gestação, a sobrevivência delas parece arcaica, algo muito raro, ou coisa de novelas.

No entanto, muitos bebês do mundo ainda nascem com a ajuda destas assistentes, particularmente em zonas rurais e indígenas, onde o parto tradicional é mais freqüente que nas cidades.

Quase a metade dos nascimentos nos países em desenvolvimento acontecem sem a presença de um agente obstétrico capacitado, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

E é que pelo difícil e escasso acesso aos serviços de saúde reprodutiva de amplos setores populacionais desfavorecidos ou marginados, que a parteira se transforma praticamente na única opção.

Lamentavelmente, são poucas as que contam com os recursos materiais e conhecimentos necessários para assumir este delicado ofício.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que no planeta diariamente morrem ao redor de mil 500 mulheres devido a complicações da gravidez e no parto e 99 por cento das mortes maternas registradas correspondem aos países subdesenvolvidos.

A maioria dessas mortes - previsíveis- relaciona-se com a atenção não profissional na hora do parto.

No mundo, aproximadamente 80 por cento das mortes maternas são provocadas por hemorragias intensas, infecções e transtornos hipertensivos da gravidez (geralmente a eclampsia).

Também estão entre as complicações mais graves o parto obstruído e anomalias derivadas dos abortos realizados em condições perigosas.

Quando se apresentam casos desse tipo as parteiras tradicionais contam com poucas ferramentas e quase nada podem fazer para salvar a vida da mãe.

É por isso que as diferentes organizações representativas das parteiras pedem aos governos que aumentem os investimentos para capacitação e que lhes dêem acesso aos recursos que façam seu trabalho mais seguro.

Porque quando estão em condições de pôr em prática sua experiência e sabedoria durante a gravidez, o parto e o pós-parto, ajudam a evitar até 90 por cento das mortes maternas.

Essas mulheres, de origem humilde em sua maioria, apenas contam com uns poucos meios para ajudar no nascimento de uma criança.

Geralmente, cada uma carrega uma bolsa de materiais, cujo conteúdo varia dependendo da zona na qual tenha aprendido a complicada tarefa de trazer um novo bebê ao mundo.

Pinças, panos limpos, ervas para infusões, báscula, fita métrica, e outros objetos para cortar o cordão umbilical, bem como um livro de registro para anotar os dados do recém nascido, estão entre os úteis próprios portados por estas mulheres para seu trabalho.

Ainda que para elas seja de grande valor receber ao bebê com suas próprias mãos, aos utensílios tradicionais foram acrescentadas luvas, devido a proliferação do vírus da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (HIV-AIDS).

Também utilizam diversos métodos para aliviar as dores, diminuir as hemorragias, bem como para conseguir que o bebê mude de posição quando não está de forma correta no canal do parto.

Em muitos casos empregam compostos ou infusões de diferentes ervas cujo uso conhecem pelo legado de suas mães e avós.

Assim que nasce a criança, utilizam panos ou algodão para limpá-la e a colocam junto ao peito da mãe para que seja amamentada e o útero se contraia o mais rápido possível.

Usualmente conversam de maneira carinhosa com a mãe para ajudá-la para que o momento seja mais feliz e menos dolorido, inclusive pedem aos seus familiares para que também a apoiem,

É toda uma arte que permite, além de tudo, prevenir algumas doenças da mulher e da criança com métodos naturais.

Usualmente, elas estão pendentes das etapas de reprodução da mulher, do processo de gestação e da gravidez.

Ademais, com diferentes rituais, segundo a comunidade em que desempenhem suas funções, oferecem seus cuidados diante de fenômenos astronômicos como os eclipses ou o mau tempo.

No México, por exemplo, as parteiras tradicionais nahuas da Sierra de Puebla costumam “ler” o cordão umbilical para prever qual será o destino da criança e se sua progenitora terá outros filhos.

O acervo desta cultura sugere que a observação da placenta pode revelar quão distante estariam futuros nascimentos, segundo a antropóloga Lourdes Báez Cubero.

Após esse ritual, o cordão e a placenta são enterrados; se é menina sepulta-se dentro da casa para que ao crescer seja uma mulher do lar; se é menino, na plantação ( milpa ou semeado) ou pendura-se em uma árvore, para que seja um bom agricultor, descreve Báez.

É certo que as parteiras continuam sendo necessárias nos tempos atuais, quando a cobertura médica não chega a todos por igual, em especial em zonas remotas onde há muito poucos profissionais e altos níveis de pobreza.

Um amplo setor da população feminina na América Latina não tem acesso aos centros sanitários ou não pode pagar o custo do transporte ou dos serviços de saúde.

No entanto, quando se garante às grávidas a disponibilidade de serviços de saúde especializados, diminuem os índices de mortalidade materno-infantil.

O ideal seria que todas as futuras mães e gestantes contassem com programas de proteção sanitária completa nessa etapa de sua vida.

Com isso, a gestante pode chegar ao parto em ótimas condições e teria à sua disposição os meios adequados no caso de complicações.

E é que existe, insistimos, uma relação direta entre o cumprimento de programas de controle pré-natal para as grávidas e atenção especializada do parto e a diminuição da mortalidade materna e infantil.

De fato, a impossibilidade da atenção materna por pessoal qualificado, além de provocar que centenas de milhares de mulheres morram a cada ano, conduz a que três milhões de recém nascidos não sobrevivam depois de sua primeira semana de vida.

Entretanto, por cada trágica morte de uma mulher, há outras 20 mulheres que padecem doenças graves ou crônicas, ou deficiências, como a fístula obstétrica por causa de um parto mal assistido.

Em nosso continente, durante os anos 1990 e 2007 reduziu-se em aproximadamente 25 por cento o índice da morte materna.

No entanto os progressos na redução desse flagelo são mínimos, bem longe do 75 por cento fixado com o compromisso assumido por 189 estados, membros das Nações Unidas, ao assinar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Veja no vídeo abaixo do Programa Mais Você com a Ana Maria Braga na Globo acompanhou as alegrias e dúvidas de pais de primeira viagem, e para mostrar isto fizeram um reality do o nascimento da filha de Andréia e Geovane, desde como foram os preparativos para ir para a maternidade, como depois os primeiros dias em casa.

Você pretende ter um parto humanizado em casa?

Pois vejam só um detalhe importante para você ficar ligada…

Embora exista número crescente de mulheres que preferem ter seus bebês em casa (o chamado parto humanizado), as mães estão encontrando dificuldade na hora de registrar seus filhos e enfrentando até processos de investigação de maternidade. É o que aconteceu com a novelista Renata Dias Gomes, 26 anos.

No dia 26 de abril, Renata, que é neta de Dias Gomes, teve seu segundo filho, Tom, em casa. Mas só conseguiu registrá-lo no dia 19 de maio. E o cartório ainda investiga se ela é mesmo a mãe de Tom.

A novelista Renata Dias Gomes entende a rigidez, mas vê exageros no processo para registrar seu filho.

Renata levou a Declaração de Nascido Vivo (DNV) fornecida por seu obstetra, Francisco Villela. Ainda assim, não conseguiu registrar o filho na primeira ida ao cartório da 5ª Circunscrição, em Copacabana, e teve voltar com duas testemunhas. “E eles ainda abriram processo interno para investigar se ele é mesmo meu filho”, conta.

A novelista entende a rigidez com relação a veracidade das informações prestadas, mas vê exageros no processo.

“Entendo que haja uma preocupação com a adoção ilegal, mas eu tinha a declaração do meu médico e provas como a filmagem do parto. Conseguir levar as testemunhas é complicado por causa do horário de funcionamento dos cartórios”.

Segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, os pais ou responsáveis pela criança devem ir ao cartório do lugar onde ela nasceu ou reside com a via amarela da Declaração de Nascido Vivo (DNV) fornecida pelo hospital ou maternidade e um documento de identificação. Mas se a criança não nasceu em hospital ou não tem a DNV por outro motivo, pai e mãe devem comparecer ao cartório acompanhados por duas testemunhas maiores de 18 anos que confirmem gravidez e parto.

“Pela lei, eles deveriam aceitar a DNV. Eu vou pessoalmente na prefeitura e só posso pegar três declarações por vez, é tudo organizado. Faço como no hospital. Mas já tive o mesmo problema em um parto anterior”, explica o Dr. Villela, que realiza partos em casa há cerca de 20 anos.

Um terço das mulheres com gravidezes normais tem partos que evoluem para uma situação de risco médio ou elevado, segundo um estudo do Hospital de Santa Maria em Lisboa em Portugal.

Dados internacionais apontam para uma taxa de 25 por cento de partos de risco, mas este estudo revela que, em Portugal, a taxa é superior: 34,7 por cento.

O estudo incluiu 395 mulheres com menos de 35 anos e com gravidezes vigiadas, sendo que, deste grupo, 137 mulheres tiveram partos com situações de risco.

Os principais motivos foram suspeitas de sofrimento fetal e distocia, que obrigaram muitas vezes ao recurso a cesarianas ou a instrumentos como fórceps ou ventosas.

Excluindo os 20 por cento de gravidezes já consideradas de risco, esta taxa vem demonstrar que cerca de 20 a 25 mil partos de mães sem qualquer doença prévia e que vigiaram a gravidez podem ter alguma complicação.

Este fato tem levado alguns especialistas, como Luís Graça, diretor do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, a defender o parto em ambiente hospitalar.

Desde a confirmação da gravidez, diversas são as dúvidas das futuras mamães, especialmente as de primeira viagem. Algumas delas, no entanto, podem ser facilmente resolvidas com uma boa conversa com um especialista. É o caso da anestesia para o parto.

Várias são as técnicas e indicações, e ninguém melhor do que o médico anestesiologista para explicar às gestantes como funciona todo o processo de analgesia, e quais as indicações para cada caso.

As anestesia regionais, entre as quais se destacam os bloqueios neuroaxiais (peridural, raquianestesia e combinada raqui-peridural) são as mais utilizadas, explica o dr. Carlos Othon Bastos, membro da Comissão Científica da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP) e ex-presidente do Comitê de Anestesia em Obstetrícia da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA).

Aplicadas adequadamente, são capazes de abolir completamente a dor de qualquer fase evolutiva do trabalho de parto, inclusive no parto normal.

“O parto normal, com a utilização de técnicas adequadas de analgesia espinhal, apresenta inúmeras vantagens para o binômio materno-fetal”, afirma dr. Carlos.

Além disso a anestesia diminui a sobrecarga cardiorrespiratória materna, que pode se tornar bastante intensa na progressão do trabalho de parto.

“Ao aplicar a anestesia, reduzimos a liberação de catecolaminas e outros hormônios e substâncias ligadas ao estresse e à dor, o que repercute de forma positiva sobre o concepto contribuindo para a manutenção de adequado fluxo sanguíneo útero-placentário”.

Um recente marco na anestesiologia foram os diversos estudos favoráveis e consequente proliferação do uso de opióides espinhais na década de 90, permitindo a redução significativa da concentração e da dose de anestésicos.

“Estes fármacos possibilitam a abolição da dor, porém mantêm o tônus motor e o equilíbrio necessários para um bom andamento do parto”, explica o anestesiologista.

Um equívoco bastante comum é achar que a anestesia pode prejudicar a dilatação do colo do útero durante o trabalho de parto.

“Se realizada de forma adequada, com fármacos em quantidades e concentrações ideais, a anestesia regional interfere de forma mínima e, às vezes, até mesmo benéfica na evolução da dilatação do colo uterino. Assim, causamos diminuição insignificante da força motora, mantendo a capacidade da parturiente de atuar de forma ativa para o nascimento do concepto através dos esforços expulsivos”, pondera dr. Carlos.

Apesar dos benefícios da peridural, há algumas contra-indicações. Mulheres que apresentem distúrbios adquiridos ou congênitos de coagulação, ou portadoras de algumas cardiopatias e doenças neurológicas, não devem se submeter a esse procedimento anestésico. Nestes casos, é necessário disponibilizar métodos alternativos de analgesia, como técnicas sistêmicas, para que não se privem do alívio da dor.

Complicações ocasionadas pela anestesia, embora raras, podem acontecer. Por isso, a anestesia deve ser realizada por médico anestesiologista, que é o profissional adequadamente treinado para o procedimento. Além disso, ter os equipamentos necessários para a analgesia e monitoramento da parturiente e do feto é imprescindível para identificar e tratar precocemente eventual intercorrência.

Colocando em números o tamanho da situação, em 2008 ocorreram 601,9 mil partos no Estado de SP, dos quais 341 mil foram cesarianas.

Pesquisa da da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) indica que 56,6% dos partos realizados no estado de São Paulo em 2008 foram cesarianas.

O estudo mostra que 77% das mulheres que tiveram filhos em 2008 submeteram-se a pelo menos sete consultas do pré-natal. Segundo o estudo, “esse tipo de acompanhamento, realizado ao longo da gravidez, é importante para garantir uma gestação saudável e parto seguro”.

As mães que deram à luz pela primeira vez são o grupo mais numeroso (44%), seguidas por aquelas que tiveram o segundo filho (32%). Apenas 10% passaram pela experiência mais de quatro vezes.

Cresce no Brasil a prática de marcar o parto para assim que a gestação completa 37 semanas, momento em que o bebê deixa de ser considerado prematuro.

Um estudo da Unifesp mostra que cerca de 60% dos nascimentos acontecem com 37 ou 38 semanas de gestação, quando a gravidez dura normalmente cerca de 40 semanas.

Segundo consensos internacionais, o ideal é esperar no mínimo 39 semanas. Antes disso, aumentam as chances de complicação para o recém-nascido, como desconforto respiratório e icterícia.

“A tendência é mundial. Está havendo uma antecipação do parto. Antes, os bebês nasciam com 39 ou 40 semanas”, diz Cecília Draque, neonatologista do departamento de pediatria e neonatologia da Unifesp, uma das autoras do estudo.

Segundo a pesquisa, o número crescente de cesáreas eletivas (aquelas em que é possível escolher a data) tem levado ao aumento dos partos com idade gestacional inferior à ideal.

“Hoje não se espera a mulher entrar em trabalho de parto”, diz o obstetra Marcos Tadeu Garcia, diretor da clínica de ginecologia, obstetrícia e neonatologia do Hospital Ipiranga. “Médicos e mães optam pelo conforto da agenda. Isso nos assusta, porque esses bebês nascem sem estarem prontos.”

Bebês que nascem antes do término da trigésima-nona semana têm mais risco de precisarem de intervenções terapêuticas do que os que nascem bem no fim da gravidez. O estudo mostra que ficam mais dias internados e vão mais para a UTI. “A interrupção da gestação antes de 39 semanas só deve ser feita com estritas indicações médicas”, diz Draque.

A pesquisa seguiu mais de 6.000 recém-nascidos em uma maternidade particular de São Paulo. Os bebês não tinham anomalias congênitas e as mães passaram por pré-natal.

“Conheço casos de médicos que marcam até para a 35ª semana. Qualquer coisa é desculpa: ou vão viajar para algum congresso, ou não querem que a mãe encha a paciência deles ligando às duas da manhã. A mulher também pode insistir, às vezes a avó manda marcar, ou a mulher não aguenta mais o fim da gravidez… enfim. O bebê vai precisar de um atendimento, mas o médico já passou a responsabilidade para o berçário”, diz Renato Kalil, obstetra do Hospital Albert Einstein. Segundo Kalil, 12% dos bebês não prematuros nascidos de cesárea passam pela UTI. De parto normal, só 3%. “O parto normal está mais falado, mas a indicação de cesárea continua a mesma baixaria”, afirma.

“Muitas vezes a própria família pressiona o médico”, afirma Renato Augusto Moreira de Sá, presidente da comissão de perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Antecipar o parto também é perigoso porque há chance de erro de cálculo da idade gestacional. Se a mulher não fez um ultrassom no início, que estima com maior precisão essa idade, ela pode estar grávida há menos tempo do que pensa.

Em nome do conforto, vale até comer enquanto o bebê não chega. Uma revisão recente de cinco estudos científicos concluiu não haver provas de que a alimentação durante o parto normal faz mal à mulher.

O trabalho avaliou dados de 3.130 mulheres e foi publicado pela Cochrane, rede internacional de revisão de pesquisas.

A crença de que a mulher deve ficar em jejum vem dos anos 1940, quando foi levantado o alerta de que, durante uma anestesia geral, haveria maior risco de vômito e de o alimento do estômago ser aspirado pelos pulmões, causando problemas à paciente.

Mas a anestesia aplicada na gestante só atinge o abdômen e os membros inferiores, tornando mínimo o risco de reaspiração dos alimentos. Muitos médicos têm receio de ser necessária uma anestesia geral, mas isso é raro e atípico.

Na verdade, a alimentação pode ajudar a mulher: como ela pode esperar até 16 horas para o bebê nascer, precisa de uma fonte de energia. Se sente fome, é sinal de que há algum nível de hipoglicemia. É mais saudável oferecer comida do que dar glicose na veia.

A exceção ocorre no caso de uma cesariana agendada. A cirurgia requer oito horas de jejum para alimentos sólidos e seis horas para líquidos.

“Se o parto for normal, mas houver suspeita de que a mulher não vai ter dilatação, também é melhor evitar a alimentação”, diz a ginecologista Márcia da Costa, coordenadora médica da maternidade do Hospital São Luiz - unidade Vila Olímpia.

Os alimentos devem ser leves como grelhados, purê, arroz e vegetais, para não piorar um eventual mal-estar causado pela dor, segundo a ginecologista Márcia da Costa. Se ela estiver indisposta, pode tomar sopa. Vai do desejo da paciente. Se ela estiver sem apetite, o médico pode manter os níveis de glicemia com soro.

Trago abaixo um vídeo do Globo Reporter na Amazônia em que médicos do hospital flutuante trocam experiências com parteira Ernestina Lima dos Santos, que já fez mais de 50 partos e conta que aprendeu o ofício com a mãe.

Para ter uma idéia o tamanho das famílias da região impressiona, pois ter sete ou oito filhos é normal.

O vídeo mostra no início um caso de picada de cobra, mas depois entra nesta parte da parteira que vale a pena ver:

Vejam no vídeo abaixo uma mulher em trabalho de parto no meio da rua:

Vejam no vídeo abaixo uma matéria do Jornal Nacional da TV Globo que mostra crianças ajudam mãe em trabalho de parto!

Trata-se do caso da Alana Sanders, de 36 anos, que estava sozinha em casa apenas com os três filhos de 11, 9 e 2 anos quando entrou em trabalho de parto, depois uma equipe de paramédicos chegou e encontrou o recém-nascido.

Vejam no vídeo abaixo de uma matéria do programa Bom Dia DF que alguns hospitais públicos do DF não respeitam a lei que garante a presença de um acompanhante na hora do parto. Abaixo o Luiz Felipe esclarece o que fazer em situações como essa.

Trago abaixo para vocês um texto escrito pela reporter especial da Revista Época Cristiane Segatto, especialista nesta área de medicina há 14 anos e que já ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Ela escreveu recentemente sobre os bancos públicos de cordão umbilical e como é a situação no Brasil.

O nascimento de uma criança é um momento supremo. É a expressão máxima da renovação da vida. A cada bebê que chega, a natureza nos lembra que temos a chance de construir gente e dias melhores. Na sala de parto, os pais mal raciocinam. Ficam dopados de emoção. Querem ver o rosto do filho, sentir aquele corpinho pesando sobre o peito, contar os dedinhos miúdos. Não há clima para racionalidade. Se houvesse, talvez estranhassem o destino dado à placenta e ao cordão umbilical. Eles despencam num balde e, dali, seguem direto para o lixo.

É um final indigno para um material tão rico. O sangue do cordão umbilical contém células-tronco que podem salvar quem sofre de leucemia, linfoma e várias outras doenças, como anemias graves, erros inatos do metabolismo e problemas de origem genética do sistema imune ou das células sanguíneas.

Nos últimos anos, criou-se um mercado de sonhos em torno disso. Empresas oferecem serviços de congelamento do cordão umbilical e cobram caro por eles. Os clientes que assinam o contrato são atraídos principalmente pela promessa de que, no futuro, terão a sua disposição um reservatório de sementes preciosas para curar doenças e restaurar órgãos doentes.

Toda pessoa tem o direito de fazer o que bem entende com seu dinheiro. Mas quando perguntam minha opinião digo o que penso: os bancos privados ainda não me convenceram dos benefícios que vendem. Por enquanto, as promessas da medicina regenerativa são exatamente isso: promessas.

O único uso comprovado das células congeladas é o transplante no caso das doenças mencionadas acima. Mas a probabilidade desse sangue armazenado ser aproveitado pelo próprio doador ou por familiares dele é baixa. Vamos pensar na leucemia, por exemplo. Uma criança com leucemia não poderia usar o sangue de seu próprio cordão. A leucemia é decorrente de alterações genéticas que provavelmente também ocorreram nas células-tronco que foram congeladas quando ela nasceu.

Volta e meia recebo sugestões de bancos privados que congelam o cordão dos filhos das grávidas famosas e depois querem que elas apareçam em reportagens como garotas propagandas do serviço. É sempre a mesma história: por que você não entrevista a estrela da novela? Ela congelou o cordão do filho na nossa empresa… E por aí vai.

