Saúde


Bebês que ainda não nasceram e com problemas de má formação já podem ser submetidos a tratamentos médicos dentro da barriga da mãe.

Devido aos avanços na área da Obstetrícia, diversas crianças têm sido salvas ou tido a qualidade de vida assegurada por procedimentos intrauterinos. Isto acontece graças à Medicina Fetal, que nos últimos anos tem se desenvolvido de forma bastante rápida tanto no Brasil quanto no resto do mundo.

A Medicina Fetal é um ramo da Obstetrícia e está ligada ao exame pré-natal realizado pelas gestantes. Ela atua em três frentes: prevenção, diagnóstico e tratamento.

Antes do ano 2000, as mulheres grávidas eram submetidas apenas ao ultrassom obstétrico normal. Hoje, em função dos avanços científicos, já existem equipamentos de ultrassom com tecnologia tridimensional, não estático. Com este aparelho, é possível visualizar, em tempo real, tudo o que o bebê faz dentro da barriga da mãe. Com isso, podemos detectar, de forma bastante precoce, eventuais alterações no feto.

Entre a décima segunda e a décima quarta semana de gestação, pode-se fazer uma avaliação morfológica do feto. Esta permite, por ultrassom transvaginal ou abdominal, identificar sinais de alterações genéticas cromossômicas através do tamanho da nuca da criança, da presença do osso do nariz e do fluxo da valva do coração. O procedimento é conhecido como avaliação da translucência nucal.

O diagnóstico precoce permite à equipe médica dar um melhor encaminhamento ao problema, seja ele simples ou grave. Isto faz toda a diferença no manejo inicial do bebê, evitando procedimentos como transferência hospitalar, por exemplo, que podem colocar a vida da criança em risco. Além disso, o fato de um problema ser diagnosticado ainda durante a gestação faz com que a mãe esteja mais preparada psicologicamente para enfrentá-lo, evitando surpresas desagradáveis no momento do parto.

Em alguns casos, além de preparar a equipe médica e os pais para a chegada do bebê, a Medicina Fetal também já possibilita a realização de intervenções intrauterinas na criança. Desta forma, os problemas podem ser corrigidos com a criança ainda dentro da barriga da mãe, sem grandes riscos para ambos. Existem poucos casos em que os procedimentos intrauterinos são indicados. Geralmente, eles são eventos considerados raros.

Um dos tratamentos intrauterinos mais comuns é a transfusão de sangue para o feto, que é realizada quando há incompatibilidade entre o sangue da mãe (RH negativo) e do bebê (RH positivo). Nestes casos, a criança desenvolve anemia e, na vigésima quarta semana de gestação, precisa de transfusão para não ir a óbito. Introduz uma agulha até o cordão umbilical, com auxílio de ultrassom, e levam sangue para dentro. A transfusão também pode se fazer necessária em gestações gemelares univitelínicas (de gêmeos idênticos). Pode acontecer de um dos bebês pegar mais nutrientes da placenta, que é única, do que o outro. Isto não é bom nem para a criança que pega mais nutrientes, que pode ter o coração sobrecarregado, nem para a outra, que pode ficar desnutrida. Quando isto acontece, deve-se separar a circulação entre os dois fetos através de cirurgia a laser intrauterina.

Há ainda outros procedimenntos intraútero, como a derivação vísico-amniótica, em bebês com obstrução urinária baixa. Quando há obstrução, a bexiga e o rim da criança ficam muito distendidos. Então, perto da vigésima semana de gestação, deve-se colocar um dreno entre a bexiga e o líquido amniótico. Se isto não for feito, a criança vai nascer com insuficiência renal grave.

Vejam no vídeo abaixo uma matéria da Record Nordeste sobre o pré-natal e todos cuidados que precisa ter:

Poucos casais que planejam ter filhos já ouviram falar em pré-eclâmpsia. Mas a doença, que acomete 5% das gestações em todo o mundo, é a principal causa de mortalidade materna no Brasil.

Para ter uma idéia do tamanho do problema, pelo ao menos duas mulheres morrem a cada dia por causa do problema, segundo o professor do departamento de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Nelson Sass.

“Identificar precocemente a doença é fundamental para proteger a mãe e o bebê”, diz o médico.

As consequências graves da pré-eclâmpsia para a mulher fazem dessa condição a principal causa de partos prematuros no país, com risco de danos neurológicos para a criança.

A enfermidade é caracterizada por pressão alta e perda de proteínas pela urina, consequência de falhas na filtragem que é feita pelos rins.

Ainda não se sabe ao certo a causa da doença, apenas que se trata de uma espécie de reação exagerada do organismo da mulher ao feto. A propensão é maior entre gestantes hipertensas, com excesso de peso e cujas mães tiveram o problema.

Após iniciado o processo inflamatório, há risco de complicações como falência renal, insuficiência hepática, convulsões (eclâmpsia) e acidente vascular cerebral. Vale destacar que nem todo aumento de pressão na gravidez é sinônimo de pré-eclâmpsia.

Sass esclarece que a doença começa assim que o embrião chega ao útero, mas os sintomas só começam a aparecer a partir da 20ª semana de gestação. Algumas mulheres apresentam sinais de que a pressão aumentou, como dor de cabeça, tontura e visão borrada. Muitas também apresentam inchaço e ganho de peso repentino, decorrente da retenção de líquido, mas não levam os sintomas a sério por achar que fazem parte da gravidez.

“É uma doença silenciosa, por isso é tão preocupante”

Em geral, a pré-eclâmpsia é controlada com medidas paliativas, como o uso de medicamentos para baixar a pressão e evitar convulsões. Em alguns casos, também é indicada a aplicação de corticoide para melhorar o desenvolvimento do bebê. O problema, segundo o médico, é que muitas mulheres chegam ao hospital com os sintomas em estágio avançado e, nesses casos, a única alternativa é afastar da mulher o foco da inflamação, que é a placenta, imediatamente. Em outras palavras: é preciso antecipar o parto para evitar a morte da mãe e/ou do bebê.

Atualmente, o diagnóstico da pré-eclâmpsia é clínico (feito em consultório) e confirmado por exames que detectam a presença de proteínas na urina.

Um dos tópicos do simpósio é a existência de marcadores no sangue que podem facilitar a detecção de alterações na placenta antes que os sintomas físicos da doença apareçam.

Como não há meios de prevenir a pré-eclâmpsia, Sass ressalta que a gestante deve ficar atenta a qualquer sintoma diferente e relatar ao profissional que a acompanha.

“Na dúvida, é melhor procurar o médico logo do que esperar pela consulta seguinte do pré-natal”.

A gravidez é um momento especial na vida de uma mulher.

Mas o que pouca gente sabe é que os cuidados com a higiene bucal e os dentes merecem uma atenção redobrada neste período.

Além disso, a visita ao dentista passa a ser fundamental para o bem-estar da mãe e do bebê.

Confira agora no vídeo abaixo uma matéria do Programa Sempre Bem de como manter a saúde bucal durante a gestação.

Mulheres grávidas que comem muito podem estar comprometendo sua saúde por décadas.

Este alerta foi lançado pelos médicos durante o Congresso Internacional da Obesidade, que acontece em Estocolmo, na Bélgica. Segundo eles, as mulheres que engordam muito neste período têm quatro vezes mais chances de serem obesas 20 anos mais tarde.

Por isto cuidado!

Se tornar obeso pode levar nove anos da vida de uma pessoa e aumenta o risco de problemas de saúde, incluindo diabetes, doenças cardíacas, derrame, infertilidade, depressão e alguns tipos de câncer.

Philip James, conselheiro da Organização Mundial de Saúde disse:

“Precisamos parar com aquela coisa de comer muito só porque gostamos de comer. Precisamos ter médicos indicando como controlar este ganho de peso.”

Os pesquisadores australianos pesaram e mediram mais de 2 mil mulheres que estavam grávidas no início da década de 80 e as reavaliaram 21 anos depois. Cerca de 41% das mulheres que controlaram seu peso durante a gravidez, manteve a mesma forma. No entanto, o que chamou a atenção dos estudiosos foi o fato de 33% delas, que não seguiram uma dieta, terem engordado.

Para o Dr. Abdullah Al Mamun, da Universidade de Queensland, o estudo é o primeiro a mostrar que o ganho de peso excessivo entre as mulheres grávidas pode persistir por décadas. Já o presidente da Força Tarefa Internacional de Combate a Obesidade disse que durante os últimos 40 anos a questão do ganho de peso durante a gravidez tem sido baseada em preocupações sobre como o bebê nasceria”.

Segundo um novo estudo publicado em fevereiro, as mulheres não aumentar a ingestão de calorias até os últimos três meses de gravidez, pelo menos. Nesse período, 200 kcal por dia são o necessário - equivalente a um sanduíche.

Por mais de um ano, a equipe de infectologia do Hospital Conceição de Porto Alegre levantou informações sobre as gestantes que apresentaram teste negativo de HIV e seus companheiros.

O estudo resultou em uma descoberta que surpreendeu os médicos. Pelo menos 2,5% dos homens pesquisados estavam contaminados.

Esse resultado foi possível de ser identificado graças ao Tri Pai, nome que está sendo dado ao teste rápido para o pai, que procura oferecer o serviço preventivo aos homens. A descoberta acende uma luz de alerta para algo simples que vinha sendo esquecido: a inclusão dos homens na relação de exames pré-natais. Esses exames já são oferecidos a gestantes em qualquer posto de saúde.

Em oito casos, entre os 1,6 mil casais avaliados pela equipe coordenada pelos médicos Breno Riegel Santos, Marineide Melo Rocha, Ivana Varella e Ivete Canti, os homens estavam infectados pelo HIV. Todos eles declararam que não sabiam que eram soropositivos.

Se a mulher contrair o HIV durante a gravidez, ela adquiriu do parceiro e isso ocorreu porque tanto ela quanto o próprio homem não sabiam que ele estava com o vírus. E isso ocorreu porque ele não foi testado. Temos de oferecer o teste para o parceiro também. O pré-natal tem de ser para o casal”, afirma Santos, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Conceição.

Segundo os médicos, a informação também auxilia na prevenção. Há três anos, apenas 40% dos abordados aceitavam fazer o teste para diagnosticar o HIV. Hoje, o índice é de 66%, mas a meta é trabalhar para atingir 75%. O exame que detecta o vírus é simples e pode ser feito em menos de 20 minutos. Um pingo de sangue numa fita com reagente já apresenta o resultado.

Outro dado preocupante reforça a necessidade de uma atenção especial para os companheiros: 75% das gestantes entrevistadas revelaram que não utilizam preservativos com os companheiros nas relações sexuais. Um risco principalmente para a criança, que pode ser contaminada durante a gestação e a amamentação.

Para a mulher que adquire a doença ao longo da gravidez, a chance de a criança nascer soropositiva é 35% maior do que naquelas mães que já identificam a doença antes de engravidar.

Segundo a equipe responsável pela pesquisa, o estudo foi recebido com surpresa pela comunidade médica durante uma apresentação em um congresso internacional de infectologia, pela simplicidade da constatação, que alerta para uma importante porta de transmissão da doença que não está sendo protegida.

“Colegas nos abordavam e diziam: ‘Como é que nunca pensamos nisso antes? Estava na nossa cara e não víamos!’ Isso mostra como esse estudo tem uma grande importância epidemiológica para a saúde pública. Temos o maior interesse de que isso seja amplamente divulgado para que as políticas públicas passem a incluir o pré-natal para o casal”, afirma a infectologista Marineide.

Santos destaca a dificuldade que o homem tem para fazer o teste preventivo.

“Já é difícil o homem se conscientizar em fazer o exame do HIV. Quando toma a decisão, precisa ir a um posto pelo menos cinco vezes, desde a retirada da ficha para a realização do procedimento até o retorno ao médico com o resultado. Já a mulher, no pré-natal, tem esses serviços muito mais facilmente. O casal, recebendo atenção em conjunto, garante a saúde do bebê”, enfatiza Santos.

Para o médico, a não disponibilização do teste rápido para os parceiros das gestantes é um absurdo. “Até agora não fomos procurados por ninguém do Ministério da Saúde. Esperamos que, através da impressa, esses dados cheguem aos ouvidos dos gestores. Hoje o ginecologista não pode pedir um teste para o homem. Isto não tem cabimento, principalmente em Porto Alegre, onde temos os maiores índices de contaminação pelo HIV do País. O teste rápido custa R$ 5,00. O custo não é um problema. O problema é a falta de vontade política”, ressalta.

A Organização Mundial da Saúde determina que o exame HIV/Aids seja oferecido a todas as mães pelos médicos. Essa política é seguida pelo Ministério da Saúde. O objetivo é incentivar que a prevenção alcance toda a população.

Um grupo de 30 crianças que nasceram como prematuros extremos, isto é, após menos de sete meses de gravidez, começaram recentemente a ter sua capacidade de aprendizado avaliada pelo Grupo de Pesquisa de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo – FCMSCSP.

Para a pesquisa, que é patrocinada pela Fapesp, foram selecionadas crianças prematuras hoje com 8 anos de idade, todas com audição normal. O objetivo é verificar se elas têm dificuldade no processamento da informação que ouvem. A explicação é da professora do Curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP, Alessandra Durante, segundo a qual existem crianças que ouvem normalmente, “mas apresentam certa dificuldade em entenderem o que foi dito, isto é, não conseguem interpretar corretamente os sons, processá-los e compreender seu significado”.

É essa capacidade de processamento que será avaliada no laboratório dirigido pelo professor Paulo Pachi, pediatra da Santa Casa especializado em retardo de crescimento intra-uterino, prematuridade e crescimento da recuperação. A pesquisa, da qual participam alunos da Faculdade da Santa Casa, tem grande importância, diz a professora Durante, porque muitas crianças que apresentam dificuldade escolar têm função auditiva normal, mas dificuldade de processamento, que é mais difícil de ser reconhecida pelos professores.

Para a avaliação, as crianças são colocadas em cabines fechadas, nas quais ouvem sons agudos, graves, sons agudos seguidos de graves e outros estímulos. Após cada som, são convidadas a descrever o que ouviram, o que permitirá aos pesquisadores avaliarem a capacidade de interpretação dos sons, comprovando-se então se a prematuridade teve ou não influência sobre o desenvolvimento da capacidade de processamento superior dos sons.

Os perigos da hipertensão na gravidez preocupam médicos que destacam a importância do pré-natal. Afinal, essa doença pode causar graves complicações para a mãe e a criança.

Veja mais detalhes na matéria no vídeo abaixo:

Os homens estão mais participativos no planejamento familiar, mostram os dados do Ministério da Saúde.

O número de vasectomias – cirurgia realizada em pacientes do sexo masculino para evitar que eles possam ter mais filhos – cresceu 78,7% entre 2003 e 2009, passando de 19.103 procedimentos para 34.144.

O aumento é creditado às estratégias do Ministério de utilizar a vasectomia como arma na redução da gravidez indesejada, função que hoje é quase exclusiva da mulher. Para isso, no mesmo período, o governo ampliou o valor pago aos hospitais e unidades de saúde que realizam o procedimento, que era de R$ 123,18 e passou para R$ 306.

Segundo os técnicos, a vasectomia é mais barata do que o processo cirúrgico feito em mulheres que não querem mais engravidar, chamado de laqueadura ou ligação das trompas. Além disso, o sexo feminino tem opções não definitivas para evitar gestações, como o uso de anticoncepcionais hormonais, possibilidades não disponíveis hoje aos homens.

Ainda assim, a realização de laqueaduras supera – e muito – o número de vasectomias na rede pública nacional. No ano passado, foram 58.919 procedimentos do tipo feitos, 72,5% a mais do que o total de vasectomias

Ampliar a participação dos homens no planejamento familiar é também melhorar a qualidade da saúde deles, acreditam os especialistas. O fato das mulheres engravidarem é o que faz o acesso delas aos exames fundamentais para a boa saúde ser maior.

No pré-natal, as grávidas fazem testes cardíacos, pressão,diabetes e aids. Isso explica porque 49,8% das mulheres com mais de 18 anos já fizeram exame para ver se têm o vírus HIV e no recorte masculino o número cai para 30,4%. Antes de passar pela vasectomia, todos os pacientes freqüentam reuniões na unidade básica de saúde, o que encurtaria a distância entre eles e o médico, acreditam os especialistas.

Os especialistas explicaram como o excesso de peso pode ser prejudicial na gravidez. De acordo com as estatísticas, 43% dos brasileiros sofrem com o sobrepeso.

Veja matéria no vídeo abaixo:

A curetagem após aborto foi a cirurgia mais realizada no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 1995 e 2007, segundo levantamento do Instituto do Coração (InCor), da Universidade de São Paulo.

Com base em dados do Ministério da Saúde, os pesquisadores analisaram mais de 32 milhões de procedimentos nesse período. Ficaram de fora cirurgias cardíacas, partos e pequenas intervenções que não exigem a internação do paciente.

“Procuramos analisar o perfil epidemiológico das cirurgias que tinham um porte médio ou grande e, portanto, potencial maior de complicações”, diz a médica Pai Ching Yu, autora da pesquisa.

Ela explica que tanto partos como cirurgias cardíacas são habitualmente estudados separadamente por terem características muito peculiares.

Entre os 1.568 tipos de procedimentos avaliados, as curetagens ficaram na frente, com 3,1 milhões de registros. Em seguida vieram as cirurgias para correção de hérnia (1,8 milhão), retirada de vesícula (1,2 milhão), plástica de vagina e períneo (1,1 milhão) e retirada do apêndice (923 mil).

“As informações disponíveis no Datasus não permitem diferenciar a curetagem resultante do aborto espontâneo da do provocado”, explica a autora do estudo. Os dados foram publicados na revista Plos One.

Segundo estimativa do Ministério da Saúde, a maioria das curetagens realizadas é decorrente de aborto provocado. O médico Thomaz Gollop, coordenador do grupo de estudos sobre o aborto da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, concorda.

“A maior parte dos abortamentos espontâneos não exige internação. As complicações são quase absolutamente resultantes de abortos provocados”, diz.

Pela legislação brasileira, o aborto só é permitido nos casos de estupro ou quando a gravidez representa risco de vida para a mãe. Também é possível obter autorização judicial quando o feto possui anomalia incompatível com a vida, como anencefalia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por trás do uso de chás durante a gravidez, existem duas questões: a preocupação a respeito dos seus efeitos sobre o bebê; e também a questão levantada pela crendice popular sobre o chá abortivo.

Existe uma concepção sobre o uso de chás para provocar o aborto, especificamente o chá de carqueja. Esta concepção não encontra nenhuma evidência científica, e nenhuma droga é derivada desta planta para fins abortivos, mesmo em situações médicas e terapêuticas.

Na verdade, o uso abusivo de chás, que por sua vez contém substâncias, tais como a cafeína, que podem atravessar a placenta, pode provocar efeitos negativos tanto na mãe, quanto no bebê, mas raramente provocam o aborto. Por isto, são um risco para a gestante.

O seu uso para estas finalidades tem grandes chances de provocar sintomas graves de intoxicação, podendo até mesmo levar a morte da mãe.

Quanto ao uso de chás rotineiros durante a gestação, é importante observar quais chás possuem efeitos benéficos e quais podem prejudicar a mãe e o bebê.

De acordo com nutricionistas, a gestante deve optar pelos chás claros, mas não deve tomá-los todos os dias, sendo que a melhor opção de chá para a gestante é o de erva doce e erva cidreira porque tem efeito calmante.

1) Chás que podem ser utilizados na gravidez:

- Chá de erva doce;
- Chá de erva cidreira;
- Chá de alfazema.

2) Chás que não devem ser utilizados na gravidez:

- Chá mate;
- Chá de cravo-da-índia;
- Chá de canela;
- Chá preto;
- Chá branco;
- Chá verde.

Mulheres que bebem durante a gravidez podem prejudicar a fertilidade futura dos seus filhos, de acordo com pesquisa desenvolvida na Dinamarca, durante a Conferência da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia.

O especialista em reprodução humana, Nilo Frantz, explica que o consumo de bebidas alcoólicas, mesmo “socialmente”, pode resultar para a mulher em um inadequado funcionamento dos ovários e aumento do risco de abortamento. “Para o homem, induz a um funcionamento inadequado dos testículos, reduzindo os níveis de testosterona (hormônio sexual masculino) e alterando a forma e a função dos espermatozóides”, afirma.

O estudo avaliou cerca de 350 homens e levantou que os níveis de espermatozóides eram um terço menor nos jovens cujas mães tinham bebido mais do que quatro doses de bebida alcoólica por semana durante a gestação, em comparação às abstêmias. Para os pesquisadores, estes homens podem ter mais dificuldade de ter um filho.

A pesquisa ainda analisou homens, hoje com idades entre 18 e 21, nascidos de mulheres que tinham participado de um grande estudo sobre estilo de vida enquanto estavam grávidas.

Eles foram divididos em quatro grupos - aqueles cujas mães não beberam nada; consumiam de uma a uma dose e meia em uma semana, duas a quatro doses por semana, ou mais de quatro doses por semana. Uma dose foi classificada como uma cerveja, um copo pequeno de vinho ou uma dose de destilados.

A pesquisa analisou a quantidade de espermatozóides nas amostras de sêmen dos participantes e verificou que aqueles com a maior exposição ao álcool no útero tinham concentrações médias de 25 milhões por mililitro em comparação a 40 milhões/ml naqueles cujas mães não beberam álcool.

Após a análise de outros fatores que também poderiam ter influenciado na produção de sêmen, tais como fumo e histórico médico, e feita as devidas correções estatísticas, eles calcularam que a concentração espermática média foi 32% menor no grupo de homens em que as mães beberam durante a gravidez.

Queria trazer para sua informação e debate neste Blog um assunto que muita gente vê ainda infelizmente como preconceito, mas que para nós da Zazou é algo importante e que vemos no dia a dia das nossas clientes.

Não é só a saúde cardíaca e metabólica das obesas que apresentam piores indicadores quando comparados aos das mulheres com peso normal. Uma pesquisa recém publicada mostra que a vida sexual das gordinhas também é prejudicada pela obesidade.

Pesquisadores franceses entrevistaram 5.535 mulheres e as conclusões foram publicadas na edição de maio do Britsh Medical Journal, uma dos mais importantes veículos do meio médico.

Os dados mostram que entre as obesas que engravidaram, 43,5% não haviam desejado a gestação. Já as mulheres com peso em acordo com a altura a taxa de gravidez não desejada foi de 13,3%, uma diferença comparativa de 3,2 vezes.

A incidência de abortos realizados nos últimos cinco anos também apresentou abismo numérico entre os dois grupos: 22.4% das obesas declararam já ter interrompido a gestação no período, estatística que cai para 6,1% no grupo com peso normal.

O médico ginecologista Jorge José Serapião, especializado em sexualidade e sócio da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana, recorre a uma mescla de fatores para explicar a maior vulnerabilidade das obesas à gravidez não planejada.

“A sexualidade fica contaminada, porque a mulher obesa sofre muito mais preconceito, não se sente desejada, acaba sofrendo mais depressão e uma maior dificuldade de negociar a camisinha com o parceiro”, explica.

“Se já não bastasse tudo isso, existem os prejuízos na sexualidade reprodutiva. Elas sofrem mais de ovários policísticos, apresentam mais irregularidades na menstruação e têm um leque menor de oferta de contraceptivos hormonais. É muito comum elas terem problemas metabólicos que as impedem de usar algumas pílulas por exemplo”, completa.

Desde abril deste ano, os ginecologistas brasileiros passaram a receber uma diretriz da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) de não recomendar o uso de pílulas anticoncepcionais para pacientes com diabetes, quando a doença estiver descontrolada. O diabetes é doença comum entre as obesas e controlar os níveis glicêmicos quando há excesso de peso, afirmam os endocrinologistas, é ainda mais difícil.

