Ter 27 Jul 2010
Medicina Fetal = Bebês podem ser tratados dentro da barriga da mãe
Publicado por Zazou sob Dicas para Gestantes , SaúdeSem Comentários
Bebês que ainda não nasceram e com problemas de má formação já podem ser submetidos a tratamentos médicos dentro da barriga da mãe.
Devido aos avanços na área da Obstetrícia, diversas crianças têm sido salvas ou tido a qualidade de vida assegurada por procedimentos intrauterinos. Isto acontece graças à Medicina Fetal, que nos últimos anos tem se desenvolvido de forma bastante rápida tanto no Brasil quanto no resto do mundo.
A Medicina Fetal é um ramo da Obstetrícia e está ligada ao exame pré-natal realizado pelas gestantes. Ela atua em três frentes: prevenção, diagnóstico e tratamento.
Antes do ano 2000, as mulheres grávidas eram submetidas apenas ao ultrassom obstétrico normal. Hoje, em função dos avanços científicos, já existem equipamentos de ultrassom com tecnologia tridimensional, não estático. Com este aparelho, é possível visualizar, em tempo real, tudo o que o bebê faz dentro da barriga da mãe. Com isso, podemos detectar, de forma bastante precoce, eventuais alterações no feto.
Entre a décima segunda e a décima quarta semana de gestação, pode-se fazer uma avaliação morfológica do feto. Esta permite, por ultrassom transvaginal ou abdominal, identificar sinais de alterações genéticas cromossômicas através do tamanho da nuca da criança, da presença do osso do nariz e do fluxo da valva do coração. O procedimento é conhecido como avaliação da translucência nucal.
O diagnóstico precoce permite à equipe médica dar um melhor encaminhamento ao problema, seja ele simples ou grave. Isto faz toda a diferença no manejo inicial do bebê, evitando procedimentos como transferência hospitalar, por exemplo, que podem colocar a vida da criança em risco. Além disso, o fato de um problema ser diagnosticado ainda durante a gestação faz com que a mãe esteja mais preparada psicologicamente para enfrentá-lo, evitando surpresas desagradáveis no momento do parto.
Em alguns casos, além de preparar a equipe médica e os pais para a chegada do bebê, a Medicina Fetal também já possibilita a realização de intervenções intrauterinas na criança. Desta forma, os problemas podem ser corrigidos com a criança ainda dentro da barriga da mãe, sem grandes riscos para ambos. Existem poucos casos em que os procedimentos intrauterinos são indicados. Geralmente, eles são eventos considerados raros.
Um dos tratamentos intrauterinos mais comuns é a transfusão de sangue para o feto, que é realizada quando há incompatibilidade entre o sangue da mãe (RH negativo) e do bebê (RH positivo). Nestes casos, a criança desenvolve anemia e, na vigésima quarta semana de gestação, precisa de transfusão para não ir a óbito. Introduz uma agulha até o cordão umbilical, com auxílio de ultrassom, e levam sangue para dentro. A transfusão também pode se fazer necessária em gestações gemelares univitelínicas (de gêmeos idênticos). Pode acontecer de um dos bebês pegar mais nutrientes da placenta, que é única, do que o outro. Isto não é bom nem para a criança que pega mais nutrientes, que pode ter o coração sobrecarregado, nem para a outra, que pode ficar desnutrida. Quando isto acontece, deve-se separar a circulação entre os dois fetos através de cirurgia a laser intrauterina.
Há ainda outros procedimenntos intraútero, como a derivação vísico-amniótica, em bebês com obstrução urinária baixa. Quando há obstrução, a bexiga e o rim da criança ficam muito distendidos. Então, perto da vigésima semana de gestação, deve-se colocar um dreno entre a bexiga e o líquido amniótico. Se isto não for feito, a criança vai nascer com insuficiência renal grave.