Eu não congelaria o cordão de meu filho numa empresa privada. Mas adoraria doá-lo a um banco público. Gostaria que o Brasil tivesse um banco enorme, com milhares de amostras representativas de toda a diversidade genética de nossa população. Esse banco público e gratuito estaria disponível a todas as pessoas que precisassem de um transplante. Seria de acesso universal e abrangente. Tão universal e abrangente como a solidariedade que estimula a doação de tecidos humanos.

Muitas grávidas já entenderam a importância da doação e gostariam de fazê-la.

Mas onde?

Poucos hospitais no Brasil aceitam recebê-la. Coletar, processar e armazenar esse sangue não é uma tarefa simples. Exige dinheiro, treinamento e um rígido controle de qualidade. Nesta semana, soube de uma boa notícia nesse campo. O Hospital Sírio-Libanês inaugura no dia 11 um banco de sangue de cordão umbilical no Amparo Maternal, em São Paulo.

O Amparo Maternal é uma entidade filantrópica bastante tradicional que atende basicamente mães das classes C, D e E. É lá que centenas de mulheres pobres, moradoras de rua e imigrantes ilegais têm seus filhos.

“Não vamos apenas coletar as bolsas de sangue. O Sírio-Libanês também está ajudando a gerir a maternidade”, diz Poliana Patah, coordenadora do Banco de Sangue de Cordão Umbilical. “As mães entenderam a importância da doação e a maioria aceita participar.”

Graças às doações das mães do Amparo Maternal, os coordenadores acreditam que criarão um banco com enorme diversidade genética. Talvez o mais variado do mundo, um retrato da enorme miscigenação brasileira. A maternidade recebe, em igual proporção, pacientes negras e brancas. E também muitas descendentes de etnias indígenas - do Brasil e de outros países da América Latina.

O hospital pretende coletar 3,7 mil unidades nos próximos três anos. O banco será integrado à rede BrasilCord, gerida pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Esse é um serviço público que controla e distribui cerca de 8 mil bolsas colhidas no país até hoje. É pouco.

Quando alguém precisa de um transplante de medula, procura-se um doador compatível em dois sistemas: entre as amostras de sangue de cordão da BrasilCord e no cadastro de doadores de medula (Redome). Se não houver um doador compatível nesses dois sistemas, começa a busca no Exterior.

Só as famílias que passam por isso podem entender o tamanho do desespero e da dificuldade.

“A busca de um doador no Exterior e a chegada do material podem demorar dois meses ou mais”, diz a médica Yana Novis, coordenadora do departamento de hematologia e transplante de medula óssea do Sírio-Libanês. “É muito tempo. Às vezes a doença sai do controle e o paciente morre.”

Se o Brasil tivesse um banco público amplo e disponível a todos os que precisam muito sofrimento seria evitado. Afinal, é muito mais rápido e simples encontrar uma bolsa de sangue congelada do que localizar um doador vivo pré-cadastrado e concretizar o transplante.

Por que, então, o Brasil não investe nisso pra valer? A dificuldade é apenas financeira?

E você? Aceitaria doar o cordão umbilical de seu filho a um banco público? Gostaria de congelá-lo num banco privado?

Queremos ouvir a sua opinião. Mande seus comentários aqui neste blog.

Vejam a matéria completa em:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI125500-15230,00.html

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cesariana já representa 43% dos partos realizados no Brasil no setor público e no privado.

Nos planos de saúde, esse percentual é ainda maior, chegando a 80%. Já no Sistema Único de Saúde, as cesáreas somam 26% do total de partos.

O parto normal é o mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde, as cirurgias deveriam corresponder a, no máximo, 15% dos partos.

Não podemos esquecer de que a cesariana (parto cirúrgico) é um recurso que hoje parece ser um vilão, mas foi um grande avanço da medicina, muitas mulheres morreram antes do surgimento do processo.

“A vantagem da cesariana é que você pode programar, apesar de eu não gostar de marcar data, a pessoa tem facilidade de horários e tempo. Mas é uma cirurgia com dor pós-operatória. No entanto, essa história de 40 dias de resguardo é um mito”

A cesariana é uma cirurgia e têm complicações: sangramento, anestesia e corte. A recuperação é um pouco mais lenta, mas, hoje em dia, seis horas depois do parto as mães já estão tomando banho e amamentando o bebê, com uma dor suportável.

Mas sabemos bem de que há exageros na realização de cesarianas. A Organização Mundial da Saúde fala que 15 % dos nascimentos deveriam ser de cesariana, mesmo nas populações de alto risco. Hoje é um problema de saúde pública a epidemia de cesariana no Brasil. Nosso país é o que mais faz essa cirurgia. Isso tem criado muito problema: um bebê que nasce prematuro, vai para o CTI e morre porque nasceu antes da hora.

“O parto cesariana é um procedimento cirúrgico, realizado por meio de uma incisão entre a cicatriz umbilical e o osso do púbis, de aproximadamente 10 centímetros, por onde se retira o bebê. A cicatriz não me incomoda, é bem baixa, o biquíni tampa”

Desde o início da gravidez, a intenção da gestante é quase sempre ter um parto normal, mas vai que acontece no penúltimo exame de ultrassom constatar algum problema, como que o cordão umbilical tenha dado uma volta no pescoço do bebê. Por segurança, deve-se mesmo se preciso optar pela cesariana.

Outro mito é que apesar de estar com parte do corpo anestesiado, a mãe pode sim participar o tempo todo do parto. Assim como a presença do marido durante o nascimento também foi muito importante para a mamãe.

Existe um mito entre as mulheres e grávidas de que uma vez feito um parto cesárea, os próximos sempre terão que ser também cesárea.

Você, certamente, já ouviu essa frase…

Pois foi o que abordou recentemente a Revista Crescer (por sinal uma das melhores do mercado).

Se o primeiro filho nasceu através de uma cesariana, todos os outros nascerão da mesma forma. As últimas pesquisas, porém, mostram que ter um parto normal após uma cesárea é completamente possível e seguro. A mais recente delas, publicada no Jornal de Ginecologia e Obstetrícia Britânico, mostrou que é possível, sim, ter um parto normal depois de até três cesáreas consecutivas.

O principal motivo para não indicar o parto vaginal após uma cesariana é o risco de romper a cicatriz no útero, geralmente durante o trabalho de parto.

Esse fator existe, e não é o único, mas não elimina a possibilidade de um parto normal após a cesariana.

“Deve-se colocar na balança as vantagens e as desvantagens de cada gravidez antes de decidir pelo tipo de parto. Para ter um parto normal com tranquilidade, o ideal é que a última cesárea tenha acontecido há mais de dois anos. Esse intervalo é necessário para fortalecer a cicatriz no útero e prevenir uma ruptura uterina”

Outros fatores que impedem um parto normal após uma cesariana são o tamanho da bacia da mulher (se for muito estreita) ou se o bebê tiver mais de 3,5 kg.

Se o médico avaliar que as condições são favoráveis, e que nem mãe nem bebê correm riscos, a opção é pelo parto normal. A recuperação é mais rápida, você pode amamentar seu filho logo em seguida e as chances dele enfrentar dificuldades respiratórias são menores etc. No entanto, alguns cuidados especiais são necessários. O trabalho de parto não deve ser induzido com remédios. As contrações uterinas induzidas são mais fortes e mais próximas, o que pode causar o rompimento da cicatriz do útero, além de sangramento, entre outros riscos.

Converse com seu médico e decida com ele o que é melhor para você e para o seu bebê.

As chances de ter um parto normal após uma cesárea são maiores se: a cesárea ocorreu porque o bebê não estava encaixado.

As chances de ter um parto normal nesses casos são menores se: a cesariana anterior foi realizada porque sua bacia é estreita ou se tomou remédio para induzir o parto.

Muito comum em vários países da Europa, o parto natural voltou a ser assunto depois que a supermodelo Gisele Bündchen contou que essa foi sua escolha na hora de ter o filho, Benjamin. O bebê nasceu na casa dela, dentro de uma banheira.

No Brasil, segundo dados do IBGE, é grande o número de cesarianas, que equivalem a 43% dos partos, índice considerado alto e distante do ideal pela Organização Mundial da Saúde.

O que levanta uma questão: é realmente necessário passar por uma cirurgia para dar à luz?

Segundo a terapeuta corporal e acadêmica de enfermagem Cristine Young, mais conhecida como Kira Young, o parto natural pode ser feito quando não há risco para a mãe ou o bebê durante a gestação.

“A equipe que acompanha a gravidez é composta de um médico, uma enfermeira com especialização em obstetrícia e uma assistente. Esse grupo conhece bem a família e a casa, fica muito próximo e oferece uma assistência diferenciada, que se estende para antes e depois do nascimento do bebê”.

Enquanto o parto normal é realizado dentro de um hospital, com uma série de procedimentos que incluem até anestesia, o parto natural costuma ser feito na própria casa da gestante, sem o uso de medicamentos.

“Acreditamos na fisiologia do parto. O ambiente domiciliar oferece privacidade e tranquilidade, fazendo com que a mulher esteja focada no ato de colocar o bebê para fora. Nessa hora, o organismo libera analgésicos naturais, e o uso de água quente ajuda a aliviar as contrações. Existe uma sabedoria do corpo que é resgatada”.

Quem comanda o parto natural é a mulher. O planejamento, feito ao longo da gravidez, respeita o tempo da mãe e da criança, bem como as diferentes fases da gestante.

“Na hora do nascimento, a mãe tem a liberdade de se movimentar e escolher a melhor posição para ter o bebê, por exemplo. E o método ainda tem um custo mais baixo do que o de um parto convencional”

Durante o parto natural, o médico fica de sobreaviso, mas raramente está presente. Quem acompanha o processo é a enfermeira especializada e a acompanhante, chamada de doula. Pessoas próximas da gestante, como o marido e outros familiares, ficam livres para assistir ao nascimento.

“O bebê sai e vai direto para o colo da mãe. Ela fica com ele o tempo inteiro, é a primeira a segurá-lo e a primeira pessoa que a criança vê, tornando aquela ligação ainda mais forte”

Para imprevistos que possam surgir na hora do nascimento, o material trazido pela enfermeira e sua acompanhante inclui um kit básico de emergência.

“A questão da dor é outra preocupação das mães. Não falamos em dor do parto, mas sim em ondas. Conforme a mulher entende o processo, vai se entregando aos poucos e percebe que, a cada contração, o bebê está mais perto de sair. Quando ele é expulso, a dor acaba e é esquecida diante daquela carinha sedutora”.

E você o que acha do parto natural? Ficou interessada em faze-lo?

Mandem seus comentários.

Queria comentar aqui com você sobre o trabalho feito pelo Blog Parto no Brasil, criado reentemente com o intuito de discutir questões relacionadas ao parto e nascimento no Brasil, assim como o papel da mulher como protagonista do nascimento, a vivência de uma maternidade consciente, além de propagar campanhas em favor ao parto normal, aleitamento materno e cuidados com o bebê que lhe dêem segurança, carinho e proteção!

Por um gestar, parir e maternar com respeito!

Visitem em:

http://partonobrasil.blogspot.com/

Vejam no vídeo abaixo a Ana Maria Braga no Mais Você tirando as dúvidas sobre o parto na água.

Um assunto que com certeza toda grávida pensa e discute bastante é o tipo de parto que vai ter. Se vai de parto normal ou de cesária?

Já escolheu o que quer?

Para ajuda-la nisto, queria trazer um pouco de informação, através do vídeo abaixo do programa Charme com a Adriane Galisteu, que por sinal esta grávida, onde são entrevistados alguns especialistas no assunto como o Dr. Adailton Salvatore Meira, e a Georgia Gazolla, que é uma doula que teve dois partos naturais, sendo o 2o na agua, e atriz Audine Muller que teve um parto normal. Cada um dá sua opiniao sobre as questões envolvendo o parto normal versus cesariana.

Tire muitas das suas dúvidas, por sinal comuns a todas as grávidas a respeito do Parto Prematuro, com o especialista no assunto, escrito por Dr. Tenilson Amaral Oliveira, em uma entrevista que ele deu para o Portal ID Med, em que responde a maioria delas, trazendo muita informação relevante sobre este tema, que infelizmente é mais comum que você pensa, e precisa estar preparada para tal.

1) O que é o parto prematuro?

É o nascimento antes dos 9 meses de gravidez. Como nós contamos a idade gestacional em semanas, seria antes de 37 semanas. O normal é o parto ocorrer entre 37 e 42 semanas de gravidez, contado a partir do primeiro dia da última menstruação.

2) Quais são as causas?

As causas são desconhecidas. Existem muitos fatores de risco associados, mas não existem maneiras seguras de se identificar a causa do parto prematuro em pacientes sem fatores de risco, que são a maioria. Os principais fatores de risco são:

- Dois ou mais partos prematuros prévios;
- Gestação gemelar;
- Gestação tripla, quádrupla ;
- Mioma uterino, hidrâmnio;
- Malformação uterina ;
- Infecções do trato gênito-urinário;
- Incompetência da cérvix.

3) A gestante sente contrações como em uma gravidez normal ou há sangramento e outras complicações?

A paciente sente os mesmos sintomas que a paciente aos 9 meses. Pode ocorrer complicações como sangramento vaginal decorrente de patologias, como placenta prévia, que levam ao parto prematuro. Pode ocorrer também perda de líquido vaginal precocemente (rotura de membranas ou “bolsa das águas”) também como uma complicação.

4) Quais são os riscos para o bebê?

A) Curto prazo:

- Síndrome de Desconforto Respiratório;
- Displasia broncopulmonar;
- Enfisema pulmonar;
- Pneumotórax;
- Sepse (infecção generalizada);
- Enterocolite necrotizante;
- Hemorragia intracraniana;
- Anoxia;
- Traumatismo na hora do parto.

B) Médio e Longo prazo:

- Paralisia cerebral;
- Retardo mental;
- Distúrbio motor e somático;
- Surdez;
- Distúrbios da fala.

5) Quais são os riscos para a gestante?

Os riscos são mínimos quando o parto prematuro foi espontâneo, isto é, não motivado por indicação de interrupção prematura da gestação devido a risco materno, como hipertensão arterial ou hemorragia.

Aumento o risco de infecção materna quando o fator de risco foi a rotura de membranas ou infecções urinárias, como a pielonefrite. Ocorre também os riscos no tratamento para bloquear o trabalho de parto prematuro por causa dos medicamentos que apresentam muitos efeitos colaterais.

6) A partir de quantos meses um bebê pode sobreviver ou não ter seqüelas quando nasce prematuro?

Depende do peso, idade gestacional, condições de nascimento e das complicações neonatais. Quanto menor o peso e a idade gestacional maiores são os riscos de seqüelas no médio e longo prazo. Ele pode sobreviver a partir de 500 gramas de nascimento dependendo, também, da capacidade de atendimento da UTI neonatal.

7) Quais as conseqüências que um parto prematuro pode acarretar ao bebê futuramente?

As seqüelas mencionadas acima no médio e longo prazo.

8) Existem mulheres predispostas ao trabalho de parto prematuro?

Sim. Pacientes com partos prematuros prévios e gestações de gêmeos são os casos com maior predisposição.

9) Existe prevenção para o trabalho de parto prematuro?

Não tem muita eficácia, pois não atinge a maioria dos casos de partos prematuros.

A) Prevenção Primária:

- Limitação do número de embriões em reprodução humana (evitar gravidez múltipla).

B) Prevenção Secundária:

- Uso da progesterona;
- Medida do colo pelo ultra-som;
- Antibióticos nos casos de infecção do trato gênito-urinário;
- Cerclagem (cirurgia para o fechamento do colo uterino, nos casos de incompetência do colo, realizada a partir de 12 semanas).

Na hora do parto do filho Benjamim, a top model brasileira Gisele Bündchen preferiu estar em casa, com o marido e usando apenas um banho quente para aliviar a dor, mas ela não foi a única que fez isto.

Como imaginava o assunto do parto em casa e na água ganhou destaque na mídia e nas conversas esta semana. Ficou curiosa? Ficou interessada em fazer o mesmo em casa? E na água também?

O Portal G1 da Globo.com fez uma matéria sobre o assunto falando com mulheres que passaram pela mesma experiência recentemente aqui no Brasil, que trago um pouco abaixo para sua informação.

Para começar o parto em casa é bastante controverso.

Por exemplo o ginecologista Adailton Salvatore Meira (Unicamp) incentiva o parto na água, mas recomenda que ele ocorra em um hospital.

“Eu aconselho que seja feito em ambiente hospitalar. Tem mães que aguentam, mas a maioria tem um limite de dor que pode ficar muito difícil. Tem de continuar controlando batimentos cardíacos da criança. Deve haver suporte de medicação para a mãe e para o bebê; oxigênio para a mãe e para o bebê, se necessário; material de ventilação para a mãe e para o bebê.”

O ginecologista e obstetra Júlio Élito (Unifesp) também prefere que as mães adeptas dos partos humanizados utilizem as salas especiais dos hospitais.

“É possível ter um parto natural, sem intervenção médica, sem remédios e sem anestesia, no hospital, onde os recursos estão à mão”

A advogada Kátia Raele, de 34 anos, utilizou uma dessas salas especiais quando teve sua primeira filha, Gabriela, há três anos. Mas a segunda, Mariana, veio ao mundo há 19 dias em uma piscina inflável dentro da casa de Kátia, com a ajuda de seu marido, de uma doula (uma espécie de “assistente de parto”, que tem a missão de ajudar e confortar a mãe na hora do nascimento da criança) e de sua obstetra, que apenas supervisionou e monitorou os sinais vitais de mãe e bebê. A experiência do primeiro parto foi o que fez a mãe dispensar o ambiente hospitalar no segundo.

“Percebi que eu não precisava estar no hospital. Fui até lá, mas poderia ter feito tudo aquilo em casa. Quando passa, você nem lembra que doeu”

Mesmo no hospital, a anestesia foi dispensada. “A dor vem em ondas, então você tem tempo de se recuperar. É suportável. Quando passa, você nem lembra que doeu”, diz Kátia.

O marido Júlio César ficou preocupado com a ideia de a mulher dar à luz em casa, mas acabou convencido com as consultas do pré-natal.

No caso da arquiteta Letícia Lemos, no entanto, o caminho foi inverso: foi o marido Tomaz quem convenceu a esposa a ter a filha Dora em casa.

“Meu marido foi quem se encantou com o parto em casa primeiro. Ele trouxe o assunto e eu fui pensando, avaliando, vendo os relatos de quem já passou por isso. No fim, senti que era o certo. Nunca gostei de hospital. Parto não é doença. Achei que minha casa teria um clima mais adequado para o nascimento da minha filha”

O trabalho de parto de Letícia durou mais de 24 horas e, segundo ela, tudo correu tranquilamente.

“Eu dormi muito entre as contrações. Os hormônios que são liberados deixam uma sensação leve, um relaxamento profundo. A dor não é nada que nenhuma mulher não tenha sentido antes. Sempre vi com muita suspeita essa história de a dor do parto ser insuportável, uma dor de morte. Não acredito que a natureza fosse ser tão burra para fazer algo assim. E foi isso mesmo. A dor foi a de uma cólica menstrual muito forte, mas uma cólica menstrual que dura um minuto e daí tem uma pausa. Quando você está menstruada não tem pausa para se recuperar. Não lembro de sentir dor, lembro de uma sensação de poder, de força. ”

“Na hora do último estágio, é como se fosse um alongamento intenso no quadril, sobre o qual você não tem controle. Mas eu não lembro de sentir dor, lembro de uma sensação de poder, de força. No fim, achei que durou até muito pouco para uma sensação tão boa”.

Ao contrário das várias horas de parto de Letícia, o da videomaker Chica SanMartin, de 30 anos, foi bastante rápido. Entre o momento em que ela percebeu que estava em trabalho de parto e o nascimento da criança foram apenas 30 minutos.

“Ainda bem que eu decidi ter em casa, porque meu filho não ia nascer no hospital de jeito nenhum. Ele ia nascer no carro, na calçada, no caminho, mas no hospital não ia dar tempo de chegar. “Fiquei meio ‘em alfa’. Dói para caramba, mas a recuperação do intervalo entre as contrações é total. A água quente ajuda muito”

Ela reclama que a prática do parto domiciliar sofre “muito preconceito” e conta que teve dificuldades para tomar uma vacina dada às mães após o parto ainda na internação.

“É difícil explicar, as pessoas não entendem. É complicado, mas eu não me arrependo de nada”

E você também tem alguma experiência ou depoimento como esta para nos contar?

Perdeu o Fantástico deste último domingo?

Pois vejam então o vídeo abaixo com uma entrevista com a modelo Gisele Bündchen, contou que teve parto normal em casa e sem anestesia na banheira.

Gisele disse que durante a gravidez um médico chegou a sugerir que ela fizesse uma cesariana, mas ela estava determinada. Ela conta ainda um pouco mais sobre sua gravidez e a emoção de ter o primeiro filho e o amor que se sente. Fala da amamentação, que não tem babá, a escolha do nome, e um pouco mais.

Apesar de famosa, vemos pelo que mãe é tudo igual!

A modelo Gisele Bündchen falou pela primeira vez após dar à luz o filho Benjamin, de um mês. Ela deu uma entrevista exclusiva para o Fantástico de hoje, aonde conversou com a a repórter Giuliana Morrone sobre a sua gravidez, contando inclusive que seu parto foi na água na banheira de sua casa e sem anestesia.