O menor uso de anticoncepcionais, de fato, foi mostrado pela pesquisa francesa. O uso de algum método contraceptivo é de 78,7% entre as magras, contra 58% nas que ficam na categoria da obesidade. O último grupo também apresentou quase cinco vezes mais queixas sobre problemas sexuais, desde falta de libido até rejeição.

Serapião acrescenta que estas particularidades da saúde sexual na obesidade são agravadas pela invisibilidade que o assunto ganha dentro dos próprios consultórios clínicos. Não há o debate sobre sexualidade com os profissionais de saúde e não há nenhum espaço para este tipo de discussão.

Este conjunto de problemas que ameaça a saúde sexual das gordinhas já coloca os médicos do mundo todo em alerta. Isso porque o aumento expressivo dos casos de elevado Índice de Massa Corpórea (IMC) no sexo feminino pode ser acompanhado por gráficos não apenas de maior incidência de gravidez indesejada ou disfunção sexual, como também uma alta de mortalidade materna e infantil.

Em 2006, pediatras e ginecologistas do Centre of Maternal and Child Enquiries, da Inglaterra, publicaram um estudo chamado Investigação Confidencial sobre Morte de Mães. Dos 295 casos de mortes maternas investigados, 35% das gestantes estavam acima do peso, sendo 15% delas obesas mórbidas, o maior fator de risco detectado.

Desde o ano passado, os responsáveis pelo inquérito inglês atualizam os dados sobre a morte de mães. Os próximos resultados só ficaram prontos em 2011, mas não há dúvidas para os organizadores de que as obesas continuam no topo do ranking das preocupações.

No Brasil, o mesmo problema foi identificado. Uma análise do Ministério da Saúde feita em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz calculou que entre 1990 e 2007 dobrou o número de crianças menores de 1 ano que adoeceram de problemas negligenciados durante o período em que estavam na barriga de suas mães. Hipertensão, diabetes e eclampsia são só algumas delas, todas mais comuns em mulheres obesas e gestantes.

O maior risco das grávidas com obesidade – e a necessidade de respostas de políticas públicas eficientes – já havia sido calculado pela obstetra da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Ana Cristina Tanaka, em 1981. Naquele ano, na Revista de Saúde Pública de São Paulo, ela publicou um estudo e mostrou que enquanto 11,8% das grávidas obesas tinham doenças gestacionais graves, sendo que nas gestantes com peso normal o índice era de 2,4%. A morte de mulheres após o parto chegou a 106,4 por mil entre as obesas e 12,7 por mil entre as magras.

Por iniciativa do vereador Fernando Carvalho (PMDB), que apresentou um Projeto de Lei nº 021 que foi aprovado na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Veneziano Vital do Rêgo, o tratamento da depressão pós-parto na Rede pública agora é Lei em Campina Grande.

Pela Lei 4.828/2009, artigo 1º, fica instituído o programa de ações contínuas em toda a Rede Pública de Saúde do Município de Campina Grande, que tenha como objetivo diagnosticar e tratar a depressão pós-parto. Caberá à Secretaria Municipal de Saúde a implantação e efetivação do programa estabelecido pela a referida lei.

Para o cumprimento da lei, poderão ser realizados convênios com outras secretarias ou com iniciativa privada, conforme surjam necessidades para a sua implantação. Já as despesas decorrentes da execução da lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Ao discorrer sobre sua propositura, Fernando Carvalho lembrou que “a depressão caracteriza-se por afetar o humor do indivíduo, deixando-o com um predomínio anormal de tristeza, podendo afetar a todos. Todavia, a probabilidade da mulher ser afetada é duas vezes mais. Por isso requer atenção redobrada”.

Na ótica do edil, a gestão e a chegada do bebê é um dos momentos mais felizes para a mamãe, que, mesmo já tendo uma experiência tão excitante e recompensadora, pode sofrer muito com todo esse processo.

“Desde o início da gravidez até o nascimento da criança a mulher sofre inúmeras mudanças físicas e emocionais que podem deixá-las confusas, ansiosas ou até mesmo tristes. Para muitas mães estes sentimentos sãos passageiros, mas quando não desaparecem logo, ou mesmo se agravam, podem desencadear uma depressão pós-parto, problema este que acomete 15% das novas genitoras e requer um diagnóstico imediato e um tratamento especializado”, avisou Carvalho, feliz pela sansão do seu projeto de lei por parte do prefeito Veneziano Vital.

O parlamentar reconheceu, no entanto, que o Município de Campina Grande já vem desempenhando suas funções satisfatoriamente quanto ao acompanhamento da gestante desde a constatação da gravidez até o parto.

Entretanto, não existe (ou não existia) um programa específico para o diagnóstico e tratamento da depressão pós-parto, ficando elas desassistidas quando poderiam não sofrer tal transtorno se houvesse uma política voltada para o tratamento de tal doença.

O Dr. Eduardo Monteiro, cirurgião plástico especialista pelo MEC, AMB e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, esclareceu algumas dúvidas comuns de gestantes sobre a Cirurgia plástica após a gestação no suplemento Medicina & Saúde do Jornal Tribuna, que achei interessante para trazer para vocês, pois imagino que muitas também façam as mesmas indagações abaixo:

1) Quais as principais queixas que se ouve das pacientes após a gestação?

Dr Eduardo: A ptose mamária que se caracteriza pela flacidez das mamas, é uma alteração indesejável que ocorre com muita frequência em mulheres após gestação ou em obesas que tiveram uma redução acentuada do peso corporal, e como consequência, uma diminuição significativa do volume do parênquima mamário com sobra de pele, resultando em flacidez das mamas. Outra alteração frequente é a distensão abdominal, devido à flacidez da musculatura, principalmente nos músculos reto-abdominais que se distanciam um do outro, além do excesso de pele no abdômen e o panículo adiposo variável em sua distribuição e espessura.

2) Como é possível corrigir essa flacidez mamária?

Dr Eduardo: Estão descritas muitas técnicas de mastoplastias, mas o planejamento cirúrgico em geral deve ter como princípios básicos a ressecção do excesso de pele e a preservação de todo tecido adiposo e glandular, que após ser modelado, deve resultar em mamas com formas e tamanhos adequados, com cicatrizes bem posicionadas e com menor extensão possível. Muitas vezes a quantidade de tecido adiposo e glandular não é suficiente para obtenção de mamas do tamanho desejado pela paciente, assim seria necessário recorrer aos implantes mamários de silicone para aumentar o volume insuficiente.

3) Cirurgia Plástica no pós-parto tem mais complicações?

Dr Eduardo: Não só a Cirurgia Plástica, mas todo e qualquer procedimento cirúrgico pouco tempo após a gestação, devido a alterações hormonais naturais da gravidez, causam uma predisposição a problemas de coagulação do sangue. Assim nos primeiros meses após o parto, há maiores chances de embolias e tromboses durante uma cirurgia. É uma fase de adaptações orgânicas da mulher.

4) Após quanto tempo do parto seria mais indicado uma Cirurgia Plástica?

Dr Eduardo: Primeiramente, antes de partir para uma cirurgia, a mulher deve decidir se ainda pretende ter mais filhos. Em caso afirmativo, o melhor é esperar. Recomenda-se aguardar cerca de 6 meses após o fim da amamentação para cogitar uma cirurgia plástica. Não se pode anestesiar uma mulher que amamenta, já que as substâncias podem ser passadas para a criança pelo leite materno, além disso, esse tempo é necessário para eliminar o edema “inchaço” e quilos extras.

5) Por que existem mulheres que recuperam rapidamente a boa forma após a gestação e outras não? Qual o segredo?

Dr Eduardo: Não há segredo. A Angélica, apresentadora do programa videogame, após as gestações dos seus dois filhos com Luciano Huck, desfila um abdômen belíssimo. Gisele Büdchen, já se encontrava nas passarelas após poucos meses do parto. Em comum elas têm disciplina e não um bom cirurgião plástico. Ambas engordaram pouco durante a gestação dos bebes. Controlar o peso durante a gravides é a melhor maneira de recuperar os contornos corporais com rapidez. O ideal é ganhar no máximo 8 a 12 quilos, isso facilita o retorno ao peso original.

Os distúrbios de sono durante a gravidez podem aumentar os riscos de a mulher desenvolver diabetes nesse período da vida, principalmente se a gestante estiver com excesso de peso, segundo um estudo apresentado no Encontro Científico da Associação Americana de Diabetes.

De acordo com os investigadores, a gravidez é associada com uma redução na qualidade de sono, e se isso for determinado por distúrbios respiratórios, há mais hipóteses de as mulheres terem diabetes gestacional. problema associado a piores resultados na gravidez, incluindo bebe com baixo peso e menor estatura.

Avaliando 157 gestantes, os especialistas observaram que a maioria tinha uma má qualidade de sono, 92% tinham interrupções no sono, 40% apresentavam alto índice de sonolência diurna, e mais de um quarto tinha maior risco de distúrbios respiratórios de sono.

Segundo os cientistas, 20% apresentaram tolerância à glicose anormal (problema associado à diabetes), sendo 20 mulheres com diabetes gestacional e 11 com um valor apenas anormal. E essas mulheres, em média, eram mais velhas (média de 31 anos, contra 28 anos), tinham mais hipóteses de estarem acima do peso antes da gravidez, e maior prevalência de diabetes num familiar de primeiro grau (66,7% vs. 21,6%), comparadas com àquelas com tolerância à glicose normal.

As análises de questionários sobre a qualidade de sono não indicaram, entre esses dois grupos, diferenças significativas em relação à sonolência diurna, qualidade de sono, duração do sono, humor, risco de distúrbios respiratórios de sono e peso do bebe ao nascer. Por outro lado, avaliando o sono das gestantes através de um equipamento chamado polissonografia, os especialistas observaram uma baixa eficiência do sono e maior índice de apneia do sono entre as diabéticas. Além disso, as diabéticas que apresentavam problemas respiratórios de sono tinham filhos com menor peso ao nascer.

Apesar de os questionários não revelarem diferenças na qualidade do sono entre mulheres com tolerância à glicose normal e mulheres com tolerância à glicose anormal, as últimas tiveram prevalência extremamente alta de distúrbios respiratórios do sono na polissonografia, continuaram os especialistas, acrescentando que as mulheres com diabetes gestacional e com distúrbios respiratórios do sono tinham recém-nascidos menores do que aquelas sem distúrbios respiratórios.

Baseados nos resultados, os especialistas recomendam que as gestantes com excesso de peso e obesidade sejam acompanhadas de perto e submetidas a testes à diabetes gestacional e distúrbios como a apneia, a fim de se evitar problemas e resultados adversos para a gravidez.

As mulheres que consomem bebidas alcoólicas durante a gravidez podem estar a prejudicar a fertilidade dos filhos, informa o jornal inglês Guardian.

Um estudo dinamarquês revela que as futuras mães que bebam mais de quatro bebidas por semana têm mais probabilidades de ter filhos com menor quantidade de esperma.

Os homens, cujas mães beberam durante a gravidez, apresentam um nível de esperma mais baixo, em cerca de um terço, do que o considerado normal.

A descoberta pode trazer novas explicações para o fato da qualidade do esperma estar sendo reduzida nas últimas décadas, de acordo com os especialistas.

As mulheres grávidas são advertidas para não consumirem bebidas alcoólicas, pois o nível de álcool no sangue do bebe é mais elevado que no sangue da mãe, pois não o conseguem expulsar tão rapidamente.

Os bebes que sejam constantemente expostos a níveis elevados de álcool podem desenvolver distúrbios que causam dificuldades na aprendizagem e deficiências ao nível do crescimento.

Gestantes que moram no Rio de Janeiro, aonde a Zazou tem uma loja em Ipanema, podem buscar atendimento em postos de saúde e clínicas da famílias espalhadas por toda a cidade, segundo a Secretaria municipal de Saúde. Para realizar o pré-natal, a grávida deve procurar a unidade de saúde mais próxima e apresentar documento de identificação.

Durante o acompanhamento, a gestante realiza todos os exames necessários e participa de grupos educativos, onde recebe orientações sobre planejamento familiar, aleitamento, cuidados com o bebê, saúde da mulher, alimentação, atividade física e outros.

As unidades também contam com equipes multiprofissionais com médicos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos e, se houver necessidade, a gestante é encaminhada para acompanhamento psicológico.

Além disso, a prefeitura também oferece o programa Cegonha Carioca que garante segurança na assistência ao parto, disponibilizando vaga e ambulância para transporte até a maternidade onde ela terá seu bebê. As gestantes podem conhecer as maternidades a partir do 3º trimestre de gestação.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde, as grávidas agendarão o dia melhor durante o seu pré-natal e serão recebidas por uma equipe que prestará todos os esclarecimentos. Após o parto, a mãe recebe uma pasta que possui informações sobre os cuidados com o bebê e com a própria mãe, além de dicas sobre o aleitamento materno e calendário de vacinação.

As interessadas podem obter o endereço da unidade de saúde mais próxima através do site oficial da prefeitura do Rio ou no telefone (21) 3523-4025, que funciona 24 horas.

De acordo com o Ministério da saúde, se a mulher desconfia que está grávida, ela deve procurar a unidade de saúde mais próxima para confirmar a gravidez e iniciar o seu acompanhamento de saúde. O pré-natal pode assegurar uma gestação saudável e um parto seguro. A mulher tem direito a fazer pelo menos seis consultas durante toda a gravidez.

A grávida tem direito ao Cartão da Gestante. Segundo o Ministério da Saúde, esse cartão deve conter todas as anotações sobre o estado de saúde da mulher, o desenvolvimento da gestação e os resultados dos exames. O cartão deve ser levado a todas as consultas e deve ser apresentado na hora do parto.

Em todas as consultas de pré-natal, a equipe de saúde deverá medir a pressão arterial, verificar o peso da gestante, medir a barriga e escutar o coração do bebê.

Veja quais exames devem ser feitos:

1) Exames de sangue: para descobrir diabetes, sífilis e anemia e classificar o seu tipo de sangue;

2) Exames de urina: podem descobrir infecções e presença de proteína na urina;

3) Preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau): esse exame informa sobre a existência de problemas que podem levar ao câncer de colo do útero, permitindo o tratamento imediato. Este exame deve ser realizado a cada 3 anos. Caso a pessoa não tenha feito neste período, deve fazer no pré-natal.

4) Teste anti-HIV (para identificar o vírus da AIDS): o exame pode ser feito durante o pré-natal. Ele é uma proteção para a mulher e para a criança. Uma mulher portadora do HIV pode começar o tratamento durante a gravidez, evitando que o vírus passe para o bebê durante a gestação e o parto.

Durante a gravidez, existem adaptações normais do organismo da mulher para o período gestacional e, quando bem esclarecida, as gestantes tomam isso como parte do processo. Mas o que muitas vezes chama a atenção, também, é a falta desses sintomas.

Não é incomum a gestante de primeira viajem desejar caracterizar este período pelos diversos sintomas, alguns como: náuseas, vômitos, polaciúria (aumento da frequência de ir ao banheiro), mastalgias (dores no seio), etc.

Sobre as modificações mais comuns, é importante saber:

1) Aumento do apetite

Este aumento da gordura corporal é regulado pelo mecanismo central, principalmente por ação da progesterona, que rege a gestação e a menopausa. Sendo que a orientação é de fracionamento da dieta e escolha do alimento, que é suficiente no controle do peso.

2) Sialorreia

Que é o aumento da salivação, e que não há explicação plausível, mas a tomada de extrato de beladona, quatro vezes ao dia, é útil.

3) Mastalgias

Mais conhecida como dor nas mamas, e é consequente ao fator hormonal e passageiro, portanto evitar compressão local é de útil.

4) Contrações uterinas

Elas trazem desconforto abdominal ecológico, já que esta sensação de sangramento eminente não é bem vinda. Se oferecemos “nati-espasmódicos”, a gestante diz que não é necessário, somente não gostaria de sentir esta sensação.

5) Leucorreias

Mais conhecidos como corrimentos, que é o aumento da secreção vaginal normal consequente à ação hormonal e se houver desconforto o uso de “antifúngicos” e “metronidazol” devem ser usados sem restrição, no segundo e terceiro trimestres.

6) Insônia e hipersonia

São de causa emocional, traduzindo dificuldade na adaptação desta nova condição. Talvez o tempo e o apoio psicológico médico seja o passo mais importante.

7) Estrias

Ainda têm etiologia desconhecida. O tratamento com uso de hidratantes e substâncias oleosas são as opções, porque o ácido retinóico, recomendado no tratamento de estrias, tem contraindicação absoluta na gestação. Fatores como idade, ganho de peso excessivo e raça parecem estar mais relacionados ao seu aparecimento.
Todos esses sintomas desaparecerão com o tempo ou podem nem aparecer. O importante é ter uma gestação tranquila, com orientação médica, boa alimentação, atividade física saudável e muito amor.

Quer saber qual o seu peso ideal a cada semana de sua gravidez? Quer acompanhar e controlar se esta engordando apenas o necessário?

Então fica a dica de usarem uma calculadora online gratuita do site da Zazou que diz exatamente isto em:

http://www.zazou.com.br/home/default.asp?id=calculadoras&pg=peso_ideal

As estrias são cicatrizes causadas pela ruptura das fibras elásticas e de colágeno.

Estas fibras estão localizadas na camada mais profunda da pele. A estria inicia-se com um processo inflamatório, por isso surgem as linhas vermelhas. O organismo passa a produzir um colágeno mais espesso e a marca fica semelhante a uma cicatriz com coloração perolada: a melanina, pigmento que dá cor à pele, desaparece.

As estrias são lesões lineares, geralmente paralelas, que podem variar de um a vários centímetros de extensão.

Inicialmente as lesões são avermelhadas ou róseas, evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Em pessoas de pele morena, as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia. A pele na área afetada tem consistência frouxa. Algumas pessoas desenvolvem estrias mesmo com pouca distensão da pele; outras não desenvolvem estrias nem mesmo na gravidez — quando a distensão da pele é muito grande.

Alguns fatores que contribuem para o surgimento das estrias:

1) Alterações do peso:

Emagrecer ou engordar de forma rápida e excessiva pode provocar o esticamento da pele.

2) Problemas hormonais:

O aumento da produção de estrógeno e progesterona podem fragilizar as fibras de colágeno e elastina, tornando mais fácil de serem rompidas.

3) Genética:

A elasticidade e a resistência da pele dependem das características hereditárias.

4) Gravidez:

Se não houver controle de peso, a pele pode estriar.

Lembrando de que nas lojas da Zazou em São Paulo (Atílio na Vila Olímpia) e no Rio de Janeiro (Forum de Ipanema) temos à sua disposição para venda as melhores marcas de linha de hidratantes especialmente feitos para a necessidade do corpo das grávidas.

Como Evitar Estrias na Gravidez X Hidratantes para Gestantes nas Lojas da Zazou

Vejam no vídeo abaixo do programa Viver Bem Sábado às 9h da manhã TV Ponta Negra do SBT em Natal, que mostra uma matéria que explica melhor sobre a Toxoplasmose na gravidez.

Para não perder a beleza durante a gravidez e cuidar com segurança da pele, unhas e cabelo, é preciso conhecer quais produtos e tratamentos estão autorizados. Os esmaltes, por exemplo, podem ser usados sem problemas.

“Mas se a gestante tiver histórico de alergia deve usar os hipoalergênicos. A acetona, que resseca a unha e tem cheiro forte, deve ser substituída pelo removedor de esmalte“, indica Emerson Andrade Lima, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A dermatologista Carla Vidal aconselha que as gestantes mantenham a cutícula. “É uma área de proteção à defesa do organismo. Não deve ser retirada, sobretudo nesta fase”, aconselha.

Hidratantes específicos para grávidas e aqueles rotulados como naturais estão liberados. “O ideal é que o médico analise a fórmula do produto. Também é melhor confiar em produtos de laboratórios conhecidos, que a gestante já tenha usado”, lembra Lima. Já Carla Vidal alerta que algumas substâncias são proibidas, como a ureia e o ácido retinoico. “Muitos cremes vendidos em farmácia contêm ureia”.

Outra preocupação é com o aparecimento de manchas escuras na pele, devido à combinação dos hormônios típicos da gravidez com a exposição à luz solar ou artificial, como aquelas de escritórios. “O uso do protetor solar é ainda mais necessário durante a gravidez. Faça frio ou sol, dentro ou fora de casa, pele de grávida deve estar protegida”, alerta o diretor da SBD.

Para os pelos, as restrições são mais severas. Não use produtos descolorantes e cremes depilatórios, pois eles contêm substâncias químicas. As ceras do tipo natural, com mel, por exemplo, são liberadas. Carla diz, porém, que o produto pode causar escurecimento da pele e o aparecimento de foliculite. “O melhor é usar a lâmina”, diz.

Durante a gestação o cabelo fica mais bonito. Isso acontece por conta de alguns hormônios, como o estrógeno, responsável pelos caracteres femininos, explica o ginecologista e obstetra Eduardo Zlotnik, do Hospital Israelita Albert Einstein. Mesmo assim, as madeixas sempre trazem preocupação para as gestantes.

Pintar os cabelos não é indicado. “Nenhum estudo científico comprova que faça mal, mas a maioria dos médicos não indica”, alerta Zlotnik. Eduardo Souza, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, explica que o problema está no contato da química com a raiz.

“Qualquer substância química que for aplicada no couro cabeludo será absorvida”, diz. Luzes e mechas feitas só nas pontas, lembra Souza, são permitidas, com cautela. Alisamentos devem ser descartados. Xampus e condicionadores não têm restrições. “Mas prefira os naturais, com formulações leves”, indica a dermatologista Carla.

Com orientação adequada e, em muitos casos, o uso de medicamentos preventivos, é possível controlar as crises. Mas, e quando a mulher decide engravidar?

De acordo com o neurologista Abouch Krymchantowski, administrar as cefaleias, de um modo geral (a enxaqueca é apenas um dos vários tipos existentes), não é tarefa simples quando a paciente está gravida, já que são poucos os medicamentos permitidos para gestantes. Quem faz tratamento costuma receber a orientação de adotar algum método contraceptivo.

A boa notícia é que cerca de 75% das mulheres com o problema melhoram quando ficam grávidas, pois os hormônios produzidos na gravidez protegem a mulher da cascata química que leva à enxaqueca.

Aproximadamente 15% das mulheres permanecem com o mesmo padrão de enxaqueca e outras 10% têm o problema agravado durante a gravidez. Muitas mulheres que nunca tiveram os sintomas, inclusive, começam a ter crises somente após engravidar, em especial nos três primeiros meses, fase mais crítica para o consumo de drogas.

Decidir entre tomar remédio ou não é algo que deve ser decidido após uma análise criteriosa dos riscos e benefícios, como ressalta o neurologista.

Como não é ético fazer pesquisas de medicamentos com grávidas, é difícil que algum fármaco seja apresentado como 100% seguro para esse público. O que existe são relatos de uso em mulheres que engravidaram sem planejar e continuaram tomando a substância. A partir desse tipo de monitoramento, explica Krymchantowski, já foi possível estabelecer a segurança de algumas drogas. Mesmo assim, quando a gestante opta pelo remédio e o bebê nasce com alguma anomalia, ainda que o problema não pareça relacionado com o uso da substância é difícil para a mulher perdoar a si mesma e ao médico.

Um dos poucos analgésicos permitidos às grávidas é o paracetamol (princípio ativo do Tylenol).

Mas é preciso cautela, pois o abuso da substância pode prejudicar o fígado. Para muitos casos de enxaqueca, no entanto, o remédio não resolve. Tomar um café forte, algo que segundo o neurologista também pode ajudar quando não há analgésicos à mão, também é contraindicado por muitos obstetras, pois a cafeína acelera os batimentos cardíacos do bebê.