Por isto mesmo, queria já adiantar o tema do parto na água, que certamente vai gerar interesse e curiosidade, e para sua informação trago um vídeo abaixo que mostra uma entrevista com um especialista comentando imagens de um parto na água.

E aí gostou da idéia? Será que vai virar moda?

Em uma entrevista para o Fantástico que vai ao ar neste domingo a top-model Gisele Büdchen diz que teve o filho dentro da banheira de sua casa, por isto mesmo trago mais algumas informações a respeito do Parto na Água, através das respostas que o especialista no assunto Dr. Lucas Barbosa da Silva, deu para o Portal ID Med, em que responde as principais dúvida mais comuns da maioria das grávidas.

1) O que é o parto na água?

O parto na água consiste no nascimento do bebê com a mãe imersa em água, numa banheira ou piscina. É uma forma de nascer muito antiga. Hieróglifos revelam que os bebês que se tornariam príncipes ou princesas nasciam nas banheiras na Grécia Antiga. Existem também relatos de aborígenes australianos e ilhas do sul do Japão em que se praticava o parto na água.

O primeiro parto na água relatado na literatura médica foi realizado num vilarejo na França em 1805 e foi publicado no periódico Annales de la Societé de Medécine Pratique de Montepellie. Uma jovem parturiente permaneceu exaustivamente em trabalho de parto por mais de 48 horas. Após esse período, o seu médico, já não sabendo mais o que fazer, pediu um auxílio de uma parteira local que o orientou a colocá-la numa banheira. Imersa na água, a paciente revigorou suas forças e em pouco tempo deu a luz a um bebê saudável.

2) Como é realizado?

A gestante é colocada numa banheira repleta de água morna (a temperatura deve ser mantida entre 36 e 38°C para manter o conforto materno e evitar desidratação ou superaquecimento) durante o trabalho de parto. Geralmente, ela entra na banheira quando o trabalho de parto progride e a dor aumenta. Se ela entrar no início do processo, o trabalho de parto poderá demorar mais ou até ser inibido.

Orientamos, assim, que ela entre após uma dilatação do colo uterino maior que 5 cm e sentindo contrações uterinas freqüentes e intensas (mais de duas a cada 10 minutos). Recomendamos também oferecer livremente água, sucos ou chás para a gestante dentro da água.

3) Quais as vantagens para mãe e para o bebê?

A grande vantagem do parto na água não é o nascimento em si do bebê. Mas sim o relaxamento muscular profundo e o alívio da dor que a gestante em trabalho de parto sente ao ficar imersa em água morna. Ele acaba sendo um método natural, não farmacológico, de analgesia (controle da dor) durante o trabalho de parto. O Prof. Michel Odent, médico francês pioneiro e uma das maiores experiências em assistir ao parto na água no Ocidente, chama esse alívio da dor de “aquadural” (substituiria a tradicional anestesia peridural no trabalho de parto).

Ocorre uma sensação de bem estar, relaxamento mental e diminuição da ansiedade, com participação ativa da gestante no processo do nascimento. As parturientes relatam uma experiência muito prazerosa após o nascimento dos bebês na água. Além disso, quando a gestante está imersa na água, ela fica num estado agravitacional relativo (gravidade específica da água=1,0; do corpo humano=0,974) e consequentemente não ocorre alterações na circulação do sangue para a placenta e na oxigenação do bebê com as mudanças de posição materna. Isso proporciona uma grande liberdade de movimentação e de posturas que ela pode adotar dentro da banheira. Fora da água, deve-se evitar a posição deitada de costas por diminuir a pressão arterial da mãe e a oxigenação do bebê no momento do nascimento.

Para o bebê, alguns autores relacionam ao parto na água como uma experiência menos traumática para o recém-nascido, proporcionando menor choque térmico, contato pele a pele imediato com a mãe e uma adaptação mais fácil à vida extra-uterina. Esses fatos são baseados mais em teorias e experiências de profissionais que assistem ao parto na água, devido à escassez de trabalhos científicos nessa área.

4) Quais os riscos para a mãe e para o bebê?

Os principais riscos atribuídos ao parto na água incluem o risco de infecção para mãe e para o recém-nascido, o risco de hemorragia materna pós-parto, o risco de asfixia neonatal e o risco neonatal de aspiração de água (afogamento). Existem poucos casos descritos na literatura médica dessas complicações.

Nenhum estudo científico conseguiu demonstrar aumento significativo de algum desses riscos com a imersão na água. Em relação à assistência ao parto, as manobras obstétricas extrativas na presença de urgências no momento do nascimento do bebê são dificultadas ou impossibilitadas. Por isso, deve-se evitar assistir ao parto na água de gestantes diabéticas ou com bebês muito grandes (mais de 4 Kg pelo peso fetal estimado ao Ultra-som durante o pré-natal) Além disso, o sangramento uterino durante a saída da placenta é difícil de ser quantificado na água e por isso a dequitação placentária (retirada da placenta) deve ser realizada fora da água.

5) A criança pode se afogar?

Em relação à aspiração de água pelo bebê, alguns casos têm sido relatados na literatura. Em ovelhas, estudos experimentais revelaram que os mecanismos inibitórios que evitam a respiração até o contato com o ar externo podem ser suprimidos com a diminuição sustentada da oxigenação (hipóxia).

Na teoria, portanto, alguns recém-nascidos com hipóxia crônica não diagnosticada poderiam aspirar debaixo d’água. Por isso, a presença de líquido amniótico meconial (o conteúdo intestinal do bebê é eliminado no líquido amniótico e ele é tingido de uma cor esverdeada) e /ou alterações no ritmo de batidas do coração do bebê são uma contra-indicação ao parto na água. Esses estudos têm revelado também que a temperatura ambiente e não o contato com o ar externo seria o principal estímulo para o início espontâneo da respiração do recém-nascido.

A temperatura fetal é em média 0,5 a 1,0 º C maior que a temperatura materna e do líquido amniótico e com o nascimento e a queda de 1 a 2 ° C na temperatura corporal fetal ao entrar em contato com o ar ambiente, haveria estímulo para o início dos movimentos respiratórios. Por isso, no parto na água, é muito importante criarmos um ambiente térmico neutro através da monitorização constante da temperatura da água entre 36 e 38 ° C. Devemos, portanto, averiguar periodicamente o bem estar do feto durante o trabalho de parto para se evitar essa complicação. Qualquer alteração, a gestante deverá ser retirada da banheira.

6) Nesse tipo de parto o pai da criança pode participar?

Sim. Ele também pode entrar na banheira, se desejar; ou participar, junto do profissional que assiste ao parto, do nascimento de seu bebê. Temos auxiliado o pai na retirada do bebê de dentro da água após o nascimento. Assim, ele tem o prazer de ser a primeira pessoa a ter contato com o bebê após a saída do ventre materno.

7) Toda mulher está apta a ter seus filhos através do parto na água?

Não. Nas seguintes situações, não é aconselhável o parto na água:

- Gravidez de alto risco;
- Parto prematuro (menos que 37 semanas de gestação);
- Evidência de febre materna e/ou infecção não tratada (Herpes, HIV+ ou Hepatite C);
- Sinais de comprometimento do bem estar do bebê dentro do ventre materno;
- Sangramento vaginal excessivo;
- Gestante com cesárea prévia;
- Rotura da bolsa dágua com liquído meconial ou sanguinolento;
- Bebê em posições anômalas dentro do ventre (pélvica, por exemplo);
- História prévia de partos muito difíceis devido bebês muito grandes ou bacia materna estreita.

8) Existe uma preparação para o parto?

A preparação é a mesma para o parto fora da água. Recomendo a leitura de alguns livros sobre o tema:

- O Parto na Água: Um guia para pais e parteiros, Cornelia Enning Ed. Manole;
- Gravidez e Parto, Sheila Kitzinger.

9) Existe algum tipo de anestesia?

A grande vantagem de parir dentro da água é dispensar, na grande maioria das gestantes, a utilização dos métodos farmacológicos de alívio da dor como a analgesia peridural ou drogas opiáceas. Esses métodos podem dificultar o nascimento por interferir na intensidade das contrações uterinas ou promover depressão respiratória no recém-nascido, respectivamente. Entretanto, nada impede que a gestante receba anestesia peridural se as dores não forem aliviadas dentro da água.

10) Como é a reabilitação da mãe?

Alguns autores acreditam que, devido ao menor consumo de energia pelo organismo materno na água, a gestante experimenta partos menos laboriosos e têm uma recuperação mais rápida. Além disso, o relaxamento mental e muscular levam à uma aceleração na dilatação do colo uterino e uma progressão mais rápida do parto. Em relação ao períneo, devido ao efeito hidrostático e ao relaxamento da musculatura perineal, ocorre menor incidência de lacerações e/ou edemas.

Veja no vídeo abaixo um Slide Show que apresenta o trabalho de parto e parto domiciliar na água do casal Sylvana e Wellington. Uma belíssima história de sucesso, que contou com a ajuda e apoio do grupo de casais grávidos boa hora, em Recife, Pernambuco, Brasil. Acompanhado pela Doula Daniela e pelas obstetras Melania e Leila. O nascimento de Ernesto, o primeiro filho do casal, ocorreu dia 04 de janeiro de 2007, com um trabalho de parto de 22 horas extremamentes tranquilas e seguras. Emocionante!

Havia comentado aqui no sábado sobre a situação das grávidas no Haiti, aonde a morte e luta pela vida convivem no mesmo lugar. E neste domingo o programa Fantástico da TV Globo fez uma matéria sobre o tema, que trago aqui para sua informação.

Já pensou você lá no 9 mês e quase pronta para dar a luz e acontece um terremoto como este em sua cidade?

Pois foi no pátio na base militar brasileira em Porto Príncipe no Haiti com colchões espalhados pelo chão que a solidariedade ganha ainda mais sentido.

Foi aonde foi criado um hospital improvisado, que surgiu da seguinte forma: na hora do terremoto, todos os moradores feridos da região foram para a porta da base militar e ficaram pedindo ajuda, e as pessoas foram deixando entrar. Eles tinham um estoque de medicamentos que era para ser usado pela própria tropa e na cidade para algum evento e acabou sendo todo usado no local.

É um hospital formado de guerreiros. De um lado, pessoas tentando viver. Do outro, gente tentando fazer com que essas pessoas consigam viver. Mais de 300 pessoas foram atendidas aqui, desde o dia do terremoto. São adultos, crianças com ferimentos muito graves que não tinham a quem recorrer. A maior parte dessa gente, quando receber alta, não terá para onde ir.

Médicos e enfermeiros do exército brasileiro trabalham 24 horas por dia para dar conta da demanda.

“É uma luta diária. Os primeiros dias foram medicina que guerra que a gente fez aqui. Trabalhamos com materiais escassos. Os voos de suprimento estão precisando chegar. Tem muito material para chegar. Está tendo problema no espaço aéreo do Haiti. A gente está tentando fazer o que dá”, conta um militar.

“Agora, a gente vai conseguir transferir alguns, vão começar as cirurgias. Eu acho que o quadro aqui é bastante animador”, conclui.

A repórter foi até a parte mais alegre desse hospital improvisado, porque foi onde três crianças nasceram, depois que foi montado o local, de forma mais precária. Todos os bebês são meninas. Uma mulher que chegou no dia do terremoto não teve nenhum ferimento. Outra mãe teve uma fratura na perna, e a criança nasceu no dia seguinte à tragédia.

É vida que chega para alegrar um pouco a cidade de Porto Príncipe. Com toda a precariedade do hospital, foi possível fazer esse parto e salvar muita gente também.

“A gente viu que, mesmo apesar de perder vidas, a gente conseguiu botar vida no mundo”, afirma a médica. “Cada vez que dava aquela tristeza, vinha uma gestante para alegrar nossa vida. Todos os dias, os soldados vêm vê-las. Até para a tropa isso foi uma esperança. É um sinal de que há luz no fim do túnel”.

Vejam abaixo o vídeo da matéria:

Tem muita grávida que ainda tem muito medo do parto.

Por isto trago abaixo um vídeo com dicas e informações de um especialista no programa WTN Absoluta:

E você também tem?

Mandem seus cmentários.

O pai abordou os policiais no meio da rua para pedir ajuda que a mulher estava em trabalho de parto. Os policiais foram até a casa da família e fizeram o parto. O momento foi registrado pelos PMs. Vejam mais detalhes na matéria do SP TV abaixo:

Vejam só abaixo que notícia curiosa que saiu no jornal Sun e reproduzida pelo G1.

Desesperado ao perceber que sua esposa acabava de entrar em trabalho de parto em casa, o britânico Leroy Smith resolveu contar com a ajuda da internet, mais especificamente do Google. O futuro papai digitou então no mecanismo de busca “how to deliver a baby” (ou “como fazer um parto”, em português) para saber por onde começar.

G1 do Globo.com

De acordo com reportagem publicada no jornal britânico “The Sun”, antes de recorrer ao Google, Smith chamou uma parteira, mas antes que ela conseguisse chegar ao local, Emma, de 25 anos, começou a ter fortes contrações.

Assim, o futuro papai de 29 anos pegou o seu BlackBerry, acessou a internet e buscou a ajuda do mecanismo de busca do Google para conseguir um passo a passo sobre como fazer um parto.

E deu certo. Depois de seguir o guia detalhado que encontrou na Wikipédia, Emma deu à luz em segurança uma menina, de 2,8 Kg, que ganhou o nome de Mahalia Merita Angela Smith.

“Eu não estava certo do que eu ia fazer, então eu procurei as instruções na internet usando meu Blackberry. Eu estava muito, muito nervoso. Nunca pensei que realmente teria que fazer isso”, contou Smith ao “Sun”.

“O BlackBerry me disse que quando eu visse a cabeça, eu tinha que apoiá-la. E quando o bebê realmente saiu, eu tive que colocá-la no peito de Emma, e então cobri-las com um cobertor, e ter certeza de que estavam confortáveis e relaxadas. Foi incrível”, continuou Smith, acrescentando que só estavam os dois em casa, pois os outros filhos do casal estavam na casa da avó materna.

“A parteira chegou cerca de cinco minutos após o nascimento e me disse que eu tinha feito um bom trabalho”, disse o papai orgulhoso, ressaltando que o parto durou cerca de 40 minutos.

Smith disse que antes do nascimento de Mahalia, em 1º de dezembro, sua esposa não gostava muito do inseparável BlackBerry do marido, mas agora “deu o braço a torcer”

Será que ele vai ganhar um celular novo de presente de natal?

Fica a dica se precisarem de algo parecido…

Muita grávida gostaria muito de ter um parto Normal, mas o que será que pode ser feito para conseguir isto? Afinal o que pode ser feito durante a gravidez para facilitar a possibilidade de parto normal?

Basicamente o que pode ser feito é o fortalecimento da musculatura peridural e abdominal com exercícios direcionados a grávida como hidroginástica e yoga podem auxiliar ao parto normal.

Os pais de primeira viagem nem sempre estão preparados para lidar com todas as dúvidas do período da gravidez.

Por isso trago o vídeo abaixo de uma entrevista no Bom Dia Minas da TV Globo com o pediatra Leonardo Falci Mourão, que exatamente fala dos principais cuidados no pré-natal e tira as principais dúvidas comuns da grávida sobre o assunto.

Um tema sempre polêmico é em relação ao parto normal ou cesárea.

Uma dúvida comum quandoto a isro é das mulheres que ja fizeram em uma gravidez anterior um parto cesárea e querem saber se desta nova vez, se poderão agora ter um parto normal se assim desejar? E com quanto tempo depois isto pode acontecer?

A resposta de um obstreta especialista diz que existe sim um risco de rotura uterina, em especial no local da cicatriz da cesareana anterior, pode haver uma fragilidade e a parede se romper. Por isto mesmo que a maioria dos obstetras não gostam muito de correr este tipo de risco.

Mas minha sugestão por isto mesmo é que sempre converse com seu médico e veja a opinião dele, assim como veja outros casos de amigas e parentes de confiança antes de resolver qualquer coisa.

Seguem abaixo algumas dicas úteis e práticas da Doula Mara Freire com técnicas de relaxamento e respiração durante o trabalho de parto:

1) Posição especifica, ambientes relaxantes e massagens podem melhorar muito as dores no pré–parto.

2) Massagens circulares nas costas, feitas pelo pai, por uma doula ou por alguém quem que esteja com ela, ajuda bastante.

3) Caminhar também contribui para diminuir a dor das contrações e controlar a ansiedade.

4) A respiração poderá ser profunda e lenta, cadenciada, com inspiração pelo nariz e expiração pela boca, para melhorar a oferta de oxigênio para o bebe.

5) Estar acompanhada das pessoas escolhidas para compartilhar esse momento também colabora para o bem–estar da parturiente.

6) Sentada ou deitada, procure a posição mais confortável e use travesseiros e almofadas macias.

7) Ficar em imersão numa banheira de água quente ou mesmo sob uma ducha proporciona muito alívio.

8) Uma música bem tranqüila ou de sua preferência, também contribuem para um melhor relaxamente e bem-estar.

Imagine-se na seguinte situação: você, em trabalho de parto, chegando à maternidade. Enquanto seu marido fica na recepção preenchendo papéis você é levada para dentro, para ser preparada. Um pouco mais tarde te informam que ele não vai poder entrar porque a maternidade não permite. Informam também que ele está “aprontando uma confusão” lá na portaria e já chamaram a polícia…

Outra situação: imagine-se em trabalho de parto, chegando de madrugada na maternidade. A recepcionista fica espantadíssima de você estar em trabalho de parto, pois as mulheres que têm o seu convênio geralmente vêm com cesárea marcada. A sala de pré-parto da maternidade é só para gestantes do SUS e você deveria ter uma carta do médico junto com uma autorização do convênio para poder ser internada diretamente no quarto. Enquanto ela tenta resolver o impasse você vai ter que esperar na recepção.

Achou um abusrto este tipo de coisa e situação? Mas saiba de que infelizmente isto acontece e com uma frequência maior do que imagina…

Para evitar imprevistos como este é melhor você fazer um Plano de Parto e conversar com seu médico sobre cada passo do trabalho de parto. Se você não tem convênio médico vá até a maternidade e se informe sobre todos os passos pelos quais passam as parturientes, desde a internação até a alta.

Pode parecer besteira, mas fazer um Plano de Parto tem três funções muito importantes:

1) Evitar imprevistos de difícil solução.
2) Levar você a conhecer e pensar sobre cada momento do seu parto, podendo fazer escolhas que se referem ao seu corpo e ao seu bebê.
3) Deixar suas preferências bem claras para a equipe que vai te acompanhar.

O Plano de Parto é tão importante que é a primeira de uma série recomendações da OMS para melhorar, no mundo todo, o nível do atendimento dado a parturientes e recém-nascidos.

Mas então o que deve colocar neste seu plano?

Tudo, desde as primeiras contrações até os primeiros dias pós-parto.

O plano de parto é uma lista sobre os acontecimentos possíveis em um parto e sobre os quais você pensou. Pode ser feito em forma de carta ao médico e a instituição como já é feito em alguns países, ou simplesmente ser uma reflexão sobre o que você aprendeu e deseja sobre seu parto. Não é uma lista de “mandamentos” para os profissionais muito menos um “alvará” para sua desobediência frente à equipe. É uma organização de idéias para facilitar o diálogo com o profissional que te acompanhará.

Vejam a seguir algumas perguntas de pontos que deveria se informar e ter uma opinião formada do que quer e o que não quer. Desde em que maternidade ou Casa de Parto você quer ter o bebê? Ou ainda se você gostaria de ficar lá com um acompanhante? Gostaria de ter uma doula? Irá receber lavagem intestinal, raspagem dos pelos, soro com hormônio para acelerar as contrações, anestesia, ficar sem beber líquidos? O que a medicina baseada em evidência e a OMS (Organização Mundial de Saúde) tem a dizer sobre estes procedimentos que vemos serem utilizados como rotina? Gostaria de amamentar logo após o parto e garantir alojamento conjunto logo a seguir ou concorda em esperar por 6 horas ou mais até poder se reencontrar com o bebê? Em caso de cesárea, gostaria de ser “apagada” após a saída do bebê? Ou gostaria de segurá-lo com a ajuda do seu acompanhante após o parto? Quais procedimentos você aceita e quais preferia evitar?

Pequenos detalhes e enormes diferenças que podem garantir um parto único, feliz e ativo, trazendo maior segurança para mãe, pai e filho. Para a equipe, pode ser um norte para melhor poder atendê-la e até mesmo repensar as práticas que vem sendo feitas rotineiramente.

Além de saber dos procedimentos de praxe do seu obstetra ou parteira e da maternidade, busque informações em livros e sites de confiança. Listas de discussão na internet e cursos de preparação para o parto podem ajudar bastante. Se puder, converse com ex-gestantes que tiveram parto no mesmo local, ou com o mesmo profissional. Aos poucos o que você quer e não quer no seu parto vai ficando mais claro e você pode ir conversando e negociando com seu médico o que é possível e o que não é.

Desde a primeira consulta você pode começar a fazer perguntas sobre como o médico costuma agir durante o parto de suas pacientes. Para levar tudo por escrito é melhor que seja a parir do sexto mês, e para deixar uma cópia para o médico é melhor estar bem próximo da data prevista. Isto porque suas preferências podem sofrer mudanças.

Mas e como o médico vai reagir ao seu plano de parto?

Deve ser a melhor, pois a relação médico/paciente deve ser aberta e honesta. Os bons médicos já estão acostumados a ter com seus pacientes esse tipo de conversa. Se você não se sente à vontade nem para conversar com ele ou se ele reagir mal é melhor desistir logo e procurar outro!

Para quem ainda não sabe, e ainda não bateu um papo com uma boa e experiente Doula, como por exemplo a Mara Freire (marafreir@gmail.com). gostaria de explicar de que o Plano de Parto é uma carta, ou nelhor, uma simples lista onde você relaciona tudo o que gostaria ou não gostaria que acontecesse em seu parto. Acaba sendo assim uma importante ferramenta que muito tem ajudado as mulheres, em expressar seus desejos, medos e sonhos em relação ao seu parto.

Você já sabe o que quer e o que não quer?

A vantagem de fazer fazer seu plano de parto, mais que um simples documento, é uma útil forma de você entrar em contato antecipadamente com os procedimentos normalmente relacionados com o parto e nascimento, atentando para o diálogo prévio com a equipe que irá te assistir.

Mas não vamos esquecer da flexibilidade que esta situação sempre necessita, sem radicalismos, ou seja, de que o Plano de Parto não é escrito “em pedra”, porque os melhores planos de parto reconhecem que as coisas podem não sair de acordo com o planejado. Você precisa escrever o plano de tal maneira que sua parteira ou médico não sintam que estão de mãos amarradas. Eles podem precisar recomendar um novo curso de ação que pode não ser aquele que você tinha originalmente esperado, mas que é melhor para seu bebê.

Criar o seu plano de Parto é uma oportunidade para refletir e discutir assuntos relacionados com o nascimento, envolvendo o seu companheiro, médico, parteira, enfermeira, doula ou outras pessoas envolvidas no seu parto. Mas crie um documento simples, claro e pouco extenso (uma página deverá ser suficiente).

Depois de feito, uma cópia deste Plano de Parto deve ser entregue a todas as pessoas que intervêm no nascimento do seu filho. Sugerimos que entregue também uma cópia, à Administração do hospital/maternidade onde nascerá o seu filho, bem como juntar uma cópia aos seus histórico médico gestacional (carteirinha de grávida apresentada á cada consulta, exames, ultra, etc), que será entregue á equipe hospitalar na hora de sua admissão para o parto. Ou se for ter um parto domiciliar ou em uma Casa de Parto, entregue á equipe responsável.

Lembre-se de que o parto não é um acontecimento totalmente previsível, pelo que será necessário adaptar o seu Plano de Parto, bem como sugestões de cartas e outras leituras que poderá fazer sobre esta questão, e destas, escolha apenas as que são realmente fundamentais para si!

Fizemos no site da Zazou uma recente pesquisa para saber se a grávida pretendia Filmar ou Fotografar ou não seu parto?

E o resultado mostrou de que a maioria de 45% quer sim faze-lo tanto em termos de vídeo como de fotos, querem os dois para guardar de lembrança destes que é sem dúvida um dos mais emocionantes e intensos da vida de uma mulher. Como não dá para descrever muito em palavras, talvez as fotos e o vídeo possam mostrar um pouco melhor este momento especial.

Depois 21% das gráqvidas, falaram que querem sim, mas apenas fotos, e 13% falou que prefere só video.

Porém 20% das grávidas disse que talvez por timidez ou não gostar mesmo que não quer nem foto e nem vídeo do parto.

E você o que vai fazer?

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Uma nova campanha incentiva o parto normal. Desta vez o alerta é da Agência Nacional de Saúde (ANS), que pretende atingir não só a gestante, mas amigos, familiares e a própria comunidade médica da rede de saúde suplementar.

Vejam mais detalhes no vídeo abaixo:

Vejam abaixo algumas das recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) em relação aoaAtendimento ao Parto Normal e algumas condutas que são claramente úteis e que deveriam ser mais encorajadas como por rexemplo:

1) Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado a seu marido/ companheiro e, se aplicável, a sua família.

2) Avaliar os fatores de risco da gravidez durante o cuidado pré-natal, reavaliado a cada contato com o sistema de saúde e no momento do primeiro contato com o prestador de serviços durante o trabalho de parto e parto.

3) Monitorar o bem-estar físico e emocional da mulher ao longo do trabalho de parto e parto, assim como ao término do processo do nascimento.

4) Oferecer líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto.

5) Respeitar a escolha da mãe sobre o local do parto, após ter recebido informações.

6) Fornecimento de assistência obstétrica no nível mais periférico onde o parto for viável e seguro e onde a mulher se sentir segura e confiante.

7) Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.

8) Apoio empático pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto.

9) Respeitar a escolha da mulher quanto ao acompanhante durante o trabalho de parto e parto.

10) Oferecer às mulheres todas as informações e explicações que desejarem.

11) Não utilizar métodos invasivos nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.

12) Fazer monitorização fetal com ausculta intermitente.

13) Usar materiais descartáveis ou realizar desinfeção apropriada de materiais reutilizáveis ao longo do trabalho de parto e parto.

14) Usar luvas no exame vaginal, durante o nascimento do bebê e na dequitação da placenta.

15) Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.

16) Estímulo a posições não supinas (deitadas) durante o trabalho de parto e parto.

17) Monitorar cuidadosamente o progresso do trabalho do parto, por exemplo pelo uso do partograma da OMS.

18) Utilizar ocitocina profilática na terceira fase do trabalho de parto em mulheres com um risco de hemorragia pós-parto, ou que correm perigo em consequência de uma pequena perda de sangue.

19) Esterilizar adequadamente o corte do cordão.

20) Prevenir hipotermia do bebê.

21) Realizar precocemente contato pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme diretrizes da OMS sobre o aleitamento materno.

22) Examinar rotineiramente a placenta e as membranas.

Por isto fique de olho nestes pontos.

Vejam só que absurdo este caso de uma mulher grávida de 9 meses, que foi à maternidade municipal Silvério Fontes em Santos (SP), com todos os sinais para ter o bebê. Mas como Josete da Silva esqueceu seus documentos, não pode ser internada. Resultado: ela foi colocada em uma sala de espera pelos funcionários e deu a luz a criança ali mesmo. O parto foi flagrado pela câmera do celular de um parente dela.

Vejam esta matéria do Jornal Hoje no vídeo abaixo:

O pai da criança conta que a gestante tinha muita dor e dizia que a filha estava nascendo. Em seguida, ele ajudou a mulher no parte e segurou a bebê. O homem contou que a médica só apareceu depois do nascimento para cortar o cordão umbilical. Roberta Vitória passa bem e é o terceiro filho de Josete.

A prefeitura informou que irá abrir sindicância para apurar possível caso de negligência…

Outro dia vendo uma cena da novela Paraíso da TV Globo em que o personagem Geraldo fica nervoso quando Maria Rosa lhe avisa que está sentindo dores e contrações, e fiquei curioso para saber como você acha que vai ser quando você começar a entrar em trabalho de parto? Como será a reação do seu marido?

Vejam como foi na novela no vídeo abaixo:

Será que vai ser assim com você? Você esta preparada?

Outro dia vendo a novela das 8 da TV Globo Viver a Vida, passou uma cena em que do parto da Sandrinha em que a mãe estava lá filmando este momento de grande emoção na vida de qualquer mulher, ainda mais quando é o primeiro filho.

Gostaria de saber se vocês pretendem filmar ou mesmo fotografar seu parto? Quem vai fazer isto para você um profissional ou alguém da família?

Vá a home do site da Zazou (www.zazou.com.br) e participe de nossa nova enquete!

E depois mande seus comentários aqui neste post…

Após 12 horas de trabalho de parto, Tereza Cristina de Araújo, 33, estava exausta. O planejado era Isabela nascer em casa, mas a menina que hoje tem 5 anos, veio já na 34ª semana de gestação. “Senti as contrações e, como ela era prematura, teve que nascer no hospital. Mas o parto não deixou de ser normal”, disse.

Na sala de parto do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, Cristina tentou várias posições para dar à luz o bebê esperado. No limite do cansaço, sua doula, acompanhante de gestantes que oferece apoio físico e emocional no pré e pós-parto, aconselhou: “vamos ao banheiro. Ficar embaixo do chuveiro vai ajudar na dilatação”. Sozinhas, Ana Cristina Duarte tentava acalmar a gestante recomendando que fizesse exercícios de respiração, enquanto a água quente que caia sobre seu corpo a ajudava a relaxar e acelerar o trabalho de parto.

“Lá, eu fiquei mais tranquila. A Cris me falou, ‘vai, você vai conseguir’. Fiz mais uma força e a cabeça da nenê saiu! Depois disso, os médicos entraram e puxaram minha filha. Ela nasceu ali mesmo, no banheiro do Hospital Santa Catarina! Meu marido cortou o cordão umbilical e a Isabela já ficou no meu colo. Foi muito emocionante”, contou.

A experiência de Tereza reproduz o parto humanizado. “O bebê nasce e já tem um contato imediato com a mãe, e o pai corta o cordão umbilical para já ter o sentimento de vínculo paterno”, explicou a chefe de ginecologia e obstetrícia do Centro de Parto Normal do Hospital de Itapecerica da Serra, Sheila Aparecida da Rocha. “Durante o parto, a gente deixa a paciente escolher a posição mais confortável para que o parto aconteça da forma mais natural. O bebê só é examinado pelo neonatologista após a primeira interação entre mãe e filho. Ele é amamentado e após uma hora de vida recebe medicação e vacinação”.

De acordo com o coordenador da equipe de obstetrícia do Hospital Santa Catarina, Eduardo Watanabe, os partos humanizados são recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). “É mais vantajoso para o bebê. Mais de 90% dos partos podem ocorrer em casa e 10% complicam de alguma forma e precisam de intervenção cirúrgica”, disse.

“Nesse tipo de parto, nós temos que assumir as etapas e não passar tudo para o médico. Optei pelo parto natural por causa dos benefícios para o bebê, que me encantaram. Enfrentei meus medos para fazer o bem para o meu filho”, disse Alexandra Swerts Leandro, 37, produtora cultural, grávida de seis meses do segundo filho. O primeiro, Felipe, de dois anos, nasceu após quatro horas de trabalho de parto normal.

A doula de Alexandra, Cristina Palzano Guimarães, 43, fisioterapeuta, explica o seu trabalho. “A doula deve ajudar a gestante a relaxar, com palavras de incentivo e exercícios físicos. Rebolar sobre a bola ajuda a encaixar o bebê. A massagem e bolsa de água quente ajudam a aliviar a dor e a água quente do chuveiro acelera o trabalho de parto”, disse. Para Cristina um dos partos mais emocionantes foi de uma gestante com deficiência visual. “Me sensibilizou muito, porque para ela era muito importante sentir o bebê sobre o seu colo”, contou.

Na maternidade do Hospital Universitário da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), que completou 14 anos neste sábado, já foram realizados 22.262 partos normais. “Nós procuramos o resgate da humanização do parto para a mulher ser protagonista do processo. Ela faz o próprio parto”, explicou Eli Camargo Siebert, chefe do serviço de obstetrícia da maternidade. “Também usamos métodos não-farmacológicos para aliviar a dor, como a bola embaixo do chuveiro e massagem”.

Nos últimos três meses de gestação, o casal tem acompanhamento da equipe e faz visitas à unidade para se familiarizar com o ambiente. “Nesse período, o casal faz um cronograma e o planejamento de parto. Fazemos encontro de casais grávidos e depois há encontros dos pais e os bebês que nasceram aqui na maternidade”, disse Siebert. “O pai pode acompanhar o parto e a participação dele é muito emocionante para toda a equipe”.

Em São Paulo, hospitais estaduais têm unidades anexas integrados ao SUS (Sistema Único de Saúde) para a realização de partos humanizados, chamadas casas de parto. Na Casa de Maria, anexa ao Hospital Santa Marcelina, no Itaim Paulista, são realizados em média 30 a 40 partos por mês. “A procura é baixa por falta de divulgação e pouca cultura de parto normal entre os profissionais de saúde”, afirmou o diretor técnico de obstetrícia, Marcos Wmawo.

Com base no modelo das casas de parto da Europa, Canadá e Japão, a Casa de Maria foi estruturada para que a mulher participar do parto e a família estar presente. De acordo com Wmawo, as pacientes são mulheres de classe média alta, bem informadas e com acesso à Internet. As equipes são formadas por enfermeiras obstetrícias, neonatologistas e pediatras.

As gestantes atendidas nas casas de parto são saudáveis e não apresentam fator de risco durante a gravidez. “A questão que envolve as casas de parto é a segurança, por isso muitas estão associadas ao hospital”, disse Eduardo Watanabe, obstetra do Hospital Santa Catarina. No Brasil, há resistência ao parto normal por um problema cultural”, explicou.

“A equipe está preparada para lidar com complicações médicas. A transferência para o hospital é questão de minutos”, afirmou Marcos Wmawo, da Casa de Maria. “A cultura da cesárea existe por comodidade. Muitas pacientes não questionam seus médicos se, de fato, não há a possibilidade de fazer parto normal”.

Os hospitais privados estão se adaptando para realizar partos humanizados. Os hospitais Santa Catarina, Albert Einstein, São Luís e ProMatre, todos em São Paulo, criaram salas adaptadas. “O aspecto da sala procura mimetizar o ambiente doméstico e se afasta do ambiente de uma sala cirúrgica. A iluminação é mais baixa e, no banheiro, tem uma banheira de hidromassagem”, explicou Watanabe. “O casal faz o planejamento do parto. A gestante pode estar acompanhada de uma doula desde que o hospital autorize”.

Mas as mães que não podem ter o bebê por parto normal, pode marcar uma cesárea natural. “Apesar de ser no centro cirúrgico, o ambiente da sala é mais humanizado, com música estilo new wave e iluminação baixa. Assim que nasce, o bebê fica no colo da mãe para ser amamentado e depois é colocado em um balde água aquecida com toda a equipe em silêncio para lembrar a vida uterina”.

O que era pra ser uma alternativa, virou praticamente regra: é por cesareana que nasce a maioria dos bebês no país.

Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendar que as cirurgias não ultrapassem 15% do total de partos, no Brasil esse índice chega a 90% nos hospitais particulares.

Há um bom tempo o governo tenta reduzir esses números. Para isso, chegou a estabelecer um limite para a quantidade de cesareanas que cada estado poderia realizar.

No vídeo abaixo do programa ViaLegal, a reporter Alessandra de Castro mostra que a essa medida gerou críticas e acabou questionada na Justiça:

E qual a sua opinião sobre o assunto? Você gostaria ter liberdade de escolha? Como será o seu?

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A Revista Veja fez algumas matérias sobre gravidez, inclusive uma delas sobre moda gestante, feita na loja da Zazou, que pode ver no seguinte link (http://www.youtube.com/watch?v=EWEpqRbtrcA) mas teve outras entre as quais uma sobre Parto.

Até por que sabemos bem de que o momento do parto é um dos mais delicados da gestação. E, dependendo do estado de saúde da mãe e do bebê, nem sequer é possível escolher o tipo de parto.

Veja mais detalhes no vídeo abaixo:

Ivete Sangalo quebrou o silêncio após o nascimento de Marcelo, seu primeiro filho. A cantora, que usou o Twitter durante toda a gravidez para se comunicar, deu sua primeira declaração pós-parto para a revista ‘Contigo’.

Ivete deixa o hospital com o filho Marcelo no colo

O que achei interessante foi que ela disse que nasceu para ser mãe, e que foi a maior felicidade da vida dela. Nem dormiu na primeira noite de tão ansiosa.

Mostrando um pouco do sentimento comum do nascimento de um filho, que é sem dúvida uma das maiores sensações de felicidade que temos na vida, algo dificil de explicar e que infelizmente acontecem poucas vezes conosco e temos mais que aproveitar ao máximo.

E como foi o nascimento do seu filho?

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Ivete Sangalo deu a luz seu primeiro filho neste final de semana no Hospital Português em Salvador.

Por volta das 18h, a cantora chegou ao hospital acompanhada do namorado, Daniel Cady. O menino nasceu de cesariana por volta das 21h e deve se chamar Marcelo. A

A criança vem exatamente um ano após Ivete ter perdido o primeiro bebê, mostrando que podemos sempre superar esta situação.

Desejamos sucesso para a mãe e saúde para o bebê!

Para diminuir o número de cesarianas foi inserida na cobertura dos planos de saúde a presença obrigatória de acompanhantes durante o parto, seja o pai, uma outra pessoa a pedido da mulher ou uma enfermeira obstetra.

Segundo levantamento realizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cerca de 85% dos partos feitos, em 2008, em hospitais particulares do Brasil foram cesarianas. Há cinco anos, esse índice era de 79,2%. Esse número deve ser encarado como um alerta, principalmente quando se leva em consideração o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 15% de cesáreas.

Com certeza, este aumento não se deve ao aumento de motivos reais para a realização deste tipo de parto, como os casos de alguns problemas cardíacos da mãe ou quando a placenta recobre o colo do útero. A maioria das cesáreas é agendada com antecedência. As razões para este aumento alarmante são culturais.

Muitas mulheres ainda temem as dores do parto normal “por não receberem informações adequadas”. A hora certa de ir para a maternidade é uma das principais dúvidas quando se chega ao fim da gravidez. Alguns sinais indicam que o momento está próximo, mas eles variam de mulher para mulher e diferem a cada gestação.

O mais provável é que o trabalho de parto se inicie na forma de cólicas-contrações. Esse é o sinal mais comum para 60% das mulheres. Outro indício de que chegou a hora é a ruptura da bolsa, identificável pelo vazamento de líquido amniótico pela vagina, que ocorre em 20% das gestações. O aviso de que a hora chegou também pode ser um pequeno sangramento. Apenas em menos de 2% dos casos, as mulheres não apresentam nenhum destes sintomas.

Conhecer estes sinais de alerta pode ser útil para avaliar, com mais precisão, principalmente na primeira gravidez, se realmente é o momento de pegar as malas e ir para a maternidade. É comum que no fim da gestação, a ansiedade aumente, o que costuma atrapalhar a interpretação correta destes indícios.

Embora as contrações sejam o prenúncio mais comum do início do trabalho de parto, na forma de cólicas, elas são também o sinal que mais confunde as grávidas. Isso porque o nono mês de gestação é um período no qual a mulher pode se sentir menos confortável com o corpo. É normal que ela esteja inchada, registrando uma pressão maior sobre os órgãos internos e sentindo mais o peso do bebê, que vai encaixando-se na pelve. Tudo conspira para que ela confunda pequenos mal-estares com cólicas.

Para ter certeza de que as dores são a do nascimento, saiba que inicialmente elas são pequenas, aparecem na parte final da coluna ou na bexiga e são acompanhadas do endurecimento do útero, diferentemente das contrações normais e indolores, que ocorrem a partir do quinto mês, quando a barriga endurece e amolece, sendo conhecidas como contrações de Braxton-Hicks.

Para evitar o vai-e-vem à maternidade, a grávida deve observar se as contrações são regulares, se a intensidade tende a aumentar e se o intervalo entre elas diminui. No primeiro filho, recomenda-se que a grávida espere para sair de casa quando contar contrações regulares a cada cinco minutos, por cerca de 40 minutos. A partir do segundo filho, principalmente se os outros nasceram de parto normal, é melhor não esperar tanto.

E se a bolsa romper?

Quando a bolsa que envolve o bebê se rompe, o nascimento costuma ocorrer em, no máximo, 24 horas. A ruptura da bolsa nem sempre é tão fácil de identificar. Quando acontece na parte inferior, um volume grande de líquido vaza de uma só vez. Se ela se dá em regiões mais altas, os jatos são intermitentes e menores, como se a grávida estivesse perdendo urina. Para tirar dúvidas, saiba que o líquido amniótico tem um cheiro bem diferente do da urina e a coloração lembra água-de-coco.

E diante de um sangramento?

O trabalho de parto pode ainda começar com um sangramento, conforme a localização da placenta. No caso das placentas conhecidas como baixas, prévias ou marginais, geralmente diagnosticadas no pré-natal, um sangramento vermelho-vivo poderá ocorrer nas primeiras contrações, ou mesmo sem elas. Já a perda do tampão mucoso, de aspecto gelatinoso, que protege a entrada do útero, indica que o fim da gravidez se aproxima. A perda, com ou sem sangramento, pode acontecer de algumas horas até 15 dias antes do parto.

Desde o início do pré-natal, procura-se conscientizar as gestantes que acompanhamos que não faltam avisos que indicam que o trabalho de parto vai começar. Nenhum bebê nasce tão rapidamente a ponto da mãe não perceber o gradual aumento dos sinais de que ele vai nascer… Se durante os nove meses a mãe for bem orientada e acompanhada, o parto normal passa a ser a escolha sua escolha natural.

A mulher precisa se sentir segura e confiante para dar à luz. A mais eficiente tecnologia para o sucesso de um parto é bem antiga: é o suporte emocional e o apoio que a mulher recebe de um acompanhamente de confiança durante o parto. Essa companhia pode ser do marido, da mãe, de sua irmã, de seu pai, de um filho ou de alguém próximo.