Para aliviar os sintomas da enxaqueca de forma natural, o médico recomenda repouso durante as crises, compressas geladas na cabeça (que ajudam a contrair os vasos) e técnicas de relaxamento, como alongamentos e massagens.

Também é aconselhável evitar situações ou alimentos que podem deflagrar a enxaqueca. Estresse e variações no padrão de sono (dormir pouco ou demais), assim como o consumo de queijos, embutidos, chocolate, aspartame e frutas cítricas, costumam ser gatilhos para boa parte das pessoas que têm o problema.

Outra alternativa que pode ter efeito, segundo Krymchantowski, é a acupuntura. “Eu recomendo a técnica como acessória ao tratamento”, diz.

A engenheira de segurança Margareth Fernandes Ribeiro, de 39 anos, passou cerca de dez anos sem saber que sofria de enxaqueca, pois um médico atribuiu suas dores a uma sinusite. Por causa do diagnóstico incorreto e do uso de remédios que não eram indicados para o quadro, ela passou a ter dores cada vez mais frequentes. “Tinha duas, três crises por semana e quase desmaiava de dor”, lembra.

Depois de ser medicada adequadamente pelo neurologista, a enxaqueca foi controlada. Mas o tratamento teve que ser interrompido assim que ela descobriu que estava grávida. Para sua sorte, ela faz parte do grupo de mulheres que se beneficia da gestação e não teve uma crise, sequer, durante os nove meses.

Dois meses após o parto, no entanto, as dores voltaram. “O Tylenol ajudava, mas não resolvia”, comenta. Seguindo à risca os conselhos do médico para evitar os fatores deflagradores da enxaqueca, ela conseguiu administrar as crises até os seis meses do bebê, quando deixou de dar de mamar para poder voltar aos remédios.

Depois de dar à luz, a engenheira notou que sua enxaqueca ficou diferente. “Passei a ter crises só antes do período menstrual”, conta. Krymchantowski diz que esse padrão é bastante comum entre as mulheres, já que a enxaqueca está ligada a oscilações no nível de estrogênio. O uso de anticoncepcionais muitas vezes deve ser suspenso, quando há piora dos sintomas, ou então a pílula é administrada de forma contínua, para evitar os picos hormonais.

Muitas mulheres só se livram da doença de vez na menopausa, período em que a produção de estrogênio cai. Mas as que fazem reposição hormonal costumam ter o problema agravado. Nesses casos, é preciso que neurologista e ginecologista atuem em parceria, para ajustar a terapia e evitar as crises.

Um estudo apresentado durante a Conferência Internacional de Microbicidas, que aconteceu em Pittsburgh nos Estados Unidos, mostrou que a gravidez aumenta o risco de contrair ou de transmitir o vírus da Aids.

Pesquisas anteriores já mostravam que as mulheres têm maior risco de contrair a doença durante a gravidez. No entanto, um novo levantamento, realizado por pesquisadores da Universidade de Nairóbi, no Quênia, e da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, revelou que os homens têm duas vezes mais chances de se infectar quando a sua parceira portadora do vírus está grávida.

De acordo com os pesquisadores, ainda não é possível dizer exatamente qual é o motivo desse fenômeno. Uma das hipóteses é o fato de, durante a gravidez, haver maior quantidade de células imunológicas na região vaginal, situação que pode tornar homens e mulheres mais suscetíveis ao vírus durante esse período. As células imunológicas são aquelas utilizadas para a defesa do organismo.

Segundo o médico infectologista Esper Kallás, da USP (Universidade de São Paulo), o vírus da Aids se multiplica nessas células de defesa e, por isso, pode haver uma quantidade de vírus maior na mucosa da vagina. Segundo ele, pode haver ainda a influência de hormônios ou uma inflamação na vagina, o que atrairia as células de defesa.

Além do aumento da carga viral, outra possibilidade é que a gravidez e a alteração hormonal facilitarem a ocorrência de lesões na região genital, tornando a mucosa mais sensível. Kallás apresenta ainda uma última hipótese, porém menos provável, de que a mulher grávida esteja mais exposta ao vírus porque praticaria mais relações sexuais.

Richard Beigi, obstetra e professor da Universidade de Pittsburgh, disse que a descoberta indica que os homens devem redobrar os cuidados ao se relacionar com grávidas. Entretanto, ele espera que isso não seja motivo de preconceito contra essas mulheres.

Usar camisinha já é uma ótima medida de prevenção que todos os homens deveriam seguir. Além disso, outra forma de prevenção é os portadores do vírus seguirem corretamente o tratamento contra o HIV, o que diminui a carga viral de seus organismos.

No estudo, os pesquisadores acompanharam, por dois anos, 3.321 casais, em que um dos parceiros estava infectado pelo HIV e o outro não. Desse total, em 1.085 dos casos o homem era soropositivo, enquanto em 2.236 dos casais a mulher estava infectada. Durante esse período, foram registradas 823 gestações nesse grupo.

Os voluntários analisados moravam em países africanos como Botsuana, Quênia, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Entretanto, para o especialista da USP, é preciso ter cautela com o resultado da pesquisa, já que foi realizado em países que tratam a Aids de uma forma diferente daquela adotada no Brasil.

Essa realidade é aplicada para a região onde foi feito estudo e não dá pra transpor [o resultado] para a realidade brasileira.

Kallás justifica que, além das diferenças étnicas, biológicas, sociais e econômicas entre o Brasil e aqueles países africanos, é preciso levar em conta que as brasileiras portadoras do HIV que ficam grávidas são colocadas em tratamento, o que afetaria as conclusões do estudo.

Se essas mulheres portadoras [avaliadas] que ficaram grávidas seguissem as normas brasileiras, elas entrariam em tratamento no mínimo a partir da segunda metade da gravidez, o que diminuiria a quantidade de vírus.

Uma mulher grávida sabe que durante a gestação alguns cuidados devem ser tomados. Evitar alguns alimentos, que são fontes de altas calorias, e cuidar da saúde do corpo é a melhor forma para garantir uma gravidez tranquila para a mamãe e para o bebê. Mas, e a saúde bucal?

O que fazer para que a futura mamãe possa garantir uma boa saúde ao filho desde a barriga cuidando da boca?

Quem responde a essas dúvidas é a Dra. Fátima Caldeira, do SPA Dental, localizado em São Paulo.

A profissional começa dizendo que diferentemente do que muita gente pensa a gestante pode sim receber tratamento odontológico.

“Em qualquer idade gestacional, ela poderá ser atendida, embora o segundo trimestre (3º ao 6º mês de gestação) seja o momento mais oportuno, porque nessa fase, ela se encontra num período de maior estabilidade”, diz Dra. Fátima.

A especialista também lembra que durante a gravidez ocorrem algumas alterações que podem levar a problemas dentais ou gengivais.

Os mais comuns são: gengivite gravídica, devido ao aumento dos hormônios progesterona e estrógeno; a presença de náuseas e vômitos frequentes pode afetar o esmalte dos dentes, devido ao aumento da acidez bucal e também o que é conhecido como “secura de boca” uso da anestesia, a doutora diz que não existem riscos, desde que o efeito dos anestésicos e as alterações que ocorrem durante a gravidez sejam de conhecimento do dentista responsável pelo tratamento. As gestantes podem apresentar uma elevação da pressão arterial e isso deve ser levado em conta. O dentista junto com o ginecologista deverá escolher o anestésico apropriado.

E quando as mães são orientadas a terem uma alimentação balanceada não é à toa. A gestante tem que consumir produtos constituídos por diferentes grupos de alimentos, entre eles, carne, frutas, legumes, verduras, cereais, leite e seus derivados. A saúde bucal da mãe é muito importante, pois segundo estudiosos da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, uma vez na circulação as bactérias que vivem num sorriso mal conservado disparam reações químicas que apressam o parto. Se os cálculos forem precisos, uma gengivite aparentemente simples consegue aumentar em até sete vezes as chances de uma mãe ganhar um bebê prematuro.

A doutora Fátima também lembra que a saúde bucal da mãe tem tudo a ver com a saúde bucal da criança. Os pais, particularmente a mãe, determinam muito o comportamento que os filhos adotarão para ter uma higiene bucal adequada, pois é a partir do 4º mês de vida intra-uterina que começa a se desenvolver o paladar do bebê. Portanto, a alimentação da gestante será responsável pelas preferências alimentares da criança após o nascimento.

E não esqueça: Para se evitar problemas dentais durante a gravidez é necessário uma higiene bucal apropriada e isso só será possível com o acompanhamento de um profissional.

A maioria das mulheres desconhece os riscos que a doença da tiróide pode causar na gravidez: aborto, mal formação do bebê e defict de desenvolvimento intelectual.

Mas estes riscos são fáceis de ser evitados. Basta que a pessoa que tenha hipotiroidismo, baixa ou nenhuma produção de hormonios, tenha sido diagnosticada.

O hipotiroidismo é uma situação muito frequente. Estima-se que 2 por cento dos adultos sofram desta doença da tiróide e que cerca de 10 por cento das pessoas com mais de 50 anos tenham uma forma ligeira ou sub clínica desta patologia.

As doenças da tiróide são cinco a sete vezes mais frequentes nas mulheres. Durante a gravidez, as necessidades de hormonio da tiróide aumentadam até 50 por cento.

Esta situação deve-se ao fato da mãe precisar de mais hormonio da tiróide, é que o bebé em gestação dependente destes hormonios da mãe.

Quando a mãe já tem hipotiroidismo é indispensável que haja um acompanhamento durante a gravidez e que o endocrinologista vá aumentando as doses de hormonio para evitar que a mãe entre em hipotiroidismo.

Nas crianças, os problemas da tiróide afetam o seu desenvolvimento físico e mental, provocando dificuldades da aprendizagem e mau desempenho escolar.

Um dos principais fatores de risco para o aparecimento de alterações da função da tiróide é o defict de iodo, que funciona como um combustível para esta glândula que controla o metabolismo do corpo.

Um estudo recente revela que 80 por cento das grávidas têm falta de iodo, das quais 20 por cento têm uma falta grave.

As gravidezes com defict de iodo vão dar origem a bebés que terão um desenvolvimento intelectual inferior aos bebés cujas mães não tinham essa carência, mesmo assim a situação não é para alarmar, nem para assustar; é pensar que a tiróide existe e que estamos alerta para estas doenças. O ideal é que todas as grávidas tomem um suplemento de iodo durante a gestação.

Cansaço, depressão, prisão de ventre, aumento de peso, diminuição da frequência cardíaca, sonolência e intolerância ao frio são sintomas de quem sofre de hipotiroidismo.

Já os sintomas de hipertiroidismo (produção excessiva de hormonio) são hiperativação do metabolismo, nervosismo, insónia, irritabilidade, aumento da frequência cardíaca, intolerância ao calor, perda de peso e tremores.

A depressão pós-parto masculina é pouco conhecida até entre os profissionais da área, mas isso não significa que seja rara. Do início da primeira gestação da mulher até o bebê completar um ano, um a cada dez homens tem a doença.

O dado é de uma revisão de 43 estudos, com 28 mil participantes, que acaba de ser publicada no “Jama”, periódico da Associação Médica Americana. Outros estudos apontam que, entre as mulheres, a taxa de depressão é de 15% a 20%.

A metanálise revela também que o período entre o terceiro e o sexto mês de vida do bebê é o mais crítico para os homens. Nessa fase, 25% deles sofrem de depressão.

Por outro lado, os três primeiros meses após o nascimento são os menos problemáticos, quando apenas 7,7% dos pais desenvolvem depressão.

“Nesses meses, a vida é muito corrida. O homem só começa a se dar conta do que está acontecendo depois do terceiro, quarto mês”, acredita a psicóloga Fátima Bortoletti, que atende casais durante o pré-natal e o pós-parto no setor de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Na opinião dela, a taxa pode ser ainda mais alta -nos EUA, por exemplo, chega a 14%.

Vários fatores que coincidem nesse período podem funcionar como gatilho da depressão masculina, segundo o psiquiatra Joel Rennó Júnior, coordenador do Pró-Mulher do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

“Muitos homens sentem-se inseguros em relação aos cuidados com o bebê e à disponibilidade de tempo necessária para ter uma participação ativa na criação do filho. Alguns não conseguem entender as mudanças da mulher em relação à sexualidade e à forma como vê seu corpo na gravidez”, afirma.

A situação econômica, frente às novas necessidades familiares, também os preocupa. Por fim, sentimentos de rejeição e exclusão são comuns entre os pais novatos.

Como resultado, uma parcela dos homens compete com o bebê pela atenção da mulher, outra ignora o filho e há os que tentam afastar a mãe dos cuidados com a criança ou que buscam relações extraconjugais.

A pesquisa reforça ainda a existência de correlação entre depressão masculina e feminina. “A mulher precisa da proteção do pai do bebê. Se ele passa a maior parte do tempo fora, a desproteção vem acompanhada do sentimento de abandono, que desencadeia a depressão feminina”, diz Bortoletti.

Como o trio familiar funciona de modo integrado, o desequilíbrio afeta todos. “A depressão masculina prejudica automaticamente a mãe, e o bebê é uma esponja emocional. Se seu parceiro está deprimido, ela fica insegura, irritada e passa isso para a criança, que pode ter problemas de aleitamento e dar mais trabalho”, completa.

Vejam no vídeo abaixo uma matéria do programa Fantástico do último domingo em ue a repórter Flávia Cintra mostra que as mamadeiras de plástico podem desprender o bisfenol A, que pode contaminar os alimentos. Ela dá dicas úteis às mães para evitar que seus filhos tenham problemas.

Uma das maiores queixas das mulheres durante a gestação é a dor na coluna.

De acordo com o ortopedista Alexandre Fogaça, especialista do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria da Saúde, estima-se que 70% das mulheres têm problemas nas costas durante a gravidez, pois o corpo sofre alterações que podem desencadear dores.

“A variação hormonal e o aumento do peso, principalmente no fim da gravidez, provocam alguns problemas, como lombalgias e tendinites”, explica.

Durante a amamentação, por ser um período em que a mãe carrega mais o filho no colo, também são frequentes as sobrecargas na coluna. O especialista lembra que, isso, normalmente, não leva a doenças mais graves, mas pode causar dores musculares e alterações de postura, como lordose e escoliose, que precisam ser tratadas.

Além do uso de analgésicos, que em alguns casos precisam ser prescritos, os tratamentos durante e após a gestação são feitos com fisioterapia, alongamentos para as pernas e exercícios físicos, para fortalecer a musculatura que reveste a coluna e o abdômen.

“Na fase de amamentação, as atividades físicas são mais recomendadas do que o uso de medicações, pois essas podem alterar o leite e prejudicar o bebê”, alerta Fogaça.

O médico ressalta que as mulheres que praticam exercícios físicos, antes e durante os primeiros meses de gestação, desde que não tenham nenhuma contra-indicação do obstetra, têm menos chance de sofrer de dores nas costas.

As grávidas também costumam não se sentir confortáveis na hora de dormir.

“O ideal é deitar de lado com um travesseiro da altura dos ombros e outro entre as pernas para equilibrar o peso e deixar a coluna alinhada”, observa Fogaça.

De acordo com ele, os métodos que estão na moda para carregar crianças, como Slings e Cangurus, também podem causar problemas de coluna. “A melhor maneira de transportar a criança é no carrinho e não no colo”, finaliza.

Infelizmente a Endometriose afeta mais de 6 milhões de brasileiras e se não tratada pode deixar a mulher estéril.

Uma em cada 10 mulheres em idade fértil convive com a Endometriose, doença que se desenvolve no aparelho reprodutor feminino e, de acordo com o Instituto da Endometriose, atinge 15% das brasileiras entre 15 e 45 anos de idade, o que corresponde a mais de 6 milhões de brasileiras.

As mulheres possuem um tecido que reveste internamente o útero, denominado endométrio, que cresce todos os meses para preparar o órgão para a gravidez

“Quando a gestação não acontece, há um desprendimento das células desse tecido que são eliminadas na menstruação. Porém, há casos em que parte do material se desloca para regiões do corpo, como ovário, superfícies internas do intestino e da bexiga, caracterizando a endometriose”, explica Nelson Valente, ginecologista do Laboratório Lego Medicina Diagnóstica.

A doença pode levar à esterilidade, mas, se detectada precocemente, as chances de cura são maiores.

Os sintomas mais comuns da endometriose são cólicas fortes, alterações urinárias e intestinais no período menstrual, além de dor durante a relação sexual e, em vários casos, dificuldade para engravidar.

“É muito importante que as mulheres sempre observem o próprio corpo para aprender a identificar se algo está fora do habitual. Por exemplo, ela deve diferenciar uma cólica menstrual aceitável, que não atrapalha a condução de suas tarefas cotidianas, daquela dor intensa que gera desconforto para urinar ou evacuar, e assim, saber quando é a hora de procurar ajuda médica”.

Para diagnóstica-la, além do exame ginecológico, o médico pode solicitar exames complementares, que auxiliarão no diagnóstico preciso da endometriose. Normalmente são feitos ultrassonografia com preparo intestinal, ressonância magnética e, de acordo com o caso de cada paciente, até procedimentos cirúrgicos, como é o caso da laparoscopia, que consiste na realização de um pequeno corte no abdome para introduzir um telescópio de fibra óptica que permite ao especialista visualizar se há inchaço ou inflamação nos ovários e trompas.

O diagnóstico vai determinar a conduta médica na hora de indicar o tratamento, que pode ser clínico ou cirúrgico. No caso das pacientes assintomáticas e que não desejam ficar grávidas, normalmente é indicado o uso de hormônios e analgésicos para a dor moderada. Porém, há casos em que só o procedimento cirúrgico pode resolver o problema.

Adotar medidas que reduzam o risco de estresse, observar se os ciclos menstruais estão regulares, fazer uso de pílulas anticoncepcionais e realizar exames ginecológicos regulares são importantes para a prevenir a endometriose.

Nos últimos anos, pelo menos um em cada cinco nascimentos é de mulheres com idade superior a 35 anos. Isto acontece pelo desejo destas mulheres conquistarem seu espaço da carreira profissional para, depois, pensarem na maternidade.

Existem ainda outros fatores que as motivam a buscarem um filho em uma idade tardia, como por exemplo, um segundo casamento com um homem que não tem filhos. Entretanto, tudo isto pode ter um preço alto, uma vez que estimula mulheres a engravidar em uma fase de declínio da fertilidade.

Muitas acreditam que, por continuarem com a aparência física de uma mulher de 30 anos, sua fertilidade também estará em alta. Mas o corpo feminino não é bem assim: os ovários refletem a idade cronológica da mulher.

As mulheres, quando nascem, têm um número pré-determinado de óvulos que serão desperdiçados com o passar dos anos - cerca de dois milhões. Na primeira menstruação, que acontece na idade próxima aos 12 anos, já ocorre uma diminuição de óvulos. somando então apenas 300 mil óvulos capazes de serem fecundados.

A cada ciclo menstrual, para cada óvulo que atinge a maturação, aproximadamente mil são perdidos. Neste processo contínuo, a quantidade de óvulos de boa qualidade disponíveis para serem fertilizados diminui.

O declínio da fertilidade é maior depois dos 35 anos. Estima-se que uma mulher com 38 anos ou mais tenha somente 10% dos óvulos que possuía na época da sua primeira menstruação. Aos 40 anos, poucos óvulos podem se desenvolver, já que a qualidade deles é bem inferior à encontrada aos 20 anos. Há dificuldade na ovulação, fertilização, implantação e desenvolvimento do embrião, menor chance de gravidez, maior chance de aborto e doenças cromossômicas.

Uma solução da ciência para se adaptar ao mundo moderno é o congelamento de óvulos, já que é cada vez mais frequente mulheres entre 30 e 37 anos sem filhos.

Muitas delas são solteiras e ainda não encontraram um parceiro. Outras são casadas, mas por razões pessoais não podem assumir no momento um filho e por isso querem adiar ao máximo a gestação.

“O congelamento de óvulos deve ser realizado apenas em casos específicos,como em mulheres de até 35 anos, mulheres com câncer que deverão ser submetidas à radioterapia e quimioterapia, ou que serão submetidas a tratamentos de fertilização assistida que respondem a indução da ovulação com um grande número de óvulos. As mulheres que têm histórico familiar de menopausa precoce também podem recorrer ao tratamento”, resume Arnaldo Schizzi Cambiaghi, médico do Centro de Reprodução Humana do Instituto Paulista de Ginecologia, Obstetrícia e Medicina da Reprodução (IPGO).

No futuro, elas poderão engravidar por meio da fertilização in vitro e, caso não tenham interesse em ter filhos, os óvulos congelados poderão ser descartados sem constrangimentos éticos, morais ou religiosos. Uma boa alternativa para diversos casos que necessitam da prorrogação da fertilidade.

E você já pensou em congelar os seus?

As mulheres que bebem álcool na gravidez aumentam o risco de que a criança desenvolva um tipo raro de cancro no sangue chamado de leucemia mielóide aguda (LMA), sugere um novo estudo, avança a agência Reuters.

Os investigadores analisaram 21 estudos e descobriram que as mulheres que beberam durante a gravidez tiveram um risco aumentado de 56% de a criança desenvolver LMA, relatam os autores na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

De qualquer forma, é importante que as mulheres saibam que a LMA na infância é rara (cerca de 700 casos são diagnosticados por ano) e tem provavelmente muitas causas, disse a Dra. Julie Ross da Universidade de Minnesota, em Minneapolis, que não estava envolvida no estudo.

Mas a especialista alerta que tendo em conta outros riscos associados à ingestão de álcool durante a gravidez, estes resultados podem contribuir para reiterar que é melhor abster-se do álcool se estiver grávida ou se planear engravidar.

Não se sabe realmente o que causa a leucemia em crianças, mas os cientistas suspeitam que possa haver uma interacção entre os genes e o meio ambiente, incluindo o álcool, explicam os autores do Research Center for Human Nutrition, em França.

Os resultados actuais servem para reforçar a recomendação contra o consumo de álcool durante a gravidez

Sociedade Brasileira de Hipertensão alerta que a doença crônica acomete cerca de 5% das gestantes e a pré-eclâmpsia afeta outros 5%. As chances de ocorrência em mulheres que já são hipertensas é de 25 a 30%, além da pressão alta ser responsável por 28,3% das mortes maternas no município de SP.

Hoje Dia 9 de maio é o dia das Mães. Entre abraços, presentes, e festas, é um momento de pensarmos na saúde da mãe, em particular da gestante, que será mãe em breve.

Estamos em plena Campanha para Prevenção e Tratamento da Hipertensão, lançada pelo Ministério da Saúde, em conjunto com as principais sociedades médicas. A Sociedade Brasileira de Hipertensão alerta para os cuidados da pressão arterial na gestante, em especial nesta data comemorativa do Dia das Mães.

Mantendo o foco na Campanha do Ministério da Saúde, a Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da FMUSP, sob coordenação do Prof Marcelo Zugaib, em parceria com o InCor e a Sociedade Brasileira de Hipertensão, realizará uma ação de aferição de pressão arterial exclusivamente de gestantes, como forma de alertar para os cuidados da pressão arterial durante a gestação.

A hipertensão arterial é a mais frequente complicação clínica observada durante a gravidez. A hipertensão arterial crônica acomete cerca de 5% das gestantes, e a tendência é que aumente a prevalência, visto o aumento da hipertensão na população em geral, e da gravidez em idades mais avançadas. Já a doença hipertensiva específica da gravidez, isto é, que aparece durante a gestação, (DHEG, pré-eclâmpsia) afeta 5% das gestantes, sendo mais comum em primigestas (primeira gestação) e em pacientes com outras doenças associadas (hipertensão arterial crônica, diabetes, doenças do colágeno como lupus, trombofilias). A chance de ocorrência de pré-eclâmpsia em mulheres que já são hipertensas é de 25 a 30%.

A falta de detecção ou controle inadequado da hipertensão na gravidez pode levar a complicações graves, como a ocorrência de eclâmpsia (convulsões e/ou coma), edema agudo dos pulmões, descolamento prematuro da placenta, hemorragias e insuficiência renal.

A hipertensão arterial na gravidez é também perigosa para o concepto, podendo levar à restrição do crescimento fetal (bebês de baixo peso), aumento das taxas de prematuridade, sofrimento fetal e até mesmo óbito fetal ou neonatal. O diagnóstico precoce da hipertensão arterial na gestação, e o controle clínico e obstétrico adequado destas pacientes são capazes de reduzir a morbidade e mortalidade materna e perinatal.

Dados do Relatório de Mortalidade Materna em 2005/2006, feita pela Área Técnica Da Saúde Da Mulher, da Coordenação da Atenção Básica - Secretaria Municipal da Saúde, mostram que a hipertensão arterial (eclâmpsia + pré-eclâmpsia + complicações da hipertensão arterial crônica) foi responsável por 28,3% das mortes maternas no município de SP durante os anos de 2005 e 2006 (41 casos de morte s - 21 hipertensão crônica e 21 pré-eclampsia - de um total de 145 mortes). Foi a principal causa de morte materna neste período, superando as hemorragias de origem obstétrica e as demais causas.

A Razão de Mortalidade Materna (RMM) neste período foi de 41,1 / 100.000 nascidos vivos. É importante frisar ainda que a hipertensão arterial pode afetar as pacientes no período pós-parto. Ao analisarmos os dados referentes à Mortalidade Materna Tardia (que ocorre do 43o dia do puerpério até 1 ano após o final da gestação), observamos que a hipertensão continua sendo a principal causa de óbito (11 em 29 casos). Provavelmente a perda de assistência médica regular, que é realizada durante o pré-natal, propicia a piora e mau cuidado das mulheres neste período.

A campanha do InCor e da Sociedade Brasileira de Hipertensão terá aferição da pressão arterial em gestantes no andar térreo dos ambulatórios do HC e no andar Térreo do InCor, no dia 7 de maio das 9 as 16 horas, onde também serão feitas orientações para os cuidados da pressão e distribuídos folhetos sobre a hipertensão.
Como forma de orientação às pacientes, haverá palestra com o tema “Hipertensão Arterial na Gestação: Verdades e Mitos” aberta para toda a população no anfiteatro do InCor das 10 as 12 horas.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe H1N1 imunizou 47,3 milhões de pessoas em todo o país.

Segundo o ministro da Saúde Jose Gomes Temporão apenas as gestantes e jovens de 20 a 29 anos não alcançaram uma imunização satisfatória, de 80% do público-alvo.

De acordo com Temporão, 63% das gestantes foram vacinadas em todo o país.

Mas o número vem aumentando, no último dia 13, eram apenas 48% de grávidas vacinadas.

“No começo da campanha houve muito ruído de comunicação e informações falsas na internet. A vacina não é prejudicial nem para a mãe, nem para o bebê. É importante que elas se imunizem, já que o maior número de óbitos por H1N1 ocorreu entre as grávidas. Vacinem-se”, pediu o ministro.

Em 2010, foram registrados 361 internações por H1N1, até o dia 3 de abril. Desse total, um em cada cinco casos esteve relacionado à gestação. Em relação às mortes, 50 no total, as mulheres correspondem a 76% e as gestantes a 32%.

“Sábado será o dia da Mobilização Nacional contra H1N1, gostaria de pedir, principalmente para as gestantes e os jovens nesta faixa estaria, que compareçam. Estamos chegando no inverno, período de maior circulação viral”, explicou Temporão.

No Rio de Janeiro, estado com o quinto pior histórico de imunização contra a gripe H1N1, apenas 60,9%, a campanha será prorrogada para gestantes, idosos portadores de doenças crônicas, crianças de seis meses a 2 anos e jovens de 20 a 29 anos. As informações são da Secretaria estadual de Saúde. O ministro acredita que as chuvas e os feriados atrapalharam a campanha no estado.

Durante a gravidez, as alterações hormonais influem na saúde ocular, aumentando o risco de surgir graves doenças nos olhos. As alterações mais comuns são a síndrome do olho seco e mudança na refração. Hipertensão e diabetes gestacional favorecem alterações na retina e glaucoma neovascular.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a maioria das gestantes apresenta a síndrome do olho seco, uma alteração na quantidade ou qualidade da produção lacrimal que está relacionada ao aumento da produção de estrogênio.

O médico afirma que os sintomas são: ardência, coceira, queimação, olhos vermelhos e irritados, visão borrada que melhora com o piscar, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, desconforto após ver televisão, ler ou trabalhar ao computador.

O tratamento é simples. Queiroz Neto explica que por ser um problema temporário é feito com lágrima artificial (colírio), que é uma medicação inócua sem efeitos adversos sobre o feto.

Em muitos casos, ressalta, basta estimular a produção lacrimal por meio de uma dieta com pouco carboidrato, gordura e carne bovina, porém rica em vitaminas A e E (presentes em alimentos como as frutas, verduras e legumes), além da suplementação com Ômega 3, presente nas sementes de linhaça, nozes e algumas verduras.

Queiroz Neto destaca que o aumento da glicose no sangue e a hipertensão arterial podem causar sérias complicações oculares. As principais são:

1) Retinopatia diabética que se caracteriza pelo crescimento de neovasos na retina que comprometem a saúde da membrana, com alto risco de cegueira.

2) Hemorragia vítrea quando os neovasos comprometem o vítreo, substância transparente e gelatinosa que preenche o globo ocular, provocando a obstrução súbita da visão.

3) Descolamento da retina causada pela tração do humor vítreo que separa as camadas da retina levando à visão de flashes de luz e manchas escuras. O tratamento cirúrgico deve ser imediato para evitar a perda da visão

4) Glaucoma neovascular decorrente da formação de neovasos na íris que pode aumenta a pressão intra-ocular e resultar na perda da visão.

O médico lembra que o diabetes gestacional geralmente surge a partir da 24ª semana de gravidez e regride após o nascimento do bebê. Entretanto, a partir da 12ª semana de gestação, mulheres que fazem parte dos grupos de risco devem fazer exame de tolerância à glicose para evitar doenças oculares e complicações gestacionais.

Devem estar alertas mulheres que apresentam:

1) Hipertensão arterial

2) Sobrepeso e gordura abdominal

3) Histórico familiar ou pessoal de diabetes

4) Crescimento excessivo ou lento desenvolvimento do feto

5) Grande ganho de peso na gravidez

6) Idade superior a 25 anos

7) Baixa estatura

A principal recomendação do médico para controlar o desenvolvimento da doença é fazer uma dieta rica em proteínas, com pouco açúcar e carboidratos.

Tomar suplementos de vitamina D durante a gravidez pode impedir partos prematuros e infecções, pelo menos este foi o resultado de um recente estudo apresentado no encontro anual das Sociedades Acadêmicas de Pediatria, em Vancouver, no Canadá.

Infelizmente estes estudos recentes têm demonstrado que a deficiência de vitamina D durante a gravidez é um grave problema de saúde pública.

Segundo Carol L. Wagner, uma das autoras do estudo e pesquisadora da Universidade da Carolina do Sul (Estados Unidos), nas décadas de 50 e 60 as pessoas acreditavam que a vitamina D poderia causar defeitos no nascimento. Mas estudos provaram que a vitamina D é importante para a saúde da mãe e do bebê, contribuindo com a saúde óssea e com a imunidade.

A vitamina D não está muito presente na alimentação habitual: está contida no fígado dos peixes e no bacalhau. Mas a principal fonte é a exposição ao Sol, que permite a pele de produzi-la. Porém, isso não garante as quantidades necessárias da vitamina, por isso o estudo recomenda o uso dos suplementos vitamínicos para as gestantes.

A dieta não fornece a quantidade suficiente de vitamina D, além disso, nós não nos expomos ao sol tanto quanto precisamos.

Os pesquisadores também analisaram os efeitos da vitamina D em complicações durante a gravidez, diabetes gestacional, infecções, parto prematuro e nascimento.

O estudo mostrou que as mulheres que consumiram vitamina D tiveram menores taxas de parto prematuro e nascimento prematuro, além de taxas mais baixas de infecção.

Você já esta tomando algum tipo de suplemento?

Muitas grávidas sentem dores ou desconfortos na região lombar por conta da gravidez e durante o pós-parto. As dores normalmente são causadas pelo deslocamento do centro de gravidade para frente, levando a uma mudança no eixo do equilíbrio e resultando no aumento da lordose lombar.

“Muitas mulheres reclamam de dores nas costas durante a gestação e no pós-parto. Embora um leve desconforto faça parte do processo por causa da mudança no eixo de equilíbrio, é preciso cuidar da coluna para que não ocorra desgaste nas articulações intervertebrais”, explica o fisioterapeuta osteopata Helder Montenegro, fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral.

Além do peso da barriga, as alterações hormonais fazem com que os ligamentos fiquem elásticos, promovendo a diminuição da massa muscular e deixando as articulações mais desprotegidas. Outro fator que contribui para as dores na região lombar é a distensão dos músculos abdominais que perdem sua função de proteção à coluna devido ao crescimento do útero.

“E se as dores não tiverem sido prevenidas ou tratadas durante a gravidez, no pós-parto elas poderão se agravar em virtude da fraqueza dos músculos abdominais e da sobrecarga física que os cuidados ao bebê impõem à mãe”, completa Helder Montenegro.

Segundo o fisioterapeuta do ITC Vertebral, cuidados simples podem ajudar durante a gravidez e principalmente no pós-parto, como:

1) Fazer exercícios preventivos com orientação de um profissional qualificado e sempre conforme a orientação médica;

2) Durante o ato de amamentar, evitar ficar muito tempo com a cabeça inclinada para baixo e colocar um apoio para o braço que sustenta o bebê – esses cuidados evitam dores na região cervical;

3) Ao pegar ou colocar o bebê no berço, dobre um pouco (flexione) os joelhos e contraia os músculos abdominais.

Mais informações no site: www.herniadedisco.com.br

Em nome do conforto, vale até comer enquanto o bebê não chega. Uma revisão recente de cinco estudos científicos concluiu não haver provas de que a alimentação durante o parto normal faz mal à mulher.

O trabalho avaliou dados de 3.130 mulheres e foi publicado pela Cochrane, rede internacional de revisão de pesquisas.

A crença de que a mulher deve ficar em jejum vem dos anos 1940, quando foi levantado o alerta de que, durante uma anestesia geral, haveria maior risco de vômito e de o alimento do estômago ser aspirado pelos pulmões, causando problemas à paciente.

Mas a anestesia aplicada na gestante só atinge o abdômen e os membros inferiores, tornando mínimo o risco de reaspiração dos alimentos. Muitos médicos têm receio de ser necessária uma anestesia geral, mas isso é raro e atípico.

Na verdade, a alimentação pode ajudar a mulher: como ela pode esperar até 16 horas para o bebê nascer, precisa de uma fonte de energia. Se sente fome, é sinal de que há algum nível de hipoglicemia. É mais saudável oferecer comida do que dar glicose na veia.

A exceção ocorre no caso de uma cesariana agendada. A cirurgia requer oito horas de jejum para alimentos sólidos e seis horas para líquidos.

“Se o parto for normal, mas houver suspeita de que a mulher não vai ter dilatação, também é melhor evitar a alimentação”, diz a ginecologista Márcia da Costa, coordenadora médica da maternidade do Hospital São Luiz - unidade Vila Olímpia.

Os alimentos devem ser leves como grelhados, purê, arroz e vegetais, para não piorar um eventual mal-estar causado pela dor, segundo a ginecologista Márcia da Costa. Se ela estiver indisposta, pode tomar sopa. Vai do desejo da paciente. Se ela estiver sem apetite, o médico pode manter os níveis de glicemia com soro.

A depressão pós-parto, que atinge 13% das mães, pode ser minimizada com exercícios de fisioterapia, conforme mostrou um novo estudo publicado no periódico “Physical Therapy“.

A pesquisa avaliou 161 mulheres, divididas em dois grupos. Durante oito semanas, o primeiro grupo foi submetido, com os bebês, a exercícios de fisioterapia, e recebeu também 30 minutos de aulas sobre cuidados maternais. O segundo grupo só participou das aulas.

Os resultados revelaram que houve melhora significativa nos sintomas entre as mulheres do primeiro grupo e também uma redução de 50% no risco de necessidade de medicação em decorrência do distúrbio. As participantes, passadas as oito semanas, completaram a Escala de Depressão Pós-Parto de Edinburgh, teste que mede a gravidade do quadro.

A maioria dos casos de depressão pós-natal tem início nos primeiros três meses depois do nascimento do bebê. A duração do distúrbio varia de mulher para mulher. Além da questão hormonal, a depressão pode ser agravada por fatores socioculturais, como a baixa autoestima da mãe, sua experiência durante o parto e a falta de apoio e de serviços de saúde específicos.

De acordo com Miriam Zanetti, coordenadora do curso de especialização de fisioterapia em obstetrícia da Unifesp, há estudos que mostram que gestantes que sentem dores lombopélvicas, que pioram a qualidade de vida e o sono da mulher, têm três vezes mais chance de ter depressão.

A fisioterapia pode ajudar a mulher grávida com exercícios (aeróbicos e anaeróbicos), alongamentos, técnicas para melhorar a capacidade cardiopulmonar e com orientações educacionais sobre as alterações físicas pelas quais ela está passando, o que a deixa mais segura.

“O que se sabe hoje é que, durante os exercícios físicos, são liberadas substâncias como serotoninas e endorfinas que trazem bem-estar à praticante”, diz Mary Nakamura, professora do departamento de obstetrícia médica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Segundo ela, os exercícios físicos, de modo genérico, podem melhorar muito os sintomas da depressão pós-parto.

Veja no vídeo abaixo a entrevista da Tânia Carvalho, no programa Falando da TVCOM, em que ela entrevista a ginecologista Mariângela Badalotti sobre a gravidez após a menopausa.

E você o que acha desta novidade?

Um estudo da Case Western Reserve University, em Cleveland, no Estado americano de Ohio, e da Hathaway Brown School, da cidade de Shaker Heights, no mesmo Estado, indica que bactérias encontradas nas bocas de gestantes podem contribuir para nascimentos prematuros de bebês.

A pesquisa foi publicada na edição de abril do jornal Infection and Immunity e divulgada pela Sociedade Americana de Microbiologia. A pesquisa indica que a gengivite, um problema comum durante a gestação, aumenta a concentração de bactérias na boca e a possibilidade de transmissão desses microorganismos para a placenta pela corrente sanguínea.

De acordo com a sociedade, cerca de 12,7% dos nascimentos nos Estados Unidos são prematuros, o que indica um aumento de 36% nos casos nos últimos 25 anos. A infecção intrauterina é a principal causa de nascimentos prematuros e abortos. Durante um longo período, a infecção intrauterina foi associada a bactérias encontradas na vagina das grávidas, contudo, estudos recentes indicam que bactérias achadas na boca também podem causar o problema.

Os pesquisadores de Ohio ainda identificaram um grupo de bactérias capazes de colonizar a placenta de camundongos, sendo a maioria originária da cavidade oral e associadas com problemas na gravidez em humanos.

De acordo com os cientistas, os resultados podem levar a terapias para reduzir constantemente a quantidade de bactérias nas bocas das gestantes, o que pode contribuir para uma gestação mais saudável.

As mulheres que foram mães têm um risco menor de desenvolverem artrite reumatóide (AR), mas esse efeito protector parece desaparecer uns anos após o parto, sugere um estudo publicado na revista Arthritis & Rheumatism.

Uma equipa de cientistas do centro de investigação contra o cancro Fred Hutchinson e da University of Washington, ambos nos EUA, analisaram os dados clínicos de 310 mulheres com diagnóstico recente de AR e de 1418 mulheres sem a doença.

Verificaram que as mulheres que tinham sido mães eram 39% menos propensas a ter AR do que as nunca tinham estado grávidas. Mas esta protecção foi diminuindo com a passagem do tempo.

A equipa liderada por Katherine A. Guthrie verificou que as mulheres que tinham tido o último filho nos últimos 5 anos eram 71% menos propensas a ter AR do que as que não tinham sido mães.

No entanto, o risco já era 24% menor entre as mulheres que tinham tido um filho há mais de 15 anos.

Segundo a pesquisadora, é possível que as células fetais que permanecem no corpo materno proporcionem algum nível de proteção. Estas células fetais são geneticamente diferentes das da mãe, sendo que metade dos genes dos filhos provém do pai. E, se essas células transportam genes que reduzem o risco de desenvolver AR, isso poderia, em teoria, modificar a possibilidade de a mulher sofrer da doença.

O estudo verificou que 9% das 120 participantes que tinham sido mães nos últimos cinco anos tinham AR. Por seu turno, tinham AR 14% das 345 mulheres que tinham tido um filho entre os últimos 5 a 15 anos e 17% das 805 mulheres que eram mães há mais de 15 anos. Das 406 mulheres que não tinham filhos, 24% tinham AR

A cárie se tornou um dos principais vilões da saúde infantil, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), 60% das crianças brasileiras com cinco anos de idade possuem cárie, aos 12 anos as crianças possuem, em média, três dentes cariados, perdidos ou obturados.

De acordo com o presidente da ABO, Norberto Francisco Lubiana, os principais fatores que causam cáries em crianças são alimentação rica em doces e falta de escovação dentária. Ele lembra que é fundamental a vigilância diária dos pais, o auxílio na higiene, além de visitas a cada seis meses ao dentista.

A odontologia para bebês é um mercado que tende a crescer cada vez mais. A população está conscientizando-se da importância da saúde bucal dos bebês. O que ainda falta são programas de incentivo do governo para a odontologia preventiva.

A frequência da doença é alta entre os pequenos, mas o número de cáries por criança caiu nos últimos anos. Antes, cada criança tinha sete cáries. Hoje são três. O número caiu por causa da maior informação.

O cuidado contra a cárie deve começar desde a gravidez. Especialistas dão algumas dicas:

1) Na Barriga da mãe

Os dentes de leite começam a se formar na sexta semana de gravidez. A mãe deve evitar álcool e drogas, e preparar os seios para a amamentação para evitar que o bebê tenha má formação da arcada.

2) Sem dentes

Antes dos primeiros dentes nascerem, a limpeza da gengiva deve ser feita com algodão ou gaze embebida em água filtrada ou fervida, sempre após as mamadas.

3) Dentes de leite

Quando surgirem os primeiros dentes, a criança pode começar a escovação com pasta sem flúor. Depois dos três anos, ela já sabe cuspir e a pasta pode ter flúor, mas em pouca quantidade.

4) A partir dos sete anos

A criança já consegue fazer a escovação sozinha, mas supervisionada por adultos.

Aproximadamente um quarto de todas as mulheres sofre de depressão durante a gravidez, mas as gestantes podem reverter esse quadro de uma maneira mais saudável do que tomar antidepressivos. A acupuntura pode oferecer alívio durante a gravidez, foi o que apontou estudo da Universidade Stanford.

Ao total 150 mulheres deprimidas, grávidas de 12 a 30 semanas, foram analisadas. Os pesquisadores escolheram aleatoriamente 52 gestantes para receber acupuntura específica para sintomas de depressão, 49 para acupuntura comum e 49 para um tipo específico de massagem.

Foram oito semanas de tratamento com a acupuntura e durante esse período cada mulher recebeu 12 sessões de 25 minutos. As que receberam acupuntura não sabiam qual tipo estava designado a elas, no tratamento específico para depressão, as agulhas são inseridas em pontos do corpo que, diz-se, correspondem a sintomas como ansiedade, abandono e apatia.

A pesquisa indicou que quase dois terços das mulheres do grupo da acupuntura específica para depressão mostraram uma redução de pelo menos 50% em seus sintomas, comparado a pouco menos da metade das mulheres tratadas com massagem ou acupuntura comum. O método pode ser um grande aliado para as gestantes. Já que a maioria apresenta irritabilidade e instabilidade emocional.

Você tem tido cãimbras durante sua gravidez?

Trata-se de uma contração involuntária dos músculos, acompanhada de fortes dores, pode durar segundos ou até minutos, a cãimbra pode atingir vários músculos de uma única vez.

Existem diversos fatores que causam as cãimbras musculares entre eles as perdas de sódio e líquidos, já que o sódio é um mineral importante para os nervos que leva aos movimentos dos músculos.

Os locais mais atingidos pelas cãimbras são as panturrilhas, músculos anteriores e posteriores da coxa, pés, mãos, pescoço e abdômen. O indivíduo pode perder água e sal por meio do suor excessivo, resultando cãimbras de calor. Porém a diminuição de cálcio no sangue em razão de algumas doenças como distúrbios das glândulas suprarrenais, fadiga muscular, posições incômodas de pernas e braços e varizes nas pernas, também podem levar ao problema.

Outros fatores também podem levar às cãimbras como a desidratação, gravidez, doenças neurológicas, longos períodos de inatividade, alterações estruturais - como pé chato e hiperextensão do joelho, deficiência de vitamina B1, B5 e B6, anemia e diabetes.

Algumas ações ajudam a aliviar as cãimbras como massagear a área afetada, pois alivia a dor e auxilia no estímulo à corrente sanguínea e do movimento de líquidos na área; apoiar o pé no chão e andar apoiando o peso do corpo nos calcanhares, caso a cãimbra ocorra na panturrilha. Se ocorrer nos dedos dos pés, peça para alguém dobrar o dedo no sentido contrário e em caso de cãimbra no braço, peça para que dobrem o antebraço até formar um ângulo reto.

Para prevenir as cãimbras é importante praticar exercícios físicos com frequência e com intensidade adequada; beber muito líquido durante os exercícios; repor níveis de sódio durante os intervalos de exercícios pesados e transpiração excessiva; alongar os músculos; não exagerar na capacidade de peso; descansar os músculos após um treino intenso; ingerir líquidos que contenham eletrólitos e consumir alimentos que contenham minerais, como frutas e vegetais.

Alguns medicamentos como os diuréticos, podem induzir as cãimbras e caso elas ocorram sem motivo aparente é aconselhável consultar um especialista.

Vale lembrar que alguns indivíduos atribuem a falta de potássio no organismo como causador das cãimbras, mas o que ocorre é que os baixos níveis de potássio podem causar contrações involuntárias, mas o principal sintoma é fraqueza ou paralisia muscular. No entanto, é a falta do cálcio e do magnésio as causas principais das cãimbras.

Os cuidados com a saúde da gestante e do bebê começam assim que a suspeita da gravidez é confirmada. De acordo com especialistas, quanto antes for iniciado o pré-natal, melhor será o acompanhamento da gestação e mais precocemente poderão ser identificados possíveis problemas com o feto, daí a importância dos exames do pre-natal.

O primeiro passo é agendar uma consulta médica. Nessa oportunidade, o médico irá realizar uma entrevista detalhada, que abordará desde os sintomas que a paciente esteja sentindo e o histórico de doenças no passado até doenças atuais, como pressão alta e diabetes. A maioria dos exames indicados é de análises clínicas e podem ser feitos no mesmo dia:

1) Hemograma completo:

Detecta anemia e infecções e deve ser realizado mensalmente durante a gestação.

2) Glicemia:

Útil para detectar diabete e intolerância à glicose. Será repetido na 26ª semana de gravidez, quando o corpo apresenta mais dificuldade para assimilar o açúcar.