Não é fácil para uma mulher grávida, prestes a ter uma criança, chegar ao hospital sozinha. “É nessa hora que o apoio de um acompanhante pode contribuir para o sucesso desse momento. Estudos apontam que a presença de alguém de confiança da mãe na sala de parto tende a reduzir as chances de cesariana, as indicações de analgesia e o tempo do trabalho de parto, além de aumentar a satisfação da mulher.

Legalmente - Lei N ° 11.108, de 7 de abril de 2005 - é direito da mulher dar a palavra final sobre quem deve ficar ao seu lado nesse momento. Afinal, a pessoa que a acompanhará no parto precisa oferecer suporte emocional e fazer com que ela se sinta segura. Na maioria dos casos, quem cumpre esse papel é o marido.

Mas não há uma regra. É a mulher que, tendo liberdade de escolha, pode optar pela companhia da mãe, avó ou amiga(o). Se o marido for o acompanhante há benefícios adicionais. Já sabemos que é nos primeiros momentos de vida fora do útero que se estabelece o vínculo mãe-filho. Quando o pai está presente, ele participa desse processo e, a partir daí, a dinâmica familiar ganha outra dimensão.

Falamos muito sobre partos aqui neste nosso Blog, com o debate do parto normal e da cesária, mas desta vez queria falar um pouco de algo que vemos poucos nas grandes cidades, mas tão comum no interior e nas zonas rurais deste país, que são as chamadas “Parteiras“.

Para isto trago no vídeo abaixo uma reportagem do Globo Rural, aonde você vai acompanhar o momento mais importante do trabalho de uma parteira: o nascimento de um bebê, e verá um pouco da realidade de uma grávida trabalhadora rural no interior.

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Segundo um recente estudo realizado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, as meninas que começam a menstruar antes dos 12 anos têm mais chances de sofrer complicações ao dar à luz seu primeiro filho e de precisar da ajuda de cesárea ou fórceps.

Os autores do estudo, publicado no British Journal of Obstetrics and Gynaecology, afirmam que isso ocorre porque, se uma jovem começa a menstruar muito cedo, o útero fica exposto durante mais tempo aos hormônios femininos (estrogênios e progesterona), que, com o passar do tempo, complicam a tarefa essencial deste órgão no momento de dar à luz.

O diretor do estudo, o professor Gordon Smith, afirmou que essa descoberta “apoia a tese de que uma estimulação hormonal prolongada ao útero antes da primeira gravidez afeta diretamente o parto”.

Assim, ocorre uma espécie de “desgaste” do útero que aumenta a probabilidade de ter de recorrer à ajuda da cesárea ou do fórceps, assim como nos casos das mães de “primeira viagem” com mais de 45 anos.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram os partos de 3,739 mil mulheres que deram à luz pela primeira vez e observaram que aquelas que começaram a menstruar antes dos 12 anos eram mais propensas a precisar de algum tipo de intervenção médica.

Pelo contrário, aquelas que tiveram a primeira menstruação após os 15 anos conseguiam, na maioria, dar à luz sem nenhum tipo de ajuda complementar.

Relatos e estudos controlados randomizados sobre o apoio por uma única pessoa durante o parto, uma “doula”, parteira ou enfermeira, mostraram que o apoio físico e empático contínuo durante o trabalho de parto apresentava muitos benefícios, incluindo um trabalho de parto mais curto, um volume significativamente menor de medicações e analgesia epidural, menos escores de Apgar abaixo de 7 e menos partos operatórios.

Para quem ainda não sabe, uma “doula” é uma prestadora de serviços que recebeu um treinamento básico sobre parto, e que com isto está familiarizada com uma ampla variedade de procedimentos de assistência.

Fornece então um importante apoio emocional, consistindo de elogios, reafirmação, medidas para aumentar o conforto materno, contato físico, como friccionar as costas da grávida e segurar suas mãos, com explicações sobre o que está acontecendo durante o trabalho de parto e uma presença amiga constante.

Entretanto, o apoio reconfortante constante de uma pessoa envolvida diminuiu significativamente a ansiedade e a sensação de ter tido um parto difícil, numa avaliação feita por puérperas 24 horas após o parto. Também teve um efeito positivo sobre o número de mulheres que continuavam a amamentar 6 semanas após o parto.

Uma parturiente deve ser acompanhada pelas pessoas em quem confia e com quem se sinta à vontade seu parceiro, sua melhor amiga, uma doula ou uma enfermeira-parteira. Em alguns países em desenvolvimento, esta lista também poderia incluir a parteira leiga. Em geral, serão pessoas que conheceu durante sua gestação.

Os profissionais que prestam assistência obstétrica devem estar familiarizados tanto com suas tarefas médicas quanto com as de apoio, e ser capazes de realizar ambas com competência e delicadeza. Uma das tarefas de apoio do prestador de serviços é dar à mulher todas as informações e explicações que esta deseje e necessite. A privacidade da mulher no ambiente de parto deve ser respeitada. Uma parturiente necessita seu próprio quarto, onde o número de prestadores de serviço deve ser limitado ao mínimo essencial.

Entretanto, na vida real com frequência as circunstâncias são consideravelmente diferentes da situação ideal acima descrita. Em países desenvolvidos, muitas vezes as parturientes sentem-se isoladas nas salas de parto de grandes hospitais, cercadas por equipamentos técnicos e sem um apoio amigo por parte dos prestadores de serviços.

Em países em desenvolvimento, alguns hospitais de grande porte estão tão assoberbados por partos de baixo risco que é impossível fornecer apoio pessoal e privacidade. Os partos domiciliares em países em desenvolvimento frequentemente são atendidos por pessoal sem treinamento ou com treinamento insuficiente. Nessas circunstâncias, o apoio à parturiente é deficiente ou mesmo ausente, pois um número significativo de mulheres dá à luz sem nenhum tipo de parteiro.

As implicações destas declarações em relação ao local do parto e ao fornecimento de apoio podem ser muito grandes, porque elas sugerem que os prestadores de assistência obstétrica devem trabalhar numa escala muito mais reduzida. Deve-se fornecer assistência especializada na comunidade onde a mulher mora ou num local próximo, em vez de concentrar todas as parturientes numa grande unidade obstétrica.

Unidades de grande porte que realizam 50 a 60 partos por dia deveriam reestruturar seus serviços, a fim de poderem responder às necessidades específicas das parturientes. Os prestadores de serviços precisariam reorganizar os turnos de trabalho, a fim de satisfazer às necessidades de continuidade de assistência e apoio das parturientes. Isto também tem implicações de custo, e portanto torna-se uma questão política. Tanto países desenvolvidos quanto em desenvolvimento devem abordar e resolver essas questões, cada um de seu modo.

Em conclusão, o parto normal, desde que de baixo risco, necessita apenas observação cuidadosa por um parteiro treinado e competente, a fim de detectar sinais precoces de complicações. Não necessita intervenção, e sim estímulo, apoio e carinho. Podem-se elaborar diretrizes gerais sobre o que é necessário para proteger e estimular o parto normal.

Entretanto, cada país disposto a investir nesses serviços deve adaptar essas directrizes à sua situação específica e às necessidades das parturientes, assim como assegurar a presença dos elementos básicos, a fim de atender adequadamente as gestantes de baixo, médio e alto risco e aquelas que desenvolverem complicações.

Se estão então procurando esta pessoa, que é uma Doula ou educadora perinatal, queria indicar a Mara Freire, que é bem experiente no assunto, pois já faz este acompanhamento com gestantes há mais de 25 anos, no exterior e por todo Brasil. Um dos seus diferenciais acho que esta na sensibilidade e observação das dificuldades que as mulheres encontram no período entre gestação e pós-parto, oferecendo assim o seu trabalho, apoiando e orientando as futuras mamães. Bem legal, não?

Anotem aí os telefones de contato dela: (11) 8540-4637 ou (12) 8111-7973 ou pelo email: marafreir@gmail.com

Cesariana é o nome da cirurgina na qual o bebê vem ao mundo por meio de uma incisão na barriga da mãe. Essa intervenção é realizada em casos de emergência ou por opção.

Se for uma cesárea por opção, essa decisão é tomada junto com o seu médico nos casos em que um parto vaginal é desaconselhável. Recomenda-se a cesariana quando:

- O parto é múltiplo
- A mãe sofre de alguma doença, como hipertensão
- Há presença de placenta prévia (ou baixa)
- Há incompatibilidade sanguínea
- Há um atraso substancial no crescimento do feto
- A mãe possui herpes ativo
- A paciente já passou por cesarianas anteriormente

A cesariana de emergência é realizada quando o feto ou a mãe correm algum tipo de risco. Incluem-se aqui os casos de sofrimento do feto ou problemas com a mãe, que pode sofrer de eclâmpsia fulminante ou de hemorragia pré-parto, como no rompimento severo da placenta, por exemplo.

A maioria das cesarianas acontece com anestesia peridural ou espinhal (raquianestesia), a menos que se trate de uma emergência crítica, como uma hemorragia maciça, na qual a anestesia geral é aplicada.

Normalmente após a cesariana, o tempo de permanência no hospital é de três a cinco dias, uma das suas desvantagens é que a sua recuperação é mais lenta do que em um parto vaginal.

O estreptococo do grupo B é a causa mais freqüente de infeção neonatal precoce (até o sétimo dia de vida). Pode-se manifestar por septicemia (infecção generalizada), que se desenvolve mais freqüentemente até 72 horas após o parto, ou por infecções tardias representados por pneumonias ou meningites nas primeiras quatro semanas de vida.

O estreptococo do grupo B coloniza a vagina e o intestino de gestantes assintomáticas em 15% a 25%. Sendo que a infecção do recém-nascido ocorre durante o trabalho de parto.

Em razão da elevada incidência de portadoras assintomáticas e da alta mortalidade neonatal é recomendado que todas as gestantes sejam submetidas ao rastreamento do estreptococo do grupo B por meio da coleta do conteúdo vaginal e retal entre 34 e 37 semanas de gestação.

E o seu médico já lhe explicou e recomendou que faça isto?

Confirmada a presença do estreptococo do grupo B é realizado tratamento da gestante com antibiótico endovenoso no dia do parto. O tratamento anterior ao parto não é realizado, pois pode haver recolonização do estreptococo até o parto.

Mais informações sobre o assunto podem conseguir na Clinica da Dr. Tânia Schupp, que fica na Rua Dona Adma Jafet, 74 cj. 102 na Bela Vista em São Paulo, ou pelo tel: (11) 3257-1209 ou email: tania@schupp.com.br.

Você vai querer ter um parto normal ou cesárea? Tem medo? Dúvidas?

Se tem dúvidas veja o vídeo abaixo do You Tube com uma matéria que aborda do assunto e explica a diferença entre eles, respondendo as principais dúvidas, e informando para acabar com o preconceitos que ainda existem.

Mande seus comentários.

O bebê sente o carinho da mãe e o calor das mãos do médico logo que nasce. O Dr. Leboyer que criou o método, afirmava que o parto pelos métodos tradicionais é uma violência.

Veja o vídeo abaixo de um programa Fantástico bem antigo de 79 (30 anos) que já falava-se nisto

Os números do índice de partos impressionam: 84,5% dos partos em hospitais particulares e 31% dos nascimentos nas unidades públicas são cesarianas. O assunto gera controvérsia.

Por isto trago uma matéria do programa Bom Dia Brasil da TV Globo que aborda o assunto:

E qual a sua opinião sobre o assunto?

Em apenas dois meses, quatro mães que tiveram seus filhos no Hospital Moacyr Rodrigues do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, denunciaram o hospital pelo mesmo problema: afetados por um nervo, um dos braços dos bebês não tem movimento.

O detalhe é que os quatro bebês nasceram com mais de 52 cm, de parto normal, e o problema, em nenhum dos casos, segundo elas, foi informado pelos médicos.

É a mesma história: crianças grandes, um pouco acima do tamanho, elas tentam o parto normal, a criança começa a nascer, não sai, a equipe força e dá esse problema.

Segundo ele, se ficar comprovado que as lesões foram causadas por imperícia, os médicos podem ser indiciados por lesão corporal culposa, com pena que varia de seis meses a um ano de prisão. As crianças passaram por exames de corpo e de delito.

A dona de casa Elisângela de Holanda, de 28 anos, só percebeu que o braço de seu filho não mexia no dia seguinte ao parto. A criança nasceu no dia 15 de junho, com 58 cm e 4,650 kg.

“Conversei com a enfermeira, que marcou o pediatra. De lá, ele me encaminhou para um ortopedista. Ele falou que era problema no nervo, por causa do parto difícil, que tinha magoado o nervo”, lembra ela, que foi informada que só após seis meses saberá se a deficiência é permanente.

Apesar do diagnóstico parecido, Késia Aparecida de Oliveira, de 20 anos, ouviu um parecer mais pessimista dos médicos.

“Os ortopedistas dizem que vai ser muito difícil ele mexer o braço”, conta ela, que reclama do atendimento no hospital. “Nenhum médico avisou o que tinha acontecido. Já tinha feito quatro ultras e ele estava perfeito”, diz a dona de casa sobre o filho, que nasceu com 53 cm.

Foi num hospital infantil que Késia conheceu Clemilda Clemente, de 42 anos, que levava a filha com problema similar, depois de nascer no mesmo hospital.

“Resolvemos nos unir e ir juntas à delegacia”, conta Clemilda, que escutou ainda na sala de parto a médica comentando do ombro da criança. “Perguntei o que era e ela não me respondeu, só me mandou fazer força. O braço ficou bem torto mesmo”, diz.

O filho de Roberta da Silva Martins, que registrou queixa na última segunda-feira (3), nasceu com 53 cm. “Foi um parto complicado. Tava tudo perfeitinho e aconteceu o que aconteceu. Se fosse de Deus, eu até aceitaria, mas não foi”, desabafa a mãe de primeira viagem.

Mulheres grávidas com problemas de hipertensão devem optar por partos cirúrgicos, nos quais o trabalho de parto pode ser induzido sem dilatação a partir da 37ª semana de gestação, de acordo com um estudo divulgado recentemente pelo jornal médico britânico The Lancet.

As recomendações se aplicam principalmente a pacientes com pré-eclampsia leve, doença que causa hipertensão, inchaço e aumento de peso em mulheres grávidas. Pois a única forma de aliviar os sintomas, que em casos extremos pode levar à morte, é dar à luz.

Cerca de 7% de todas as gestações registram complicações causadas por doenças ligadas à hipertensão, incluindo a pré-eclampsia, que pode contribuir para o aparecimento de problemas de saúde durante a gravidez.

No entanto, ainda não se sabia se o melhor a fazer pela paciente era, em caso de hipertensão, realizar um parto induzido ou deixar que a gravidez seguisse seu curso natural.

Para descobrir, uma equipe de pesquisadores holandeses coordenada por Corine Koopmans, da Universidade Medical Centre em Groningen, submeteram 756 mulheres que já haviam passado da 36ª semana de gravidez a uma série de exames clínicos. Todas elas sofriam de hipertensão ou pré-eclampsia, e foram divididas em dois grupos misturados.

No primeiro grupo, as mulheres foram submetidas a cesáreas antes de entrarem naturalmente em trabalho de parto. No segundo, as parturientes foram monitoradas até o fim natural da gestação.

Menos de 30% das mulheres do primeiro grupo sofreram algum dos problemas identificados pelos pesquisadores, como a eclampsia, hipertensão grave ou acumulação de líquido no pulmão.

Todas as mães acompanhadas sobreviveram aos partos, assim como os bebês que nasceram durante a pesquisa.

Veja o vídeo abaixo que explica um pouco mais sobre as células estaminais e o congelamento do cordão umbilical:

Segundo levantamento realizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cerca de 85% dos partos feitos em 2008 em hospitais particulares do Brasil foram cesarianas. Sendo que há cinco anos, esse índice era de 79,2%, ou seja, esta crescendo.

Esse número deve ser encarado como um alerta, principalmente quando se leva em consideração o recomendado pela Organização Mundial de Saúde, OMS, que é de 15% de cesáreas.

Com certeza, este aumento não se deve ao aumento de motivos reais para a realização deste tipo de parto, como os casos de alguns problemas cardíacos da mãe ou quando a placenta recobre o colo do útero. A maioria das cesáreas é agendada com antecedência. As razões para este aumento alarmante são culturais.

Uma das razões é de que muitas mulheres ainda temem as dores do parto normal por não receberem informações adequadas.

Falando nisto, a hora certa de ir para a maternidade é uma das principais dúvidas quando se chega ao fim da gravidez. Alguns sinais indicam que o momento está próximo, mas eles variam de mulher para mulher e diferem a cada gestação. O mais provável é que o trabalho de parto se inicie na forma de cólicas-contrações. Esse é o sinal mais comum para 60% das mulheres. Outro indício de que chegou a hora é a ruptura da bolsa, identificável pelo vazamento de líquido amniótico pela vagina, que ocorre em 20% das gestações. O aviso de que a hora chegou também pode ser um pequeno sangramento. Apenas em menos de 2% dos casos, as mulheres não apresentam nenhum destes sintomas.

Conhecer estes sinais de alerta pode ser útil para avaliar, com mais precisão, principalmente na primeira gravidez, se realmente é o momento de pegar as malas e ir para a maternidade. É comum que no fim da gestação, a ansiedade aumente, o que costuma atrapalhar a interpretação correta destes indícios.

Embora as contrações sejam o prenúncio mais comum do início do trabalho de parto, na forma de cólicas, elas são também o sinal que mais confunde as grávidas. Isso porque o nono mês de gestação é um período no qual a mulher pode se sentir menos confortável com o corpo. É normal que ela esteja inchada, registrando uma pressão maior sobre os órgãos internos e sentindo mais o peso do bebê, que vai encaixando-se na pelve. Tudo conspira para que ela confunda pequenos mal-estares com cólicas.

Para ter certeza de que as dores são a do nascimento, saiba que inicialmente elas são pequenas, aparecem na parte final da coluna ou na bexiga e são acompanhadas do endurecimento do útero, diferentemente das contrações normais e indolores, que ocorrem a partir do quinto mês, quando a barriga endurece e amolece, sendo conhecidas como contrações de Braxton-Hicks.

Para evitar o vai-e-vem à maternidade, a grávida deve observar se as contrações são regulares, se a intensidade tende a aumentar e se o intervalo entre elas diminui. No primeiro filho, recomendamos que a grávida espere para sair de casa quando contar contrações regulares a cada cinco minutos, por cerca de 40 minutos. A partir do segundo filho, principalmente se os outros nasceram de parto normal, é melhor não esperar tanto.

E se a bolsa romper?

Quando a bolsa que envolve o bebê se rompe, o nascimento costuma ocorrer em no máximo 24 horas. A ruptura da bolsa nem sempre é tão fácil de identificar. Quando acontece na parte inferior, um volume grande de líquido vaza de uma só vez. Se ela se dá em regiões mais altas, os jatos são intermitentes e menores, como se a grávida estivesse perdendo urina. Para tirar dúvidas, saiba que o líquido amniótico tem um cheiro bem diferente do da urina e a coloração lembra água-de-coco.

E diante de um sangramento?

O trabalho de parto pode ainda começar com um sangramento, conforme a localização da placenta. No caso das placentas conhecidas como baixas, prévias ou marginais, geralmente diagnosticadas no pré-natal, um sangramento vermelho-vivo poderá ocorrer nas primeiras contrações, ou mesmo sem elas. Já a perda do tampão mucoso de aspecto gelatinoso, que protege a entrada do útero, indica que o fim da gravidez se aproxima. A perda, com ou sem sangramento, pode acontecer de algumas horas até 15 dias antes do parto.

Desde o início do pré-natal, é preciso conscientizar as gestantes que acompanhamos que não faltam avisos que indicam que o trabalho de parto vai começar. Nenhum bebê nasce tão rapidamente a ponto da mãe não perceber o gradual aumento dos sinais de que ele vai nascer.

Por fim se durante os nove meses a mãe for bem orientada e acompanhada, o parto normal passa a ser a escolha sua escolha natural.

Lembrando sempre que a mulher grávida precisa se sentir segura e confiante para dar à luz. A mais eficiente tecnologia para o sucesso de um parto é bem antiga: é o suporte emocional e o apoio que a mulher recebe de um acompanhamente de confiança durante o parto. Essa companhia pode ser do marido, da mãe, de sua irmã, de seu pai, de um filho ou de alguém próximo.

Não é fácil para uma mulher grávida, prestes a ter uma criança, chegar ao hospital sozinha. É nessa hora que o apoio de um acompanhante pode contribuir para o sucesso desse momento. Estudos apontam que a presença de alguém de confiança da mãe na sala de parto tende a reduzir as chances de cesariana, as indicações de analgesia e o tempo do trabalho de parto, além de aumentar a satisfação da mulher.

Pela Lei N ° 11.108, de 7 de abril de 2005, é direito da mulher dar a palavra final sobre quem deve ficar ao seu lado nesse momento. Afinal, a pessoa que a acompanhará no parto precisa oferecer suporte emocional e fazer com que ela se sinta segura.

Na maioria dos casos, quem cumpre esse papel é o marido. Mas não há uma regra. É a mulher que, tendo liberdade de escolha, pode optar pela companhia da mãe, avó ou de uma prima. Se o marido for o acompanhante há benefícios adicionais. Já sabemos que é nos primeiros momentos de vida fora do útero que se estabelece o vínculo mãe-filho. Quando o pai está presente, ele participa desse processo e, a partir daí, a dinâmica familiar ganha outra dimensão.