4) Sistema ABO e fator Rh:

Verifica o tipo de sangue e se o fator Rh é positivo ou negativo. Caso a mulher seja Rh negativo e o homem Rh positivo, há o risco de o corpo dela produzir anticorpos contra o sangue do bebê. Com este exame, é possível impedir a produção dos anticorpos com medicação específica.

5) HIV (vírus da imunodeficiência humana):

Mostra a presença do vírus que causa a aids. A gestante precisa autorizar sua realização.

6) Sorologia para rubéola:

Avalia se a mulher tem imunidade contra o vírus da rubéola (extremamente grave para o feto), seja por vacina, seja por ter tido contato com a doença.

7) Reação para toxoplasmose:

Acusa se a grávida já teve alguma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Esse microorganismo pode provocar danos nos nervos e na visão do feto.

8) VDRL:

O exame é útil para detectar problemas como a sífilis. A bactéria por trás deste mal, a Treponema pallidum, pode provocar aborto, parto prematuro e más-formações caso a mãe seja portadora.

9) Sorologia para hepatite B e C:

Mostra a presença dos dois tipos de vírus.

10) Sorologia para citomegalovírus:

Indica se a paciente já foi infectada ou não pelo vírus.

11) Urina:

Revela a presença de uma eventual infecção urinária e também pode ser útil na detecção de proteínas em gestantes hipertensas – o que indica a presença de pré-eclampsia. Também é válido para o acompanhamento de grávidas diabéticas.

12) Fezes:

Verifica se há parasitas no intestino. Não há uma razão específica, mas deve ser realizado no início da gravidez, em três dias diferentes.

Alimentação inadequada e falta de assistência pré-natal estão entre as principais causas da anemia gestacional.

A anemia em gestantes é uma condição frequente e perigosa. Em países desenvolvidos, estima-se que aproximadamente 18% das gestantes apresentem anemia durante a gravidez. Nos países em desenvolvimento, o índice aumenta de maneira significante, variando de 35% a 75%.

Segundo especialistas, casos severos de anemia estão associados a uma acentuada taxa de mortalidade entre as gestantes. Todavia, graus leves e moderados parecem não aumentar tal risco. Mas grande parte dos casos está relacionada a questões socioeconômicas, como falta de nutrição adequada e dificuldade de acesso aos serviços de assistência pré-natal.

Além de questões socioeconômicas, a anemia gestacional acontece por diversas causas. Entre os principais motivos está o aumento na demanda de ácido fólico pelo organismo, devido à produção dos tecidos e órgãos do feto. Baixos níveis de ácido fólico colocam a gestante em risco de desenvolver anemia megaloblástica. Isso pode acarretar problemas irreversíveis para o feto, como defeitos na formação do tubo neural (estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinhal).

Há ainda o aumento na demanda de ferro pelo organismo, que também ocorre por causa da produção de células e tecidos do feto. A ausência de ferro aumenta o risco de desenvolvimento de anemia ferropriva, que pode levar ao desenvolvimento inadequado da placenta, gerando problemas durante a gestação e na hora do parto.

Os sintomas da anemia durante a gravidez são idênticos aos apresentados por não grávidas. O acompanhamento médico é imprescindível, pois muitos desconfortos podem ser confundidos com a doença. Por exemplo: fraqueza, sensação de falta de ar, fadigabilidade e irritabilidade podem ser relatadas por gestantes sem que estejam com graus significativos de anemia. Tais sintomas podem ser causados pelo aumento de peso, aumento do volume uterino, instabilidade emocional, entre outras alterações.

O diagnóstico segue as mesmas linhas gerais da análise feita em não grávidas. É importante realizar avaliação da história clínica da gestante, assim como um exame físico completo. Além disso, exames laboratoriais para avaliar os estoques de ferro e ácido fólico do organismo podem ser necessários em vários momentos da gestação. Em casos mais severos, pode ser necessário lançar mão de exames de imagem e até mesmo procedimentos invasivos, como a amniocentese, que avalia a anemia diretamente no feto.

A prevenção da anemia na gestação pode ser feita com suplementação de ferro e ácido fólico, além de orientação nutricional. É importante lembrar que gestantes vegetarianas devem receber suplementação de outras vitaminas, como as do “complexo B”, que estão presentes principalmente em alimentos de origem animal. As futuras mamães que desenvolvem anemia moderada e severa podem necessitar de doses maiores de ferro. Em alguns casos, pode ser necessário usar reposição intravenosa de ferro ou mesmo hemotransfusões para o tratamento.

Você já tomou a vacina H1N1?

Pois saiba de que muitas estão não estão, devido a receios.

As autoridades em saúde estão preocupadas porque a procura nos postos está abaixo do esperado. Se há um motivo, as autoridades em saúde querem saber e esclarecer as dúvidas sobre a vacinação.

Por que você decidiu não tomar? Por que você tomou?

Mandem seus comentários.

Veja de qualquer forma no vídeo abaixo uma matéria abaixo sobre o assunto e tenha as respostas!

A gravidez é um período de descobertas em que as necessidades e a forma do corpo mudam constantemente. Com objetivo de ter uma gestação saudável e se adaptar a essas transformações, principalmente as relacionadas aos músculos e articulações, é fundamental que a mulher pratique atividade física regularmente.

Por meio de treinamento personalizado, o Pilates, método baseado em fortalecimento muscular e alongamentos, é a escolha ideal e mais segura de exercício ao longo do período gestacional.

Os movimentos suaves promovem qualidade de vida ao bebê e à futura mãe, estabiliza a postura prejudicada pelo crescimento da barriga, previne dores lombares, bem como disponibiliza mais conforto à gravidez e ao parto.

A interação entre o corpo e a mente, durante a prática rotineira do método, conscientiza a gestante sobre as modificações fisiológicas e psicológicas, que podem ser mais ou menos acentuadas.

O ideal é procurar um local especializado que realiza um programa de exercício individual conforme as necessidades de cada aluna. Deste modo, o Pilates corrige e mantém fatores primordiais ao bem-estar da grávida, entre outros a respiração, relaxamento e equilíbrio.

A ênfase nas técnicas de respiração e na resistência dos músculos do assoalho pélvico, que nessa fase ficam mais sensíveis, facilita diretamente o trabalho do parto. O preparo da região perineal favorece o trabalho de parto, diminuindo o esforço realizado pela mãe. O trabalho de respiração ajuda a gestante a relaxar e respirar com maior eficiência, reduzindo o nível de cortisol, hormônio do estresse, e induzindo a calma.

Além dos benefícios mencionados, o Pilates oferece coordenação motora, manutenção do peso corporal e a melhora da circulação sanguínea. O reforço abdominal obtido pela execução dos exercícios, otimizam o retorno do abdômen e a redução da flacidez. A rápida recuperação e cicatrização após o parto e a prevenção da incontinência urinária por esforço durante o nascimento da criança, também são influenciadas pelo método.

Não há restrições para a prática do Pilates a partir do quarto mês de gestação até as vésperas do nascimento do bebê, mas o acompanhamento do obstetra na evolução das aulas é importante para identificar possíveis riscos ou exceções.

A combinação dos exercícios é realizada de acordo com a fase da gestação e do pós-parto. Por isso, a relevância do trabalho em conjunto entre o médico e o profissional de Pilates proporciona à aluna maior confiança e segurança.

Em caso de sedentarismo, é aconselhável iniciar a atividade após o terceiro mês de gestação e com exercícios leves. Geralmente a mulher pode freqüentar o Pilates até o ultimo mês, desde que não tenha qualquer tipo de desconforto.

Em 14 estados, menos de 50% das grávidas já se vacinou contra a influenza A (H1N1) da chamada gripe suína.

De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, 1,5 milhão de gestantes procuraram os postos de saúde, contra 6,3 milhões de doentes crônicos e 8,6 milhões de jovens de 20 a 29 anos de idade.

A Região Nordeste é a que registra o menor percentual de vacinação de grávidas, 46,6%. O maior ficou com a Região Sul, 60,5%. O estado com a maior cobertura vacinal de gestantes é Goiás, com 73,2%. Já o menor índice foi registrado em Roraima, 30,7%.

O Ministério da Saúde alerta que não há contraindicação da vacina às grávidas. Elas podem se imunizar em qualquer período da gestação. A mulher que ficar grávida após a etapa de vacinação pode procurar o posto de saúde a qualquer tempo. Apenas os alérgicos a ovo, não devem tomar a vacina.

Por conta da baixa adesão à campanha de vacinação, o governo prorrogou a fase de imunização das gestantes até o dia 23 de abril.

E você já se vacinou?

Gostaria de lembrar as grávidas fumantes de que o consumo de cigarro durante a gravidez pode causar danos para o bebê.

No entanto, mesmo que não consiga parar de imediato, saiba de que durante o período de amamentação é que o esforço para deixar de fumar deve ser maior entre as mães fumantes. Isso porque, a nicotina contamina o leite que é absorvido pelo bebê, prejudicando o sono e aumentando a incidência de cólicas, náuseas, vômitos e agitação.

A nicotina tragada pela mãe atinge o sistema nervoso central, determinando alterações na circulação fetal, dificultando as troca gasosas e a passagem de nutriente para o feto.

A alteração do sono do bebê está ligada à quantidade de cigarros consumidos pela mãe. Pelo menos cinco cigarros por dia já são capazes de diminuir a quantidade e qualidade do sono da criança.

A orientação é para que aconteça a interrupção total do fumo durante a gestação e amamentação. O aleitamento materno deve ser mantido mesmo em casos de mães fumantes que não conseguem parar, pois a amamentação previne infecções em geral e inclusive problemas respiratórios.

Fica a dica…

Uma boa notícia é que a taxa de mortalidade materna no Brasil caiu em média 63% entre 1980 e 2008, segundo estudo publicado recentemente pela revista médica The Lancet.

Em 1980, o país apresentava uma taxa média de 149 mortes de mães para cada 100 mil bebês nascidos vivos. Há dois anos, este número havia caído para 55 em cada 100 mil.

Esses índices seguem a tendência de queda global observada no estudo da Universidade de Washington em Seattle, nos Estados Unidos, que analisou dados de 181 países.

Para os autores do documento, entender os motivos para a queda é uma tarefa “complexa”.

“Uma prova disso é a comparação entre o México e o Brasil. Ambos são grandes federações que melhoraram muito a mortalidade de adultos por causa de mudanças sociais, econômicas e de seus sistemas de saúde”, diz o artigo. “Mas o Brasil teve uma queda maior que a mexicana (3,9% por ano em comparação a 1,9% por ano no México).”

Em um manual especializado publicado em 2007, o Ministério da Saúde brasileiro diz que a queda da taxa de mortalidade materna no país pode estar associada a uma melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e do parto, assim como de planejamento familiar.

Segundo o Ministério, as principais causas deste tipo de óbito no Brasil são as doenças hipertensivas e as síndromes hemorrágicas.

O estudo revela que em 2008 houve 342,9 mil mortes, em comparação com 526,3 mil há 30 anos - uma queda de aproximadamente 35%. Entretanto, mais da metade desses falecimentos se concentram em apenas seis países: Índia, Nigéria, Paquistão, Afeganistão, Etiópia e República Democrática do Congo).

O Afeganistão foi o que apresentou a taxa de mortalidade materna mais alta: 1.575 para cada 100 mil bebês nascidos vivos. Já a China teve uma queda de 76% em sua taxa de mortalidade no período estudado - uma das melhores performances do mundo.

Poucos países, no entanto, apresentaram um aumento de óbitos. O caso mais surpreendente foi o dos Estados Unidos, onde o número de mortes subiu de 12 para 17 em cada 100 mil.

O vírus HIV, causador da Aids, continua sendo um grave problema. Sem ele, os cientistas estimam que o número de falecimentos maternos em 2008 teria sido aproximadamente 18% menor.

A melhora da saúde materna é uma das chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela ONU em 2000 e que têm como objetivo apresentar melhoras em várias áreas sociais e de saúde até 2015.

Diante disso, para Richard Horton, editor da The Lancet, o resultado geral é positivo.

“Os números nos dão um motivo robusto para sermos otimistas”, afirmou. “Mas esses números agora deveriam funcionar como catalisadores, e não um freio, para uma ação acelerada para se atingir a Meta do Milênio.”

“Isso inclui um aumento do comprometimento com recursos. O investimento salva a vida das mulheres durante a gestação.”

A mortalidade materna é definida pela morte de mulheres na gravidez, no parto ou nos primeiros 42 dias após o nascimento. Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, o falecimento poderia ser evitado em 92% dos casos.

Milhões de crianças, principalmente em países em desenvolvimento, sofrem de diarreia, condição que pode ser fatal.

Porém um novo estudo publicado no Journal of Pediatrics indica que nesses países, onde a deficiência de zinco é mais comum, a administração de suplementos do nutriente em gestantes pode ajudar a reduzir as taxas de doenças relacionadas à diarreia entre os bebês.

De acordo com os autores do estudo, a Organização Mundial de Saúde já recomendava a suplementação de zinco em combinação com a re-hidratação no tratamento de diarreia aguda, mas pouco ainda se sabia sobre o uso do nutriente na gestação como forma de prevenção para o bebê.

A nova pesquisa envolveu mais de 400 gestantes peruanas que foram divididas em dois grupos: um com mulheres que tomaram suplemento diário com 15mg de zinco, 60mg de ferro e 250 microgramas de ácido fólico durante a gravidez; e outro com as gestantes que tomaram suplemento parecido, mas sem o zinco. E, acompanhando 420 bebês, os pesquisadores observaram que aqueles cujas mães haviam tomado zinco na gestação tiveram menos dias de diarreia e eram menos propensos a ter um surto de diarreia que durasse mais de uma semana.

Os resultados indicaram que 80% das crianças de seis meses a um ano tiveram pelo menos uma crise de diarreia. Entretanto, aqueles cujas mães haviam tomado o suplemento de zinco na gestação tiveram o problema em apenas 6% dos dias observados, enquanto os outros tiveram diarreia em 8% dos dias. Além disso, essas crianças teriam 34% menos chances de terem um episódio de diarreia que durasse mais de uma semana ou de ter muco nas fezes - sinal de diarreia mais grave -, comparados aos filhos de mulheres que não haviam tomado zinco na gestação. Outro benefício do uso de zinco observado foi a redução dos casos de escabiose - mais conhecido como sarna.

“A doença relacionada à diarreia é uma das principais causas de morte globalmente”, destacou a pesquisadora Laura E. Caulfield, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos EUA. “Nosso estudo apoia a melhoria da nutrição pré-natal com zinco, especialmente em populações subnutridas e com recursos escassos, como forma de proteger os bebês contra a doença relacionada à diarreia”. No entanto, os especialistas destacam que mais estudos são necessários, principalmente para saber as razões dessa proteção.

Esta com dificuldades de dormir agora que a barriga cresceu?

Pois então para você, segue abaixo um vídeo com legendas em português (feitas pelo site Durma Melhor) que passa algumas dicas sobre como dormir na gravidez.

Numa gravidez de gémeos verdadeiros que partilham a mesma placenta, e têm dois sacos amnióticos, acontece algumas vezes que os fetos partilham também o sistema circulatório dentro da placenta.

Nessa situação, existe uma transfusão do sangue de um (dador) para o outro (receptor). O gémeo dador torna-se menor e anémico, enquanto o receptor cresce mais e fica congestionado. Se o problema não for detectado a tempo e solucionado, os dois fetos morrem.

Dois pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Nuno Montenegro e Alexandra Matias, descobriram um método de diagnóstico precoce deste síndrome. Os resultados acabam de ser publicados na revista Ultrasound Obstetrics and Ginecology.

A doença é habitualmente detectável a partir da 16ª ou 17ª semana de gestação. Os cientistas da FMUP provaram que é possível antecipar o diagnóstico para a 11ª/13ª semana, através da avaliação do fluxo sanguíneo no ductus venoso (uma pequena veia que liga o cordão umbilical ao coração do feto). De acordo com o estudo, quando um dos fetos, ou os dois, têm problemas de retorno venoso no ductus, o risco de haver partilha do sistema circulatório é 20 vezes superior ao normal.

O diagnóstico entre os 2 e os 3 meses de gravidez permite realizar uma intervenção cirúrgica que interrompe a troca de sangue entre os dois fetos, os quais passam a receber a corrente sanguínea como se fossem “gémeos falsos” (gémeos dizigóticos). Esta intervenção ainda não é realizada em Portugal. Os casos detectados são encaminhados para o King’s College de Londres.

O estudo agora divulgado resulta de uma linha de investigação iniciada na FMUP em 1996. Num artigo científico publicado nessa altura, que tem atualmente mais de 200 citações, os investigadores revelaram que a avaliação do retorno venoso no ductus permite detectar anomalias cromossómicas (trissomia 13, 18 e 21) e problemas cardíacos em fetos com 11 a 14 semanas de gestação.

Estas informações revolucionaram a prática clínica da Obstetrícia. Atualmente, em todos os países desenvolvidos o teste do ductus venoso (também conhecido como “teste de ductus da Escola do Porto“) é incluído nos rastreios realizados às grávidas. Em associação com outros dois testes (análise da translucência nucal e osso do nariz) e com a idade da mãe, permite predizer a existência de doenças genéticas e cardíacas com uma sensibilidade de 95%.

Em tempos em que se fala tanto da gripe A é importante entender o que acontece com o sistema imunológico da gestante.

Os processos imunológicos envolvidos no desenvolvimento humano são fundamentais para a evolução saudável da gravidez. Estes princípios imunes têm sido amplamente estudados nas últimas décadas, mas alguns aspectos ainda não estão totalmente esclarecidos.

Alguns autores têm proposto vários mecanismos para explicar o fenômeno de tolerância imunológica que ocorre entre o feto e a mãe durante a gestação:

1) Separação anatômica entre o feto e a mãe;

2) Imaturidade antigênica do feto e;

3) Inexistência de resposta imunológica por parte da mãe.

Provavelmente todos estes processos estão envolvidos e são essenciais para o normal desenvolvimento da gravidez.

O feto pode ser considerado como um semi-enxerto, uma vez que tem antígenos de origem paterna e materna.

Grande parte do que se sabe acerca da imunologia materno-fetal resulta de estudos concebidos para explicar como o feto e o sistema placentário semi-enxerto evitam a agressão imunológica por parte da mãe.

Não é surpreendente uma abordagem deste tipo, uma vez que existe uma tendência da imunologia para enfatizar aspectos relacionados com o transplante. Como resultado, os imunologistas que se dedicam ao estudo da reprodução dispenderam mais de duas décadas a tentar fazer com que os conceitos de imunologia materno-fetal se adequassem aos conceitos obtidos através de estudos de aceitação e rejeição imunológica de enxertos.
Existem, no entanto, evidências crescentes de que a relação imunológica entre mãe e feto não se enquadra facilmente no paradigma do enxerto. Em vez de ser essencialmente destrutiva, e como tal necessitar de ser interrompida, a interação imunológica normal entre a mãe e tecidos fetais poderá servir para promover o crescimento e desenvolvimento do feto, um conceito que faz bastante mais sentido do ponto de vista causal.

A aceitação materna do feto resulta do isolamento do embrião num ambiente semi-permeável. Deste modo, a resposta imunitária materna é modulada, permitindo esse reconhecimento, e tornando-se compatível com o desenvolvimento de uma gravidez bem sucedida.

Estas informações são da Gizele Monteiro com referências da Sofia Sarafana, Raquel Coelho, Ana Neves, José Costa Trindade.

O artigo na íntegra pode ser encontrado no blog: www.gizelemonteiro.com.br/artigos-e-trabalhos-cientificos/

Veja no vídeo abaixo a entrevista com o Dr. José Bento, em que ele comenta mais sobre como a gestante deve se prevenir da gripe H1N1, que foi ao ar na Record News no programa Estilo e Saúde.

E você já tomou a vacina?

Você sabe quantos quilos as mulheres devem ganhar durante a gravidez?

O ideal é que seja nem engordar a mais, nem a menos que o que necessário e recomendado pelos médico para a saúde do bebê e da mãe. Por isto é fundamental que o peso esteja de acordo com o seu índice de massa corporal, e para tal que tenha uma alimentação balanceada, que é sempre a melhor pedida.

Para facilitar sua vida a Zazou disponibiliza em nosso site uma calculadora online gratuita que calcula seu peso ideal a cada semana de sua gravidez de acordo com sua altura, baseado em uma tabela do Ministério da Saúde, no seguinte link abaixo:

http://www.zazou.com.br/home/default.asp?id=calculadoras&pg=peso_ideal

Se você não quer ter problema para perder os quilos ganhos durante a gestação, é melhor controlar os ponteiros da balança nos nove meses.

Para ter uma idéia uma pesquisa realizada pela Universidade de Queensland, na Austrália, revelou que as mulheres que ganham peso excessivo durante a gestação têm até quatro vezes mais chances de se tornarem obesas. Para o estudo, os pesquisadores mediram o IMC de 2.055 mulheres que tiveram filhos entre 1981 e 1983. Vinte e um anos darem à luz, aquelas que engordaram além do ideal estavam cerca de 20 quilos mais pesadas.

A recomendação de quantos quilos engordar durante a gestação não é a mesma para todas as mulhereres. Por conta do crescente número de mulheres fora do peso ideal, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos (IOM) recomenda que aquelas que estão com excesso de peso ganhem entre 5 e 9 quilos na gestação.

O ideal é que a mulher que pretende engravidar esteja com o índice de massa corporal (IMC) dentro do normal, entre 18,5 e 24,9. Porém não é o que acontece muitas vezes.

Assim, é fundamental ter um controle dos quilos a serem ganhos de acordo com o seu peso. Mulheres muito magras (com IMC abaixo do normal, menos de 18,5) têm de engordar um pouco mais, para evitar que o bebê nasça com baixo peso. “Já as que estão acima do peso têm uma reserva natural e não precisam ganhar massa gordurosa. Porém, devem seguir uma dieta balanceada, rica em proteína, vitamina, ferro, cálcio”, afirma Pupo.

O controle de peso durante a gravidez, aliás, serve como prevenção. Estudos realizados para o relatório do IOM confirmam que engordar demais durante os nove meses aumenta o risco de diabetes gestacional, hipertensão e ter parto cesárea. Abaixo, você confere uma tabela de quantos quilos engordar dependendo do seu IMC.

Segue abaixo então alguns número da recomendações para ganho de peso na gravidez de acordo com o Instituto de Medicina dos Estados Unidos:

1) Abaixo do peso = IMC < 18.5 = Engostar entre 13 e 18Kg

2) Peso normal = IMC entre 18.5 a 24.9 = Engordar entre 11 e 16Kg

3) Sobrepeso = IMC entre 25 a 29.9 = Engordar entre 7 a 11Kg

4) Obesidade = IMC > ou igual 30 = Engordar de 5 a 9 Kg

Para calcular o seu IMC fica a dica da calculadora online gratuita de IMC da Revista Crescer em:

http://editora.globo.com/pesquisas/imc_gravidas/escolha.htm

Todos sabemos de que estresse alto durante a gravidez é ruim, mas o ainda não sabiamos é que o estresse moderado pode ajudar a desenvolver o cérebro do feto.

Estudos em roedores sugerem que o estresse durante a gestação inibe o crescimento neural, e sabe-se crianças de mulheres que viveram em zonas de guerra durante a gravidez têm alto risco de desenvolver esquizofrenia.

Mas, para investigar os efeitos do estresse moderado em humanos, Janet DiPietro e seus colegas na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland (EUA), avaliaram 112 grávidas que moram nos Estados Unidos.

Os exames foram realizados três vezes durante o terceiro trimestre da gestação. Os pesquisadores questionaram as mulheres sobre seus níveis de estresse e registraram movimentos fetais. Eles também examinaram os bebês duas semanas após o nascimento.

As mulheres que afirmaram sofrer mais de estresse durante a gravidez tinham bebês que se mexiam mais na barriga. Após o nascimento, essas crianças tiveram pontuação mais alta em testes de maturidade cerebral –mas também eram mais irritáveis. Os fetos mais ativos também tinham melhor controle dos movimentos corporais após o nascimento.

O cortisol, hormônio do estresse, está relacionado à maturação do cérebro, o que pode ajudar a explicar esse resultado.

A Zazou esta fazendo mais uma parceria para oferecer alguns diferenciais para as grávidas, até por que achamos importante que continue a praticar suas atividades físicas durante a gravidez, logicamente usando uma das peças da nossa linha de Fitness para gestante da Zazou.

Por isto desta vez a nossa parceria é com o: MÉTODO MAIS VIDA GESTANTES®.

Metodo Mais Vida Gestantes

Que é um programa de exercícios prí-gravidez, durante a gravidez e de pois no pós-parto, que nasceu do desejo de ter uma prescrição qualidade e um atendimento diferenciado para a gestante e a mulher no pós-parto, assim como também um atendimento direcionado para aquelas que desejam e estão tentando a maternidade.

Entendendo todas as transformações no corpo da mulher durante a gestação buscamos atender suas necessidades, respeitar seus limites e mudanças corporais e atuar na prevenção de desconfortos e doenças que podem ocorrer nesse período, tanto no período gestacional como no Pós-parto.

A fundamentação encontra-se sempre nas pesquisas científicas bem como nas maiores referências internacionais em Ginecologia e Obstetrícia: SOGC, CSEP, ACOG, RCOG e The Royal Australin and New Zealand College of Obstetricians and College of Gynaecologists.

Querem então promover o bem-estar da mulher durante o período gestacional por meio de um programa de exercícios físicos seguro e eficaz com equipe de profissionais treinados e capacitados, comprometidos com a ética da Educação Física e Obstetrícia, garantindo a excelência no atendimento à gestante.

Com profissionais altamente qualificados e materiais de atendimento exclusivos para nossas clientes buscamos a excelência na área.

Linha Fitness de Ginástica para Gestantes da Zazou

Vejam abaixo os programas e serviços oferecidos:

1) PROGRAMA EXERCÍCIOS PRÉ-GRAVIDEZ, GRAVIDEZ E PÓS-PARTO

Atendimento em grupo: ginástica para gestantes.

Atendimento Individualizado: em um dos nossos pontos, domiciliar ou no local de escolha da cliente (parque, clube ou na academia em que já realiza exercícios.

2) PILATES – ATENDIMENTO PRÉ-GRAVIDEZ, GRAVIDEZ E PÓS-PARTO

Estúdios parceiros do Mais Vida Gestantes - “Körper Studio – Pilates & Bem-estar em São Paulo e o Instituto Aica – em Jundiaí” atendem gestantes e mulheres no pós-parto com Pilates. Lá a mamãe e seu bebê poderão encontrar todo o carinho, cuidado e segurança através de profissionais capacitados e conhecedores das necessidades desse período.

3) FUNCIONAL GESTANTES – PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FUNCIONAIS PRÉ-GRAVIDEZ, GRAVIDEZ E PÓS-PARTO

Atendimento em grupo: ginástica para gestantes

Atendimento Individualizado: em um dos nossos pontos, domiciliar ou no local de escolha da cliente (parque, clube ou na academia em que já realiza exercícios.

4) PROGRAMA DE EXERCÍCIOS PARA PREVENÇÃO DE DOR E REORGANIZAÇÃO POSTURAL

Atendimento Individualizado: avaliação e prescrição específicas para as queixas e mudanças posturais.

5) ATENDIMENTO NUTRICIONAL:

Atendimento em consultório ou Home Care (Personal diet).

Para saber mais recomendo o contato com a Gizele através do email: gizele@metodomaisvida.com.br ou então pelos telefones: (11) 2867-3307 ou 7871-4162 ou pelo site:

metodomaisvida.com.br/gestantes/

Metodo Mais Vida Gestantes

O legal é que vamos oferecer para as clientes da Zazou e leitoras deste blog um desconto de 10% nos atendimento personalizado e também o mesmo para aulas em grupo.

Assim como iremos sortear aqui neste Blog a sua participação gratuita em aulas em grupo!

Linha Fitness de Ginástica para Gestantes da Zazou

Segue abaixo um vídeo do Portal Zero a Seis com dicas de uma nutricionista, que alerta sobre o cardápio indicado para a gestante para evitar a prisão de ventre, tão comum durante a gravidez.

O inchaço na gravidez, principalmente nos membros inferiores é comum e ocorre na maioria da mulheres. Mas para ter uma gravidez com menos incomôdo possível, existem algumas medidas preventivas que podem ser aplicadas antes de engravidar. Essas são, procurar estar no peso ideal, largar o cigarro e equilibrar a alimentação são os primeiros passos.

Muitas mulheres do início ao fim da gravidez tentam driblar e amenizar os inchaços e a retenção de liquidos que ocorrem nesse período, por isto resolvi trazer o tema para este Blog.

O inchaço é consequência da retenção de líquido e do aumento do tamanho do útero. A região pélvica fica cada vez mais apertada , consequentemente comprime os vasos sanguíneos. Prejudicando a circulação e acaba deixando aquela sensação de formigamento nos pés e mãos. O calor e o excesso de líquido presente no sangue da gestante acabam contribuindo com o efeito bexiga! Passar muito tempo em pé ou sentada está proibido.

Existem certos fatores que influenciam esses inchaços, como:

1) A idade da grávida;
2) Número de filhos;
3) Se mulher esta acima do peso;
4) Grávida de gêmeos;
5) Ser fumante;
6) Gravidez por meio de inseminação artificial.

Se o inchaço for intenso, afetando mãos, os braços e o rosto ou, ainda se o peso da grávida estiver muito acima, poderá haver formigamento dos braços, limitação de movimentos dos dedos das mãos e dor na região da nuca. Podem ser sinais de problemas nos rins, como diabete gestacional ou pressão alta. Sendo assim, necessita tratamento e acompanhamento médico, devido ao risco que a gestante e o bebê podem estar correndo.

Quanto aos exercícios que a gestante podem praticar, os mais aconselháveis são ginásticas de baixo impacto e caminhadas. Toda e qualquer atividade deve ter conhecimento do obstetra ou ginecologista que estiver acompanhando o pré-natal da gestante, pois para cada gestante, há um tipo de atividade mais adequada.

Sendo que a hidroterapia e o RPG, são indicados apenas a partir do terceiro mês de gestação. O importante é trabalhar corpo e mente nesse período tão importante.

Podendo se beneficiar de aulas de pilates, ioga ou hidroginástica desde que autorizada pelo médico . Ajudam a manter o peso, além de proporcionar saúde para o feto e para mamãe e irão ajudar a dimuir os inchaços que incomodam tanto.

Roupas de Ginástica para Gestante da Zazou

Vocês sabiam de que as grávidas que praticam exercícios leves durante a gestação, podem melhorar a saúde futura da criança ao gerar bebês menos gordos?

Pois este foi um dos resultados de um recente estudo realizado conjuntamente por médicos americanos e neozelandeses e divulgado na edição de março da publicação científica “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism“.

E também de que uma redução modesta no peso do recém-nascido pode trazer benefícios a longo prazo para a saúde da criança, foi o que os pesquisadores das universidades de Auckland e do norte do Arizona concluiram ao analisar 84 mulheres que passavam por suas primeiras gestações.

Roupas de Ginástica para Gestante da Zazou

Eles pediram para que metade delas se exercitasse semanalmente por 40 minutos em bicicletas, até a 36ª semana de gravidez.

Em média, as mulheres que se exercitaram geraram crianças um pouco mais leves do que as de mães que não se exercitaram.

Os pesquisadores disseram que o exercício não influenciou no tamanho dos bebês, apenas reduziu sua quantidade de gordura.

A prática também não interferiu na reação das mães ao hormônio insulina, um mecanismo necessário na gravidez para assegurar que o feto seja alimentado adequadamente.

“Levando em conta que um peso maior ao nascimento é associado com maior risco de obesidade, uma redução modesta no peso do recém-nascido pode trazer benefícios a longo prazo para a saúde da criança”, disse Paul Hofman, médico que liderou a pesquisa.

O estudo se soma a evidências cada vez maiores de que o metabolismo de uma criança no futuro é influenciado pelo seu ambiente na placenta e que bebês mais pesados em relação à sua altura têm chances maiores de tornarem-se obesos.

Muitos médicos recomendam que as grávidas não se alimentem em demasia e pratiquem exercícios leves regularmente.

E você esta seguindo esta recomendação e fazendo ginástica ou alguma atividade física durante sua gravidez?

Lembrando de que a Zazou tem uma linha especial de roupa de ginástica para gestantes. Veja mais na nossa área de coleções.

Roupas de Ginástica para Gestante da Zazou

Você sabia de que várias doença no bebê pode ser descoberta na gravidez?

Por isto não custa de repetir de que os exames e consultadas do pré-natal são fundamentais no período de gestação, para a saúde da grávida e de seu bebê.

Veja no vídeo abaixo uma matéria a respeito da RedeTV em:

Queria comentar aqui sobre um recente estudo comprova que mulheres podem engravidar depois de ter câncer de mama. Antes se acreditava que a gravidez faria ressurgir o tumor. Mas os casos de mulheres que acabaram engravidando por acaso mostraram que isso era mito.

Veja mais no vídeo em uma matéria do programa Fantástico da TV Globo deste último domingo:

Gostaria de passar este vídeo abaixo para não deixar de esquecer um pouco dos objetivos de um projeto das Nações Unidas na virada do milenium e repensarmos o que foi feito a respeito nestes 10 anos a respeito para que estas metas tenham sido alcançadas?

O vídeo abaixo é em inglês, mas com legendas em Português. Vale a pena ver e pensar um pouco a respeito!

Não é só o alcool que comentamos, mas existem outros perigos…

Por isto mesmo gostaria de reforçar o alerta em relação aos perigos do fumo durante a gravidez.

Pois para começar, o tabagismo na mulher reduz globalmente a fertilidade, causando assim por exemplo um atraso da primeira gestação. O atraso na concepção, por sua vez, também se reflete em uma gama de possíveis efeitos adversos, como interferência na gametogênese ou na fertilização, dificuldade de implantação do óvulo concebido ou perda subclínica da gestação, após a implantação.

Diversos estudos apontam que o tabagismo materno afeta mais a fertilidade do casal do que o tabagismo paterno, o que significa que o sistema reprodutivo feminino é mais vulnerável ao cigarro que o sistema masculino. O tabagismo masculino está associado à redução na qualidade do sêmen, incluindo concentração de espermatozóides, motilidade, morfologia e efeito potencial na função espermática, além das alterações nos níveis hormonais. Costuma-se recomendar àqueles indivíduos que apresentam sêmen de qualidade marginal e história de infertilidade, que deixem de fumar para que haja uma melhora da qualidade do sêmen com a interrupção do tabagismo.

Por isto pense bem quando acender um cigarro…

Para quem não sabe foi o Dr. Howard Jones Jr., cirurgião que, em companhia de sua mulher, Dra. Georgeanna Seegar Jones, ajudaram a criar o primeiro bebê de proveta nascido nos Estados Unidos.

Ele vai fazer 99 anos em dezembro, mas continua humilde, charmoso e persistente, e tem muito a dizer sobre o futuro e o passado da reprodução humana. Veja abaixo um pouco do que ele tem a dizer sobre o assunto:

“A reprodução humana é um processo ineficiente”

“Em média, apenas 20% dos encontros entre espermatozoide e óvulo resultam em óvulo fertilizado com potencial de gestação. Portanto, o anormal é que é o normal”.

E não é só isto. Para ter uma idéia saiba de que muito antes que abrisse a primeira clínica americana de fertilização in vitro, ele já realizava operações de mudança de sexo no hospital da Universidade Johns Hopkins. Também foi um dos médicos que atendeu Henrietta Lacks, uma paciente cujos cuidados resultaram em avanços pioneiros no tratamento do câncer. Nos anos 60, ele conduziu estudos de laboratório sobre espermatozoides e oócitos (óvulos imaturos), com o cientista britânico Robert Edwards, que ajudou a criar o primeiro bebê de proveta do mundo, nascido na Inglaterra em 1978.

Jones disse que embora não tivesse percebido então, agora acredita que ele e Edwards tenham criado um oócito humano fertilizado em um laboratório da Johns Hopkins, em 1965. Nenhum dos dois havia feito algo de parecido até então.

“O que aconteceu foi que, naquele momento era considerado necessário, para demonstrar fertilização, identificar a cauda do espermatozoide no óvulo”.

“Nós não conseguimos identificar a cauda, e portanto nunca alegamos que uma fertilização tivesse ocorrido”.

Ele afirmou que as imagens da experiência mostravam pronúcleos (o núcleo do espermatozoide e óvulo combinados durante o processo de fertilização), o que hoje constitui prova suficiente para comprovar fertilização. Ainda que se tenha acostumado ao rancor público quanto às suas pesquisas e cirurgias, nada foi tão feroz quanto à oposição norte-americana à sua clínica de fertilização in vitro. Ele a abriu em 1979, depois que ele e a mulher (falecida em 2005) se aposentaram da Johns Hopkins (onde a idade de aposentadoria compulsória era de 65 anos).

Quando abriram o Jones Institute, como parte da Escola de Medicina de Eastern Virginia, ele conta que manifestantes adversários do aborto tentavam impedir o acesso de pacientes. No começo, os Jones só permitiam a participação de pacientes desprovidas de trompas de Falópio, para garantir que as possíveis gestões fossem resultado da fertilização artificial e não ocorressem naturalmente. (Muitas das pacientes haviam passado por cirurgias de remoção das trompas de Falópio devido a infecções e outras doenças.)

Os Jones registraram 41 insucessos antes de seu primeiro sucesso. Nos dias anteriores ao uso de hormônios para levar o ovário a expelir diversos óvulos e ao de equipamentos de imagem de alta tecnologia, a fertilização artificial era bem mais complicada. Os médicos só tinham um óvulo ao mês para tentar fertilização - enquanto hoje usam remédios que levam uma mulher a produzir meia dúzia ou mais de oócitos.

E, sem ultrassom para estudar o aparelho reprodutor, dependiam de indícios circunstanciais (exame do muco cervical e da dilatação cervical) para tentar estimar o momento de ovulação. Hoje, há remédios que controlam o ciclo para que a paciente ovule em momento previsível. Em uma das primeiras tentativas dos Jones, eles planejavam recolher um óvulo à 1h, o momento em que a paciente deveria ovular.

A meta era obter o oócito ainda no ovário. Mas uma tempestade de neve atrasou a paciente e os médicos. Por isso, conta Jones, quando ela chegou ele aspirou fluido da área próxima ao ovário e localizou o oócito. O médico acredita que essa tenha sido a primeira ocasião em que alguém viu um óvulo imediatamente depois da ovulação. Mas a paciente não engravidou.

A despeito do consenso adverso dos médicos quanto ao uso de hormônios, ele diz que a Dra. Seeger Jones, sua mulher, imaginava que o hormônio hMG, que propicia a liberação de múltiplos óvulos, pudesse ajudar. As pacientes passaram a receber sete ampolas de hMG por ciclo, o que podia resultar na liberação de até três ovulos. Fizeram 12 tentativas frustradas de fertilização artificial antes que a primeira paciente Judith Carr, engravidasse depois de usar o hormônio.

Durante a gestação de Carr, Jones conta que os médicos estavam preocupados porque a cabeça do feto tinha medidas inferiores às normais. No dia marcado para a cesariana da paciente, ele preparou um comunicado a ser divulgado caso o bebê nascessem com problemas.

Jones disse que Carr desejava uma cesariana para garantir que o bebê não fossem machucado em sua passagem pelo canal vaginal. Elizabeth Carr nasceu sem qualquer problema às 7h46min do dia 28 de dezembro de 1981, dois dias antes do 71° aniversário de Jones. Os dois ainda mantêm contato.

“Para mim, ele é como um avô”, disse Elizabeth Carr Comeau.

“Temos um relacionamento no qual não o vejo como médico - embora ele tenha realizado coisas realmente maravilhosas para me trazer ao mundo”.

As preocupações de uma futura mãe durante o período de gestação costumam ser a respeito da saúde do feto. Porém, médicos e especialistas destacam a importância da mulher grávida procurar também ajuda psicológica. De acordo com especialista aprox. 85% das gestantes apresentam sintomas de depressão leve nos 15 dias após o parto, enquanto 12% desenvolvem a depressão pós-parto.

A depressão pós-parto pode começar até um mês após o nascimento do bebê. Há mulheres que começam a apresentar os sintomas seis meses após o parto. Elas começam a ficar muito desanimadas, perdem o apetite, o sono e se sentem incapazes de serem mães.

A diferença entre a depressão leve, chamada de “Blues Puerperal”, e a pós-parto é que a primeira não interfere no dia-a-dia e pode ser tratada sozinha.

A depressão pós-parto exige um acompanhamento psiquiátrico. A doença começa a atrapalhar todas as tarefas diárias. A psicoterapia é usada para curar a depressão, porém em casos mais graves o médico pode receitar medicamentos específicos, que não prejudicam o leite da amamentação.

As mudanças na rotina provocadas pelo nascimento do bebê e a falta de apoio familiar podem contribuir para a doença.

Por isto maridos, saibam que sua presença durante essa fase da vida de uma mulher é muito importante
. Durante a gravidez ela se sente ansiosa e com medo do que está por vir.

O histórico psicológico da mulher também é um fator de risco para a depressão pós-parto. Se essa nova mãe já teve depressão em alguma fase da vida, ela tem mais chances de desenvolver a doenças pós-parto. As alterações hormonais causadas pela gravidez são outros fatores que influenciam no aparecimento dos sintomas.

Apesar de surgir meses depois do nascimento do bebê, a depressão pós-parto pode ser diminuída caso haja um acompanhamento psiquiátrico durante a gravidez. Durante a gestação é normal mulheres apresentarem sintomas depressivos. Esse sinais são evidências de uma pré-disposição à doença pós-parto. É importante que ao perceber esses sintomas a gestante procure ajuda médica. Pois é esse acompanhamento que dá mais segurança para a gestante enfrentar possíveis problemas. Importante reconhecer os sintomas e também como a família deve agir quando notar os sintomas da depressão pós-parto.

Infelizmente a falta de conhecimento sobre a doença e outros aspectos da gravidez causa ansiedade nas futuras mães. A informação é muito importante para diminuir essa preocupação, mas caso apresente a depressão pós-parto a mulher precisa procurar acompanhamento médico, não tem jeito.

Esta chegando o feriado e acaba que é sempre um momento de confraternização, por isto queria deixar este alerta abaixo.

A bebida pode causar sérios problemas ao feto, pois a ingestão de álcool durante a gestação, eventualmente, provoca distúrbios fetais que vão do retardo de desenvolvimento à chamada síndrome alcoólica fetal.

Não há nenhum estudo que assegure existir na gravidez uma quantidade segura para a ingestão de álcool pelas mães. Ao contrário do que se pensava antes, os efeitos nocivos do álcool não se fazem sentir apenas no primeiro trimestre da gestação, período crucial para o desenvolvimento embrionário. Um estudo norte-americano mostrou que o abuso de bebida durante o segundo trimestre está associado à dificuldade dos filhos para aprender a ler e a escrever.

A complicação mais grave, porém, é a síndrome alcoólica fetal, distúrbio que pode surgir em 50% das gestantes que ingeriram álcool. O diagnóstico é baseado nos seguintes critérios: redução do tamanho do feto (abaixo de 10% do esperado), alterações faciais típicas e distúrbios neurológicos.

Hoje é comum ver mulheres adiarem a gravidez para conquistar uma vida profissional estável, e percebemos isto pelas nossas clientes nas lojas da Zazou, com a idade média subindo ao longo destes 8 anos de existência da Zazou, mas saiba de que isto reflete na fertilidade.

Este é o tema discutido com o médico especialista em reprodução humana Marcelo Cequinel no vídeo abaixo do programa Requint da Band.

O site da Zazou tem uma série de diferenciais, entre os quais a preocupação em não apenas se restringir apenas mostrar o estilo de nossas peças, o que por sinal somos uma das poucas que faz questão de colocar fotos e respectivos preços de todas, inclusive o que esta em promoção com descontos, mas também sempre nos dedicamos a ajudar a melhor informar e passar dicas para as grávidas em geral.

Por isto foi criado uma área de calculadoras, com uma série delas, todas gratuitas e online.

Porém uma destas calculadoras em especial que queria destacar aqui hoje no Blog, até por ser uma das mais procuradas e usadas, em especial pelas grávidas preocupadas em ter uma gravidez saudável, que é a que calcula o seu Peso Ideal a Cada Semana de Sua Gravidez.

Para acessa-la basta clicar na imagem ou link abaixo:

Calculadora Gratuita da Zazou do seu Peso Ideal a Cada Semana de Sua Gravidez

http://www.zazou.com.br/home/default.asp?id=calculadoras&pg=peso_ideal

Detalhe importante é que diferente de outras que existem na internet, esta da Zazou usa uma tabela oficial do ministério da saúde, já tropicalizada pala o perfil da mulher e das grávidas brasileiras.

Espero que seja útil e gostem.

Veja no vídeo abaixo uma matéria do Bom Dia Brasil que mostra os exames pelos quais os bebês passam para avaliar a saúde, como os testes do olhinho e do pezinho, e que podem revelar problemas de saúde, que por sua vez podem ser contornados por tratamentos e cirurgias.

Quanto mais cedo descobrir maior as chances de tratamento e solução.

A pele, durante a gravidez, revela profundas modificações que ocorrem no organismo materno. Mesmo sendo alterações fisiológicas (normais do organismo, sem significar doença), podem ser motivo de angústia para muitas gestantes. Estas alterações podem permanecer após o parto ou desaparecerem espontâneamente e, a não ser em casos extremos, não merecem tratamento.

Trago abaixo mais informações sobre o assunto da dermatologista carioca dra. Luna Azulay.

Para começar as alterações pigmentares (manchas na pele) podem ocorrer em 75 a 90% das grávidas, de forma e localizações variáveis, provavelmente devido à elevação de alguns hormônios.

O melasma apresenta-se como uma máscara gravídica, atingindo mais comumente a face das mulheres de pele mais escura ou as mestiças. O uso de fotoprotetores físicos e químicos na face é essencial na prevenção do problema e que devem ser indicados pelo obstetra ou pelo dermatologista.

Algumas áreas da pele podem escurecer, como a fronte, nariz, axilas, face interna das coxas e períneo, assim como as cicatrizes. Sardas e nevos pigmentados (sinais) também podem sofrer escurecimento.

O distúrbio de pigmentação mais frequente da gravidez é o escurecimento da linha média abdominal, formando uma linha escura vertical no centro da barriga, que recebe o nome de linha nigra. Também é comum o escurecimento da aréola mamária.

Após a gravidez, ocorrerá regressão parcial ou completa da hiperpigmentação, não devendo ser tratada com despigmentantes durante a gravidez e lactação. Deve-se esperar o desmame para se instituir qualquer tratamento.

Há também mudanças nos cabelos, pêlos e unhas.

Também de forma fisiológica, durante a gravidez, é comum ocorrer um crescimento mais intenso dos cabelos, devido ao prologamento da fase de crescimento dos mesmos (anágena), especialmente no terceiro trimestre. Já foi demonstrado que, na gravidez, o percentual de pêlos na fase de queda (telógena) cai para 10% no segundo e terceiro trimestres. Nas primeiras semanas após o parto sobe para mais de 30%.