Depois que a gravidez é descoberta, chega a hora de decidir como será o parto. Antes mesmo do nome do bebê. Mas até aqui, falharam as iniciativas do governo federal para incentivar o parto normal. As mulheres preferem a cesárea. A maioria tem medo da dor.

Veja no vídeo abaixo uma matéria sobre o assunto no Jornal da Gazeta:

Você quer ter um parto normal ou cesárea?

A resposta para o questionamento, natural entre as grávidas, tem respostas diferentes entre as mulheres que têm seus filhos na rede pública de saúde e as que podem fazer o parto por um convênio médico.

Queria comentar aqui sobre um estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que aponta que 80,72% dos partos realizados em 2006 por planos de saúde são cesários, enquanto no Sistema Único de Saúde esse percentual cai para 30,14%.

E para ter uma idéia desta distorção a taxa de cesarianas recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de 15%, número muito abaixo do encontrado pela ANS no Brasil. Para especialistas, uma série de fatores explica a diferença.

De acordo com a ANS, foram realizados 390.171 partos no setor suplementar, sendo que desse total apenas 75.228 foram partos naturais. Já pelo SUS foram 2.144.846 procedimentos, dos quais 1.498.323 normais. Os números apontam um crescimento do percentual de cesarianas no País, que passou de 77,50% em 2005 para os 80,72% em 2008. Na rede pública também houve um aumento, embora menor, passando de 28,61% em 2005 para 30,14% em 2006.

A advogada Liliane da Costa Mendes de 25 anos, se enquadra no perfil. Grávida pela segunda vez, tem o parto cesário marcado. Ela diz que no primeiro queria fazer um parto normal, mas depois de uma conversa de três horas, o médico conseguiu convencê-la a fazer cesariana. “Ele disse que se eu tivesse condições financeiras, seria mas conveniente fazer a cesariana.” Entre os argumentos usados pelo médico estariam a falta de força suficiente da mãe para ter o bebê naturalmente, já que a criança teria mais de 40 semanas, a comodidade do agendamento e a anestesia, que faria ela não sentir dor. A segurança e a comodidade, no entanto, tiveram seu preço. “Eu paguei 900 reais na época. Só a contratação do anestesista dobrou o valor. Acho que se fosse normal sairia por uns 300 reais”. Neste parto, a cesariana foi escolhida desde o começo. O motivo é uma laqueadura que será realizada com o parto.

O integrante do Conselho Regional de Medicina (CRM-GO) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), o ginecologista e obstetra Aldair Novato da Silva, diz que uma série de fatores explicam a maior ocorrência de partos cesários. O primeiro deles é a decisão da grávida. “Acredito que esse percentual seja até maior. O primeiro fator é o próprio desejo da gestante. É uma questão cultural. Elas acham que o corpo não voltará ao normal, que afetará a vida sexual”.

Outro ponto citado pelo médico é quanto à rotina dos médicos, que têm uma agenda cheia. “Não se tem hoje o tempo que se tinha antes. O médico tem dois ou três locais de atendimento, o que dificulta ficar um tempo indeterminado em um parto, que pode demorar quatro, cinco horas”. O médico cita ainda a falta de estrutura dos hospitais para realizar os partos normais. “Tem muitos hospitais que se intitulam maternidade, mas não têm a infraestrutura necessária para a realização de partos normais”. Aldair aponta a questão financeira também como um dos fatores. “A remuneração também conta. Já se tentou remunerar melhor o parto normal, mas não se conseguiu”. O médico ressalta ainda que a maioria das denúncias feitas no CRM é de partos normais.

E você o que acha disto?

O parto é o momento mais importante da vida da mulher. Ele significa a continuação da família e a concretização do instinto maternal.

A mulher civilizada, ao contrário da mulher primitiva, perdeu a consciência de que o parto é um ato normal da vida e, adquiriu o medo ao parto natural.

Obstetras russos, ingleses e franceses, desde 1949 vinham demonstrando que o parto era um fenômeno natural e, portanto, sem dor, eliminando-se esta caso ocorresse por diversos fatores, como mau funcionamento das contrações do útero necessárias para saída do bebê do útero, má posição dentro do útero, ou de peso muito elevado ou, a bacia óssea estreita em relação às medidas do bebê. Estando estes componentes do parto normais, a dor das contrações uterinas, diziam aqueles obstetras era devido ao medo do parto, criando reflexos negativos e dolorosos, que podem ser eliminados preparando-se a mulher grávida ou não, para ter filhos, mediante pequenas noções sobre seu corpo e poucos e fáceis exercícios que praticará durante a gestação, no trabalho de parto e no momento do parto. Este treinamento denomina-se Processo Psicoprofilático de Preparo para o Parto.

Fica a dica de um bom livro sobre o assunto escrito pelo Mário Marques:

Livro do Mário Marques sobre Preparo para o Parto

Vejam só esta novidade de um novo teste, feito de forma rápida e indolor, usando gotas de saliva, que pode ajudar a indicar se a grávida corre o risco de entrar em trabalho de parto prematuramente.

Esta novidade foi publicada em uma recente pesquisa no renomado “British Journal of Obstetrics and Gynaecology“.

O estudo, feito com 92 mulheres com gravidez de risco, identificou que mulheres que acabam tendo partos prematuros também têm níveis muito baixos de hormônio progesterona a partir do quinto mês de gestação.

A descoberta é importante, já que os obstetras podem, a partir do resultado do exame, prescrever medicamentos que estimulem o crescimento do pulmão do feto, prevenindo possíveis infecções e incapacidade respiratória nas semanas seguintes ao nascimento.

Agora, o desafio dos pesquisadores é desenvolver um teste barato e rápido que possa diagnosticar este risco em larga escala e, por consequência, diminuir as complicações de saúde nos bebês prematuros.

Embora a relação entre baixos níveis de progesterona e partos prematuros ainda não esteja clara, acredita-se que as propriedades anti-inflamatórias do hormônio previnem uma série de infecções bacterianas, uma das principais causas de nascimentos fora de hora.

Você quer parto normal ou cesárea? E o seu médico o que ele quer?

Pesquisa da Fiocruz com 430 mulheres atendidas em hospitais particulares do Rio mostra que, no início da gestação, mais de 70% diziam preferir parto normal, mas apenas 10% conseguiram.

Veja o caso da Renata Rose de 35 anos, que por sinal está grávida novamente, mas que quando engravidou pela primeira vez, a Renata Rose de 35, trocou de médico para garantir que sua opção pelo parto normal seria respeitada.

E você teria coragem de fazer isto também?

“Era meu ginecologista há dez anos, mas, quando fomos conversar sobre o parto, ele começou falando que o melhor era planejar o nascimento antes de 36 semanas, pois uma outra paciente que preferiu esperar perdeu o bebê. Achei aquilo um terror desnecessário”, conta.

No caso de Paula Vargas de 28 anos, o médico foi mais direto: “Ele me disse que não fazia parto normal porque o plano de saúde pagava apenas R$ 500 pelo procedimento.”

Que absurdo não?

Maria de Lourdes Teixeira, professora de ioga de Paula e Renata e que há 31 anos trabalha com gestantes, diz que as grávidas estão mais conscientes de seus direitos. E para isto que estamos aqui para ajudar ainda um pouco mais…

“Tenho conversado muito com as gestantes para não se colocarem numa posição de pacientes. Elas são clientes e têm direitos”, diz.

Olivia Tolentino, 29, cujo filho nasceu no ano passado nos EUA, faz um relato diferente. Ela diz que a médica estranhou sua pergunta sobre o melhor tipo de parto. “Ela me disse que a cesariana não era uma opção, mas uma indicação médica, e me alertou que o plano não pagaria o parto se eu fizesse cesariana apenas por vontade própria.”

Olivia diz que várias amigas ficaram grávidas ao mesmo tempo no Brasil. “Me surpreendeu que, no Brasil, todas diziam preferir parto normal, mas, por algum motivo, fizeram cesáreas.”

E com você como vai ser?

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Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que o número de cesáreas entre as mulheres brasileiras que detêm plano de saúde é altíssimo: chega em 82,3%, índice que subiu entre 2007 e 2008, quando o porcentual era de 81,3%.

Nos hospitais que atendem plano de saúde, a média de partos cesarianos é mantida em torno de 80%. Já nos hospitais conveniados ao SUS (Sistema Único de Saúde), a média de cesáreas fica em torno de 25%. Os números vão na contramão do que orienta o Ministério da Saúde, que tem realizado inúmeras campanhas de estímulo ao chamado parto normal.

Há alguns anos, o Brasil era o campeão mundial em cesáreas mas que, mas isto esta mudando devido principalmente ao trabalho desenvolvido pela ANS, esse título saiu das mãos dos brasileiros.

A mudança, contudo, aconteceu apenas no âmbito do serviço público, pois, na esfera privada, esses índices ainda são elevadíssimos, se levarmos em consideração o que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 15% de cesáreas.

Seria necessário uma regulamentação do governo também para o setor privado?

Outra questão é a valorização do profissional médico que, hoje, ganha a mesma remuneração para fazer os dois tipos de parto, sendo que o parto vaginal demanda uma disponibilidade muito maior por parte dele.

Sabemos que é fundamental também um trabalho educativo para esclarecer alguns mitos em torno do parto vaginal, tido, comumente, como mais dolorido para a mulher. Tem paciente que até quer fazer o parto normal, mas quando sente a primeira contratação pede ao médico que opere. E, hoje em dia, essa questão da dor já está muito mais controlada, com anestesia e analgesia específicas. Sendo que a cesárea acaba sendo mais arriscada tanto para a paciente quanto para o bebê, por se tratar de uma intervenção cirúrgica.

A mulher que faz o parto normal, seis horas depois já está dando piruetas pelo hospital. Mas aquela que faz a cesárea leva muito mais tempo para se recuperar.

Um dos primeiros exames que seu filho vai fazer logo depois de nascer é o teste do pezinho, uma triagem do neonatal. Mas você sabe por que ele é indispensável?

A revista Crescer da Globo, fez uma interessante matéria e um vídeo sobre o assunto, que tomo a liberdade de trazer para sua informação:

A Crescer acompanhou um teste em uma maternidade e como é feita a análise do exame na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), que avalia metade dos testes realizados no estado de São Paulo.

O teste básico é obrigatório e gratuito no Brasil.

Ele engloba quatro doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias e fibrose cística.

Na rede privada, a maioria das maternidades oferece o teste do pezinho ampliado, (chamado de master ou plus), que pode contemplar mais de 30 doenças, como galactosemia e toxoplasmose congênita. Em algumas delas o exame é gratuito, nas em outras pode chega a custar mais de R$ 470.

Ele deve ser feito até 48 horas depois do nascimento, desde que o bebê tenha mamado.

Pois é o tempo necessário para ativar o metabolismo. Alguns diagnósticos dependem da ingestão do leite. E o resultado é entregue em até 20 dias. Se algum problema é detectado, repete-se o teste. Essa convocação não significa necessariamente que a criança tenha alguma doença. De qualquer maneira, quando o problema é descoberto precocemente, são maiores as chances de evitar complicações e sequelas.

Esse teste á uma coleta de sangue, por isso pode ser feita em outras partes do corpo, como no braço. O exame ganhou este nome porque, nos primeiros programas de triagem neonatal, a coleta era feita na parte lateral do pé do bebê, que é mais irrigada e dói menos.

Bebês amamentados durante o teste do pezinho sentem menos dor. A constatação é da enfermeira Adriana Moraes Leite, do Hospital das Clínicas, que comparou o comportamento de 60 recém-nascidos. Durante a fase da coleta, apenas 45,2% dos bebês amamentados choraram, contra 100%. Além disso, a amamentação ajudou a normalizar a frequência cardíaca dos pequenos.

Em alguns países, a incidência de determinadas doenças é maior que em outras. Por isso, os testes de rotina variam. Na França, por exemplo, há muitos casos de toxoplasmose. Em Israel, analiza-se a atividade de fosfato 6 desidrogenase, uma enzima que protege as hemácias de se desmancharem mais cedo do que deveriam. No Brasil, não há estudos sobre a incidência.

Vejam mais no vídeo abaixo da Crescer:

Demorou, mas chegou! Nasceu na noite desta terça-feira, 21, às 20h14, aproximadamente, Rafaella Pinheiro Justus, filha do casal de apresentadores Ticiane Pinheiro e Roberto Justus. Rafaella nasceu com 3,5kg e 48,5cm. O bebê veio ao mundo através de uma cesariana no hospital Albert Einstein em São Paulo.

Ficamos muitos felizes pelos três, pois tivemos a oportunidade de participar um pouco desta fase tão bonita da gravidez da Ticiane, que ela curtiu e aproveitou bastante, sendo que inclusive nos deu o prazer de se vestir neste período com as nossas roupas. Além do que, tambpem fez questão de ser a estrela do nosso catalogo de alto inverno 2009 de roupas de grávida da Zazou Gestante.

Ticiane Pinheiro Grávida como Modelo do Catalogo de Alto Inverno da Zazou Gestante

“O cordão umbilical e a posição do bebê, que estava alto, impossibilitaram o parto normal.”, contou a avó materna Helô Pinheiro. Segundo Helô, Rafaella puxou a família do pai. “Ela parece com o Justus. Ele assistiu ao parto, deu o primeiro banho, se emocionou e chorou muito. São nessas horas que as pessoas podem ver esse outro lado dele, afetivo, humano. Ele sempre foi um paizão.”

A previsão inicial era a de que Rafaella nascesse na sexta-feira, 17. No sábado, 18, Ticiane até sentiu algumas contrações, mas não teve dilatação e, depois de ser examinada por um médico, voltou para a casa.

Ticiane Pinheiro está no quarto e já amamentou Rafaella pela primeira vez. “Minha filha ainda não pode falar, mas isso é normal por causa da cesárea. Para se comunicar, ela está escrevendo”, explicou Helô – que vai passar a noite com a filha. Ticiane e Rafaella passam bem e ainda não têm previsão de alta.

Desejamos que ela cresça com muita saúde e beleza. Que faça o mesmo sucesso que os pais.

Todos acreditavam que a anestesia prolongava o parto vaginal, pois a gestante não teria força para expulsar o bebê. A técnica da analgesia é a mesma para um parto ou para uma cirurgia os medicamentos e as doses é que são diferentes.

A picada quase não dói, você sente apenas ardor leve e rápido, porque o local é anestesiado antes de colocar a agulha ou cateter, na hora da aplicação a gestante fica sentada ou deitada de lado,com as costas curvadas e ela será aplicada na região lombar.

Os tipos de anestesia são: peridural, raquianestesia e a combinada (peridural+ráqui).

A peridural tira a sensibilidade da região pélvica e pernas, mas a gestante continua em trabalho de parto, só que com menos dor. Pode ser uma dose ou peridural cotínua, mais usada em partos vaginal, nesse caso por meio de um cateter, o anestésico é injetado conforme a dor. Já a raquidiana, costuma ser usada em cesáreas, ela é aplicada num estágio avançado do parto e tem efeito rápido e de longa duração,e ela atinge a mesma região da peridural.

A combinação das duas (peridural + ráqui) é a predileta dos médicos, pois reúne alívio imediato e anestesia contínua. Primeiro você recebe uma dose da ráqui e ,pela, mesma agulha, a peridural, a medida da sua dor, e se no meio do caminho for preciso fazer cesárea é só aumentar a dose de ráqui.

A analgesia costuma ser feita quando a gestante está com 5 cm de dilatação, com a aplicação a dor fica reduzida a de uma cólica menstrual, os médicos preferem esperar esse tempo, pois as primeiras contrações são importantes pra ajudar o bebê a ajustar suas funções.

Os anestésicos atuais são menos tóxicos e alergênicos, mais é normal após o parto a mulher sentir, dor de cabeça, coceira, tremor, queda de pressão e da temperatura, tudo facilmente controlado pelos médicos.

O Programa Globo Comunidade fez recentemente uma interessante matéria em que mostra que a convivência entre mãe e bebê é fundamental logo depois do parto. O objetivo da maternidade é humanizar cada vez mais o contato entre os pais e o recém nascido. No colo da mãe, o bebê se sente seguro, protegido e amado.

Veja o vídeo abaixo:

Em artigo publicado em revista especializada, o médico obstetra e professor da Universidade de Nottingham, Denish Walsh, argumenta que a dor do parto tem uma série de efeitos benéficos para a mulher e o bebê.

Ele afirma que a dor é um rito de transição que fortalece o vínculo entre mãe e filho e prepara a mulher para as responsabilidades da maternidade.

Sem desprezar o uso da anestesia epidural, Walsh lembra que esse recurso tem sido utilizado de modo exagerado. Segundo ele, não usar anestesia contribui para os aspectos fisiológicos do parto.

No Reino Unido, o uso da anestesia aumentou 17% entre 1989 e 1990 e 33% de 2007 para 2008.

Walsh recomenda outras alternativas de alívio à dor, como ioga, massagem e tratamentos em piscinas.

Em recente pesquisa da Folha de SP, aprox. 70% das mulheres que participaram disseram preferir um parto sem dor e com anestesia, e outras 30% preferiram que seja mais natural possível mesmo com dor.

Estamos fazendo a mesma pesquisa na home do site da Zazou (www.zazou.com.br). Não quer participar?

E você o que acha? Vai querer parto com ou sem dor?

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Não entendo muito disso, mas me disseram que estou no 6º mês de gestação”, brincou Ivete Sangalo, durante a gravação do programa Hebe, na tarde da segunda-feira 29, em São Paulo.

Toda vez que tem uma grávida famosas é sempre a mesma coisa, aquela velha polêmica sobre cesárea e parto normal.

Vejam só o que ela disse que quer para ela…

O bebê da cantora e de seu namorado, Daniel Cady, deve nascer em meados de outubro. “Adoraria fazer parto normal, mas se meu filho puxar a mim não vai dar. Nasci com 5,5 kg e fui a única dos seis filhos que minha mãe precisou fazer cesárea”, disse a cantora.

E você vai de normal ou cesárea?

Com muita disposição, Ivete dançou e pulou com o público. Gostei bastante quando ela disse pata todas que “Gravidez não é doença. Vou trabalhar até o último momento“. Concordo plenamente. Fica a mensagem…

E você também vai trabalhar até o final da sua?

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Não sei se estão acompanhando pela mída este caso, mas achei importante mostrar aqui de que as providências estãos endo tomadas e que há consequências e responsabilidades.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou que já identificou e suspendeu o médico do Hospital Miguel Couto que orientou na última quinta-feira a gestante Manuela Costa, de 29 anos, a ir de ônibus para a maternidade municipal Fernando Magalhães, em São Cristóvão, e escreveu com caneta no braço da paciente o nome da unidade e as linhas de ônibus (460 e 476) que ela poderia que pegar para chegar no local.

Manuela apresentava gravidez de alto risco devido a um descolamento prematuro de placenta (DPP) e acabou perdendo o bebê após passar por uma cesariana.

De acordo com a secretaria, o profissional, cujo nome não foi divulgado, ficará afastado de suas funções até o fim das investigações, previstas para serem concluídas em até três semanas. O prefeito Eduardo Paes e o secretário de Saúde, Hans Dohmann, afirmam que ele poderá ser demitido caso as denúncias sejam comprovadas.

Manuela tem previsão de alta para hoje, mas isso dependerá de seu quadro clínico. Outras duas mulheres que foram tratadas da mesma forma no Miguel Couto, Walquíria Gonçalves Bernardo, de 22 anos e Maria José Campos Freitas, de 27, deixaram a Fernando Magalhães neste domingo. Ambas deram à luz e os filhos passam bem. De acordo com a Secretaria de Saúde, o procedimento correto seria providenciar ambulâncias para transportar as gestantes até a maternidade.

Tia de Manuela, Maria José da Silva Costa contou neste domingo que, há três anos, a sobrinha passou por constrangimento semelhante no Hospital Miguel Couto quando estava grávida do segundo filho. Ela também estava com gravidez de alto risco e o Miguel Couto não a atendeu e a mandou para uma maternidade.

A gestante passou por momentos dramáticos no caminho do Miguel Couto à maternidade. Segundo o vereador Carlos Eduardo de Mattos (PSB), presidente da Comissão de Saúde Pública da Câmara Municipal, Manuela contou que o ônibus indicado pelo médico a deixou longe da Fernando Magalhães e teve que pedir carona a um desconhecido em uma rua de São Cristóvão para levá-la até o local.

Segundo Carlos Eduardo, Manuela ainda lhe contou que funcionários do Miguel Couto falaram que não podiam atendê-la porque a maternidade estava superlotada e a enfermaria passava por obras.

Segundo pessoas que estiveram com as gestantes Maria José e Walquíria, elas disseram ter sido avisadas pelo médico do Miguel Couto que, após pegar o ônibus, precisariam subir uma “ladeirinha” para chegar à maternidade.

De acordo com o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, no Miguel Couto há 43 leitos para grávidas mas 11 não são usados devido às obras, e funcionários denunciaram que o cardiotocógrafo, usado para diagnosticar a os fetos, não estaria funcionando.

O vereador acrescentou que Manuela fez o pré-natal no Miguel Couto em 11 consultas, número insuficiente, segundo ele, e que ela disse ter visto duas ambulâncias paradas quinta-feira no hospital.