Por esta razão, observa-se com frequência o aumento da queda dos cabelos após o parto, denominado de eflúvio telógeno. Também neste caso, não há necessidade de tratamento, pois os fios voltarão a crescer posteriormente, inicialmente mais finos e deverão voltar ao normal.

Outra alteração relativa a pêlos, é a hipertricose que pode ocorrer acompanhando a linha nigra, mas que deve sofrer regressão espontânea em 6 a 12 meses após o parto.

As unhas também podem sofrer alterações, como fragilização e descolamento.

As glândulas sudoríparas (do suor) também podem se alterar na gravidez, podendo ocorrer um aumento da incidência de miliária (brotoeja) e da hiper-hidrose (excesso de suor), em relação às glândulas sudoríparas écrinas. Já nas glândulas sudoríparas apócrinas ocorre uma hipofunção, o que explica a melhora clínica das hidradenites.

Em relação às glândulas sebáceas, o comportamento não é tão óbvio, sendo imprevisível o efeito da gravidez sobre a acne. Algumas mulheres que já tinham espinhas antes de engravidarem, melhoram suas lesões e outras mulheres podem apresentar acne pela primeira vez durante a gestação.

Tem ainda as temidas estrias…

O tecido conjuntivo também sofre modificações, dando origem às estrias gravídicas, que acometem entre 70 a 90% das grávidas, especialmente a partir da 24ª semana de gravidez, não sendo explicadas apenas pela distensão do abdômen. As estrias não desaparecem após o parto e seu tratamento ainda é difícil. O uso de emolientes e hidratantes durante a gestação deve ser encorajado, como uma forma de tentar evitá-las mas que não garante que não vão surgir.

Tem ainda os distúrbios vasculares surgem devido aos elevados níveis de hormônios estrogênicos na circulação materna, formando telangiectasias e o eritema palmar (vermelhidão das palmas das mãos), que desaparecem espontaneamente entre 6 a 7 semanas após o parto.

Outras alterações vasculares são o granuloma piogênico, varicosidades e hemorróidas, assim como o edema facial, de pálpebras e de extremidades em cerca de 50% das grávidas e as tromboses (10%) e tromboflebites, mais raras.

Gostaria de lembrar de que as gestantes devem tomar as doses da vacina contra a nova gripe até o dia dois de abril.

Mas muitas grávidas estão com medo de ter alguma reação ao medicamento, por isto como bem sabemos que a falta de informação leva ao preconceito, trago abaixo um vídeo com uma matéria do jornal Bom Dia DF da TV Globo, que traz respostas as principais dúvidas que as grávidas tem em relação a vacinação se devem ou não e quais os riscos.

Espero que isto ajude a melhor informa-la, que é um dos objetivos deste nosso blog.

É muito comum que a partir do quinto mês de gravidez a grávida comece a sentir dores na coluna. Sabemos tambpem que acaba que este incômodo passa a ser suportado, com paciência pela gestante que, muitas vezes, não percebe que a dor deve ter fim.

Mas o que queria destacar aqui desta vez é que esta dor deve ser evitada antes mesmo do início da gestação.

Algumas das principais causas das dores sentidas pelas gestantes são: a adaptação da pélvis preparando-se para o parto e aumento da lordose (curvatura lombar) e a consequente sobrecarga do disco intervertebral, para compensar o aumento do peso com a barriga e equilibrar o centro do corpo.

Para combater essas dores e até mesmo evitá-las é necessário tomar algumas medidas simples relacionadas às atividades do cotidiano. Confira algumas dicas:

1) Evite o uso do salto alto

O uso do salto alto deve ser evitado durante a gravidez. Isso porque o salto alto acarreta em um deslocamento ainda maior do centro do corpo para trás para chegar ao equilíbrio, trazendo ainda mais dores na região lombar. Aconselha-se, nesta fase, que seja feito o uso de saltos baixos (3 a 4 centímetros). Eles são até melhores para a coluna do que os calçados comuns (sem salto). Também devem ser evitados calçados com solas escorregadias. Prefira os solados de borracha.

2) Procure equilíbrio entre as atividades

É igualmente comum na gravidez o aparecimento de inchaço nos membros inferiores. Neste caso, a gestante deve procurar o equilíbrio entre caminhar e descansar, para evitar que as pernas e pés inchem devido o excesso de esforço ou a falta de movimentação.

3) Poupe a realização de esforços repetitivos com as mãos

O principal exemplo é a digitação no computador. Os membros superiores, durante a gestação, tendem a sofrer tendinite e formigamento na ponta dos dedos, também por culpa do inchaço. Neste caso, digitar durante muito tempo pode ocasionar mais inchaço e dores.

4) Fique atenta à postura

Essa dica serve para amenizar e evitar quaisquer casos de dores, pois a postura correta minimiza os esforços exagerados na coluna. A prática da Reeducação Postural Global (RPG) pode ser uma grande aliada na prevenção e no combate às dores ocasionadas pela má-postura. Durante o período de gestação a mulher deve redobrar a atenção com a postura, para evitar o agravamento de uma série de esforços que naturalmente recaem sobre a coluna em razão das mudanças no corpo. O RPG e sessões de fisioterapia são grandes aliados nessa hora.

5) Cinto de segurança sempre

O período de gravidez traz uma série de dúvidas e desconfortos às futuras mamães. É comum, nessa época, que por excesso de zelo ou por algum tipo de incômodo, as gestantes deixem de tomar medidas de segurança recomendadas em quaisquer circunstâncias. O cinto de segurança é um exemplo disso. O benefício de utilizar o cinto é muito maior do que o perigo de não usar. Ainda que incomode, a gestante deve sempre cumprir seu papel.

Mais de 1,3 milhão de pessoas devem ser imunizadas na segunda etapa da campanha de vacinação contra a nova gripe, agora é a vez de Mães de bebês e gestantes, que devem ir aos aos postos de saúde para receberem as doses.

Vejam como foram os primeiros dias em matéria do Bom Dia Rio no vídeo abaixo:

Durante a gestação, as mulheres buscam diversos médicos e profissionais de saúde para garantirem uma gravidez tranquila e sem surpresas desagradáveis. Porém, poucas procuram um psiquiatra, por desconhecimento do quanto este profissional pode auxiliar a futura mamãe principalmente no tratamento e na prevenção da depressão pós-parto, que atinge aproximadamente 12% das mulheres gerando consequências desagradáveis e prejuízos na interação mãe-bebê.

Uma certa tristeza, com uma pitada de exaustão pela nova rotina, é normal. Porém, é necessário que haja um acompanhamento minucioso para evitar que o problema tome proporções maiores. Os sintomas já podem ser notados, em muitas mulheres, durante a gestação. Questões sociais e psicológicas, além das hormonais, estão diretamente ligadas a esse problema.

Isto mostra a importância do acompanhamento psiquiátrico durante a gestação. O interessante é que a mulher procure um profissional que a oriente de forma cautelosa, quanto a prescrição de medicamentos, para não prejudicar o bebê.

Gostaria de comentar aqui sobre uma recente pesquisa canadense sugere que os hospitais que tocam música para bebês prematuros ajudam no desenvolvimento destas crianças.

De acordo com o estudo da Universidade de Alberta a música pode acalmar os bebês e os pais, além de acelerar o ganho de peso e diminuir o tempo de permanência no hospital.

A música também teria efeitos benéficos em outros aspectos fisiológicos como o batimento cardíaco e a taxa respiratória.

A equipe canadense analisou nove estudos e descobriu que a música também reduz a dor e estimula a alimentação oral.

Vejam o que afirmaram o autor do estudo Manoj Kumar e sua equipe de pesquisadores:

“Existem provas preliminares que sugerem que a música pode ter efeitos benéficos em termos de parâmetros fisiológicos, estados de comportamento e redução da dor durante procedimentos médicos dolorosos”, .

Mas, enquanto existem provas preliminares de alguns benefícios terapêuticos da música para indicações específicas, estes benefícios precisam ser confirmados em testes de alta qualidade.”

Veja agora o comentário do professor de obstetrícia Andrew Shennan, da organização de caridade britânica voltada para bebês Tommy:

“as provas preliminares de que a música tocada para bebês prematuros pode ter efeitos positivos no comportamento e na (redução da) dor é muito interessante.”

“Nascimentos prematuros aumentaram nos últimos anos e continuam sendo um grande problema na Grã-Bretanha, algumas vezes resultando em problemas de saúde de longo prazo na vida da criança, incluindo paralisia cerebral, surdez, cegueira, problema pulmonar crônico, dificuldades de aprendizado e comportamento”.

“Apesar de mais pesquisas serem necessárias nesta área, o estudo mostra que existem formas simples e baratas de garantir benefícios para a saúde de bebês prematuros”.

Existem uma série de fatores que podem aumentar o risco de nascimentos prematuros, incluindo mães fumantes, infecções no útero, gravidez de gêmeos ou trigêmeos.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Archives of Disease in Childhood.

Vocês sabiam de que as gestantes com artrite reumatoide podem ter um maior risco de sofrer de pressão alta, de ter um bebê com baixo peso ou de precisar de um parto cesariana?

Este foi o resultado de um estudo recentemente publicado na revista científica Annals of Rheumatic Diseases.

A artrite ocorre mais frequentemente em mulheres, quando o sistema imunológico erroneamente ataca os tecidos das articulações, levando a inflamação, dor e dano progressivo. E, embora as razões de sua relação com as complicações na gravidez não estejam claras, os pesquisadores suspeitam que os medicamentos utilizados no tratamento da doença reumática podem afetar negativamente a gravidez.

Avaliando dados de um registro nacional de Taiwan, incluindo mais de 1,9 mil novas mães com artrite e 9,6 mil sem a doença, os pesquisadores descobriram que as primeiras têm duas vezes maior risco de ter pré-eclâmpsia, condição marcada por pressão alta durante o segundo ou terceiro trimestre da gestação, 47% mais chances de ter um bebê com baixo peso, e 19% maior propensão a precisar da cesariana.

Além disso, a ocorrência de bebês pequenos para idade gestacional, indicando crescimento restrito no útero, foi maior entre as mulheres com artrite, 17%, contra 15% do grupo controle.

Os pesquisadores destacam, porém, que a maioria das participantes não teve complicações na gravidez, à exceção da cesariana, relatada por 42% daquelas com artrite e 38% daquelas sem esta doença. Apenas 3% das mulheres com a condição inflamatória tiveram pressão alta, contra 1% das mulheres saudáveis; e as taxas de baixo peso foram de apenas 8% e 5,5%, respectivamente.

Apesar de o estudo ser abrangente, ele possui limites, incluindo a falta de importantes informações sobre a gravidade da artrite e sobre as medicações usadas durante a gravidez, que não permitem apontar as razões da relação entre a artrite e as complicações na gravidez.

Sabe-se que alguns medicamentos contra a artrite podem ser prejudiciais e, por isso, é recomendado interromper seu uso durante a gravidez, mas outros continuam sendo usados pela gestante. Por isso, mais estudos são necessários para determinar o papel da severidade da doença e do uso de medicamentos na ocorrência de problemas na gestação.

As avaliações e os exames estão cada vez mais avançados e mais eficazes. Os tratamentos modernos e equipe multidisciplinar ajudam a facilitar a identificar doenças, até mesmo quando o bebê ainda está no útero da mãe.

Você saibia de que cerca de 80% das malformações congênitas são diagnosticadas por meio dos recursos da Medicina Fetal?

Para quem ainda não sabe, a Medicina Fetal é uma área de atuação da Ginecologia e Obstetrícia que visa o acompanhamento detalhado de gestações por meio de orientação genético-reprodutiva e ultrassonografia, sempre visando o bem estar do binômio mãe-feto.

Essa moderna especialidade é extemamente útil na orientação dos casais quanto aos riscos reprodutivos, dúvida quanto aos históricos familiares ou mesmo indagacões como a importância da idade materna na gestação. Durante o pré-natal, a ultrassonografia auxilia no acompanhamento clínico das gestações, nos diagnósticos relacionados a formação e desenvolvimento do feto e nas interrelações com doenças maternas, caso elas existam.

O aprimoramento tecnológico que os aparelhos de ultrassonografia receberam na última década permite que atualmente seja possível avaliar, de forma não-invasiva o feto.

A descoberta precoce de algumas doenças durante a gravidez aumenta substancialmente as chances de sobrevivência do bebê, além de ajudar no planejamento das intervenções logo após o parto, ou mesmo durante a gestação, reduzindo assim os riscos para a mãe e para a criança. Para tanto, a Medicina Fetal aparece como fator determinante para prevenir problemas e garantir a qualidade de vida.

Segue abaixo para sua informação o vídeo oficial do Ministério da Saúde da campanha de vacinação contra a gripe para gestantes com a atriz Vanessa Giacomo grávida:

E você já se vacionou? Pretende faze-lo?

A segunda etapa de vacinação contra a gripe A começou nesta segunda-feira.

Atenção, durante as próximas duas semanas grávidas, assim como crianças entre seis meses e um ano e 11 meses de idade e pacientes com doenças crônicas que tenham menos de 60 anos de idade devem procurar um posto de saúde mais perto de casa para tomar sua dose.

Nesmo assim não precisa correr, pois as gestantes poderão ser vacinadas até o dia 21 de maio.

Já a vacinação para crianças e portadores de doenças crônicas terminará em 2 de abril. Para as crianças, a vacina foi dividida em duas doses, sendo que a segunda será aplicada 30 dias após a primeira.

No caso aonde a Zazou tem lojas, na cidade de São Paulo, a rede de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) o atendimento vai de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, mas abrirá também aos sábados e feriados, das 7 às 19 horas. No Rio de Janeiro, a vacinação nos dias úteis será feita das 8 às 17 horas. Aos sábados, os postos ficarão abertos até as 13 horas.

Veja matéria a respeito do tema no vídeo abaixo:

E você vai se vacinar?

Mande seus comentários.

É comum ouvir que as grávidas têm de comer por dois. Grande engano.

De acordo com uma pesquisa divulgada na publicação americana Proceedings of the National Academy of Sciences, uma dieta muito rica em calorias durante a gravidez, pode prejudicar a saúde do bebê, além de influenciar seu sexo.

O estudo foi realizado com fêmeas grávidas de camundongo, sendo que algumas receberam alimentação com alto teor de gordura e carboidrato e, outras, baseada em grão de soja. As refeições repletas de excessos tiveram efeito sobre quase 2 mil genes dos filhotes em desenvolvimento, incluindo os envolvidos na função do rim e do olfato.

As variações mais marcantes aconteceram nos fetos do sexo feminino, sugerindo que meninas podem ser mais suscetíveis do que meninos a mudanças genéticas desencadeadas pelos hábitos alimentares da mãe. Filhos e filhas apresentam riscos diferentes para desenvolver obesidade e diabetes ao longo da vida, o que aparentemente está relacionado com a dieta materna ou a condição corporal da mulher durante a gravidez. Por exemplo, garotos com mães obesas são mais propensos do que garotas a se tornarem obesos e terem diabetes à medida que envelhecem, embora não haja diferença evidente no peso ao nascer.

Cheryl Rosenfeld, da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, e seus colegas observaram que o sexo dos filhotes nascidos em certas espécies de mamíferos, como ratos e humanos, pode ser influenciado pela dieta da gestante. Quem aposta em comidas altamente calóricas e café-da-manhã regular tende a aumentar as chances de dar à luz um bebê do sexo masculino, enquanto o menor consumo de energia aumenta a probabilidade de um do sexo feminino.

“Nos seres humanos e ratos, restrição alimentar e uma dieta de qualidade inferior durante o período em torno de concepção e início da gravidez levam a um excesso de filhas, muito provavelmente devido à perda seletiva de fetos do sexo masculino, o mais vulnerável no útero. há muitos fatores que determinam o sexo e a saúde do bebê.”

Para quem ainda não sabe a portuguesa Maria Manuela Pontes, autora do livro Maternidade interrompida (Editora Ágora), que já comentamos aqui, e presidente da Associação Artémis em Portugal, desembarca no Brasil agora em março com uma missão: quebrar o silêncio que se ergueu em torno do tema perda gestacional.

O mais legal é que ela fará uma palestra gratuita aberta ao público no dia 25 de março, das 20h às 22h, no B´nai B´rith.

O evento é promovido pelo 4 Estações Instituto de Psicologia e pela Editora Ágora, e visa a debater a questão, mostrando que a dor da perda gestacional é responsabilidade de toda a sociedade.

Ficou interessada?

Para maiores informações e inscrições ligue para: (11) 3891-2576 ou pelo email: info@4estacoes.com, dizendo que foi indicada pela Zazou para participar.

Numa sociedade em que o aborto espontâneo adquire nuanças de seleção natural e a perda gestacional é vista e sentida como metáfora do verbo “esquecer”, é imperativo falar sobre os bastidores dessa “epidemia” que cada vez mais atinge mulheres de diversas idades, classes e culturas. O medo da rejeição, a vergonha de ser julgada, o vazio da solidão, a falta de apoio em todos os níveis levam essas mulheres, na maior parte das vezes, à depressão profunda e ao isolamento.

Para a autora, o primeiro passo para quebrar um tabu é falar sobre ele. Ela tem experiência no assunto. Depois de perder dois bebês (ela é hoje mãe de dois filhos), resolveu quebrar o pacto de silêncio. Em sua palestra, ela abordará essa realidade tão dolorosa, permitindo que mulheres que já passaram por isso – e também suas famílias – sintam-se compreendidas e acolhidas.

A psicóloga brasileira Maria Helena Pereira Franco, que assina o prefácio do livro Maternidade interrompida e é co-fundadora do 4 Estações Instituto de Psicologia, fará uma apresentação no início da palestra.

O instituto é formado por um grupo de profissionais de Psicologia que criou uma proposta de atuação em serviços para perdas e luto, a partir da experiência junto a pessoas que passam ou passaram por situações de luto em sua vida pessoal ou profissional.

Para mais informações sobre o livro, acesse o endereço:

http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1172

Como havia comentado a reporter Cristiane Segatto da Revista Época fez uma matéria interessante sobre doação e bancos públicos de cordão umbilical que queria trazer mais informações para vocês sobre o assunto.

Nesta matéria ela entrevista e faz uma série de perguntar sobre este tema ao diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do InCa, Luis Fernando Bouzas, que também é o coordenador da rede BrasilCord, que reproduzo abaixo para sua informação:

1) A rede BrasilCord tem cerca de 8 mil unidades armazenadas. Quantas seriam necessárias para que o Brasil fosse autossuficente?

Nenhum país ou rede conseguiu se tornar autossuficiente. Talvez nunca consiga. Sempre existirão pacientes com características genéticas específicas e que terão necessidades específicas. Nesse aspecto, a diversidade étnica da nossa população é um complicador. Não é fácil encontrar material compatível com todos os pacientes. O banco público precisa crescer. Nos próximos cinco anos, pretendemos chegar a 60 mil unidades - sempre avaliando o conteúdo genético do que estamos coletando em relação à população necessitada.

2) Quando o paciente precisa de um transplante de medula, a busca é feita na BrasilCord ou no Redome?

É feita em ambas. O Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) tem 1,4 milhão de inscritos. É o terceiro maior registro do mundo. Com a expansão da BrasilCord e os voluntários do Redome teremos a chance de encontrar doadores para cerca de 85% dos pacientes que nos procuram. Os demais serão beneficiados por buscas nos registros internacionais. O pool internacional de solidariedade tem quase 14,5 milhões de doadores cadastrados.

3) Por que é tão difícil ampliar os bancos públicos brasileiros?

O banco depende de recursos de implantação (obras, equipamentos, treinamento, pessoal, informática etc) e manutenção. O custo de armazenamento é alto. As mães aceitam doar, mas manter a qualidade e a segurança do material é fundamental. Além disso, nem todo sangue coletado pode ser usado. Cerca de 50% do material coletado não pode ser usado por motivos diversos.

4) Quanto custa manter congelada uma bolsa de sangue de cordão? Fazer isso no Brasil não é mais barato do que importar?

As etapas de coleta, processamento e armazenamento custam cerca de R$ 3,5 mil. A manutenção custa mais R$ 300. O sistema da rede BrasilCord é o mais moderno do mundo. Inclui unidades totalmente automatizadas chamadas de BioArchives. Mesmo assim é muito mais barato que importar unidades. Essa é a justificativa para a existência do Redome e da BrasilCord.

5) Muitas mulheres que têm filhos em maternidades particulares não pretendem congelar o cordão em brancos privados e gostariam de doá-los. Hoje isso não é possível. Existe algum projeto para ampliar a rede capaz de aceitar essas doações?

Não há justificativa para que todos os nascimentos tenham o sangue de cordão armazenado pois o custo seria proibitivo e desnecessário. Afinal, as características da população se repetiriam. Mas existe sim um projeto para ampliar nossa capacidade de receber doações. Além da associação voluntária de hospitais privados ao sistema BrasilCord (Albert Einstein, Sírio-Libanês etc), estamos testando a coleta à distância. Uma equipe médica do próprio hospital se responsabiliza e nos envia o material. Essa é uma técnica mais complexa, que gera muita perda de material. Desenvolvemos um kit de coleta e uma forma de garantirmos o transporte com qualidade e estamos validando esse método. A coleta tem que ocorrer com agilidade, no momento do parto (impossível deslocar uma equipe para todos os hospitais) e o material tem que ser encaminhado em até 36 horas para o laboratório onde será processado. Com controle de temperatura e documentação adequada. Caso não sejam cumpridos esses passos, o material se deteriora. Os bancos de sangue de Nova York, Milão e Dusseldorf, os primeiros a existir nos anos 90, contam cada um com apenas duas ou três maternidades como os nossos e seguem as mesmas regras.

6) Não vale a pena congelar o cordão do filho em bancos privados?

Não recomendo que isso seja feito por várias razões. A probabilidade de uso desse material pela própria criança ou pelos familiares é infinitamente baixa. Depende de uma série de fatores combinados: a compatibilidade é necessária, a qualidade deve ser máxima para manter a viabilidade celular, a doença não pode estar relacionada a nenhum fator genético. Caso contrário ele também estará presente nas células-tronco armazenadas. É preciso lembrar que até o momento o único uso comprovado desse material é como fonte alternativa de células-tronco para o transplante de medula óssea. Ele pode ser indicado no caso de leucemia, linfoma, anemias graves, erros inatos do metabolismo, doenças de origem genética do sistema imune ou hematopoiético (responsável pelo desenvolvimento dos elementos do sangue).

7) Os bancos privados vendem falsas esperanças?

Existe uma grande propaganda enganosa. O uso das células-tronco de cordão umbilical para a medicina regenerativa não foi provado nem recomendado. As pessoas precisam entender que as células-tronco obtidas do sangue do cordão umbilical são células adultas diferentes, por conceito e definição, das células embrionárias. O sangue do cordão possui em geral uma quantidade limitada de células-tronco que dão origem às células do sangue e são suficientes para o transplante de um paciente de até 50 kg. Apenas numa quantidade ínfima, quase indetectável, apresenta também outros tipos de células-tronco (como as mesenquimais). Somente essas têm a propriedade de desenvolver outros tecidos.

8) A exploração comercial dos bancos de cordão vem sendo questionada?

As instituições sérias de todo o mundo condenam essa prática. Ela já foi proibida em alguns países, como França e Inglaterra. A maioria dos países passou a restringir a propaganda dessas empresas e a controlar a qualidade dos processos. É uma atividade comercial sem embasamento científico e sustentada pela desinformação. Num momento de fragilidade, as famílias apostam num futuro incerto. Já vimos isso antes. Quem não se lembra das empresas que, nos anos 80, ofereciam congelamento de órgãos e corpos de pessoas influentes e famosas com a promessa de ressuscitá-los num futuro qualquer?

Leiam a matéria completa em:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI125500-15230,00.html

Até 25% de todas as mulheres sofre de depressão durante a gravidez, e muitas são relutantes em tomar antidepressivos. Agora, um novo estudo sugere que a acupuntura pode oferecer algum alívio durante a gravidez, mesmo que não tenha se mostrado eficiente contra a depressão em geral.

O estudo da Universidade Stanford recrutou 150 mulheres deprimidas, grávidas de 12 a 30 semanas, e aleatoriamente escolheu 52 para receber acupuntura específica para sintomas de depressão, 49 para acupuntura comum e 49 para um tipo específico de massagem.

Cada mulher recebeu 12 sessões de 25 minutos cada. As que receberam acupuntura não sabiam qual tipo estava designado a elas (no tratamento específico para depressão, as agulhas são inseridas em pontos do corpo que, diz-se, correspondem a sintomas como ansiedade, abandono e apatia).

Depois de oito semanas, quase dois terços das mulheres do grupo da acupuntura específica para depressão mostraram uma redução de pelo menos 50% em seus sintomas, comparado a pouco menos da metade das mulheres tratadas com massagem ou acupuntura comum.

As descobertas são detalhadas na edição de março da revista “Obstetrics & Gynecology“. A principal autora, Rachel Manber, professora de psiquiatria e ciências comportamentais em Stanford, diz que os resultados sugerem que alguns sintomas de depressão durante a gravidez podem estar relacionados ao desconforto físico, que é aliviado pela acupuntura. Ainda assim, os resultados foram notáveis, afirmou.

Trago abaixo para vocês um texto escrito pela reporter especial da Revista Época Cristiane Segatto, especialista nesta área de medicina há 14 anos e que já ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. Ela escreveu recentemente sobre os bancos públicos de cordão umbilical e como é a situação no Brasil.

O nascimento de uma criança é um momento supremo. É a expressão máxima da renovação da vida. A cada bebê que chega, a natureza nos lembra que temos a chance de construir gente e dias melhores. Na sala de parto, os pais mal raciocinam. Ficam dopados de emoção. Querem ver o rosto do filho, sentir aquele corpinho pesando sobre o peito, contar os dedinhos miúdos. Não há clima para racionalidade. Se houvesse, talvez estranhassem o destino dado à placenta e ao cordão umbilical. Eles despencam num balde e, dali, seguem direto para o lixo.

É um final indigno para um material tão rico. O sangue do cordão umbilical contém células-tronco que podem salvar quem sofre de leucemia, linfoma e várias outras doenças, como anemias graves, erros inatos do metabolismo e problemas de origem genética do sistema imune ou das células sanguíneas.

Nos últimos anos, criou-se um mercado de sonhos em torno disso. Empresas oferecem serviços de congelamento do cordão umbilical e cobram caro por eles. Os clientes que assinam o contrato são atraídos principalmente pela promessa de que, no futuro, terão a sua disposição um reservatório de sementes preciosas para curar doenças e restaurar órgãos doentes.

Toda pessoa tem o direito de fazer o que bem entende com seu dinheiro. Mas quando perguntam minha opinião digo o que penso: os bancos privados ainda não me convenceram dos benefícios que vendem. Por enquanto, as promessas da medicina regenerativa são exatamente isso: promessas.

O único uso comprovado das células congeladas é o transplante no caso das doenças mencionadas acima. Mas a probabilidade desse sangue armazenado ser aproveitado pelo próprio doador ou por familiares dele é baixa. Vamos pensar na leucemia, por exemplo. Uma criança com leucemia não poderia usar o sangue de seu próprio cordão. A leucemia é decorrente de alterações genéticas que provavelmente também ocorreram nas células-tronco que foram congeladas quando ela nasceu.

Volta e meia recebo sugestões de bancos privados que congelam o cordão dos filhos das grávidas famosas e depois querem que elas apareçam em reportagens como garotas propagandas do serviço. É sempre a mesma história: por que você não entrevista a estrela da novela? Ela congelou o cordão do filho na nossa empresa… E por aí vai.

Eu não congelaria o cordão de meu filho numa empresa privada. Mas adoraria doá-lo a um banco público. Gostaria que o Brasil tivesse um banco enorme, com milhares de amostras representativas de toda a diversidade genética de nossa população. Esse banco público e gratuito estaria disponível a todas as pessoas que precisassem de um transplante. Seria de acesso universal e abrangente. Tão universal e abrangente como a solidariedade que estimula a doação de tecidos humanos.

Muitas grávidas já entenderam a importância da doação e gostariam de fazê-la.

Mas onde?

Poucos hospitais no Brasil aceitam recebê-la. Coletar, processar e armazenar esse sangue não é uma tarefa simples. Exige dinheiro, treinamento e um rígido controle de qualidade. Nesta semana, soube de uma boa notícia nesse campo. O Hospital Sírio-Libanês inaugura no dia 11 um banco de sangue de cordão umbilical no Amparo Maternal, em São Paulo.

O Amparo Maternal é uma entidade filantrópica bastante tradicional que atende basicamente mães das classes C, D e E. É lá que centenas de mulheres pobres, moradoras de rua e imigrantes ilegais têm seus filhos.

“Não vamos apenas coletar as bolsas de sangue. O Sírio-Libanês também está ajudando a gerir a maternidade”, diz Poliana Patah, coordenadora do Banco de Sangue de Cordão Umbilical. “As mães entenderam a importância da doação e a maioria aceita participar.”

Graças às doações das mães do Amparo Maternal, os coordenadores acreditam que criarão um banco com enorme diversidade genética. Talvez o mais variado do mundo, um retrato da enorme miscigenação brasileira. A maternidade recebe, em igual proporção, pacientes negras e brancas. E também muitas descendentes de etnias indígenas - do Brasil e de outros países da América Latina.

O hospital pretende coletar 3,7 mil unidades nos próximos três anos. O banco será integrado à rede BrasilCord, gerida pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Esse é um serviço público que controla e distribui cerca de 8 mil bolsas colhidas no país até hoje. É pouco.

Quando alguém precisa de um transplante de medula, procura-se um doador compatível em dois sistemas: entre as amostras de sangue de cordão da BrasilCord e no cadastro de doadores de medula (Redome). Se não houver um doador compatível nesses dois sistemas, começa a busca no Exterior.

Só as famílias que passam por isso podem entender o tamanho do desespero e da dificuldade.

“A busca de um doador no Exterior e a chegada do material podem demorar dois meses ou mais”, diz a médica Yana Novis, coordenadora do departamento de hematologia e transplante de medula óssea do Sírio-Libanês. “É muito tempo. Às vezes a doença sai do controle e o paciente morre.”

Se o Brasil tivesse um banco público amplo e disponível a todos os que precisam muito sofrimento seria evitado. Afinal, é muito mais rápido e simples encontrar uma bolsa de sangue congelada do que localizar um doador vivo pré-cadastrado e concretizar o transplante.

Por que, então, o Brasil não investe nisso pra valer? A dificuldade é apenas financeira?

E você? Aceitaria doar o cordão umbilical de seu filho a um banco público? Gostaria de congelá-lo num banco privado?

Queremos ouvir a sua opinião. Mande seus comentários aqui neste blog.

Vejam a matéria completa em:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI125500-15230,00.html

Você vai fazer seu parto pelo SUS? Já escolheu a maternidade?

Para ajuda-la nesta escolha, fica a dica de uma avaliação feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo por meio de questionários com os pacientes de centenas de hospitais do estado elegeu, pelo segundo ano consecutivo, os melhores hospitais da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo.

Aliás comparados com dados divulgados no ano passado, é possível verificar um avanço dos hospitais do interior do estado, que ganharam mais espaço entre os dez primeiros.

Entre as maternidades, a campeã foi a do Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste da capital paulista. Entre as dez primeiras, apenas ela e a do Hospital Estadual de Vila Alpina ficam na cidade.

Em 2008, seis maternidades da capital paulista estavam nas dez primeiras colocações. Os hospitais Santa Marcelina e Vila Alpina foram os únicos da cidade que se mantiveram no topo do ranking em 2009.

Confira abaixo a lista das 10 melhores maternidades do SUS em SP em 2009:

1) Hospital Santa Marcelina - São Paulo - Nota: 9,126
2) Hospital Geral de Itapecerica da Serra - Itapecerica da Serra - Nota: 9,025
3) Hospital Estadual de Vila Alpina - São Paulo - Nota: 9,016
4) Caism (Centro Integral de Atendimento à Saúde) do Hospital das Clínicas - Campinas - Nota: 9,012
5) Hospital Regional de Cotia - Cotia - Nota: 8,982
6) Hospital São Francisco de Assis - Jacareí - Nota: 8,977
7) Hospital Geral de Itaquaquecetuba - Itaquaquecetuba - Nota: 8,936
8) Hospital das Clínicas - Ribeirão Preto - Nota: 8,934
9) Hospital Geral de Guarulhos - Guarulhos - Nota: 8,933
10) Hospital Estadual de Sumaré - Ibitinga - Nota: 8,930

A pesquisa classifica os estabelecimentos com base no grau de satisfação dos pacientes de hospitais conveniados à rede pública.

Eles opinam sobre o atendimento, qualidade do local e tempo de espera. Foram ouvidos 158 mil pacientes, que receberam um formulário por correio, e puderam responder gratuitamente pela internet, carta ou telefone.

Os vencedores foram os estabelecimentos com maior pontuação média entre os que tiveram 100 ou mais respostas encaminhadas. No caso das maternidades, as que tiveram 30 ou mais respostas.

As unidades que receberam as notas mais baixas vão receber uma equipe da secretaria. Os técnicos vão verificar o motivo das reclamações dos pacientes.

Veja a matéria no vídeo abaixo:

Um recente estudo coordenado pela endocrinologista Fernanda Magalhães, constatou ainda que a alimentação das grávidas de Uberaba (mas que podemos certamente levar para outras cidades do Brasil) ainda é muito pobre. Faltam verduras e frutas, e há um consumo excessivo de carnes.

“Mais de 50% da população come mais carne do que o recomendável. Além disso, 80% mantêm inatividade física. Existe um índice de atividade física maior no trabalho do que no lazer”, destaca Fernanda.

Entre as mulheres de classes menos favorecidas a obesidade é um problema ainda mais assustador. Segundo a especialista em diabetes, o problema está relacionado ao número de gestações, que interfere tanto na obesidade abdominal, a mais perigosa em termos de problemas cardiovasculares, como na presença de problema conhecido como Síndrome Metabólica.

“É a associação de obesidade, diabetes ou uma hiperglicemia, hipertensão ou alteração na pressão arterial e alteração dos lípedes. E as mulheres têm muito mais a presença dessa síndrome do que os homens. Quanto maior o número de gestações maior a incidência de obesidade abdominal e de Síndrome Metabólica, com todos os problemas decorrentes”, explica.

Já é jargão, mas quando se fala em saúde, a questão principal é a prevenção. Porém, quando a doença já está instalada a preocupação torna-se maior quanto ao controle.

A especialista acredita que os diabéticos possuem vários temores quanto às complicações provocadas pela doença. Apesar de ainda ser envolvido por preconceitos, o uso de insulina é um deles.

“Mas é um excelente medicamento para o tratamento do diabetes. A cegueira e ainda a insuficiência renal, que exige a realização de diálise, são outros fatores, mas a complicação mais frequente do diabético é a chamada neuropatia periférica, que acomete nervos, principalmente das pernas. O diabético tem a sensação de dor, formigamento e queimação, nos pés e nas pernas, podendo levar à amputação, à lesões graves e ao uso de próteses”, explica.

O problema é melhorado com uma alimentação correta, atividade física regular, e principalmente o controle glicêmico constante, sem que os sintomas sejam ignorados.

Você sabia de que as mães de gêmeos têm mais chances de sofrer depressão pós-parto?

Pois saiba mais sobre os sintomas dessa doença com uma entrevista com o ginecologista Alberto D’Auria, no vídeo abaixo da TV Record que fala exatamente sobre o assunto.

Uma mulher recuperou a fertilidade e deu à luz dois bebês depois de receber um transplante de tecido do próprio ovário, na primeira vez em que esse tratamento altamente complexo resulta em duas gestações.

A

Claus Yding Andersen, médico dinamarquês que tratou a mulher, apresentou o caso na revista médica “Human Reproduction”, em que demonstra a validade do método de armazenar o tecido ovariano em termos de preservação da fertilidade, o que segundo ele deveria ser mais usado para meninas e mulheres jovens que passam por tratamentos capazes de danificar seus ovários.

“Esta é a primeira vez no mundo que uma mulher teve dois filhos de gestações separadas como resultado do transplante de tecido ovariano congelado e descongelado”.

A paciente, uma dinamarquesa chamada Stinne Holm Bergholdt, teve o tecido ovariano retirado durante um tratamento contra câncer, e restituído após a cura.

Ela teve uma menina em fevereiro de 2007, após um tratamento de fertilização. Em 2008, descobriu que estava grávida naturalmente, e em setembro daquele ano gerou outra menina.

Em todo o mundo há nove casos registrados de nascimentos de bebês após a mãe receber o autotransplante de tecido ovariano previamente congelado. Três (inclusive as duas filhas de Stinne) nasceram na Dinamarca após o tratamento realizado por Andersen, professor de Fisiologia Reprodutiva Humana no Hospital Universitário de Copenhague.

Stinne foi diagnosticada com o chamado sarcoma de Ewing aos 27 anos de idade, em 2004. Antes da quimioterapia, parte do seu ovário direito foi retirada e congelada.

O tratamento funcionou, mas, como esperado, os medicamentos causaram menopausa precoce. Em 2005, seis tiras do tecido ovariano foram transplantadas para o que havia restado do seu ovário direito, que voltou a funcionar. Após uma discreta estimulação ovariana, ela engravidou pela primeira vez.

Em janeiro de 2008, ela voltou à clínica de Andersen para mais um tratamento de fertilização, mas um exame ostrou que ela já estava grávida naturalmente.

“Isso mostrou que as tiras ovarianas originais transplantadas continuaram a funcionar por mais de quatro anos, e que a senhora Bergholdt ainda tem a capacidade de conceber e dar à luz crianças saudáveis”

Stinne, de 32 anos, disse que continua tendo ciclos menstruais normais, e que ela e o marido ainda não decidiram se querem ou não mais filhos.

“As meninas ainda são muito pequenas e precisam de muita atenção, mas talvez em um par de anos possamos pensar novamente nisso.”

Recentemente o caderno Boa Saúde do UOL fez uma matéria que dizia que mulheres que comem muitas frutas, verduras e legumes durante a gravidez podem estar protegendo seu bebê contra o desenvolvimento de alergias.

Trata-se do resultado de um estudo japonês recentemente publicado na revista médica Allergy.

De acordo com os autores, o consumo, durante a gestação, de vegetais verdes e amarelos, frutas cítricas e alimentos ricos em beta caroteno podem reduzir os riscos de o bebê ter eczema - tipo de alergia de pele; e a ingestão de alimentos ricos em vitamina E, presente em alguns vegetais verdes, reduziriam as chances de o filho ter chieira - ou sibilância - na infância.

O estudo avaliou a alimentação de 763 mulheres na gestação e a presença de sintomas de eczema e sibilância alérgica em seus filhos, quando estes tinham 16 e 24 meses de idade. E revelou que 21% dos bebês haviam apresentado chiado no peito, e que menos de 19% tiveram eczema. As análises mostraram que os filhos das mulheres que haviam consumido mais frutas e verduras eram menos propensos a estarem entre aqueles que tiveram a alergia na pele; e aqueles cujas mães haviam ingerido mais vitamina E de fontes naturais na gestação tinham menor propensão à alergia respiratória.

Segundo os autores, o aumento da ingestão de vegetais verdes e amarelos, frutas cítricas e antioxidantes como beta caroteno e vitamina E entre as futuras mamães merece investigações mais aprofundadas, como uma medida que poderia ser eficaz na prevenção de transtornos alérgicos nos filhos.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cesariana já representa 43% dos partos realizados no Brasil no setor público e no privado.

Nos planos de saúde, esse percentual é ainda maior, chegando a 80%. Já no Sistema Único de Saúde, as cesáreas somam 26% do total de partos.

O parto normal é o mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde, as cirurgias deveriam corresponder a, no máximo, 15% dos partos.

Não podemos esquecer de que a cesariana (parto cirúrgico) é um recurso que hoje parece ser um vilão, mas foi um grande avanço da medicina, muitas mulheres morreram antes do surgimento do processo.

“A vantagem da cesariana é que você pode programar, apesar de eu não gostar de marcar data, a pessoa tem facilidade de horários e tempo. Mas é uma cirurgia com dor pós-operatória. No entanto, essa história de 40 dias de resguardo é um mito”

A cesariana é uma cirurgia e têm complicações: sangramento, anestesia e corte. A recuperação é um pouco mais lenta, mas, hoje em dia, seis horas depois do parto as mães já estão tomando banho e amamentando o bebê, com uma dor suportável.

Mas sabemos bem de que há exageros na realização de cesarianas. A Organização Mundial da Saúde fala que 15 % dos nascimentos deveriam ser de cesariana, mesmo nas populações de alto risco. Hoje é um problema de saúde pública a epidemia de cesariana no Brasil. Nosso país é o que mais faz essa cirurgia. Isso tem criado muito problema: um bebê que nasce prematuro, vai para o CTI e morre porque nasceu antes da hora.

“O parto cesariana é um procedimento cirúrgico, realizado por meio de uma incisão entre a cicatriz umbilical e o osso do púbis, de aproximadamente 10 centímetros, por onde se retira o bebê. A cicatriz não me incomoda, é bem baixa, o biquíni tampa”

Desde o início da gravidez, a intenção da gestante é quase sempre ter um parto normal, mas vai que acontece no penúltimo exame de ultrassom constatar algum problema, como que o cordão umbilical tenha dado uma volta no pescoço do bebê. Por segurança, deve-se mesmo se preciso optar pela cesariana.

Outro mito é que apesar de estar com parte do corpo anestesiado, a mãe pode sim participar o tempo todo do parto. Assim como a presença do marido durante o nascimento também foi muito importante para a mamãe.

Sei de que muita gente passou por um aborto espontâneo, algo infelizmente mais comum do que imaginamos, mas quem convive diariamente com grávidas, sabe bem disto e como é difícil superar, por isto trago uma informação legal para ajudar.

Veja o recente caso de uma mulher que sofreu 18 abortos espontâneos conseguiu realizar o sonho de se tornar mãe, após se submeter a um tratamento especializado em Epsom, na região metropolitana de Londres. Trata-se da Angie Baker, de 33 anos, descreveu como um “pequeno milagre” sua filha Raiya, que nasceu no último dia 9 de dezembro.

“Parece um sonho. Ela é perfeita em todos os sentidos”, disse Angie.

g1 do Globo.com

Angie vinha tentando ter filhos desde os 20 anos de idade, mas todas as vezes em que engravidou sofreu abortos espontâneos entre as cinco e oito semanas de concepção.

“Emocionalmente, era uma montanha-russa. Todas as vezes que eu ficava grávida alimentava a esperança de que ‘é agora’”. “No fundo, eu sempre pensei que era um problema pequeno que tinha cura.”

Angie recebeu tratamento para um subtipo de leucócitos, os glóbulos brancos presentes no sangue e responsáveis pela defesa contra microorganismos.

Utilizando testes disponíveis apenas em Epsom, Liverpool e Chicago, o médico Hassan Shehata, do hospital da Epsom and St Helier University, descobriu que Angie tinha uma alta incidência das chamadas células NK (do inglês “natural killers”, ou seja, células exterminadoras naturais). Essas células defensivas atacavam o feto, confundindo-o com um corpo estranho.

O médico, que supervisiona pacientes de diversas partes do mundo, disse que só conhecia, de leitura, um caso no qual uma mulher sofrera tantos abortos quanto Angie.

“Dezoito abortos espontâneos é um grande número. É mais fácil ter a sorte de ganhar na loteria que o azar de ter 18 abortos espontâneos”, ele comparou.

Segundo ele, os abortos espontâneos afetam uma em cada cinco mulheres grávidas. A chance de passar por essa situação duas vezes é uma em 25, e cinco vezes, uma em 15 mil.

Angie foi submetida a um tratamento que incluía a ingestão de uma alta dose de esteróides duas semanas antes da concepção e 12 semanas depois. Após o nascimento de Raiya, a nova mãe disse que estava muito feliz.

“Estou adorando. Estou curtindo cada momento. É uma preciosidade. Não acredito que ela está aqui, e é minha.”

A dica abaixo é da Denize Fornazari, que é oftamologista do Hospital das Clínicas da Unicamp, que abordou o assunto na Revista Pais e Filhos, e que trago aqui para sua informação.

Primeiro não é regra, mas na gravidez há quem fique com intolerância ao uso de lente de contato ou sinta diferença no grau dos óculos. Essas alterações acontecem porque a espessura da córnea costuma aumentar durante a gestação.

Pouca gente sabe que a vista pode ser afetada nesta fase em aprox. 60% das mulheres, segundo pesquisa da Transitions Optical, empresa de lentes fotossensíveis.

Por não associar a piora na visão à gravidez, a gestante pode ficar preocupada sem necessidade. Calma. Converse com seu oftalmologista e tente não trocar de óculos ou lente até o bebê nascer. Os sintomas são reversíveis e passam quando os hormônios voltam ao normal.

Mulheres com diabetes gestacional ou hipertensão arterial precisam de acompanhamento médico durante toda a gravidez, pois, nesses casos, as alterações do olho são mais graves.

Os nutricionistas e gastroenterologistas não cansam de recomendar uma dieta rica em fibras (frutas, hortaliças e cereais) como importante segredo para “esquentar os tamborins” do intestino preguiçoso.

Isso porque, a conhecida prisão de ventre pode ser motivada pela ausência dos nutrientes trazidos por estes alimentos. No caso das mulheres, explica o presidente da Federação Brasileira de Gatroenteorologia, Aytan Sipahi, o problema é acentuado por causa dos hormônios. Na gravidez, a dificuldade de ir ao banheiro aumenta ainda mais.

A estimativa é de que o dobro de mulheres sofra com o problema em relação aos homens. Eles, segundo o fabricante de um iogurte que promete dar uma forcinha ao intestino, somam 5 milhões no Brasil. Elas, portanto, seriam 10 milhões em todo País.

Pois bem, nada adianta sair por aí comendo fibras se, em paralelo, a ingestão de líquidos não acompanhar o cardápio, advertem os especialistas. Além de não favorecer o trânsito intestinal, o efeito no auxílio para emagrecer – outro benefício creditado às fibras – tampouco é alcançado. E o pir o: de super-heroína a fibra pode se transformar em vilã do intestino. Como? Os nutricionistas explicam: sem receber um “balde de água” o excesso de fibra provoca até mesmo constipação intestinal.

“A fibra precisa de água para funcionar. Se for consumida em parceria com o líquido, forma uma espécie de gel no intestino”, esclarece a nutricionista clínica Flávia Morais, especializada em dietas e alimentos naturais. “É este gel que promove a sensação de saciedade e a consequente redução do apetite”. Mas sem a companhia da água, adverte ela, não há este efeito e nem a melhora do funcionamento do intestino

Para que tudo funcione direitinho, o ideal é comer frutas, (morango, ameixa, abacaxi, damasco são bons exemplos), dois pratos de verduras e legumes (espinafre, cenoura, couve e brócolis são ótimos), cereais (como milho), farelos de trigo e feijão, sendo o indicado são 20 gramas de fibras diariamente. Além disso, é importante beber dois litros de água ao longo do dia.

Mas atenção: não vale beber e comer tudo de uma vez. É preciso separar em doses para ter o efeito desejado.

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