A tia de Manuela disse que a família não pretende, por enquanto, tomar providências contra a Prefeitura mas reclamou do atendimento no Miguel Couto. O hospital jamais poderia ter mandado a Manuela a outro lugar porque ela fez todo pré-natal lá. Se não tivesse ido de ônibus, talvez tivesse tempo de salvar o bebê.

Maria José questionou a possibilidade de a Prefeitura punir os responsáveis.

Vejam o vídeo abaixo da campanha pelo Parto Natural do COREN (Conselho Regional de Enfermagem):

Fica a dica…

Saiu uma materia interessante no jornal New York Times que trago para sua informacao.

Voce ja viu algum video sobre gravidez e parto no YouTube?

Eu mesmo ja postei varios videos aqui neste blog…

Pois quando chegou ao oitavo mês de gravidez, Rebecca Sloan, bióloga de 35 anos de Mountain View, Califórnia, havia lido todos os livros preparatórios, feito aulas de parto, participado de conversas online e ainda não tinha ideia do que iria acontecer.

Por isso, como inúmeras mães antes dela, Sloan digitou “parto” no sistema de buscas do YouTube. Como resultado ela teve acesso a milhares de vídeos, mostrando desde uma mulher que deu à luz hipnotizada, até cesarianas e partos dentro de banheiras especiais.

“Eu queria ver tudo”, disse Sloan. E ela viu, graças a mulheres como Sarah Griffith, 32, de Atlanta, que quando deu à luz seu filho Bastian convidou suas melhores amigas para acompanhar. Uma operou a câmera, capturando as contrações, o surgimento da cabeça do bebê e seu primeiro choro. Depois, Griffith publicou a gravação no YouTube em nove capítulos, que foram vistos mais 3 milhões de vezes. “O parto é algo lindo e eu não sou tímida”, disse Griffith.

Papais e mamães diretores como Griffith vêm seus filmes caseiros como uma forma de desmistificar o parto ao mostrar para outras mulheres e seus assustados maridos imagens transparentes que, de outra forma, eles não veriam até que as contrações começassem.

Se o YouTube pode ilustrar como solucionar o Cubo Mágico, escolher um cadeado e preparar um ovo frito, talvez também possa mostrar como se dá à luz.

Recentemente, um casal britânico ficou famoso depois que a mulher fez o parto apenas com a ajuda do marido, orientado por um tutorial do YouTube.

Inevitavelmente, o parto contém cenas que desafiam não apenas as regras do site, mas também as convenções sociais sobre propriedade. “A nudez é geralmente proibida no YouTube”, disse Victoria Grand, chefe de política do site. “Mas fazemos exceções para vídeos que são educacionais, documentários ou científicos.

Funcionários do site verificam constantemente os vídeos publicados e restringem o acesso de menores de 18 anos. Material explicitamente médico é uma das exceções, permitindo que ciberpacientes compartilhem vídeos de colonoscopias, retiradas de apêndices e cirurgias. A maioria dos partos é restringida por idade.

No começo, Sloan diz ter ficado tímida ao ver os vídeos. Ela se lembra de um no qual um casal falava alemão ou holandês e ele abraçava a mulher gentilmente por trás enquanto ela se contorcia. Logo, Sloan estava chorando. “Era realmente emocionante”, ela disse. “Os vídeos são tão pouco sensacionalistas, eles geralmente não são editados e as pessoas que os fizeram não ganham dinheiro com isso. Por isso parece ser genuíno”.

As mulheres entrarem no YouTube para ver partos é uma inclinação natural, disse Eugene Declercq, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston. “Há cento e cinquenta anos as mulheres viam partos com certa regularidade - de suas irmãs e vizinhas”, ele disse, acrescentando que apenas no século 19 o parto deixou de ser feito em casa. “Agora, com o YouTube, voltamos atrás e as mulheres têm essa oportunidade de volta”.

Onze meses atrás em Mountain View, Sloan gravou o parto de seu filho, Urban. Ela disse que não se sente confortável em publicá-lo no YouTube e que não tem certeza do que seu marido diria a respeito. Ainda assim, eventualmente ela pensa que seu vídeo será mais um testemunho público da agonia e beleza de um parto.

“Para mim foi tão bom ver aqueles vídeos”, disse Sloan, “e eu sou grata às famílias que compartilharam isso e quero retribuir este favor”.

Quais os videos que voces recomendam que sejam vistos?

Mandem por favor sugestoes deles nos comentarios deste post…

A Folha trouxe uma matéria interessante que fala que praticar exercícios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerância à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o índice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.

No SUS, a taxa de cesáreas é de 28% e na rede privada e suplementar chega a 90%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o índice seja de, no máximo, 15%.

Na pesquisa, foram avaliadas 132 gestantes do primeiro filho, com gravidez a termo: 70 foram acompanhadas por fisioterapeuta e fizeram os exercícios preconizados no trabalho de parto e outras 62 tiveram acompanhamento obstétrico normal, sem os exercícios. As gestantes do estudo foram orientadas a ficar em várias posições, fazer movimentos articulares e pélvicos, relaxamento do períneo e coordenação do diafragma.

A fisioterapeuta Eliane Bio, autora do estudo, diz que, além da redução do número de cesáreas, os exercícios diminuíram a dor e a duração do trabalho de parto de 11 para 5 horas. “Nenhuma parturiente do nosso grupo precisou de analgésico.” No grupo controle, 62% usaram drogas de analgesia.

No Brasil, exercícios no trabalho de parto estão restritos aos poucos centros médicos que incentivam o parto normal, mas, em países como a Inglaterra e a Alemanha, vigoram há mais de 40 anos. Na França, toda grávida é orientada a fazer ao menos 12 consultas com o fisioterapeuta no pré-natal.

Segundo Bio, os exercícios remetem à livre movimentação que, no passado, a mulher tinha em casa durante o parto. “Temos que estimular as habilidades do corpo da mulher para o parto, prevenindo traumas no períneo, levando a uma vivência menos dolorosa, resgatando a poesia do nascimento.”

Segundo ela, os procedimentos fisioterápicos preconizam a participação da mulher em todo o processo de parto, com a livre escolha de posições durante as contrações.

O obstetra Artur Dzik, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, diz que o estudo é benfeito (prospectivo, randomizado e com um número significativo de voluntárias). “Tudo o que estimula responsavelmente o parto normal é bem-vindo num país com altíssima incidência de cesárea.”

Para ele, o ponto principal do trabalho foi ter mostrado que o acompanhamento fisioterápico retarda a necessidade de analgesia, diminuindo o tempo do trabalho de parto.

Na opinião de Renato Kalil, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz, o mérito do trabalho de Bio é ter “colocado no papel” a eficácia dos exercícios. “Minhas pacientes fazem isso há 22 anos, mas ainda são exceções. Na maioria dos hospitais, a grávida fica deitada esperando a hora da cesárea.”

Ele pondera que o trabalho não consegue demonstrar de que forma ocorre o relaxamento provocado pelos exercícios. “Um médico adepto da cesárea diria que seria preciso medir os impulsos elétricos do músculo para comprovar o relaxamento. Mas, na prática, sabemos que a movimentação funciona.”

Você imagina o que é ter um bebê e só poder tocá-lo, pegá-lo no colo 85 dias depois do parto? Quase três meses sem sentir o cheiro dele, sem amamentar, sem poder ser mãe?

Esta é a história que o programa Fantastico de ontem contou de uma secretária chamada Amanda, do marido Alexandre e da pequena Bruna. Uma história emocionante e de final feliz.

“Vai ser muito emocionante, vai ser algo que vai ficar marcado”, confessou o representante comercial Alexandre Paton, marido de Amanda. “Eu estou ansioso de ter a nossa família, que era nosso sonho, e rezando para nunca acontecer mais nada”.

Alexandre esperou 85 dias por esse momento. Sua filha, Bruna, uma bebezinha de quase três meses, vai ganhar o colo da mãe pela primeira vez. É o fim de um pesadelo que quase destruiu a família. Amanda teve uma gravidez tranquila, mas na 34ª semana de gestação começou a sentir uma dor estranha.

“Foi uma dor na nuca. Essa dor foi descendo. Desceu para as costas inteiras, desceu para a lateral da barriga e veio para a barriga”, contou Alexandre.

No hospital, em São Paulo, os médicos viram que Amanda estava com anemia e resolveram interná-la. “Constataram um pouco de líquido acima do fígado”, explicou Alexandre.

Em menos de doze horas, o quadro se agravou muito. Mãe e filha poderiam morrer em questão de minutos. O parto prematuro foi feito às pressas. A cirurgia tinha de ser feita com anestesia geral. Nesses casos, os médicos têm apenas dois minutos para tirar o bebê da barriga da mãe.

Foi tudo muito rápido. A equipe abriu o abdômen, tirou o bebê e cortou o cordão umbilical em apenas um minuto. Normalmente, isso leva entre quatro e cinco minutos.

Terminada a cesariana, o cirurgião encontrou a causa das dores: o fígado de Amanda tinha se rompido e arrebentado. “Parecia uma torneira aberta, de tanto sangue que saía”, lembrou o marido.

Bruna nasceu bem, mas Amanda passou 21 dias em coma induzido na UTI. O que aconteceu com ela? Especialistas ouvidos pelo Fantástico acreditam que ela teve a Síndrome Hellp. Esta síndrome é uma complicação da gravidez que provoca uma lesão dos vasos sanguíneos do fígado. O órgão incha e pode se romper.

“Acontece, na maioria das vezes, nas doenças hipertensivas da gravidez”, explicou o obstetra Alberto d’Auria. Só que Amanda não tinha pressão alta, o que aumenta o mistério. Alexandre chegou a levar Bruna à UTI para a mãe conhecer.

“Ela ficou dois minutos com a Bruna perto, não tocou, não fez nada, mas ficou com a Bruna próxima. Logo após a Amanda desabou em uma crise. Foi a pior crise que a gente lembra dela. Ela ficou praticamente 30 dias de coma induzido de novo”, contou o marido.

Com embolia pulmonar e infecção causada por fungos, o estado de saúde de Amanda era quase terminal. “Foi, assim, uma guerra, uma batalha”, comparou o obstetra Arnaldo Bagdade.

Para a surpresa dos médicos, Amanda se recuperou e saiu da UTI. Agora, quase três meses depois do nascimento, vai pegar a filha nos braços pela primeira vez.

“Ela fala que tem medo de que a Bruna não a sinta como mãe, medo que não a reconheça, que não saiba segurar, que não saiba dar de mamar, essas coisas todas. Tenho certeza de que na hora que a Bruna estiver no colo dela, vai ser maravilhoso”, espera o pai.

“Minha princesa, como ela é linda”, se emociona Amanda. “Parabéns! Nossa filha, nosso sonho”, diz Alexandre.

Como é que foi conhecer a Bruna?

“A maior emoção da minha vida. Eu nasci de novo. Tenho que agradecer a todo mundo, em especial a Deus, que me trouxe a vida de volta”, contou Amanda.

Amanda elogia o marido: “Esse aqui também é muito especial. Ele sempre acreditou em mim”.

“Graças a Deus estou com as minhas duas princesas, as mulheres da minha vida. Agora, daqui pra frente, é só felicidade” comemora Alexandre.

“Amanda não vai ter qualquer tipo de sequela. Ela vai continuar ovulando, vai continuar menstruando. Dando um intervalo até que ela se recupere, ela pode engravidar outra vez, com certeza. Difícil dizer, mas eu acredito que ela não corre o risco de ter isso outra vez”, garante o Alberto d’Auria.

A equipe do hospital disse que vai mandar o caso de Amanda para ser estudado na universidade americana de Harvard. Para a mamãe, a ordem é repouso total por três meses e fisioterapia. Os braços ainda não aguentam os quatro quilos de Bruna.

“A sua mamãe ainda está fraquinha, mas eu vou cuidar de você. Nós vamos recuperar o tempo perdido. A mamãe te ama”, disse Amanda.

O Relatório sobre a Situação da População Mundial 2008, divulgado no final do ano passado pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), alerta que o número de mulheres que morrem em decorrência da gestação e do parto permanece basicamente inalterado desde 1980. A média é de 536 mil óbitos por ano em todo o mundo. Outros cerca de 15 milhões de mulheres sofrem lesões ou adoecem.

A publicação sugere que abordagens sensíveis às diferenças culturais são ferramentas “essenciais” para ações focadas na promoção da saúde reprodutiva e sexual, bem como para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A redução da mortalidade materna e a prevenção de lesões, ressalta a Unfpa, dependem de um melhor atendimento durante a gestação e o parto, além de serviços de emergência em casos de complicações e do acesso ao planejamento familiar.

Como exemplo, o texto cita que diversos governos e mesmo a comunidade internacional em geral consideram a mutilação genital feminina uma violação aos direitos humanos e um perigo à saúde mental e física das mulheres. Entretanto, de acordo com o relatório, a prática permanece disseminada e arraigada em algumas comunidades.

Ela pode até mesmo ser considerada essencial para o ingresso na vida adulta e para a aceitação plena na comunidade. As mulheres que não se submetem podem ser consideradas feias e sujas. Acabar com essa prática implica levar em consideração todos os diferentes significados culturais e descobrir alternativas relevantes, em estreita cooperação com a comunidade.

O objetivo da maternidade é humanizar cada vez mais o contato entre os pais e o recém nascido. No colo da mãe, o bebê se sente seguro, protegido e amado. Por isto que a convivência entre mãe e bebê é fundamental logo depois do parto.

Veja mais detalhes no vídeo abaixo que traz uma matéria interessante sobre o assunto com mais informações úteis:

Reunidos recentemente no XII Congresso Mineiro de Pediatria, médicos e gestores da área de saúde alertaramm que o número de cirurgias desse tipo na capital BH, já é o dobro do recomendável.

Você sabe como vai ser no dia do nascimento do seu bebê? Conhece todos os detalhes de como é um parto? Esta preparada?

Pois segue então um video abaixo que mostra uma matéria feita pelo GNT que mostra algumas entrevistas contando um pouco mais de detalhes para que você fique melhor informada:

Segue abaixo uma engraçada animação feita de um recém-nascido que causa confusão no seu primeiro dia de vida…

Se você tivesse duas opções: sentir dor ou não sentir dor, qual escolheria?

Um grupo de mulheres não tem dúvida: não ligam de sentir dor, quando ela compensa. São mães que abriram mão dos confortos da medicina moderna e tiveram seus filhos “à moda antiga”: em casa. A prática ganha cada vez mais adeptas, mas não têm o apoio de boa parte dos médicos.

Veja o caso da cantora Ana Ariel, de 26 anos que ficou em casa por 45 horas em trabalho de parto e oito horas em trabalho de parto ativo, com contrações regulares de minuto em minuto.

Parece muito sofrimento?

Pois Ana afirma que foi exatamente o contrário: um alívio. Disse que pode depois de duas horas já tomar seu banho, no seu banheiro, deitar na sua cama, na sua casa. E comer o merecido prato especial do maridão…

Ela não é a única!

“Só de pensar que minha filha poderia ficar em observação quatro horas longe de mim me dava arrepios”, afirma a professora de yoga Fabiana Higa. “Em nenhum momento me passou pela cabeça ir para o hospital. Mesmo nas piores dores”, diz Fabiana que deu à luz em sua nova casa, que não tinha sido nem montada, nem tinha energia elétrica. Por pouco, a filha não nasceu no hotel. “Luana nasceu no aconchego dos braços dos pais”, conta ela

“Pode parecer meio doida toda a história, mas foi sensata do ponto de vista da natureza. Parir é um ato fisiológico extremamente natural da mulher”, diz Fabiana. A arquiteta Fernanda Passos, de 29 anos, concorda. “O nascer de um filho já é um evento único na vida de uma mulher e participar ativamente desse processo é incrível”, afirma ela, que no começo da gravidez nem considerava a possibilidade de parir em casa. “Me faltava coragem”, admite Fernanda.

A decisão só ocorreu após uma pedra no rim. “Fiquei cinco dias internada no hospital que eu teria minha filha. Queria fugir de todos aqueles procedimentos dos hospitais, da burocracia e das regrinhas ditadas por enfermeiras”, conta a arquiteta. “Logo que saí, falei para meu marido que não queria colocar meus pés lá nunca mais, que não conseguia me ver parindo naquele lugar”, avisou Fernanda.

Foi quando ela começou a primeira parte da “batalha” que as mães que querem ter seus filhos em casa enfrentam. Round 1: o marido. “Ele já foi logo dizendo: ‘não inventa!’”, conta Fernanda. “Ele dizia que queria estar cercado de tecnologia, que se sentiria mais seguro.”

A discussão só foi vencida com o tempo. Em vez de brigar, Fernanda passou a contar relatos de partos domiciliares, informava dados sobre o assunto e levou o marido para um curso de preparação para o parto. “No curso ele percebeu o quão simples é nascer, tomou conhecimento da importância da mulher se sentir segura e a vontade para parir”, conta a arquiteta. “No segundo dia do curso, ele disse: ‘se você quer mesmo ter nossa filha em casa é melhor mandar arrumar o aquecedor’”.

Depois de convencer o marido, vem a segunda parte: o médico.

Fernanda abriu o jogo com sua ginecologista e teve o apoio dela. Na hora do parto, a médica foi até sua casa e fez o parto. Fernanda Higa também contou com o apoio do obstetra. “O médico deixou a decisão nas nossas mãos. Claro, ele alertou, mas a palavra final foi nossa. Ele respeitou o meu desejo.”

Mas isso é raro. Ana Ariel conversou com sua médica e a profissional concordou em limitar a intervenção médica ao mínimo possível – desde que o parto fosse no hospital. A cantora apresentava risco de parto prematuro, mas mesmo assim não abriu mão de parir em casa. O parto ocorreu apenas com o marido e uma parteira.

Grávida de 22 semanas, a terapeuta ocupacional Carla Arruda, de 25 anos, nem pretende informar seu médico da decisão de ter seu filho, Henrique, em casa. “Há muito preconceito e me expôr a um médico que não acredita no parto domiciliar só me traria desgaste. Faço apenas o pré-natal com esse médico para ter referência em meu hospital caso necessite ser internada ou algo de errado aconteça na minha gestação”, conta ela.

O ginecologista e obstetra Júlio Élito, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), critica a decisão. “A relação médico-paciente precisa de confiança. Não pode começar com uma mentira. Ela está insegura e precisa ter um médico que resolva a sua insegurança. O médico não é um inimigo”, orienta ele.

Élito é contra o parto em casa, por considerar muito arriscado.. “A maioria dos partos, de fato, ocorrem normalmente. Mas o parto é uma situação imprevisível. Por mais que tudo pareça normal pode haver uma complicação e estar longe do hospital nessa hora pode ser fatal”, aconselha.

“Já fiz muitos partos e perdi a conta de quantas vezes um nascimento em que tudo corria normalmente mudou de rumo. Eu tive que fazer manobras e tomar decisões em questão de minutos. Mas isso só foi possível com os recursos de um hospital, que pode reverter um quadro de emergência”, diz o médico.

O que não significa que ele não seja a favor do desejo das mães de terem filhos sem intervenção médica. Para Élito, é errado ser radical para qualquer um dos lados. “A cesariana é uma cirurgia de emergência que não pode virar rotina e só deve ser utilizada quando o parto natural é impossível”, acredita o médico. “Mas é possível ter um parto natural, sem intervenção médica, sem remédios e sem anestesia, no hospital, onde os recursos estão à mão”, afirma.

Júlio Élito explica que muitos hospitais nas grandes cidades têm hoje salas de “parto humanizado”. São locais onde os aparelhos e macas dão lugar a sofás, almofadas e banheiras. A mulher dá à luz com conforto, sem “intervenções” dos médicos, mas o obstetra e o pediatra estão ali para ajudar caso haja uma emergência.

“Um rompimento de útero, um deslocamento de planeta são problemas que são revertidos facilmente num hospital. Mas podem ser fatais para mãe e bebê se não forem resolvidos rapidamente. Num rompimento de útero, imagine quanto sangue a mãe vai perder enquanto chama a ambulância, espera a ambulância, vai até o hospital? Esse risco vale a pena?”, questiona.

O obstetra afirma também que não é só a vida da mãe que está em jogo. “O bebê pode ter complicações no nascimento. Por exemplo, e se os pulmões não funcionam? É por isso que temos pediatras na sala de parto”, explica.

“A chance de dar tudo certo é grande? É, é muito grande. Mas, por menor que seja a chance de algo dar errado, imagine o peso na consciência da mãe se alguma coisa acontecer com seu filho por que ela quis ter o parto longe dos médicos?”, pergunta Élito.

“Não falo isso para pôr medo”, diz o médico. “É um aviso. É a vida de uma família que está em jogo. No parto não nasce apenas um bebê. Nasce um pai e nasce uma mãe. Qualquer coisa que aconteça com a mãe ou com o bebê, é uma família que é destruída”, explica.

E você o que acha disto?

Mande seus comentários!

O que acontece quando você chega na maternidade para ter o bebê?

Trago no vído abaixo uma matéria bem legal da Revista Crescer em que a editora-assistente Daniela Tófoli mostra, quais são as etapas que a mãe passa antes de receber seu bebê no quarto.

A primeira consulta acontece assim que a gestante chega à maternidade. Nesse momento é realizada a cardiotocografia para avaliar a vitalidade do coração do bebê, assim como a presença – ou não - das contrações uterinas. Por esse exame, também são analisadas as funções vitais da mãe como pressão e pulso. O exame de toque vaginal também é feito neste momento para se ter a certeza do trabalho de parto.

No pré-parto, as grávidas recebem medicação e realizam exames contínuos até a hora do nascimento. Aquelas que optam pelo parto normal podem ficar em um quarto especial chamado Delivery onde há algumas particularidades como cromoterapia, uso de banheira e bola, que são medidas para abreviar o trabalho de parto e a dor.

No parto normal, se o bebê estiver bem, é levado para o colo da mãe. Depois disso, passa por um exame minuscioso do pediatra. Já no parto cesariano, ele é apresentado aos pais, encaminhado para um exame pediátrico e, depois, para o colo da mãe.

Na unidade de recepção do recém-nascido, o bebê fica em observação de 3 a 5 horas. É nesse local que acontece o primeiro banho. Depois de liberado, vai para o quarto da mãe. Após 48 horas do parto normal o bebê recebe alta. Na cesárea, depois de 72 horas.

Uma professora americana de 23 anos decidiu expor na internet toda a evolução de sua primeira gravidez, incluindo o trabalho de parto, que deverá ser transmitido por meio de uma webcam.

A americana Lynsee (apenas seu primeiro nome foi divulgado), que está grávida de quatro meses, fez um acordo com o MomsLikeMe.com, site de relacionamentos para conectar mães da região de Minneapolis, para transmitir as imagens do parto.

Com a identidade LMattson, ela também criou um perfil no site para relatar cada passo da gravidez até o “grande dia”, esperado para novembro. Para Lynsee e o marido, Anders, o blog e a transmissão online do parto servirá como recordação para o bebê.

Além disso, eles esperam ajudar a responder questões de outros casais que estejam passando pelo mesmo processo que eles, esperando seus primeiros filhos.

“Tentarei colocar atualizações diárias, na linha ‘como estou me sentindo hoje’ ou ‘questão do dia’, colocar algumas fotos, e talvez acompanhar como minha barriga está crescendo”, diz Lynsee.

Um homem na Grã-Bretanha fez o parto do próprio filho após assistir instruções em vídeos na internet. Marc Stephens, morador do interior da região da Cornuália, havia assistido aos vídeos no site YouTube por precaução quando sua mulher começou a sentir graves contrações.

Quatro horas depois, ela entrou em trabalho de parto e teve o bebê antes que a ambulância pudesse chegar em sua casa.

“Os vídeos me deram tranquilidade. Eu achava que seria capaz, mas assistir os vídeos tornou tudo mais fácil”, disse ele.

Stephens disse que a esposa estava de quatro quando viu a cabeça da criança saindo.

“Esta foi nossa quarta criança, e, se na primeira eu passei o tempo todo ao lado do rosto da minha mulher, desta vez não hesitei em ir para o outro lado”

Stephens disse que não sentiu pânico. Ele credita sua habilidade em ficar calmo à experiência na Marinha britânica.

Após o parto, a mãe e o bebê Gabriel foram ao hospital onde foram examinados e liberados.

Você imagina seu marido fazendo seu parto?

O que você cantaria para seu bebê ao nascer? O que será que a Claudia Leitte cantou?

Vejam só então este vídeo abaixo de um programa Mais Você com uma matéria de uma mãe canta ópera durante o nascimento dos filhos:

Quer saber como é um parto humanizado na água?

Veja então o video abaixo:

Você teria seu bebê desta forma?

Segue abaixo algumas informações sobre parto na água:

1) O que é o parto na água?

O parto na água consiste no nascimento do bebê com a mãe imersa em água, numa banheira ou piscina. É uma forma de nascer muito antiga. Hieróglifos revelam que os bebês que se tornariam príncipes ou princesas nasciam nas banheiras na Grécia Antiga. Existem também relatos de aborígenes australianos e ilhas do sul do Japão em que se praticava o parto na água.

O primeiro parto na água relatado na literatura médica foi realizado num vilarejo na França em 1805 e foi publicado no periódico Annales de la Societé de Medécine Pratique de Montepellie. Uma jovem parturiente permaneceu exaustivamente em trabalho de parto por mais de 48 horas. Após esse período, o seu médico, já não sabendo mais o que fazer, pediu um auxílio de uma parteira local que o orientou a colocá-la numa banheira. Imersa na água, a paciente revigorou suas forças e em pouco tempo deu a luz a um bebê saudável.

2) Como é realizado?

A gestante é colocada numa banheira repleta de água morna (a temperatura deve ser mantida entre 36 e 38°C para manter o conforto materno e evitar desidratação ou superaquecimento) durante o trabalho de parto. Geralmente, ela entra na banheira quando o trabalho de parto progride e a dor aumenta. Se ela entrar no início do processo, o trabalho de parto poderá demorar mais ou até ser inibido.

Orientamos, assim, que ela entre após uma dilatação do colo uterino maior que 5 cm e sentindo contrações uterinas freqüentes e intensas (mais de duas a cada 10 minutos). Recomendamos também oferecer livremente água, sucos ou chás para a gestante dentro da água.

3) Quais as vantagens para mãe e para o bebê?

A grande vantagem do parto na água não é o nascimento em si do bebê. Mas sim o relaxamento muscular profundo e o alívio da dor que a gestante em trabalho de parto sente ao ficar imersa em água morna. Ele acaba sendo um método natural, não farmacológico, de analgesia (controle da dor) durante o trabalho de parto. O Prof. Michel Odent, médico francês pioneiro e uma das maiores experiências em assistir ao parto na água no Ocidente, chama esse alívio da dor de “aquadural” (substituiria a tradicional anestesia peridural no trabalho de parto).

Ocorre uma sensação de bem estar, relaxamento mental e diminuição da ansiedade, com participação ativa da gestante no processo do nascimento. As parturientes relatam uma experiência muito prazerosa após o nascimento dos bebês na água. Além disso, quando a gestante está imersa na água, ela fica num estado agravitacional relativo (gravidade específica da água=1,0; do corpo humano=0,974) e consequentemente não ocorre alterações na circulação do sangue para a placenta e na oxigenação do bebê com as mudanças de posição materna. Isso proporciona uma grande liberdade de movimentação e de posturas que ela pode adotar dentro da banheira. Fora da água, deve-se evitar a posição deitada de costas por diminuir a pressão arterial da mãe e a oxigenação do bebê no momento do nascimento.

Para o bebê, alguns autores relacionam ao parto na água como uma experiência menos traumática para o recém-nascido, proporcionando menor choque térmico, contato pele a pele imediato com a mãe e uma adaptação mais fácil à vida extra-uterina. Esses fatos são baseados mais em teorias e experiências de profissionais que assistem ao parto na água, devido à escassez de trabalhos científicos nessa área.

4) Quais os riscos para a mãe e para o bebê?

Os principais riscos atribuídos ao parto na água incluem o risco de infecção para mãe e para o recém-nascido, o risco de hemorragia materna pós-parto, o risco de asfixia neonatal e o risco neonatal de aspiração de água (afogamento). Existem poucos casos descritos na literatura médica dessas complicações.

Nenhum estudo científico conseguiu demonstrar aumento significativo de algum desses riscos com a imersão na água. Em relação à assistência ao parto, as manobras obstétricas extrativas na presença de urgências no momento do nascimento do bebê são dificultadas ou impossibilitadas. Por isso, deve-se evitar assistir ao parto na água de gestantes diabéticas ou com bebês muito grandes (mais de 4 Kg pelo peso fetal estimado ao Ultra-som durante o pré-natal) Além disso, o sangramento uterino durante a saída da placenta é difícil de ser quantificado na água e por isso a dequitação placentária (retirada da placenta) deve ser realizada fora da água.

5) A criança pode se afogar?

Em relação à aspiração de água pelo bebê, alguns casos têm sido relatados na literatura. Em ovelhas, estudos experimentais revelaram que os mecanismos inibitórios que evitam a respiração até o contato com o ar externo podem ser suprimidos com a diminuição sustentada da oxigenação (hipóxia).

Na teoria, portanto, alguns recém-nascidos com hipóxia crônica não diagnosticada poderiam aspirar debaixo d’água. Por isso, a presença de líquido amniótico meconial (o conteúdo intestinal do bebê é eliminado no líquido amniótico e ele é tingido de uma cor esverdeada) e /ou alterações no ritmo de batidas do coração do bebê são uma contra-indicação ao parto na água. Esses estudos têm revelado também que a temperatura ambiente e não o contato com o ar externo seria o principal estímulo para o início espontâneo da respiração do recém-nascido.

A temperatura fetal é em média 0,5 a 1,0 º C maior que a temperatura materna e do líquido amniótico e com o nascimento e a queda de 1 a 2 ° C na temperatura corporal fetal ao entrar em contato com o ar ambiente, haveria estímulo para o início dos movimentos respiratórios. Por isso, no parto na água, é muito importante criarmos um ambiente térmico neutro através da monitorização constante da temperatura da água entre 36 e 38 ° C. Devemos, portanto, averiguar periodicamente o bem estar do feto durante o trabalho de parto para se evitar essa complicação. Qualquer alteração, a gestante deverá ser retirada da banheira.

6) Nesse tipo de parto o pai da criança pode participar?

Sim. Ele também pode entrar na banheira, se desejar; ou participar, junto do profissional que assiste ao parto, do nascimento de seu bebê. Temos auxiliado o pai na retirada do bebê de dentro da água após o nascimento. Assim, ele tem o prazer de ser a primeira pessoa a ter contato com o bebê após a saída do ventre materno.

7) Toda mulher está apta a ter seus filhos através do parto na água?

Não. Nas seguintes situações, não é aconselhável o parto na água:

• Gravidez de alto risco;
• Parto prematuro (menos que 37 semanas de gestação);
• Evidência de febre materna e/ou infecção não tratada (Herpes, HIV+ ou Hepatite C);
• Sinais de comprometimento do bem estar do bebê dentro do ventre materno;
• Sangramento vaginal excessivo;
• Gestante com cesárea prévia;
• Rotura da bolsa dágua com liquído meconial ou sanguinolento;
• Bebê em posições anômalas dentro do ventre (pélvica, por exemplo);
• História prévia de partos muito difíceis devido bebês muito grandes ou bacia materna estreita.

8) Existe uma preparação para o parto?

A preparação é a mesma para o parto fora da água. Recomendo a leitura de alguns livros sobre o tema:

- O Parto na Água: Um guia para pais e parteiros, Cornelia Enning Ed. Manole;
- Gravidez e Parto, Sheila Kitzinger.

9) Existe algum tipo de anestesia?

A grande vantagem de parir dentro da água é dispensar, na grande maioria das gestantes, a utilização dos métodos farmacológicos de alívio da dor como a analgesia peridural ou drogas opiáceas. Esses métodos podem dificultar o nascimento por interferir na intensidade das contrações uterinas ou promover depressão respiratória no recém-nascido, respectivamente. Entretanto, nada impede que a gestante receba anestesia peridural se as dores não forem aliviadas dentro da água.

10) Como é a reabilitação da mãe?

Alguns autores acreditam que, devido ao menor consumo de energia pelo organismo materno na água, a gestante experimenta partos menos laboriosos e têm uma recuperação mais rápida. Além disso, o relaxamento mental e muscular levam à uma aceleração na dilatação do colo uterino e uma progressão mais rápida do parto. Em relação ao períneo, devido ao efeito hidrostático e ao relaxamento da musculatura perineal, ocorre menor incidência de lacerações e/ou edemas.

Segue abaixo mais informações e respostas para as principais dúvidas a respeito do parto prematuro:

1) O que é o parto prematuro?

É o nascimento antes dos 9 meses de gravidez. Como nós contamos a idade gestacional em semanas, seria antes de 37 semanas. O normal é o parto ocorrer entre 37 e 42 semanas de gravidez, contado a partir do primeiro dia da última menstruação.

2) Quais são as causas?

As causas são desconhecidas. Existem muitos fatores de risco associados, mas não existem maneiras seguras de se identificar a causa do parto prematuro em pacientes sem fatores de risco, que são a maioria.

3) Quais os principais fatores de risco?

- Dois ou mais partos prematuros prévios;

- Gestação gemelar;

- Gestação tripla, quádrupla ;

- Mioma uterino, hidrâmnio;

- Malformação uterina ;

- Infecções do trato gênito-urinário;

- Incompetência da cérvix.

4) A gestante sente contrações como em uma gravidez normal ou há sangramento e outras complicações?

A paciente sente os mesmos sintomas que a paciente aos 9 meses. Pode ocorrer complicações como sangramento vaginal decorrente de patologias, como placenta prévia, que levam ao parto prematuro. Pode ocorrer também perda de líquido vaginal precocemente (rotura de membranas ou “bolsa das águas”) também como uma complicação.

5) Quais são os riscos para o bebê?

A) Curto prazo

Síndrome de Desconforto Respiratório;
Displasia broncopulmonar ;
Enfisema pulmonar ;
Pneumotórax;
Sepse (infecção generalizada);
Enterocolite necrotizante;
Hemorragia intracraniana;
Anoxia;
Traumatismo na hora do parto.

B) Médio e Longo prazo

Paralisia cerebral;
Retardo mental;
Distúrbio motor e somático;
Surdez;
Distúrbios da fala .

6) Quais são os riscos para a gestante?

Os riscos são mínimos quando o parto prematuro foi espontâneo, isto é, não motivado por indicação de interrupção prematura da gestação devido a risco materno, como hipertensão arterial ou hemorragia.

Aumento o risco de infecção materna quando o fator de risco foi a rotura de membranas ou infecções urinárias, como a pielonefrite. Ocorre também os riscos no tratamento para bloquear o trabalho de parto prematuro por causa dos medicamentos que apresentam muitos efeitos colaterais.

7) A partir de quantos meses um bebê pode sobreviver ou não ter seqüelas quando nasce prematuro?

Depende do peso, idade gestacional, condições de nascimento e das complicações neonatais. Quanto menor o peso e a idade gestacional maiores são os riscos de seqüelas no médio e longo prazo. Ele pode sobreviver a partir de 500 gramas de nascimento dependendo, também, da capacidade de atendimento da UTI neonatal.

8) Quais as conseqüências que um parto prematuro pode acarretar ao bebê futuramente?

As seqüelas mencionadas acima no médio e longo prazo.

9) Existem mulheres predispostas ao trabalho de parto prematuro?

Sim. Pacientes com partos prematuros prévios e gestações de gêmeos são os casos com maior predisposição.

10) Existe prevenção para o trabalho de parto prematuro?

Não tem muita eficácia, pois não atinge a maioria dos casos de partos prematuros.

A) Prevenção Primária

Limitação do número de embriões em reprodução humana (evitar gravidez múltipla).

B) Prevenção Secundária

Uso da progesterona;
Medida do colo pelo ultra-som;
Antibióticos nos casos de infecção do trato gênito-urinário;
Cerclagem (cirurgia para o fechamento do colo uterino, nos casos de incompetência do colo, realizada a partir de 12 semanas).

Segue abaixo um video com uma matéria realizada com profissionais do Grupo de Parto Alternativo do CAISM/UNICAMP. A reportagem é da Vanessa Peres, aluna do 3º ano de Jornalismo da Puc-Campinas, para o programa Espelho Urbano.

A gestação é um período mágico para a mulher, mas também traz muitas dúvidas, inclusive para saber quando chegou a hora de o bebê nascer, o que significa o rompimento da bolsa ou a eliminação do tampão são também algumas delas.

Você sabe quando esta na hora de ir para maternidade e ter seui bebê?

Saiba que apenas um profissional pode avaliar quando a futura mamãe está em trabalho de parto. Avaliando entre vários sinais: a dilatação, o número de contrações, a presença da bolsa, os batimentos cardíacos do bebê, se já perdeu o tampão (muco protetor que fecha o colo do útero e impede a entrada de bactérias).

Apesar da opinião médica ser fundamental, a futura mamãe precisa ficar atenta a detalhes no final da gravidez para saber quando procurar o seu médico e como se preparar para a hora do parto.

Confira, a seguir, alguns sinais e algumas dicas importante e íteis de que o bebê está prestes a nascer:

1) No fim da gravidez, a barriga vai abaixando, porque o bebê está se posicionando para o nascimento.

2) Sentir as famosas contrações não é sinônimo de que está em trabalho de parto. Normalmente, elas só indicam que a criança está prestes a nascer quando obedecem um determinado ritmo: três contrações seguidas, que duram mais de um minuto cada, no intervalo de 10 minutos.

3) As contrações são causadas pela liberação de substâncias que preparam o corpo para o parto, principalmente pela ocitocina. As dores começam nas costas e se conduzem para frente, em direção à vagina.

4) A bolsa é uma proteção contra as agressões do meio externo. Quando rompe, a mulher elimina o líquido amniótico e há a tendência de entrada de bactérias, por exemplo. Mas, calma, uma contaminação pode levar horas ou dias para ocorrer, o que não elimina a necessidade de procurar um médico caso isso aconteça.

5) Em média, a mulher tem cerca de 1 a 1,5 litro de líquido amniótico. Ele pode ser claro, amarelado ou esverdeado. Se estiver esverdeado, é sinal de que há sofrimento fetal (a criança está passando por algum problema e, neste caso, precisa nascer logo).

6) O rompimento da bolsa não significa necessariamente que a grávida está em trabalho de parto.

7) O fato de cair o tampão (substância que protege, temporariamente, o colo do útero e evita a entrada de bactérias) não significa, obrigatoriamente, que a mulher está prestes a dar à luz. Conforme vai chegando o momento do nascimento, o bebê pode forçar para abrir um pouco o colo (dilatação) e a mãe acaba liberando esse muco protetor. A perda do tampão facilita a ruptura da bolsa.

8) O tampão é gelatinoso e pode ser branco ou amarelado.

9) Se sentir contração, a bolsa romper ou eliminar o tampão, procure um médico. Isso vale também caso tenha algum sangramento ou outro desconforto. Portanto, tenha sempre à mão o telefone do profissional e da maternidade.

10) Quando a gravidez chegar a 36 semanas, é importante deixar uma mala pronta para a mamãe e o bebê. Para saber exatamente o que deve levar, informe-se no hospital, porque há maternidades que fornecem camisolas ou que não usam as roupas dos bebês nos primeiros dias.

Segue abaixo para sua informação um video com uma matéria sobre parto humanizado no programa Superpop com a Luciana Gimenez com uma série de entrevistas com grávidas que contam um pouco mais como foi seu parto e mostram seus partos:

- Parte 1 de 8:

- Parte 2 de 8:

- Parte 3 de 8:

- Parte 4 de 8:

- Parte 5 de 8:

- Parte 6 de 8:

- Parte 7 de 8:

- Parte 8 de 8:

Um parto indolor que termina com um gemido de prazer. Parece improvável?

Pois trata-se de um dos temas de uma matéria da Revista Época desta semana que comenta sobre um documentário chamado: “Orgasmic Birth(algo como Parto com Orgasmo), que reúne depoimentos de médicos e de mães dispostos a acabar com o mito da dor ao dar à luz

Eco dos gritos de dor reverbera pelas salas de parto. Sem anestesia, a mãe que dá à luz sente um desconforto tão grande que já foi classificado como a pior dor que existe. Enquanto métodos alternativos e menos dolorosos ganham novos adeptos, uma nova corrente surge para provar que qualquer mãe pode não só sublimar a dor como ter um orgasmo durante o parto. O movimento informal ganhou o nome de Orgasmic Birth (Parto com Orgasmo) e serviu de inspiração para um documentário de mesmo nome. Lançado no ano passado e exibido na televisão americana em janeiro, Orgasmic Birth mostra obstetras, enfermeiras e psicólogos defendendo a ideia do prazer da mãe durante o nascimento dos filhos. Depoimentos de especialistas dividem os minutos do filme com cenas em que mães dão à luz, literalmente, em êxtase.

“O orgasmo durante o parto é um dos maiores segredos da maternidade”, diz a educadora americana Debra Pascali-Bonaro, diretora do documentário.

Durante cinco anos, Debra colheu depoimentos de mães que passaram pela experiência. Os críticos da cesárea e da mecanização do parto normal assistiram ao filme com entusiasmo. Mães americanas têm compartilhado a experiência em fóruns de discussão e blogs na internet. Para se alcançar o orgasmo durante o nascimento do bebê, a mulher precisa dispensar a anestesia e encarar as temidas contrações de maneira positiva. Um ambiente calmo, distante da impessoalidade do hospital, também ajuda a deixar a gestante mais relaxada.

O mito da dor inevitável, no entanto, ainda existe. Misturar maternidade e prazer na mesma frase continua implausível para muitos. A polêmica, no entanto, não chegou à medicina. O orgasmo durante o parto não é comum, mas aparece na literatura médica. “A mulher pode ter orgasmo até durante a amamentação”, diz o médico Alberto d’Aurea, diretor do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo. “O problema é que para atingir esse prazer, a mãe precisa estar à vontade. Muitos médicos acreditam que isso atrapalha a praticidade do procedimento”. Quando a medicina passou a priorizar a eficiência e a rapidez no parto, o prazer da mãe foi encarado com ceticismo e deixado de lado.

E você o que acha disto?

Se ficou interessada, então veja no video abaixo o trailler do documentário:

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